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Copy of Copy of Trobriandeses - Antropologia Cultural

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Francisca Féria

on 17 October 2012

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Transcript of Copy of Copy of Trobriandeses - Antropologia Cultural

OS TROBRIANDESES Antropologia Cultural Faculdade de Psicologia - Universidade de Lisboa Docente: Ana Isabel Saraiva Ana Rita Rodrigues, nº 9913
Beatriz Oliveira, nº 9978
Francisca Féria, nº 9992
Inês Pais, nº 9908 Índice 1. Introdução
2. Localização Geográfica
3. Quadro Ecológico
4. Ocupação do Espaço
5. Economia e Tecnologia
6. Parentesco
7. Política
8. Ordem Religiosa
9. Primeiros Contactos com Cultura Ocidental
10.Estado Actual
11. Bibliografia Bronislaw Malinowski 1884-1942 - Principal investigador do povo Trobriandês;

- Fez estudos no campo - observação naturalista

- Passou de observador, a observador participante.

“…o mais importante é mantermo-nos afastados da companhia de outros homens brancos e num contacto o mais estreito possível com os nativos, o que só pode ser realmente conseguido acampando nas suas próprias povoações”
In Os Argonautas do Pacifico Ocidental – Malinowski LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA Ilhas Trobriandesas – são  ilhas que formam um arquipélago (anel de ilhas) de aproximadamente 440 km² ao longo da costa oriental da Nova Guiné. Kiriwina é a ilha principal do anel das ilhas Trobriandesas Demografia Em 1990 existiam 20.000 habitantes.

Apesar de muitos jovens abandonarem as ilhas para encontrar trabalho ou frequentar Escolas Técnicas ou da Universidade de Papua Nova Guiné, uma grande porcentagem deles, eventualmente, voltar a retomar a vida na aldeia. QUADRO ECOLÓGICO - Ilhas planas (excepto Kitava)
- Temperatura e humidade alta Há duas estações principais, uma estação seca de Maio a Outubro e uma estação chuvosa de Dezembro a Março. As Ilhas Trobriand são constituídas por Florestas de Várzeas apoiadas em substratos de pedra calcária As Ilhas Trobriand são ilhas cobertas com solo rico bem adequados para o cultivo de inhame  Fauna Echymipera davidi, conhecido como bandicoot-espinhoso-de-david Morcegos



Roedores Curl-crested manucode Peixe
Marisco
Crocodilos Flora Árvores da floresta Pometia, Octomeles, Alstonia, Campnospema, Canarium (Burseraceae), Dracontomelon (Anacardiaceae), Pterocymbium (Sterculiaceae), Crytocarya (Lauraceae), Intsia, Ficus, e Terminalia OCUPAÇÃO DO ESPAÇO Os trobriandeses vivem em determinadas aldeias associadas a jardins, bosques e áreas de praia específicos. Normalmente, 4 a 6 aldeias estão agrupadas, de modo a formarem uma vila discreta, com população entre 200 a 500 pessoas. As casas de inhame ficam proeminentemente em torno de uma clareira central, superando as habitações individuais construídas por trás dessa praça. Os chefes podem decorar as suas casas de inhame com desenhos ancestrais e pendurar búzios indicando diferenças no poder. Se um chefe é polígamo, cada mulher terá a sua própria casa separada. Em todos os outros casos, os maridos e mulheres vivem juntos com os seus filhos pequenos enquanto que os rapazes adolescentes, e às vezes raparigas, têm as suas próprias pequenas casas para dormir perto do alojamento dos seus pais. ECONOMIA E TECNOLOGIA Actividades – formas rudimentares de divisão do trabalho





Construção de casas e canoas Todas estas actividades dependem do poder social do chefe e da influência dos respectivos mágicos.

Exemplo:
No que diz respeito à agricultura, são realizados rituais de magia pelo Towosi (mágico dos jardins) que dão impulso ao crescimento da flora.

Em todas elas, a quantidade da produção, a natureza do trabalho e o modo como é posto em prática são altamente modificados pela organização social da tribo e pelas suas crenças na magia.

Logo,
A autoridade do chefe, a crença na magia e o prestígio do mágico são forças sociais e psicológicas que regulam e organizam a produção. Importação de outras tribos Devido à falta de materias - Instrumentos de pedra
- Cerâmica Nem pedra dura, nem argila, são obtidas
em ilhas corais Existem diferentes sistemas de trabalho comunal

- Este pode ser realizado tanto por várias comunidades aldeãs que por vezes se juntam, como por toda a comunidade ou por apenas algumas famílias.

- Distintos nomes nativos são atribuídos aos vários tipos de trabalho comunal, bem como diferentes pagamentos em comida. Distribuição da Produção Obrigação do homem em distribuir quase toda a produção do seu jardim pelas irmãs.

Cerca de 30% de toda a produção de alimento da aldeia tem como destino a grandiosa casa do chefe.
Ele é o único que pode possuir, acumular e exibir grandes quantidades. Outro privilégio importante do chefe é o seu poder para transformar comida em objectos de riqueza permanente.



Vaygua – objectos ou símbolos de alto valor:
Machados de lâminas cerimoniais
Colares de conchas vermelhas
Braceletes de conchas brancas



A sua principal função económica é serem sinais de riqueza, e consequentemente de poder, e de tempos em tempos trocarem de mãos como presentes cerimoniais. Toda a vida social da tribo é acompanhada de ofertas e seguintes contra-ofertas. Isto é organizado de modo a que uma parte faça uma oferta
substancial de comida e a outra dê um dos símbolos de riqueza. KULA Trocas Circulares Transacção interna dentro da comunidade – “kula interior”

Expedições marítimas
Rotas comerciais precisas realizadas numa vasta área dos arquipélagos da Nova Guiné As expedições marítimas, feitas em círculos, percorrem todas as ilhas com tribos pertencentes ao sistema Kula, e a cada visita, trocam-se presentes entre os homens que visitam e os habitantes da aldeia visitada.

O kula não tem um sentido utilitário. Consiste apenas numa troca de artigos cerimoniais: colares (soulava) que viajam no sentido dos ponteiros do relógio, e braceletes (mwali) que viajam no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio.

Se é dado um, ou vários, presentes de alto valor, um presente de valor equivalente terá de ser dado de volta, seja no próximo minuto, na próxima hora ou no próximo ano. A posse de famosos objectos kula, traz a essa pessoa renome e prestígio.
Cada fase da expedição kula está rodeada de ritos mágicos.  Desde a construção e preparação de canoas, até ao fim da expedição.

As mulheres não participam nas expedições Kula. Sociedade Matrilinear PARENTESCO É o irmão da mulher que tem o poder, sendo o tutor legal dos seus filhos, no entanto é a mãe que detem a autoridade legal, respeito e prestígio.

Tudo descende da mãe

“... o termo “pai” significa o homem casado com a mãe, que vive com ela sob o mesmo tecto e se inclui entre os moradores da casa. Em todas as discussões sobre parentesco, o pai me foi expressamente descrito como ... um estranho‟ ou – mais precisamente – um intruso - TOMAKAWA” As crianças trobriandesas: Nas ilhas trobriandesas as crianças têm uma liberdade e independência considerável:
Algumas obedecem de forma natural aos seus pais; dependendo unicamente do temperamento pessoal dos pais e dos filhos - não existe nenhuma noçao de disciplina regular em casa.

As crianças fazem parte de uma pequena comunidade desde os 5 anos até à puberdade.

Também no âmbito da sexualidade esta liberdade se verifica:
Muitas vezes observam as relações sexuais dos seus pais;
Estão presentes em conversas em que se aborda abertamente o conceito do sexo;
As raparigas acompanham os pais em expedições de pesca, onde os homens retirarem as tangas.

Já os rapazes, têm muito menos contacto com a sua mãe e com as suas irmãs tendo em conta o tabu do incesto Relações amorosas prematuras nas crianças Fazem brincadeiras e passatempos em que satisfazem a sua curiosidade em relação aos orgãos genitais - estas são entendidas como normais por parte dos seus pais, não existindo qualquer interferência de pessoas mais velhas nas relaçoes sexuais das crianças.


" Para eles , ter relações (kayta) é uma forma de brincar“
Malinowski, 1979 A Adolescência 12/14 anos - os meninos atingem a maturidade sexual e mental, deixando de ser considerado criança (gwadi) assumindo a posição de adolescente ( ulatile ou to'ulatile).

Nas raparigas esta passagem é marcada por alterações físicas. Nesta fase os indivíduos são enviados para casas celibatárias denominadas bukumatula. O Sexo: começa a ser um aspecto mais sério, tornando-se uma paixão absorvente, o adolescente liga-se de forma definida a alguém- mas ainda nenhum deles está disposto a aceitar obrigações, sendo difícil encontrar dois jovens juntos durante o dia.

Apesar de muitas vezes coabitarem em casas celibatárias não significa que vivem juntos nem que dormem na mesma cama todas as noites.
Os locais onde praticam actos sexuais são bem diferentes dos de quando eram crianças

A adolescência marca a passagem de uma sexualidade infantil e brincalhona para relações mais sérias, ponderando a estabilização atraves do casamento Casamento O casamento é realizado sem grandes cerimónias, perdas de tempo ou recursos.
Quando é dado o "laço matrimonial" é suposto que este seja firme e exclusivo - monogamia. Os parentes da noiva contribuem significativamente para a manutenção do lar, desta forma o noivo receberá um dote.
A intenção de dois nativos casarem é demonstrada a partir do momento em que começam a dormir juntos regularmente e aparecerem em público juntos. Benefícios do casamento:
Apenas após o casamento o trobriandês adquire todos os direitos na vida social- tovavaygili (homem casado)

Para o homem:
Aspecto económico- com o casamento tem um tributo anual em alimentos básicos, que a família da mulher é obrigada a dar;
Atinge o objectivo de ter uma casa e constituir um lar próprio, o que significa presença de filhos, e o trobriandês adora crianças.

Para a mulher:
Não tem qualquer razão económica para se casar, é movida principalmente pela afeição pessoal e o desejo de ter filhos. Escolha de um parceiro: Tendo em conta que se trata de uma sociedade endogâmica, a escolha de um parceiro é mais reduzida, uma vez que tem de ser feita dentro de um determinado grupo (10 ou 12 aldeias do próprio distrito).
Também há restrições de acordo com a ordem social, membros do subclã mais elevado, os do Tabalu, nunca se poderão casar com membros de subclã muito inferior, especialmente as mulheres. Consentimento da familia da mulher:
Se é aprovado:
um dia, a mulher em vez de voltar para casa dos pais, fica com o marido faz-lhe as refeições em casa dos pais dele e acompanha-o todo o dia, espalhando-se a notícia de que estão casados Quando há a intenção de casar a familia da mulher tem tomar a decisão de aprovar ou não este casamento. O pai - que apesar de não ser considerado legalmente seu parente tem a opinião decisiva sobre o seu casamento, segundo os nativos este é o porta-voz da mãe, que é a pessoa certa para tomar uma decisão sobre os casos amorosos da sua filha. Oferta de Presentes A proclamação do casamento é seguida pela troca de presentes, iniciada pelos pais da noiva como demonstração de satisfação com o casamento - VILAKURIA - de seguida os pais do noivo também oferecem presentes como forma de retribuir. Adultério e Ciúmes Sendo uma sociedade monogâmica a posse sexual tem uma carácter exclusivo desta forma, se desvios a estas regras forem descobertos não ficarão sem vingança e jamais serão aceites como se de algo normal e natural se tratasse.
- A mulher tem a possibilidade de deixar o marido ou reconciliar-se, no entanto na maioria das vezes todas preferem morrer a viver na aldeia onde foram desonradas. Poligamia dos Chefes A poligamia - um dos cônjuges pode ter mais de um parceiro - é um facto especifico de quem tem elevada posição social ou tem um papel importante na vida da tribo (feiticeiros renomados).

Os chefes, todos os líderes de posição social elevada necessitam de ser ricos para exercerem o seu poder sobre um distrito, isto só é possível se tiver várias mulheres - poliginia, uma vez que recebe dotes bastantes elevados das suas mulheres.

O lider de Omarakana e chefe de Kiriwina é que têm uma posição social mais elevada, influência e renome, chegando a um total de cerca de 70 mulheres. Divórcio VAYPAKA
( vay =casamento, paka de payki= recusar)

Pode ocorrer sempre que haja um desentendimento agudo entre o marido e a mulher. Exitem poucos casos em que os homens repudiem as suas mulheres, pelo contrário existem diversos casos em que as mulheres deixaram os seus maridos por violência doméstica ou porque estes lhes foram infiéis ou porque se apaixonaram por outros homens. As formalidades do divórcio são tão simples quanto as do casamento:

A mulher deixa o domicílio conjugal levando consigo todos os pertences pessoais e vai ou para casa da sua mãe ou de um parente materno mais próximo, tomando uma total liberdade sexual.
O marido poderá enviar amigos portadores de "presentes de reconciliação" ( Koluluvi ou lula):
Caso estes sejam recusados o homem não desiste, no entanto quando todos os presentes são recusados apesar de várias tentativas o homem começa a procurar uma nova mulher.
Em contrapartida caso sejam aceites, a mulher tem a obrigação de voltar restabelecendo-se o casamento. A Morte e a Familia do Morto Quando uma mulher perde o seu marido não recupera a sua liberdade - está obrigada a fazer uma demonstração dramática de pesar a perda do seu marido, começa após a morte do marido podendo durar meses ou até anos.

No caso dos homens estes também têm de realizar estas demonstrações no entanto não de um modo tão rigoroso e dramático Existe um ritual nas etapas iniciais de viuvez, de forma a não deixar em paz os despojos do morto: o cadáver é desenterrado duas vezes, é cortado em pedaços, alguns dos ossos são tirados do esqueleto, sendo distribuidos a várias pessoas até alcançarem o repouso final. ORDEM POLÍTICA O chefe da mais conceituado é um membro da linhagem materna Tabalu e reside na aldeia Omarakana - este usufrui do direito de ter várias mulheres.

Quatro das suas mulheres fazem jardins enormes de inhame, conferindo-lhe um grande poder. Cada comunidade trobriandesa é controlada por um chefe, os moradores de todas as ilhas elegem conselheiros que são membros do Conselho de Governo Kiriwina Loca Chefes estão presentes no Conselho de Chefes, também o chefe Omarakana preside em ambos os conselhos. O poder exercido pelo chefe é realizado de acordo com regras definidas e serviços recíprocos. Chefe Feiticeiro Mágico Hierarquia Social Decide os castigos a aplicar. Na sua presença nenhum plebeu pode apresentar-se com altura superior. Aplica os castigos determinados pelo chefe Aplica encantamentos sobre os jardins e decide qual o trabalho a ser feito.
Controla todas as etapas do cultivo da terra, inaugurando-as através de rituais mágicos Controlo Social Na maioria das vezes os conflitos surgem devido à posse da terra, geralmente antes do tempo de plantar os novos jardins de inhame.

Em outros casos, devido a conflitos de adultério, roubos, violência física e, esporadicamente, acusações de feitiçaria. É o Conselho de Chefes que arbitra a maioria dos problemas, mas alguns casos são encaminhados aos tribunais formais. Funções do Chefe - Mestre e organizador das cerimónias tribais;
- Principal orador dentro e fora da tribo;
- Decide quando irá ocorrer o kula e recebe a maior parte dos bens trocados;
- Dono de cerca de três quartos dos porcos, cocos, nozes de betel;
- Única pessoa que pode acumular vários objectos de valor, o que lhe confere o estatuto elevado;
- Capaz de transformar comida em objectos valiosos;
- Deve pagar em comida (cocos, porcos e nozes de betel) pelos serviços que lhe são prestados. ORDEM RELIGIOSA Magia As tarefas dos Trobiandeses estão constantemente envolvidas por rituais mágicos:
Actividades económicas, Amor, Talento, Artesanato, Beleza, entre outras.

Para os Trobiandeses o mito serve de fundamento à magia esta é uma força que eles acreditam possuir para controlar a natureza, a seu favor.

Os “mágicos” tem grande poder social

Contra a Magia: são conhecidos, venenos químicos vindos de outros lugares. Magia Vilamalya É feita sobre os cadáveres dos trobiandeses e que tem como objectivo aumentar a duração da comida.

A magia é feita para actuar nos habitantes e não na comida, pois o objectivo é a acumulação e exibição da comida. Kula

Os nativos dão valor aos presentes não de uma forma como nós ocidentais damos valor à riqueza, mas de uma forma de “adoração religiosa”. Feitiços Tempo, Amor, Beleza, Conhecimentos de: jardinagem, escultura, entre outros.

Apenas alguns nativos possuem feitiços mais poderosos para a jardinagem, tempo e a “verdadeira feitiçaria”. As magias mais poderosas são de propriedade do chefe Omarakana.  Tipos de Feiticeiros: Bowoga’u e Mulukuausi São dos feiticeiros mais temidos entre os nativos, visto que estes praticam a Magia Negra. Mulukuasi - Feiticeiros Invisíveis São indivíduos reais que podem ser conhecidos na vida em comum, mas que devem possuir o poder de se tornarem invisíveis.

São especialmente perigosos no mar, e sempre que houver uma tempestade, uma canoa é ameaçada, pelas mulukuausi.

Ninguém sonharia em viajar para qualquer local mais distante, sem saber o kaiga'u
Quando alguém morre elas alimentam-se do seu corpo. Quando ocorre uma morte o maior medo recai sobre os mulukuausi Feiticeiros
Negros Bruxas


A bruxaria é “hereditária” apenas as filhas de bruxas se podem tornar bruxas. Os trobiandeses acreditam em bruxas voadoras. Esta bruxa voadora pode ser boa ou má. Todas as doenças muito rápidas e violentas são-lhes atribuídas. Tauva’u Seres não humanos antropomórficos que causam doenças epidémicas. Funeral Processos depois da morte Para os Trobiandeses não existe apenas uma cerimónia quando alguém morre.

A mulher tem que exibir a sua dor, manter um longo período de luto e levar os ossos do seu marido passados uns anos da sua morte.

Isto não é uma obrigação sem reciprocidade. O luto e os intercâmbios após a morte são os mais longos e custosos de todos os eventos rituais. 

Em Kiriwina, cerca de seis meses mais tarde, as mulheres do falecido anfitrião fazem uma distribuição enorme de saias (feitas de folhas de bananeiras) para pagar as centenas de pessoas que estiveram de luto. A morte traz o medo Espíritos A nível sexual, os trobiandeses também envolvem a magia.

Trobiandeses acreditam em espíritos que residem no meio do mato e que estes causam doenças e morte, assim sendo o seu maior medo é a feitiçaria.
Após a morte, leva uma existência curta e precária próxima da aldeia e em torno dos lugares habituais do morto.
 
As pessoas têm medo de encontrar o Kosi. Kosi = o espírito maligno Baloma No final do período de colheita, os antepassados de uma linhagem materna retornam às ilhas Trobriandesas para examinar o bem-estar de seus parentes. Quando uma pessoa morre, o espírito (Baloma) – que é a principal forma de espírito do morto, deixa o corpo e passa a viver na ilha distante, leva uma existência contínua – Tuma – onde os ancestrais mantêm a existência. Milamala Durante o Milamala, os Baloma estão presentes na aldeia. 
Eles voltam num corpo, à sua aldeia, onde são feitos os preparativos para recebê-los, onde as plataformas especiais são feitas para acomodá-los, e onde os dons habituais lhes são oferecidos. PRIMEIROS CONTACTOS COM A CULTURA OCIDENTAL Os primeiros contactos ocidentais dos quais há registo são por volta do ano de 1870, quando um navio russo atracou na Nova Guiné, iniciando-se assim o contacto com os nativos Trobriandeses.
 
Os exploradores não demonstravam grande interesse pela vida dos indígenas, pelo contrário os missionários demonstraram a vontade de começar a impor as suas crenças e modo de vida levando a algumas alterações na vida dos indígenas, nomeadamente no que toca às suas crenças religiosas nativas, cerimónias, música, arte, e danças dos ilhéus. ESTADO ACTUAL - Mantêm os rituais dos funerais;
- Alguns dos vocábulos utilizados na expressão dos feitiços são diferentes;
- Actualmente existem palavras com mais do que um significado;
- Hoje em dia o pano é um importante instrumento para comércio;
- Como consequência do contacto com os ocidentais o vestuário próprio da tribo sofreu alterações Trobriand men celebrating the Milamala festival Distribution of skirts in mortuary ritual BIBLIOGRAFIA Bernardi, B. Introdução aos Estudos Etno-Antropológicos, Lisboa: Eds 70.

Lanna, M. (2000). Nota sobre Marcel Mauss e o Ensaio sobre a Dádiva. Revista de Sociologia e Política, n. 14, p.173-194.

Malinoswki, B. (1921). The Primitive Economics of the Trobriand Islanders. The Economic Journal, 31, 1-16.

Malinoswki, B. (1922). Argonautas do Pacífico Ocidental. Londres: Routledge & Kegan Paul, LTD.

Malinoswki, B. (1926). Crime and custom in Savage Society. Londres: Routledge & Kegan Paul, LTD.

Malinoswki, B. (1979). A Vida Sexual dos Selvagens. Brasil: Editora Francisco Alves.

Malinoswki, B. (1916). Baloma; The Spirits of the Dead in the Trobriand Islands. The Journal of the Royal Antropological Institute of Great Britain and Ireland, Volume 46

Titiev, M. Introdução à Antropologia Cultural. Lisboa: Gulbenkian.

As principais alterações verificadas nas ilhas devem-se à colonização- “Missão civilizadora”:
 
Os povos tentaram limitar o contacto tanto com os ocidentais, o que se verifica ainda nos dias de hoje. Agricultura/ horticultura Os nativos obtêm os seus excelentes resultados usando apenas uma vara pontiaguda Pesca Utilizam grandes redes, armadilhas, anzóis e veneno Artesanato, Artes Decorativas Escultura em madeira, cestaria e produção de ornamentos de conchas de alto valor
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