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O problema mente-corpo, segundo Santo Agostinho

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by

Bruno Raphael Dobicz

on 11 November 2013

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Transcript of O problema mente-corpo, segundo Santo Agostinho

O problema mente-corpo, segundo Santo Agostinho
Pontifícia Universidade Católica do Paraná - Câmpus Maringá
Escola de Educação e Humanidades
Curso de Licenciatura em Filosofia
Filosofia da Linguagem e Mente II

Prof. Dr. Claudinei Luiz Chitolina

Acadêmicos:
Bruno Raphael da Cunha Dobicz
Rafael da Silva Francisco
O problema mente-corpo, segundo Santo Agostinho
Obras de referência:

A Trindade;

Solilóquios;

O livre-arbítrio.
Na filosofia de Santo Agostinho destaca-se a problemática mente-corpo. Seu pensamento filosófico é fundamentado na doutrina cristã. Assim, pretende demonstrar de forma racional:
A existência do corpo e da mente (alma);

O dualismo entre mente e corpo (alma em um corpo);

A imateralidade da alma;

A imortalidade da alma;
A discussão do problema mente-corpo segundo os pressupostos filosóficos de Santo Agostinho é relevante pelo fato de que o filósofo apresenta argumentos à favor da tese da imaterialidade da alma. Esta discussão, já presente na filosofia antiga, com Santo Agostinho, é abordada de uma forma original. Embora o problema mente-corpo seja uma temática latente para os filósofos contemporâneos, a proposta agostiniana demonstra que tal discussão não é nova nem restrita à contemporaneidade. Os argumentos de Santo Agostinho corroboram com a tese de que a mente não é matéria nem se reduz à matéria.
Para Santo Agostinho, como para todos os filósofos cristãos, o homem é composto de alma e corpo.
ALMA
Uma substância racional feita para reger o corpo.
HOMEM
O homem é uma alma racional que se serve de um corpo.
Alma não é corpo; não é material.


A alma é uma substância espiritual, distinta do corpo;

A alma anima o corpo.
Argumento agostiniano:
As coisas nas quais o pensamento reconhece necessariamente propriedades essenciais distintas são também necessariamente distintas.
"Não percebem todos eles [filófosos materialistas] que a alma se conhece no momento mesmo em que se procura? [...] Não se pode dizer com lógica, que se tenha conhecimento de alguma coisa da qual se desconhece a substância. Se ela se conhece é porque ela conhece a sua substância. Se ela se conhece com certeza é porque ela conhece com certeza a sua substância. [...] ela não tem certeza alguma de ser ar, fogo corpo ou algo corporal. Não é, portanto, nenhuma dessas coisas. Toda força do preceito de conhecer-se reside na certeza de que não é nada daquilo de que não está certa; e que ela unicamente está certa de ser aquilo de que tem certeza" (SANTO AGOSTINHO, 1995, X, 10, 16, p. 329).
"Ora, certos homens duvidaram se a faculdade de viver, recordar, entender, querer, pensar, saber, julgar, não provinha do ar, do fogo, do cérebro, do sangue ou dos átomos [...]. Ou também, se a estrutura ou constituição de nosso próprio corpo era que realizava todas essas atividades. [...] Quem, porém, pode duvidar que a alma vive, recorda, entende, quer, pensa, sabe e julga? Pois, mesmo se duvida, vive; se duvida lembra-se do motivo de sua dúvida; se duvida, entende que duvida; se duvida, quer estar certo; se duvida, pensa; se duvida, sabe que não sabe; se duvida, julga que não deve consentir temerariamente. Ainda que duvide de outas coisas não deve duvidar de sua dúvida. Visto que se não existisse, seria impossível duvidar de alguma coisa" (SANTO AGOSTINHO, 1995, X, 10, 14, p. 328).
O corpo, por definição, é algo extenso (comprimento, largura e profundidade). Ora, nada disso pode ser considerado como pertencente à natureza da alma. Logo, a alma não é um corpo.
No conhecimento de si mesma, a alma/mente precisa saber que é uma alma/mente. Mas, se conhece a si mesma, tem a certeza quanto a si mesma. A alma/mente é algo que vive, recorda, entende, quer, sabe e julga, enfim, pensa. Assim, a única coisa de que a alma está certa é ser um pensamento (em um corpo).
Por que é da essência mesma do pensamento conhecer, ele apreende sua substância ao mesmo tempo que sua existência; ele sabe o que é ao mesmo tempo que sabe que é. A partir disso, concebe-se que ele sabe também o que não é.
União cosubstancial entre alma e corpo:

Um mistério
Como uma substância inteligível pode estar unida a um corpo? Se a alma é uma substância espiritual, como ela pode "usar" de outra substância?
A alma está toda inteira em todas as partes do corpo consideradas em conjunto, e toda inteira em cada parte considerada em particular.
Alma no corpo:
A alma deve servir de intermediária entre o corpo que ela anima e as Ideias de Deus que a animam.
A alma (espiritual), participa da Ideias divinas; o corpo (material), é incapaz de participar diretamente das ideias divinas. Portanto, é necessário um intermediário entre ambos: a alma. Se o corpo participasse diretamente das ideias divinas, seria a alma; somente pela alma o corpo pode ser vivicado.
Através da alma no corpo, Deus comunica as perfeições da Vida e da Sabedoria ao homem (teoria da Iluminação).
DEUS
A alma foi criada por Deus "ex nihilo", isto é, a partir do nada.
A alma não é parte de Deus.
Para Orígenes, a alma "cai" em um corpo (cárcere).
Para Santo Agostinho, o corpo não é "prisão" da alma. Tudo o que Deus faz é bom; portanto, o corpo não foi criado como algo mau.
Como Deus criou as almas:
1. Ao criar o primeiro homem, Deus criou todas as almas;
2. Deus criou, expressamente para si, a alma de cada indivíduo;
3. Após terem preexistido em Deus, são enviadas por ele aos corpos para os vivificar;
4. Tendo preexistido em Deus, elas desceram voluntariamente aos corpos para animá-los.
Imortalidade da alma:
Filosofia unida à Teologia: se a alma participa essencialmente da ideia divina, que é Vida, seria contraditório pensar que ela pudesse admitir o seu contrário, que é a morte.
Em outras palavras, a alma recebe sua essência/substância do Ser que não tem contrário (é essencialmente vida); assim, ela também não pode morrer.
REFERÊNCIAS
AGOSTINHO, Santo. A trindade. São Paulo: Paulus, 1995.

AGOSTINHO, Santo. O livre-arbítrio. São Paulo: Paulus, 1995.

AGOSTINHO, Santo. Solilóquios e a Vida feliz. São Paulo: Paulus, 1998.

GILSON, Étienne. Introdução ao estudo de Santo Agostinho. São Paulo: Paulus, 2010.

MATTHEWS, Gareth. Santo Agostinho. Lisboa: Edições 70, 2005.
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