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Gênese Geoeconômica do Território Brasileiro

2º ano do Ensino Médio - 1º bimestre - Situação de Aprendizagem 1
by

Débora Souza

on 17 March 2013

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Transcript of Gênese Geoeconômica do Território Brasileiro

Gênese Geoeconômica do Território Brasileiro Quinto maior país do mundo (8.514.876 km2), cuja população está concentrada no litoral! Os limites territoriais do Brasil tal qual conhecemos hoje... Afinal... Quais fatores influenciaram na formação do território, da economia e da sociedade brasileira? *O Tratado de Tordesilhas foi um acordo celebrado em 1494 entre o Reino de Portugal e o Reino da Espanha para dividir as terras "descobertas e por descobrir" por ambas as metrópoles fora da Europa. Século XVI: a América Latina era dividido entre a Coroa da Espanha e de Portugal, através do Tratado de Tordesilhas*. Neste período as atividades econômicas se limitavam ao litoral do Brasil, sendo que a capital estava instalada em Salvador:
exploração do pau-brasil*, litoral brasileiro;
cana-de-açúcar, em latifúndios do litoral paulista e do Nordeste;
pecuária. Tal economia permitiu que o reino de Portugal em associação com a Holanda começasse a tomar posse efetiva do que viria a se constituir a quinta maior nação do mundo. O Brasil, enquanto país e com essa dimensão territorial, nem sempre existiu, pois suas atuais fronteiras são resultantes de políticas da metrópole portuguesa, orientadas de acordo com o ciclo econômico vigente:
monocultura da cana-de-açúcar ocorrida do Nordeste (séc. XVI...);
as drogas do sertão na Amazônia (séc. XVII...);
ouro, a partir do Sudeste brasileiro (séc. XVIII);
café no planalto paulista (séc. XIX);
pecuária (séc. XVI ao XIX). PROCESSO!!! Século XVII: uma vez que na Europa o reino português estava sobre o domínio espanhol, os portugueses instalados no Brasil dão início a expansão de sua área de domínio através de assentamentos esporádicos. A exploração das drogas do sertão* na Amazônia favoreceu este processo, uma vez que a coroa espanhola não demonstrava interesse nestas terras, estando suas atividades concentradas no litoral ocidental da América do Sul. A pecuária no Nordeste e a exploração do ouro se despontavam como uma oportunidade de adentrar o espaço físico. A exploração de ouro no estado de MG e MS (anteriormente pertencente a Espanha*) desempenhou um papel importantíssimo na fixação de cidades no interior da colônia portuguesa, ao atrair diversos aventureiros - os bandeirantes. A produção de algodão na região do atual Maranhão foi uma medida adotada pelos portugueses para impedir a ocupação holandesa. Curiosidade:
Drogas do sertão é um termo que se refere a determinadas especiarias (ervas aromáticas, plantas medicinais, cacau, canela, baunilha, cravo, castanha-do-pará e guaraná.) extraídas do chamado sertão brasileiro (como era conhecida a floresta do Brasil) na época dos bandeirantes. Por serem desconhecidas na Europa seu contrabando rendia excelentes preços. Para combater tal prática, em 1616, Francisco Caldeira Castelo Branco fundou, na foz do rio Amazonas, o forte do Presépio, dando origem à atual cidade de Belém. *Até o Tratado de Madri (1750) e o direito de posse: determinou os limites e estabeleceu que a paz sempre reinaria entre as duas colônias sul-americanas, até em tempos de guerra.
O Tratado de Madrid foi importante para o Brasil porque definiu aproximadamente o contorno geográfico do Brasil hoje. Além das atividades econômicas já citadas haviam diversas outras sendo praticadas no fim do século XIX e início do século XX, tais como:
o café (Vale do Paraíba);
o mate (em parte da região Sul);
o cacau (litoral baiano);
o fumo (em MG);
a borracha (AM). Entretando, foi o avanço persistente da pecuária sobre o MT e MS que ajudou a configurar o atual limite territorial do Brasil. A produção realizada em território brasileiro era destinada para o mercado europeu, sendo que a PECUÁRIA era o único produto destinado a abastecer o mercado interno.

Diante de sua vocação exportadora as estradas de ferro eram construídas visando ligar os espaços produtivos aos portos de abastecimento internacional, de maneira que havia poucas vias de ligação interna.

Assim, ao olhar atentamente a figura anterior é possível perceber que até então o território brasileiro era totalmente desarticulado, assemelhando-se a um conjunto de ilhas econômicas. O assentamento das primeiras cidades e vilas na franja costeira brasileira (Nordeste e Santos, por exemplo) aliado a uma política de monopolização do acesso às terras foram os responsáveis pelo assentamento da população nestas áreas, fatores que se tornaram obstáculos para a distribuição populacional mais homogênea, considerando sua extensa fronteira. Cada ciclo econômico ocorrido no Brasil contribuiu para a formação do território nacional e outras características que observamos nos dias atuais...
De modo que até hoje enfrentamos dificuldades em formar uma socidade mais justa!!! Saiba mais sobre os acordos tratados entre Portugal e Espanha acerca da divisão territorial do Brasil em: http://www.historiatecabrasil.com/2010/05/tratados-territorias-do-brasil.html Como consequência foram criados novos eixos de integração interna da colônia. Assim, com o objetivo de arrecadar mais impostos a capital brasileira foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro . A exploração do pau-brasil:

Os índios o usavam na produção de arcos e flechas e na pintura, antes mesmo dos portugueses aqui chegarem. Porém a brasileína – corante extraído da madeira, utilizada na produção de tintas, sobretudo para tecidos – foi o que interessou de imediato à Coroa. Portugal, que antes adquiria esta substância por intermédio dos mercadores que vinham do Oriente, visualizou um futuro promissor pela frente e tornou a exploração do Pau-Brasil exclusiva.
A exploração da árvore do pau-brasil veio a ser a primeira atividade econômica e depois foi a base para a implantação dos "plantations". Sua extração foi fácil, pois o pau-brasil estava localizado em florestas do litoral e havia um intercâmbio permanente com os índios, que talhavam e conduziam as toras em troca de mercadorias européias banais, tais como facões, machados, espelhos, panos, entre outras coisas.
No ano de 1530, em alguns locais litorâneos, o pau-brasil já era insuficiente, apesar do Brasil ter mantido a exportação da madeira até o início do século XIX. Já em 1605 foi instituído o "Regimento Pau-Brasil", ou seja, a proibição do corte deste tipo de madeira.
A exploração destruiu boa parte de nossas florestas. Do início de seu tráfico restou somente 3% de Floresta Atlântica e, por conseqüência, convivemos até hoje com o desmatamento indiscriminado que coloca em perigo nossa biodiversidade. Produção da cana-de-açúcar:

A polarização entre o senhor de engenho e o escravo – entre a casa grande e a senzala – e a condição de colônia orientada pela monocultura latifundiária exportadora foram os elementos fundadores das instituições políticas e econômicas das zonas açúcareiras. Pode-se dizer que aí estão os elementos constitutivos de instituições ruins do Nordeste: extrema desigualdade social, uma elite política e econômica demasiadamente pequena e a formação de um arcabouço legal e tributário extrativista.
Ainda hoje é possível observar casos de sub-emprego nos campos e nas cidades e de degradação ambiental (avanço sobre áreas biologicamente diversificadas) em países pobres e subdesenvolvidos em função deste tipo de distribuição de terras, por exemplo, a monocultura latifundiária de soja no Cerrado. Produção pecuária:

A pecuária era uma atividade de subsistência, a qual fornecia meio de transporte, força motriz, produtos alimetícios, roupas, sapatos e outros utensílios.
Inicialmente, a cana-de-açúcar se espalhou por grandes latifúndios na faixa próxima ao litoral, sendo proibida outras atividades, como consequência disso o gado foi empurrado para o interior semi-árido do Nordeste onde se instalaram inúmeras fazendas. A pecuária era uma atividade econômica que também subsidiava a mineração.
Tais atividades econômicas contribuiam para o desenvolvimento econômico dessas áreas e garantiam a posse de inúmeras terras do interior do país!!!
Atualmente, esta atividade extensiva continua ocupando boa parte do território brasileiro, o que evidencia a reprodução dos interesses econômicos: Nordeste (território já donimado - em declínio) X Centro-Oeste (território dominado, mas pouco explorado - em ascenção). Resumindo:

A ocupação da Amazônia ocorreu devido à existência de muitos rios e suas especiarias, o que permitiu a implantação de pequenos núcleos que não prosperaram. Uma efetiva ocupação ocorreu, mas voltada, sobretudo para a subsistência, sendo a extração de produtos vegetais a base da economia.
A ocupação do Nordeste embora tenha sido próspera não foi suficiente para garantir o desenvolvimento econômico da região, dado que os interesses comerciais se voltaram sobretudo para o Sudeste. Considerando as condições climáticas do semi-árido, a população ainda sofre com o pouco investimento. Palavras-chave: expansão marítima; colonização da América Latina; política de exportação; produtos primários/agrícolas; trabalho escravo. Com uma população índigena relativamente escassa e aparentemente sem indícios de metais preciosos, os portugueses optaram pelos "plantations". Os holandeses também se beneficiaram deste quadro político... Século XVIII: com a decadência da economia açucareira em decorrência da produção nas Antilhas... Escravidão índigena e negra. Metade da população era de escravos negros. => sociedade colonial e monarquica sociedade atual Brasil Império e República: Brasil Colônial: ARQUIPÉLAGOS ECONÔMICOS:
NE açucareiro; AM extrativista e o SE mineiro e cafeeiro Áreas com atividade pecuária Focos de queimada
avanço da soja e da pecuária A produção das “Drogas do Sertão”:

No plano da construção espacial brasileira, os jesuítas ampliaram o limite do território conhecido ao funcionar como vanguarda do poder colonial e ao explorar as drogas do sertão.
A coroa portuguesa, manobrando persistentemente e meticulosamente para a expansão geográfica da sua soberania, ordenou a construção de fortificações ao longo do perímetro exterior das expedições.
Assim surgiram os fortes de São Joaquim(RR), São José das Marabitanas (Alto Rio Negro), São Gabriel (Rio Negro), Tabatinga (Rio Solimões) e Príncipe da Beira (Rio Guaporé), balizando o contorno das nossas fronteiras terrestres. Ruínas do Forte São Joaquim Forte Príncipe da Beira
(sítio arqueológico) Heranças arquitetônicas A produção da borracha:

A borracha atraiu para a região amazônica muitos migrantes nordestinos (arigós) que se transformaram na mão-de-obra e também garantiu a posterior anexação do Acre. Alguns se estabeleceram nas proximidades de Belém e de Manaus, onde deram início a uma importante agricultura praticadas em pequenas propriedades familiares.
O crescimento econômico e populacional atraiu também a indústria de bens de consumo para a Amazônia. Para facilitar o escoamento da produção e receber as mercadorias compradas no estrangeiro, foram construídos os portos e ferrovias.
Nas grandes cidades da região, os barões da borracha impõe um novo modo de vida baseado na Belle Époque (palacetes, igrejas, praças, bosques, etc.) e espaços culturais (teatros, escolas, jornais, etc).
Esse período de intensa reorganização do espaço entra em crise devido à concorrência feita pela borracha produzida na Ásia.
Se a borracha e a indústria eram fonte de riqueza da elite, as atividades tradicionais permaneceram, sobretudo, como fonte de sobrevivência de uma grande parcela populacional em contraste com o avanço da soja. Pau-Brasil Devastação da Mata Atlântica Atividades agrícolas:
juta, guaraná, mandioca, cacau, cupuaçu, pimenta-do-reino
X
soja, café, cacau e o feijão A produção cafeeira:

As condições naturais (terrenos menos acidentados e o solo de terra roxa) favoreceram a economia cafeeira no Sudeste. A migração em massa (principalmente de italianos) foi a solução para o problema da mão-de-obra, depois da proibição do tráfico negreiro e da Lei de Terras.
A maior parte das ferrovias no estado de São Paulo foi construída somente após o estabelecimento destas fazendas, quando a população dos povoados se tornou numerosa e o volume da produção compensava o investimento.
No final do séc. XIX o Brasil passou a conhecer crises de superprodução de café, aliado ao fato de que as crescentes exportações do café causaram rápido esgotamento dos solos.
A transformação política* do Sudeste (principalmente de SP) favoreceu a transição de uma economia agro-exportadora para uma economia urbano-industrial. O café a as ferrovias constituíram uma infra-estrutura importante para assegurar o desenvolvimento do capitalismo no Brasil. Sua função foi a de inserir-nos na economia mundial como país de economia primário-exportadora, no contexto da divisão internacional do trabalho. Novas relações: trabalho assalariado e o mercado consumidor interno => centros urbanos Ao poucos foi se intensificando a articulação entre as regiões e reduzindo o isolamento anterior... Atividades: A ocupação do Sudeste se deu a partir da economia cafeeira e da implantação das ferrovias, o que levou a maior a transformação do espaço brasileiro, ao facilitar a industrialização e a urbanização, apesar de ter ter limitado e até subordinado o desenvolvimento industrial de outras regiões.
A ocupação do Centro-Oeste foi possível graças a exploração da pecuária e do ouro, mas também a construção de Brasília nos anos de 1960. Este recente acontecimento tem sido compensado pelos pesados investimento em tecnologia agrícola.
A ocupação do Sul foi realizada por colonos estrangeiros, principalmente, mas também por criadores paulistas, que haviam se estabelecido em áreas de campo, desenvolvendo a pecuária, que encontrou condições ambientais favoráveis para o desenvolvimento, tendo como finalidade a exportação do couro. * Grandes proprietários => plantadores de café, proprietários urbanos e comerciantes Para a próxima aula:

Com base na temática discutida discorra brevemente sobre a formação do território brasileiro entre os séculos XVI e início do século XX, para tanto
considere seus conhecimento acerca das atividades econômicas que impulsionaram o avanço dos portugueses para o interior do que viria a ser o Brasil e suas consequências sobre a atual sociedade. O que é o princípio uti possidetis e quando este mecanismo foi usado por Portugal? Para saber mais assista: (Cesgranrio-RJ) A formação do território brasileiro no período colonial resultou de vários movimentos expansionistas e foi consolidada por tratados no século XVIII. Assinale a opção que relaciona corretamente os movimentos de expansão com um dos Tratados de Limites.
a) A expansão da fronteira norte, impulsionada pela descoberta de minas de ouro, foi consolidada no tratado de Utrecht.
b) A região missioneira do sul constituiu um caso à parte, só resolvido a favor de Portugal com a extinção da Companhia de Jesus.
c) O Tratado de Madri revogou o de Tordesilhas e deu ao território brasileiro conformação semelhante à atual.
d) O Tratado do Pardo garantiu a Portugal o controle da região das missões e do rio da Prata.
e) Os tratados de Santo Ildefonso e Badajós consolidaram o domínio português no sul, passando a incluir a região platina. A conquista e a posse das terras no Brasil Colonial foram feitas por particulares que deviam lealdade ao rei de Portugal.
a) Qual foi a mudança territorial do Brasil entre os séculos XVI e XVIII?
b) Quais as principais atividades econômicas que promoveram tal mudança?
c) Qual foi a política utilizada pela Metrópole para a distribuição das terras no Brasil Colonial? Distribuição de terras: sesmarias A expansão da colonização no Brasil acentua-se na segunda metade do século XVIII, caracterizando-se pela ocupação do território. Quais os fatores que contribuíram para a expansão da colonização para além do litoral? Marco histórico: 1500 d. C. O território antes ocupado por índios (onda a natureza era predominante) foi tomado por portugueses,os quais iniciaram profundas transformações nas relações sociais. (ÍNDIOS, PORTUGUESES OU ESPANHÓIS ?) Sociedade colonial As culturas como açúcar, drogas do sertão, borracha, café e a pecuária desenvolveram-se em áreas diferentes de acordo as vantagens comparativas naturais e históricas de cada porção do espaço brasileiro. Esse arquipélago mercantil configura-se como “bacias de drenagens” integradas ao centro em grandes cidades portuárias, que escoavam a produção ao mercado externo. Essa organização do território produziu as grandes cidades portuárias do Brasil rural-agrário, centros modernos com laços intensos aos centros urbanos europeus. Pode-se citar as cidades: Belém, Rio de Janeiro, Recife, Salvador, São Luís, etc. => Profundas desigualdades regionais...
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