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DA CRÓNICA

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by

Betty Sil Fer

on 24 January 2013

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Transcript of DA CRÓNICA



«Episódios da Vida Romântica» OS MAIAS
 
 
 
 


 
 
 
 
 
 
.
   A imitação do estrangeiro:
A sociedade da época pensava que o que era “chique” tinha de vir de fora e tentava, assim, imitar o estrangeiro. Esta imitação reprovada por Afonso da Maia para quem “o verdadeiro patriotismo, talvez (…) seria, em lugar de corridas, fazer uma boa tourada.”



Mentalidade provinciana:
Um cenário que deveria ostentar a exuberância e o colorido de um acontecimento mundano como as corridas de cavalos, demonstra, uma imagem provinciana indesmentível:
O Hipódromo parecia um arraial;
as pessoas não sabiam ocupar os seus lugares;
O buffet tinha um aspecto nojento. A Corrida de Cavalos - Crítica Social – Cap. X CONCLUSÕES HOTEL CENTRAL CRÍTICA AO ESTADO DE ENDIVAMENTO DO PAÍS QUE DEPENDE DE EMPRÉSTIMOS AO ESTRANGEIRO
CALCULISMO E CINISMO DE COHEN: TENDO RESPONSABILIDADES PELO CARGO QUE DESEMPENHA, LAVA AS MÃOS E AFIRMA ALEGREMENTE QUE O PAÍS VAI DIREITINHO PARA A BANCARROTA. FINANÇAS

A LITERATURA E A CRÍTICA LITERÁRIA
AS FINANÇAS
A HISTÓRIA E A POLÍTICA
TEMAS DISCUTIDOS Lisboa é o espaço privilegiado do romance, onde decorre praticamente toda a vida de Carlos ao longo da acção.
O carácter central de Lisboa deve-se ao facto de esta cidade concentrar, dirigir e simbolizar toda a vida do país. Lisboa é mais do que um espaço físico, é um espaço social. É neste ambiente monótono, amolecido e de clima rico, que Eça vai fazer a crítica social, em que domina a ironia, corporizada em certos tipos sociais, representantes de ideias, mentalidades, costumes, políticas, concepções do mundo, etc.
Vários são os episódios utilizados pelo autor para mostrar a vida da alta sociedade lisboeta. Destacam-se os mais importantes:

O Jantar do Hotel Central
A Corrida de Cavalos
O Jantar dos Gouvarinhos
A Imprensa
O Sarau do Teatro da Trindade
O Passeio de Carlos e João da Ega
A Educação Os Maias - Crítica Social OBJECTIVOS:

Passar em revista a situação do jornalismo nacional
Confrontar o nível dos jornais com a situação do País. A Imprensa (cap. XV) Visão caricatural da sociedade feminina:
O traje escolhido não era o mais correcto face à ocasião: “As senhoras de “vestidos sérios de missa”, acompanhando “…chapéus emplumados” da última moda, que não se adequavam ao evento, muito menos à restante toilette.
Assim, o ambiente que devia ser requintado, mas, ao mesmo tempo, ligeiro como compete a um evento desportivo, era deturpado, pela falta de gosto e pelo ridículo da situação que se queria requintada sem o ser.
É também criticada a falta de à-vontade das senhoras da tribuna que não falavam umas com as outras e que, para não desobedecer às regras de etiqueta, permaneciam no seu posto, mas constrangidas. A excepção é D.Maria da Cunha que abandona a tribuna e se vai sentar perto dos homens.
A Falta de civismo:
As corridas terminaram grotescamente e a primeira corrida terminou mesmo numa cena de pancadaria. A Corrida de Cavalos - Crítica Social – Cap. X  
A imitação do estrangeiro

A mentalidade provinciana

Visão caricatural da sociedade feminina

A falta de civismo
  A Corrida de Cavalos - Crítica Social – Cap. X OBJECTIVOS:
Novo contacto de Carlos com a alta sociedade Lisboeta, incluindo o rei.
Visão da sociedade masculina e feminina sob o olhar crítico de Carlos.
Apresentar o cosmopolitismo postiço da sociedade.
Possibilidade de Carlos encontrar Maria Eduarda A Corrida de Cavalos EPISÓDIOS DA VIDA ROMÂNTICA OBJECTIVOS:

Ajudar as vítimas das inundações do Ribatejo
Apresentar um tema querido da sociedade lisboeta: a oratória
Criticar o Ultra-Romantismo que encharcava o público
Contrastar a festa com a tragédia O Sarau do Teatro da Trindade
( CAP. XVI) OBJECTIVOS:
reunir a alta burguesia e aristocracia
Radiografar a ignorância das classes dirigentes que revelam incapacidade de diálogo por manifesta falta de cultura. O Jantar dos Gouvarinhos (Cap XII) A HISTÓRIA E A POLÍTICA INTERVENIENTES:
João da Ega, promotor da homenagem e representante do Realismo / Naturalismo.
Cohen, o homenageado, representante das Finanças.
Tomás de Alencar, o poeta ultra-romântico.
Dâmaso Salcede, representante do novo-riquismo burguês.
Carlos da Maia, o médico e observador crítico.
Craft, representante da cultura artística e britânica.
O Jantar do Hotel Central -Crítica Social – Cap. VI OBJECTIVOS:
Homenagear o banqueiro Jacob Cohen
Proporcionar a Carlos um 1º contacto com o meio social lisboeta
Apresentar uma visão crítica da sociedade
Proporcionar a Carlos a visão de Maria Eduarda
O Jantar do Hotel Central -Crítica Social – Cap. VI Dois jornais são alvo de crítica - A Tarde e A Corneta do Diabo. SUPERFICIALIDADE DOS JUÍZOS DOS MAIS DESTACADOS FUNCIONÁRIOS DO ESTADO; INCAPACIDADE DE DIÁLOGO POR MANIFESTA FALTA DE CULTURA Não entra nas discussões
Desconhece o sociólogo Proudhon
Defende a imitação do estrangeiro
Acata todas as opiniões alheias, mesmo absurdas
Defende a literatura de folhetins, de cordel
É deputado É retrógrado e tem lapsos de memória
Comenta muito desfavoravelmente as mulheres
Revela uma visível falta de cultura
Não acaba nenhum assunto
Não compreende a ironia sarcástica de Ega
Vai ser ministro SOUSA NETO CONDE DE GOUVARINHO GOUVARINHO E SOUSA NETO DISCUTEM: RECUSA O ULTRA-ROMANTISMO DE ALENCAR
RECUSA A DISTORÇÃO DO NATURALISMO DE EGA
AFIRMA UMA ESTÉTICA PRÓXIMA DA DE CRAFT: “estilos novos, tão preciosos e tão dúcteis”;
TENDÊNCIA PARNASIANA RECUSAM O ULTRA-ROMANTISMO DE ALENCAR
CARLOS ACHA INTOLERÁVEL O CIENTIFICISMO DO REALISMO
CRAFT DEFENDE A ARTE COMO IDEALIZAÇÃO DO QUE MELHOR HÁ NA NATUREZA
CRAFT DEFENDE A ARTE PELA ARTE DEFENSOR DO REALISMO-NATURALISMO;
EXAGERA, DEFENDENDO O CIENTIFICISMO NA LITERATURA
NÃO DISTINGUE CIÊNCIA E LITERATURA

OPOSITOR DO REALISMO-NATURALISMO;
INCOERENTE: CONDENA O QUE CANTARA NO PASSADO – O ESTUDO DOS VÍCIOS DA SOCIEDADE
FALSO MORALISTA – ACHA O REALISMO-NATURALISMO IMORAL
DESFASADO DO SEU TEMPO
DEFENSOR DA CRÍTICA LITERÁRIA DE NATUREZA ACADÉMICA:
- PREOCUPADO COM ASPECTOS FORMAIS EM DETRIMENTO DA DIMENSÃO TEMÁTICA A LITERATURA E A CRÍTICA LITERÁRIA A acção do romance " Os Maias" baseia-se na história de três gerações da família Maia ( Afonso ,Pedro e Carlos ) e tem como plano de fundo a sociedade lisboeta de grande parte do século XIX. A IMPORTÂNCIA DO TÍTULO E DO SUBTÍTULO; Os Maias A arquitetura do romance A HISTÓRIA DA FAMÍLIA MAIA CONTADA AO LONGO DE TRÊS GERAÇÕES. Geração Afonso da Maia-representante dos antigos valores ,assinalada pela reacção contra o absolutismo; Geração
Pedro da Maia(representante da fase de instauração do liberalismo) Geração
Carlos da Maia(simboliza a decadência dos ideais liberais) «Episódios da Vida Romântica» A vida da sociedade lisboeta da segunda metade do séc. XIX aponta para a pintura detalhada de uma sociedade ,com os seus vícios e aspetos menos edificantes ,pintura que se intrega perfeitamente no ideário do romance naturalista ,concretizado através da abordagem de certos temas e de episódios de caráter social. Esta conjuga três dimensões estruturadoras: os antecedentes e a evolução da família Maia a intriga a visão dos costumes quotidianos da socidade lisboeta no final do século XIX ,que serve de cenário da intriga central. intriga principal intriga secundária Na intriga secundária temos: a história de Afonso da Maia - época de reacçãodo Liberalismo ao Absolutismo; a história de Pedro da Maia e Maria Monforte - época deinstauração do Liberalismo e consequentes contradições internas; a história da infância e juventude de Carlos da Maia - época de decadência das experiências Liberais. Na intriga principal são retratados os amores incestuosos de Carlos e Maria Eduarda que terminam com a desagregação da família - morte de Afonso e separação de Carlos e Maria Eduarda.

-Carlos (infância ,cap III;pag 53 a 86 ,juventunde e estadia em Coimbra -época de formação -cap IV ,pag 87 a 95 .longa viagem pela Europa -cap IV pag 95 e 96. A acção principal A acção principal d'Os Maias
, desenvolve-se segundo os moldes da tragédia clássica. Ação principal -cap II ,PAG 95 a CAP XVII pag 687 As principais sequências narrativas : Carlos vê Maria Eduarda no Hotel Central -pag 156 a 157; -Carlos visita Rosa,filha de Maria Eduarda ,a pedido de Miss Sara ( a governanta)pag 260 a 264 ; -Carlos conhece Maria Eduarda ,na casa desta -pag 348; declaração de Carlos a Maria Eduarda -pag 408 a 409; -consumação do incesto incosciente-pag 438 ; encontro de Maria Eduarda com Guimarães,tio de Dâmaso-pag 537 -revelações de Guimarães a Ega -pag 614 a 615 revelações de Ega a Carlos -642 a 643 revelações de Carlos a Afonso -pag 644 a 645 ; insistencia no incesto agora consciente_pag 658 -morte de Afonso por apoplexia -pag 668 a 669; revelações de Ega a Maria Eduarda -pag 683 a 684 partida definitiva de Maria Eduarda para Paris-687. Reconhecimento Catástrofe PERIPÉCIA Alguns elementos estruturais trágicos súbita mudança doas acontecimentos ,a passagem brusca da felicidade para a infelicidade a "morte"das personagens -física ,para Afonso (por apoplexia) ,do amor -para Carlos e Maria Eduarda ,sociadade,e para a família . O reconhecimento, foi acarretado pelas revelações do Guimarães, que tornou a relação entre Carlos e Maria Eduarda uma relação incestuosa - A fatalidade familiar ligada ao Ramalhete: Vilaça menciona-a no relatório sobre a casa que enviou a Afonso, mas este não desistiu de a habitar; A semelhança de nomes entre os irmãos (Carlos Eduardo e Maria Eduarda). Carlos dizmesmo, falando dessa semelhança:
"Quem sabe se não pressagiava a concordância dos seus destinos!" O painel com a cabeça degolada dentro de um prato de cobre que, no quarto, vigiava oninho de amor em que os dois irmãos consagravam o incesto. Era a cabeça de João Baptistadegolado por ter denunciado a relação incestuosa de Heródes. Eduarda impressiona-se comela na primeira visita aos Olivais e Carlos tapa-a quando se deitam juntos pela primeira vez - A trovoada que acompanha a primeira noite de amor dos dois irmãos. Esta acontece numambiente carregado de presságios como que prevendo um futuro onde tudo seria confuso eescuro; - A semelhança fisionómica que Maria Eduarda nota entre Carlos e a sua mãe; Os três lírios brancos que murchavam, símbolo dos elementos da família que ainda restavam; - A sorte de Carlos ganhando todas as apostas - nas Corridas de Cavalos, é indício de futura desgraça *Epílogo:cap III,pag 688 a 716 . São os acontecimentos marcantes do desfecho do romance,como: O epílogo da obra Os Maias é caracterizado por uma longa viagem de Carlos da Maia e Ega através do mundo, que decorreu durante dez anos -reencontro de Carlos e Ega -"E numa luminosa e macia manhã de janeiro de 1887 ,os dois amigos ,enfim juntos ....."-pag 690. A educação A educação em os Maias é abordada de forma a evidenciar duas mentalidades diferentes : Pedro da Maia -típica educação portuguesa oitocentista convervadora e católica
-apelo á memória -aprendizagem de uma língua morta (latim )
-educação doutrinária sem fins práticos (fuga ao contacto direto com a natureza e ás realidades práticas da vida. Carlos da Maia -educação tipicamente inglesa ,moderna e laica;
-apelo ao conhecinto prático das coisas;
-aprendizagem de línguas vivas; Consequências Ambos ,apesar de ter tido educações diferentes falharam na vida. Educação tradicional+herança do caracter depressivo e melancolico da mãe+disilusão amorosa=Homen incapaz ,fraco ,suicídio. Devido á ligação incestuosa com Maria Eduarda. Antecedentes da intriga central -introdução e preparação da ação ;cap I a cap IV ;pag 95. instalação dos Maias ;descrição e história do Ramlhete ,casa da família Maia ,no outono de 1875 -cap I,pag 5 a 13 ;
-a grande analepse com o objetivo de explicar os antecedentes da família e o aparecimento de Carlos ,em Lisboa ,no outono de 1875 ;
-juventide de Afonso e exílio em Inglaterra-cap I pag 13 A 17 ;vida de Pedro (infância ,juventude ,relação casamento com Maria Monforte ,suisídio)cap I ,pag 18 A cap II pag 52 -que constitui a ação secundária - pressagiava, de facto, mas de forma trágica; MENSAGEM D"OS MAIAS” Final pessimista do romance!

Portugal não tem viabilidade de se tornar um país europeu;

A passagem pelo Ramalhete não constitui a catarse porque Carlos regressa ao
ponto de partida – o Hotel Bragança;

-o Ramalhete em ruínas prefigura um Portugal sem futuro. Final optimista do romance!
Portugal tem hipóteses de modificar a sua situação
-Nada há de definitivo, há que viver.

O renascer de Carlos é significativo: corre em busca da vida e para a vida. O que é necessário é que Portugal tenha a sua catarse (simbolizada pela passagem pelo inferno do Ramalhete) que, segundo Eça afirma noutros textos, passará por uma catástrofe que purificará Portugal.
(Cf. ideologia de Ega – “a revolução”, “ a invasão espanhola” – no Jantar do Hotel Central)
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