Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Implantação do Liberalismo em Portugal

Causas e consequências da revolução de 1820
by

Renato Albuquerque

on 26 February 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Implantação do Liberalismo em Portugal

Maria Francisca Isabel Josefa Antónia Gertrudes Rita Joana de Bragança - D. Maria I
(1734-1816) Doente desde 1792, declarada incapaz de governar em 1799
João Maria José Francisco Xavier de Paula Luís António Domingos Rafael de Bragança - D. João VI
(1767-1826) Regente desde 1792; rei desde 1816
1808
1809
1810
1811
1812
1813
1814
1815
1816
1817
1818
1819
1820
1821
1822
1823
1824
1825
1826
1827
1828
1829
1830
1831
1832
1833
1834
1835
1836
1837
1838
1839
1840
1841
1842
1843
1844
1845
1846
1847
1848
1849
1850
1851
Absolutismo
IMPLANTAÇÃO DO LIBERALISMO EM PORTUGAL
País agrícola
Camponeses obrigados a pesadas contribuições
Cidades [Lisboa, Porto, Braga...] provincianas
Nobreza afastada do Iluminismo e dependente da
Coroa
Clero católico com enorme influência
Poder repressivo assente em:
Inquisição
Real Mesa Censória [proibição de obras "subversivas"]
Intendência-Geral da Polícia
1733-1805
Forças que se opõem ao absolutismo:
burguesia comercial [brasileiros]
intelectuais [frequentadores de cafés e botequins]
maçonaria
1806
O que altera esta situação?
Elemento externo:
Invasões Francesas
Napoleão decreta o Bloqueio Continental:
nenhum país europeu pode comerciar com a Inglaterra
Hesitação do príncipe regente, D. João, entre
França [neste caso, as colónias portuguesas seriam ocupadas pela Inglaterra] e Inglaterra [neste caso, Portugal seria dividido entre a França e a Espanha]
D. João acaba por resistir a Napoleão que decide invadir
Portugal
Napoleão Bonaparte
1769-1821
1ª Invasão Francesa:
De novembro de 1807 a agosto de 1808
Fuga da corte para o Brasil
Franceses comandados por Junot
Exército constituído por mercenários, mal abastecido, entra pelo centro --> saques
Revoltas em Espanha levam a revoltas em Portugal
Intervenção das tropas inglesas
Batalhas da Roliça e Vimeiro ganhas pelos ingleses
Convenção de Sintra: ingleses embarcam as tropas francesas de volta ao seu país, levando o saque obtido
William Beresford organiza o exército português
1807
2ª Invasão Francesa
De fevereiro a maio de 1809
Franceses comandados por Soult
Entram por Trás-os-Montes e ocupa
m o Porto
Tragédia da Ponte das Barcas
3ª INVASÃO FRANCESA
De julho de 1810 a abril de 1811
Entrou pela Beira e dirigiu-se a Lisboa
Comandados por Massena
Derrotado no Buçaco
Derrotado nas Linhas de Torres
Retira para Espanha
Fim das Invasões Francesas
Janeiro de 1808:
Abertura dos portos brasileiros aos outros países [Inglaterra]
Em fevereiro de 1810 o Príncipe D. João assina vários tratados com a Inglaterra, sendo o mais importante o Tratado de Comércio e Navegação, que estabelecia uma taxa de apenas 15% sobre a importação de produtos ingleses.
Com esse tratado os ingleses eliminavam a concorrência no mercado brasileiro, dominando-o por completo.
Navios de guerra ingleses podiam atracar em portos brasileiros.
Súbditos ingleses tinham direito a tribunais especiais.
dezembro de 1815:
Brasil elevado a Reino
Consequências das Invasões Francesas (1807-11):
Corte e D. João permanecem no Brasil
Economia portuguesa destruída
Burguesia perde comércio do Brasil (arroz, café, açúcar, algodão, peles, couros, tabaco, madeiras...)
Beresford permanece em Portugal
ingleses ocupam os principais postos militares perseguem "jacobinos" e maçons
Descontentamento
Beresford manda prender vários oficiais portugueses, entre os quais Gomes Freire de Andrade, Grão Mestre da Maçonaria
Manuel Fernandes Tomás funda, no Porto, o Sinédrio
[associação secreta ligada à Maçonaria]
Promovem "jantares" dos seus membros
janeiro de 1820:
Revolta liberal em Espanha
maio de 1820:
Beresford vai ao Brasil falar com o Rei
- 24 de agosto de 1820:
Revolta liberal no Porto
- discurso do coronel Sepúlveda aos soldados
País agrícola
Camponeses obrigados a pesadas contribuições
Cidades [Lisboa, Porto, Braga...] provincianas
Nobreza afastada do Iluminismo e dependente da
Coroa
Clero católico com enorme influência
Poder repressivo assente em:
Inquisição
Real Mesa Censória [proibição de obras "subversivas"]
Intendência-Geral da Polícia
1733-1805
Forças que se opõem ao absolutismo:
burguesia comercial [brasileiros]
intelectuais [frequentadores de cafés e botequins]
maçonaria
O que altera esta situação?
Elemento externo:
Invasões Francesas
Liberalismo
Liberalismo
página 86
Objetivos da Revolução de 1820:
- Criação de um governo provisório
- Convocação das Cortes
- Elaboração de uma Constituição
- Manutenção da Monarquia (monarquia constitucional)
- Defesa da religião católica
[ - regresso do Rei a Portugal]
[ - expulsão dos ingleses]
[ - regresso ao domínio do comércio brasileiro / regresso do Brasil à situação anterior]
Criação da Junta Provisional do Supremo Governo do Reino (Porto) que se virá a fundir com a de Lisboa
- janeiro de 1821: início dos trabalhos das Cortes Constituintes
- 3 tendências:
- moderados (à inglesa)
- radicais (à francesa, na época da Convenção)
vencedores -> "vintismo"
- gradualistas (à espanhola)
- setembro de 1822:
- aprovada a Constituição
- outubro de 1822:
- assinada pelo Rei
- páginas 89 e 90
- julho de 1821: D. João VI regressa a Portugal com a Rainha, Carlota Joaquina, e o filho mais novo, D. Miguel.
- D. Pedro, o filho mais velho, permanece no Brasil
- setembro de 1821: Cortes exigem o regresso de D. Pedro que não obedece
Medidas tomadas pelas Cortes enquanto iam discutindo a futura Constituição:
- Extinção da Inquisição e censura prévia
- Liberdade de imprensa e ensino
- Criação do Banco de Lisboa (1º banco português)
- Transformação dos bens reais em bens nacionais
- Supressão da dízima à Igreja
- Encerramento de conventos e ordens religiosas
- Reforma dos forais suprime direitos feudais (relego, aposentadoria, coudelaria, portagens, jeiras...)
(junho 1822) Lei dos Forais
- Redução para metade das prestações pagas pelos agricultores aos proprietários na terras com foral
(pagas agora em dinheiro mas a quantia é fixada arbitrariamente)
- Mantem-se a situação anterior nas restantes terras
- Descontentamento e instabilidade social
- relego: só poder vender os seus produtos após o seu senhor
- aposentadoria: obrigação de alojar e alimentar o seu senhor
- coudelaria: obrigação de criar cavalos para a guerra
- portagem: obrigação de pagar para passar pelas terras do senhor
- jeira: obrigação de trabalhar gratuitamente nas propriedades do senhor
7 de setembro de 1822:
- Grito do Ipiranga: "Independência ou Morte"
- Independência do Brasil declarada por D. Pedro
- Causas:
- antecedentes nacionalistas (ver pág. 94)
- política anti-brasileira das Cortes
- desenvolvimento do Brasil (economia, cultura, comércio, justiça...)
- influência do movimento libertador na América do Sul
Constituição de 1822:
- garante liberdade, segurança e propriedade
- fim dos privilégios
- regime: monarquia constitucional hereditária
- 3 poderes:
- legislativo - Cortes; Rei sanciona as leis e tem veto
suspensivo (apenas 1 vez)
- executivo - Rei (é inviolável) e Secretários de Estado
- judicial - juízes
- são eleitores:
- [todos os homens] maiores de 25 anos
- e com 20 ou mais anos: casados, militares, bacharéis e padres
- não votam:
- menores de 25 anos, criados, vadios, analfabetos, clero regular
- religião católica é a religião oficial dos portugueses
Cortes Constituintes estão dominadas pela burguesia rural pelo que não adotam o liberalismo económico:
- mantêm o protecionismo (Companhia da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, por ex.)
- proibem a importação de cereais, licores, vinhos, porcos (os produtos que eles querem vendem)
Reação à revolução liberal
- exterior:
boicote e apoio aos absolutistas pela Quádrupla Aliança
- interior:
oposição da rainha Carlota Joaquina e de D. Miguel
Vila-francada (maio de 1823): 2 regimentos, comandados por D. Miguel revoltam-se contra o Rei
D. Miguel é nomeado Comandante em Chefe do Exército
Governo entregue a moderados
Abrilada (abril de 1824): apoiantes de D. Miguel prendem o Governo
D. João domina a revolta e envia D. Miguel para o exílio em Viena de Áustria
D. João VI morre subitamente (março de 1826)
Questão sucessória:
- D. Pedro é imperador do Brasil;
- D. Miguel está exilado no estrangeiro por ser absolutista e se ter revoltado contra o rei
Solução:
- D. Pedro abdica na filha (D. Maria da Glória, 7 anos)
- Outorga a Carta Constitucional
- D. Miguel casar-se-ia com a sobrinha e juraria a Carta
- D. Miguel assumiria a regência
Carta Constitucional de 1826:
- 4 poderes:
- legislativo - Cortes compostas por Câmara de Pares (nomeados pelo rei, vitalícios e hereditários) e Câmara de Deputados (eleita) Rei sanciona as leis
- moderador - o Rei nomeia os Pares e dissolve a Câmara dos Deputados; direito de veto absoluto
- executivo - Rei (é inviolável) e Secretários de Estado
- judicial - juízes
- são eleitores:
- [todos os homens] maiores de 25 anos
- e com 21 ou mais anos: casados, militares, bacharéis e padres
- cidadãos ativos elegem os eleitores de província que elegem os deputados (votação indireta)
- não votam:
- menores de 25 anos, criados, vadios, analfabetos, clero regular e os que não tiverem uma renda líquida de 100.000 reis
- garante as regalias da nobreza hereditária
- D. Miguel regressa a Portugal como regente
- Dissolve a Câmara dos deputados e demite o governo
- Convoca Cortes "à moda antiga" e é aclamado como Rei
- Abolida a Carta Constitucional
- Regresso ao absolutismo que nunca é aceite nas Ilhas e nalgumas zonas do país
- Perseguição feroz aos liberais que são presos ou se exilam
Guerra Civil: 1828-1834
1831 - D. Pedro abandona o Brasil e vem defender os direitos da filha
A partir da Ilha Terceira junta um exército que desembarca no Mindelo e ocupa o Porto
Cerco do Porto por D. Miguel
Expedição ao Algarve
Conquista de Lisboa (24 de julho)
1834 - Convenção de Évora-Monte: D. Miguel exila-se com uma pensão de 60 contos anuais
Vitória do Liberalismo
por Renato Albuquerque
Full transcript