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A vida quotidiana em Portugal na segunda metade do séc. XIX

A VIDA QUOTIDIANA NA SEGUNDA METADE DO SÉC. XIX EM PORTUGAL
by

luís costa

on 24 April 2013

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Transcript of A vida quotidiana em Portugal na segunda metade do séc. XIX

A Nobreza: perdeu muitas das suas regalias e direitos, apesar de continuar a possuir muitas terras; passou a pagar impostos e deixou de poder exigir aos camponeses que trabalhassem gratuitamente para si. A política de desenvolvimento iniciada pelos governos liberais levou a uma nova organização social. Houve grupos que diminuíram de importância, mas outros progrediram muito! Será que os privilégios dos grupos sociais ficaram equilibrados? Vamos ver… O Clero

Clero: perdeu importância e regalias; as ordens religiosas foram extintas e as suas terras passaram a pertencer ao governo. A Habitação
A casa do lavrador não era igual em todas as regiões do País. O clima e os materiais de construção, diferentes em cada local, faziam variar a habitação de Norte a Sul de Portugal. Geralmente, o interior era simples e modesto.
A cozinha, com lareira, era a principal divisão
da casa. Os camponeses mais pobres viviam
em casebres. Como viviam as classes populares A Emigração


A maior parte dos emigrantes preferiam o Brasil, pelos seguintes motivos: o fim da escravatura no Brasil e a utilização da mesma língua. Alguns emigrantes tornaram-se proprietários e regressaram à terra natal muito ricos. Eram os chamados Brasileiros de “torna viagem”. Permanecem visíveis, ainda hoje, marcas arquitetónicas dos Brasileiros “torna viagem” e a zona norte de Portugal é bem o exemplo disso e, claro, Felgueiras não é exceção! As Alterações na Sociedade A Burguesia

A Burguesia transformou-se no grupo social mais importante da sociedade portuguesa do século XIX. Aumentou a riqueza devido ao comércio, à indústria, e à atividade bancária e começou a desempenhar cargos muito importantes no Governo! O Povo
O Povo passou a ter, perante a lei, os mesmos direitos e deveres que os outros grupos sociais. Contudo, no campo ou nas cidades, continuou a viver com dificuldades e a desempenhar os trabalhos mais duros e mais mal pagos. A vida quotidiana no campo
As principais atividades das pessoas que viviam no campo eram a agricultura e a criação de gado. Muitos camponeses trabalharam em terras que não eram suas, na condição de rendeiros, jornaleiros, criados, moços da lavoura ou outros assalariados. Os proprietários das terras eram nobres e burgueses. Apesar dos progressos na agricultura, a vida dos camponeses continuava a ser muito difícil. Trabalhavam de sol a sol, em tarefas que se sucediam ao longo do ano: sementeira, ceifa, vindima, extração de cortiça e apanha da azeitona. O Vestuário
O trajo dos camponeses não seguia a moda! Estava adaptado aos trabalhos que realizavam e ao clima. Eram variáveis de região para região. No litoral, com um clima mais ameno, os homens vestiam calças curtas ou arregaçadas e camisas ou camisolas de lã (no Inverno). No interior, com um clima mais rigoroso, todos usavam capas durante o Inverno.
Curiosidade: Os trajes populares do séc. XIX são ainda hoje a indumentária de alguns grupos e ranchos folclóricos. Os Divertimentos

Os divertimentos do povo estavam muito ligados a certos trabalhos e às festas da Igreja. Os trabalhos agrícolas, muitas vezes, eram acompanhados de cantares e danças. Nas vindimas, nas ceifas, nas desfolhadas cantava-se ao desafio e à desgarrada.
Aos serões, rezava-se, contavam-se histórias e lia-se a correspondência. Nas festas religiosas organizavam-se arraiais e jogos populares. Faziam-se também procissões, romarias e feiras. Assistia-se também às corridas de touros. As novidades da terra contavam-se, habitualmente, na tenda, na fonte ou na taberna. É através da História que conhecemos o nosso passado, que compreendemos melhor o nosso presente e que projetámos melhor o nosso futuro . . . O êxodo rural
Muitas pessoas do campo foram obrigadas a ir para as cidades para procurar emprego e melhores condições de vida...é o Êxodo Rural.
A vida de miséria que os camponeses viviam e a sua dependência dos donos das terras, fizeram com que muitos fugissem das suas aldeias para irem trabalhar nas grandes cidades ou emigrassem. “A Casa das Torres, palacete de arquitetura brasileira, tornou-se numa casa muito apreciada pelos felgueirenses na medida em que apresentava uma imponência pouco vulgar nesta área.
O edifício é constituído por um volume principal de três pisos, no qual se encontram formalizadas as duas “torres” que dão nome à casa - uma com quatro pisos e outra apenas ligeiramente saliente relativamente ao volume principal, mas perfeitamente definidas pelas suas coberturas individuais em pináculo”, (correiodominho, 2012) ora vejam... Mas há outros exemplos: a Casa do Pão de Ló de Margaride A Casa do Cotto; A Casa do Bom Repouso; Era conhecida como a casa dos brasileiros. O casal senhor Fonseca e esposa. Tinham três filhos. Ao princípio apenas passavam lá uma época do ano. Por fim, residiam permanentemente. Viviam muito fechados sobre si. Apenas os serviçais ali entravam. Nem os amigos dos filhos. Os dois mais velhos devem ter ido viver para o Brasil, depois da morte dos pais num acidente de carro conduzido pelo irmão mais novo. Sacada e parte do resguardo de ferro com vidros coloridos Pormenor da peça de vidro colorido e Decoração florida O Teatro Fonseca Moreira e outras... Nota: A composição de texto e a pesquisa de imagens e vídeos foi realizado pelo grupo.
(Diogo, Eduardo e Nuno)
A montagem no Prezzi foi realizada com a ajuda dos pais.
Bibliografia:
http://www.correiodominho.pt/noticias.php?id=62335ChromeHTML\Shell\Open\Command
Manual de História e Geografia de Portugal, 6º ano, Fátima Costa, António Marques
http://klubk.blogspot.pt/2007/12/varziela-casa-bom-repouso.html
http://www.dstsgps.com/portfolio.asp?startAt=2&categoryID=909&newsID=2474&offset=16
http://www.radioregiaodebasto.com/felgueiras-sessao-de-apresentacao-ao-sistema-de-incentivos-para-o-desenvolvimento-rural-esta-tarde/
http://www.slideboom.com/presentations/677494/S%C3%A9culo-XIX---A-vida-Quotidiana O milho, a batata e o arroz vieram melhorar a alimentação... mas continuava pouco variada: pão, azeitonas, sardinha, carne/gordura de porco e sopa de legumes e vinho. A carne e os doces eram alimentos só de famílias ricas, nos dias festivos. Ao longo do ano, as festas do calendário religioso eram marcadas por receitas características e variáveis de região para região. Alimentação do camponês A mesa do camponês
"Na mesa de pinho, (...) dois pratos de loiça amarela, ladeados por colheres de pau e garfos de ferro. Os copos, de vidro grosso e baço, conservavam o tom roxo do vinho. (...)
A malga de barro atestada de azeitonas pretas. (...) Na larga broa estava cravada um facalhão."
Eça de Queirós, "Contos" Uma esfolhada no Minho
"A esfolhada faz-se na eira espaçosa e desafogada. (...) Um enorme monte de espigas ocupava o meio da eira. (...) Sentados em circulo, à volta daquela pirâmide, travalhavam azafamados parentes, criados, vizinhos, amigos e conhecidos que sempre afluem aos serões..."
Júlio Dinis, "As pupilas do Senhor Reitor"
A modernização das cidades . . . surgiram os serviços públicos como a recolha do lixo, a instalação da rede de esgotos e água canalizada, a iluminação pública nas ruas, primeiro a gás e no final do século a eletricidade. A criação do primeiro corpo de bombeiros e iniciação do policiamento nas ruas. Transportes públicos coletivos– “americano” e “chora” – carros puxados por cavalos. Acendedor de
candeeiros
a gás O "americano" e o "chora": carros puxados a cavalo (primeiros transportes públicos coletivos!) O transporte do corpo de bombeiros Na verdade...a vida na cidade passou a ser mais cómoda, segura e saudável...não acham?!
Mas estes privilégios não eram para todos...como vamos ver mais adiante... Como viviam os burgueses e
os nobres na cidade?
Os burgueses destacavam-se pela sua riqueza e pelos cargos e profissões que desempenhavam: industriais, banqueiros, médicos, professores… viviam muito bem. Aos mais ricos o rei concedeu títulos de nobreza: visconde, conde, barão. A Nobreza: perdeu privilégios, passou a pagar impostos, viu diminuídos os rendimentos, mas continuou a possuir muitas terras. Convidados de uma festa da alta burguesia, vestidos de acordo com a moda dos finais do século XIX, O burguês em casa O Povo . . . continuava a ser o grupo que vivia com mais dificuldades e que desempenhava as tarefas mais duras e difíceis, muitas vezes desde crianças.
Trabalhavam nas artes e ofícios, operários fabris, empregados de balcão, criadas, lavadeiras, escriturários e vendedores ambulantes. Com o desenvolvimento e modernização das cidades apareceram os empregados dos transportes públicos, companhia das águas e correios, canalizadores. Nobreza Trabalho infantil Lavadeiras Vendedora ambulante e lavadeira A população de Lisboa e Porto aumentou, o que fez alargar o espaço destas cidades. Abriram-se ruas e avenidas, praças, passeios e jardins públicos, construíram-se escolas, tribunais, hospitais, hotéis, estações de comboio, pavilhões de exposições, teatros ou mercados. . . Divertimentos dos burgueses e nobres
Tanto os burgueses como os nobres continuavam a apreciar a tourada, o teatro, bailes, jogos de salão e a ópera. Passeavam nos jardins e praças. Os mais ricos passavam o Verão nas suas quintas, iam às termas ou a banhos nas praias mais próximas. Começaram a apreciar os desportos: ginástica, corridas de cavalos, ténis, futebol, equitação, vela e esgrima. A alimentação dos burgueses e nobres
Os burgueses e os nobres tinham uma alimentação mais abundante e variada. Faziam 4 refeições por dia. Apreciavam muitos pratos de carne e doces (compota, pudim, bolachas). Não comiam apenas em casa, com a família, mas também nos restaurantes, cafés e pastelarias, onde conviviam e deliciavam-se com chá, café, refrescos e gelados. Os burgueses e os nobres viviam em luxuosas moradias rodeadas de jardins, os palacetes. Estes tinham salas decoradas com requinte e conforto. Nos prédios de vários andares viviam confortavelmente muitas famílias burguesas de classe média. Vestuário
Vestiam-se ao gosto da moda, através de revistas vindas de Paris ou dos grandes armazéns portugueses. A Habitação O dia a dia na cidade A Luta do Operariado É também nos finais do século XIX que os operários que trabalhavam nas fábricas de Lisboa e do Porto começaram a organizar as primeiras associações de operários e as primeiras greves e a tomar consciência dos seus próprios direitos! Pretendiam melhorar as suas condições de trabalho e lutar por melhores salários. O descontentamento da população era geral sendo uma das razões da queda da monarquia . . . mas isso já é outra HISTÓRIA . . .
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