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GRÉCIA

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by

marcos passarelli

on 19 August 2015

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Transcript of GRÉCIA

No período seguinte, o helenístico, as obras adquiriram um caráter realista, mais dramático. A preocupação deixou de ser com o lado mágico ou religioso, os artistas dessa época passaram a pensar na sua própria habilidade como artista, em como representaria um movimento, uma tensão que pudesse existir na obra.
COMEÇOU-SE A PENSAR
NA ARTE PELA ARTE
Laocoonte e seus filhos são atacados por duas serpentes-do-mar. Ele advertiu seus compatriotas troianos que, dentro do cavalo de madeira, estariam soldados gregos. Assim, os deuses o condenaram por esse ato. A cena é descrita na obra de Virgílio, Eneida.
Mesmo assim, as esculturas continuam sendo feitas sobre ou para os deuses. E perto dos templos ou em seus interiores que são encontradas a maioria delas. Daí a importância da arquitetura grega, monumentos tratados como verdadeiras esculturas, que pode resumir em três estilos, classificados pelos tipos das colunas: dórico, jônico e coríntio.
A arquitetura grega é estática, isto é, baseada no princípio construtivo de peso e sustentação e dominada pelo horizontalismo. O maior exemplo da arquitetura grega é o templo.
O Templo possuía uma planta retangular muito simples. Compunha-se de pronaos, espécie de vestíbulo ou entrada; da naos, a nave central e principal do recinto; da cela, situada na naos, onde se erguia a estátua da divindade; nos fundos, separado da naos por uma parede, o epistódomos, depósito para a guarda de ex-votos, relíquias e tesouros.
Construídos de preferência sobre elevações, o Templo era de dimensões reduzidas, pois não destinava-se às reuniões dos fiéis, mas à simples morada da divindade. No seu interior só penetravam os sacerdotes. As práticas religiosas faziam-se num altar, geralmente desaparecido, colocado no pátio fronteiro, na linha de direção da porta central, de sorte que do interior a divindade pudesse contemplá-los. No pátio reuniam-se os fiéis.(Battistoni Filho , 1989,p 36)
Não só esculturas produziram os gregos, muitas pinturas foram perdidas e o pouco que ficou são os famosos vasos gregos que não eram utilizados para guardar flores, como nós fazemos, serviam como reservatórios de vinho ou azeite.
De acordo com alguns autores:
A pintura em vasos contava a história de deuses e heróis da mitologia grega ou narrava eventos contemporâneos, como as guerras e as festas(...) riscava os detalhes do desenho com uma agulha, expondo a tonalidade da argila. O estilo de figura vermelha, que teve início por volta de 530 a.C., invertia o esquema de cores (STRICKLAND, 1999,n.p.)
Foi um momento assombroso na história da arte quando, talvez um pouco antes de 500 a.C. , os artistas se atreveram pela primeira vez na história a pintar um pé tal como é visto de frente.
Nas milhares de obras egípcias e assírias que chegaram até nós, jamais aconteceu algo assim. Um vaso grego mostra com que orgulho essa descoberta foi adotada(...) vemos os cinco dedos dispostos como uma fileira de cinco pequenos círculos.
Significou que o artista deixara de ter a pretenção de juntar tudo na sua pintura e foi mais claramente explicito, passando a levar em conta o ângulo de onde via o objeto. (GOMBRICH, 1999,n.p.).
GRÉCIA
E SUA ARTE

A península da Grécia foi dominada por povos nômades, provavelmente descendentes dos povos indo-europeus, cerca de 1000a.C.
Essas tribos combateram e derrotaram os povos nativos, iniciando, assim, o que se tornaria o 'GRANDE IMPÉRIO GREGO", nas dezenas das ilhas espalhadas pelos mares do Egeu, Jônico e Mediterrâneo.
A història da Grécia costuma-se dividir em três períodos:
o Arcaico
, séculos 12 a 7 a.C.;
o Clássico, séculos 6, 5 e 4 a.C. e
o Helênico
, 323 a.C. (morte de Alexandre) até 30 a.C. (instituição do Império Romano).
O principal centro dessa região era considerado a ilha de Creta e foram os antigos habitantes dessa ilha (não se sabe exatamente quem) que tiveram sua arte copiada no continente grego, especialmente em Micenas.
Era o início da
História da Arte Grega

Inicialmente as obras eram rústicas e bastante primitivas. Contudo, já caminhavam para a construção de um estilo que, transformando-se gradativamente, se tornaria exemplo e seria admirado por muitos anos e por muitos povos até hoje.
Vale destacar duas cidades-
estados importantes:
ATENAS E ESPARTA
Assim como os egípcios, os gregos também construíram sua arte para seus deuses, ou em função deles. No entanto, seus deuses tinham forma humana e os Templos construídos para eles não tinham as enormes poderosas dimensões das construções egípcias, além de não haver um governante "divino"tão poderoso capaz de escravizar e forçar um povo a trabalhar para sí.
As tribos gregas estavam espalhadas em várias cidades (cidades- estados) e, apesar de existir rivalidade entre elas, nenhuma obteve domínio total sobre as outras.
O termo "Cidade- Estado" designa regiões controladas exclusivamente por uma cidade.
Atenas é a capital da Grécia e também a capital da Ática.
Além de ser uma cidade moderna, Atenas também é famosa por ter sido poderosa Cidade-Estado e um centro de cultura muito importante nos tempos antigos.

Em grego antigo, Atenas era chamada (Athine), em homenagem à deusa grega Atena.
Esparta era uma das cidades-estados da Grécia Antiga.
(...) situada nas margens do rio Eurotas, no sudeste da região do Peloponeso (...) conquistou a vizinha Messénia cerca do ano 700 a.C. e, duzentos anos mais tarde, iria coligar-se com seus outros vizinhos, formando a Liga do Peloponeso.
Na guerra do Peloponeso, no século V a.C., Esparta derrotou e passou virtualmente a governar toda a Grécia, mas em 371 a.C.os outros estados revoltaram-se e Esparta foi derrubada, apesar de manter-se poderosa ainda durante mais duzentos anos. (WIKIPÉDIA, 2007G.)
Enquanto Atenas era a capital política, Esparta era a capital militar.
Foi em Atenas que a "maior e mais surpreendente revolução em toda a história da arte produziu seus frutos" (GOMBRICH, 1972, P 48)
Todos os escultores gregos quiseram saber como iriam representar um determinado corpo. Os egípcios tinha baseado sua arte no conhecimento. Os gregos começaram a usar seus próprios olhos.
UMA VEZ INICIADA ESSA REVOLUÇÃO,
NADA MAIS A SUSTARIA.
Nas estátuas dos irmãos Cleóbis e Bíton, por exemplo, percebe-se muito das regras egípcias, mas já há uma tentativa de inovar. Os joelhos são marcados no intuito de reproduzí-los como são. Esse artísta inicia uma experimentação própria.
E, dessa maneira, as descobertas e novas ideias foram surgindo. Um escultor experimentava algo novo e logo compartilhava com outro, este, a mesma coisa. Iam acrescentando suas próprias habilidades e inovações naquilo que recebiam dos outros artistas.
A belissima figura, atualmente muito danificada, da Niké de Paiônio de Mêndis erguia-se sobre uma alta base comemorativa da vitória dos habitantes de Messina e Naupacho contra Esparta, em 425 a.C. durante a Guerra do Peloponeso. (Grandes Civilizações do Mundo, P 196).2006
Criaram figuras impressionantes. As primeiras obras não possuíam o vigor que alcançaram mais tarde, mas já havia essa busca da perfeição da forma. Os retratos talvez não lembrem os retratados, contudo havia uma intenção de imitar um rosto real.
Intencionavam imitar um rosto real.
O HOMEM E SEUS COMPORTAMENTOS E CRIAÇÃO DOS DEUSES ERAM SEUS TEMAS
Faziam conforme seus conhecimentos sobre a figura humana, em sua "melhor forma".
Para GOMBRICH (1999, P. 106):
Talvez se pudessemos ver uma foto de Alexandre descobríssemos que ele era muito diferente do busto (...) Mas podemos afirmar sem o menor constrangimento: um homem como Alexandre, espírito inquieto, imensamente talentoso mas algo pervertido pelo sucesso, poderia parecer-se com esse busto, com seu supercílio altivamente erguido e sua expressão vigorosa.
Ao esculpir, os gregos buscavam a perfeição, tendo o homem como tema principal; o homem e seu comportamento perante várias situações. Dessa forma, seus deuses eram criados.
Na Grécia Antiga, as pessoas acreditavam em vários deuses. Estes, apesar de serem imortais, possuíam características de comportamentos e atitudes semelhantes aos seres humanos.
.
Os artistas gregos começaram a fazer estátuas de pedras, partindo de onde os egípcios haviam parado. Há muitos traços da arte egípcia, mas os gregos estavam interessados nas suas próprias experiências e não preocupados em obedecer regras já consagradas. Possuíam o equilibrio entre seguir algumas regras e a liberdade de criação
De acordo com GOMBRICH ( 1999, p 78):
Dessa forma, as descobertas e novas iseias foram surgindo: um escultor experimentava algo novo e logo compartilhava com outro. Os artistas acrescentavam suas próprias habilidades e inovações aquilo que recebiam dos outros.
Os gregos não tinham a intenção de representar em suas obras a melhor visão do que seria retratado. Tinham o desafio de mostrar as coisas como as viam.
Como ja fora dito, as primeiras obras têm, ainda, muitos traços de antigos e já consagrados padrões, mas esses artistas já não se sentiam obrigados a mostrar tudo o que estava diante dele, já não consideravam sagradas aquelas formas de representação;
Apesar das regras, tinham liberdade de criação. Podiam muito bem representar apenas uma parte de uma mão quando esta se encontrava atrás da outra, por exemplo. Para estes artistas, o estudo da forma, era seu desafio.
O artista grego explorava a anatomia dos ossos e dos músculos e mesmo quando representava a figura vestida (os gregos introduziram o nu na arte) a roupagem acompanhava a forma do corpo, e não simplesmente a cobria; A roupa marcava a anatomia do corpo.
Jovem de pé- (O efebo de Krítios)
c.480 a.C.
Apesar de terem sido executadas em épocas diferentes, as imagens atrás assemelham-se em suas intenções criativas.
Maldade, bondade, egoísmo, fraqueza, força, vingança e outras características estavam presentes nos deuses, segundo os gregos antigos.
De acordo com esse povo, as divindades habitavam o topo do Monte Olimpo, no qual decidiam a vida dos mortais.
Auriga, c 475 a.C.
Zeus era o de maior importância, considerado a divindade suprema do panteão grego. Acreditavam também que, muitas vezes, os deuses desciam do monte sagrado para relacionarem-se com as pessoas. Assim, temos os deuses, os semideuses ou titãs (filhos de deuses com mortais) e os mortais.
As estátuas que conhecemos são, em sua grande maioria, cópias dos originais feitas pelos romanos.
Assim, os heróis eram os filhos das divindades com os seres humanos comuns. Cada cidade da Grécia Antiga possuía um Deus protetor. (SUA PESQUISA, 2007)
Graças a essas réplicas temos uma ideia de como eram as obras gregas. Entretanto, elas tem sempre uma aparência pouco tênue, perto do que realmente eram as estátuas gregas. Por meio das escrituras, descrições antigas e imaginação, podemos entender como eram realmente algumas dessas esculturas.
De acordo com (GOMBRICH, 1999, P 84)
"A razão pela qual quase todas as estátuas famosas do mundo antigo desapareceram foi que, após a vitória do cristianismo, considerava-se piedoso dever destruir estátuas dos deuses pagãos.
As esculturas de nossos museus são, na sua maioria, reproduções feitas no período romano para viajantes e colecionadores, levadas como souvenirs e decorações para jardins ou banhos públicos.
Apolo de Belvedere, c 350 a.C.
A escultura Apolo de Belvedere mostra o modelo ideal grego do corpo de um homem.
Segundo GOMBRICH, "A cópia romana do grande ídolo Palas Atena, por exemplo, que Fídias realizara para o seu santuário no Partenon, dificilmente causará forte impressão. Devemos recorrer a antigas descrições e tentar imaginar ciomo realmente seria: uma gigantesca imagem de madeira com uns 11 metros de altura, tão alta quanto uma árvore, toda coberta de materiais preciosos-
a armadura e as vestes de ouro, a pele de marfim. Havia também grande profusão de cores fortes e brilhantes no escudo e em outras partes da armadura, sem esquecer os olhos, que eram feitos de pedras coloridas.
O elmo dourado da Deusa era encimado por grifos, e os olhos de uma enorme serpente enroscada dentro do escudo também eram destacados, sem dúvida, por refulgentes gemas. Devia ser uma visão fantástica, inspiradora de profundo temor e reverência, quando alguém entrava no templo e, de súbito, via-se diante dessa estátua enorme(...)
A Atena de Fídias era como um grande ser humano. Seu poder residia menos em poderes mágicos do que na beleza. As pessoas por certo compreenderam, na época, que arte de Fídias outorgava ao povo da Grécia uma nova concepção do divino.
Fídias foi responsável não apenas pela decoração do Partenon, mas também pela estátua de Zeus em Olímpia, duas de suas principais obras. Essa estátua foi perdida, mas fragmentos das obras encontradas no templo de Zeus, em Olímpia, ainda existem, como o que podemos observar atrás.
Outro artista importante dessa época foi Myron, que conquistou o movimento na escultura.
Discóbolo, c. 450 a.C.
Hércules carregando o céu, c.470-460 a.C.
O tipo de trabalho que os artistas gregos eram frequentemente solicitados a realizar pode tê-los ajudado a aperfeiçoar seus conhecimentos do corpo humano em movimento.
Um templo como o de Olímpia estava sempre cercado de estátuas de atletas vitoriosos dedicadas aos deuses. Para nós, isso talvez pareça um estranho costume, pois não esperamos, por mais populares que sejam nossos campeões, ver as suas imagens oferecidas a uma igreja como agradecimento por uma vitória obtida.
Mas as gtrandes reuniões esportivas dos gregos, das quais os jogos Olímpicos eram, evidentemente, os mais célebres, tinham características muito diferentes das nossas modernas competições. Estavam muito mais intimamente ligadas às crenças religiosas e aos ritos do povo.
Os que participavam de tais reuniões não eram simples esportistas- amadores ou profissionais-, mas membros das principais famílias da Grécia; e os vencedores eram olhados com reverência, como homens a quem os deuses tinham favorecido com o dom da invencibilidade.
Era para descobrir sobre quem essa bênção da vitória recaíra que celebravam originalmente os jogos, e para comemorar e talvez perpetuar esses sinais de graça divina que os vencedores encomendavam suas estátuas aos mais famosos artistas do seu tempo. 9GOMBRICH, 1999, p 89).
Vênus de Milo, c 200 a.C.
Segundo GOMBRICH (1999. p 105)
(...) Podemos observar a clareza e a simplicidade com que o artista modelou o belo coro, o modo como assinalou as suas principais divisões, sem se tornar jamais desarmonioso ou indefinido (Vênus estendia os braços para Cupido).
período Helenístico, embora carregue também características do período Clássico
Na próxima obra, podemos ver Lacoonte e seus filhos sendo atacados por duas serpentes do mar. Ele advertiu seus compatriotas troianos que dentro do Cavalo de madeira (Cavalo de Tróia) estariam soldados gregos. Assim, os deuses o condenaram por esse ato (a cena é descrita na obra de Virgílio, Eneida);
Hagesandro, Atenodoro e Polidora de Rodes- Lacoonte e seus filhos, c. 175-50 a.C.
De acordo com a lenda associada à conquista de Tróia pela Grécia, na chamada "Guerra de Tróia", um grande cavalo de madeira foi deixado junto às muralhas de Tróia.
Construído de madeira e oco no seu interior, o cavalo abrigava alguns soldados gregos dentro da sua barriga.
Deixado à porta da cidade pelos gregos, os Troianos acreditaram que ele seria um presente como sinal de rendição do exército inimigo.Após a morte de Lacoonte, um grego que atirou um dardo ao cavalo, o presente entrou na cidade.
"Durante a noite, os guerreiros deixaram o artefacto e abriram os portões da cidade. O exército grego pôde assim entrar sem esforço em Tróia, tomar a cidade, destruí-la e incendiá-la."
Pintura de Giovanni Domenico Tiepolo
Cavalo de Tróia,

O Cavalo de Tróia seria uma invenção de Odisseu (o guerreiro mais sagaz da Ilíada e personagem da Odisséia) e construído por Epeu.
Apesar de ser parte da história da Guerra de Tróia, o cavalo de Tróia só é descrito com detalhe na Eneida, obra da literatura latina que conta a fundação de Roma. (WIKIMAPIA, 2012)
Como
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