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Cristologia.

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by

Vinicius Zulato

on 18 August 2015

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Transcript of Cristologia.

Cristologia.
A relação entre a cristologia e a soterologia:
Os mais antigos trabalhos da teologia cristã, com frequência, traçavam uma aguda distinção entre “a pessoa de Cristo” ou “ cristologia” de um lado, e a “obra de Cristo” ou “soterologia” de outro lado.
Entretanto, a diferenciação é cada vez mais considerada como algo de pouco valia, salvo por razões de apresentação.
Teologicamente, a intima conexão entre as duas áreas é hoje geralemente reconhecida.

A crescente compreensão das afinidades entre as cristologias funcional e ontológica, entre cristologias que fazem afirmações sobre a função ou sobre a obra de Cristo e aquelas que fazem afirmações a respeito de sua identidade ou ser. Atanásio é um dos primeiros escritores cristãos a tornar explicita essa conexão. Somente Deus pode salvar, afirmava ele. Contudo Cristo é salvador. O que essa afirmação a respeito da função de Cristo nos diz a respeito da sua identidade? Se Jesus Cristo é capaz de exercer a função de nosso salvador, quem deve ser ele? A cristologia e a soteriologia são assim vistas como dois lados da mesma moeda, em vez de duas áreas independentes do pensamento.
Esta tese foi declarada como particular ênfase por Wolfhart Pannenberg, que destaca a maneira pela qual a cristologia e a soteriologia no pensamento cristão tem estado intimamente ligadas.

A divindade de Jesus e seu significado redentor e libertador para nós estão relacionados da forma mais próxima possível. Assim, a famosa sentença de Melancton é apropriada: “Quem Jesus Cristo é torna-se conhecido na sua ação salvadora”.
Desde Schleiernacher o forte vínculo entre a cristologia e a soterologia recebeu aceitação geral na teologia: deve-se particularmente entender isso como um aspecto característico da cristologia moderna. Não é possível mais separar a pessoa divina-humana e obra redentora de Jesus Cristo, como era feito da teologia escolástica medieval, e, do mesmo modo, na dogmática da ortodoxia protestante do século XVI e XVII, mas antes, como Schleiernacher propõem, entender que ambas são concebidas como dois lado de uma mesma moeda.

Afirmações cristológica do N.T.

O N.T é uma fonte primária da cristologia. Entretando, as reflexões do N.T sobre o significado de Cristo devem ser estabelecidas no contexto do A.T. Por exemplo, o termo “Cristo”- tão facilmente tratado como sobrenome- é na verdade um título, com uma variedade de significados que podem ser totalmente compreendidos apenas a luz da expectativa do A.T em relação a vinda do Messias de Deus (em grego: Christos).

A palavra grega Christos traduz o termo hebraico Mashiah, mais familiar em sua forma transliterada “Messiah” [Messias], cujo a raiz significa “o ungido”. Embora o antigo Israel ungisse profeta e sacerdotes, o termo foi principalmente reservado para a unção de um rei. No contexto da forma visão teocêntrica do antigo Israel, o rei era considerado como alguém que era apontado por Deus.
Messias:
Unção- isto é, esfregar ou derramar o óleo de oliva sobre alguém- era assim um sinal publico de ter sido escolhido por Deus para a função de rei.
O termo tornou-se ligado a um conjunto de expectativas relacionadas ao futuro de Israel, que concentrava na antecipada vinda de um novo rei que, como Davi, reinaria sobre o renovado povo de Deus. A evidencia que tais expectativas alcançaram seu ápice no período da ocupação romana, quando os sentimentos nacionalistas tornaram-se intimamente ligados a expectativa messiânica. A descoberta dos manuscritos do mar morto lançou nova luz em tais expectativas deste período.

Designar qualquer palestino do sec. 1 como “o ungido” seria fazer uma afirmação poderosa e provocativa da importância de tal pessoa.
A evidencia do N.T para o uso deste titulo por Jesus é bastante complexa e a interpretação esta aberta a debates. Por exemplo, alguns sugeriram que o Messias era uma figura divina; outros defenderam que este não era o caso, pois o Messias era alguém simplesmente reconhecido e favorecido por Deus.
Entretanto, uma boa hipótese pode ser defendida fundamentando-se na sugestão de plausibilidade das quatro seguintes afirmações:

1) Jesus era considerado por alguns daqueles que eram atraídos por ele como potencial libertador politico que reuniria seu povo para acabar com o domínio romano.

2) Jesus nunca permitiu que seus seguidores o descrevessem como o “Messias”- algo que posteriormente veio a ser conhecido como o “segredo messiânico” (William Wrede).

3) Se Jesus considerava a si mesmo como o Messias, isso não se revestia de um caráter politico como aquele que era associado aos zelotes ou a outra círculos fortemente nacionalistas.

4) A expectiva contemporânea era de um Messias vitorioso. O fato de que Jesus sofrera estava seriamente em desacordo com essa expectativa. Se Jesus era o Messias, ele não era o tipo de Messias que o povo estava esperando


Qual, portanto, é o significado do termo para que possamos entender a importância de Jesus? Para o proposito de estabelecer a relação de Jesus com Israel, o termo é de enorme importância. Ele sugere que Jesus deve ser considerado o cumprimento das clássicas expectativas judaicas lançando os fundamentos para a continuidade entre o judaísmo e o cristianismo. Essa questão era certamente importante na palestina do sec. 1, e continua a ser importante no que diz respeito as relações judaicos-cristãs de hoje.
Entretando, o assunto se tornou cada vez mais irrelevantes para os escritores cristãos, com o passar do tempo, e a questão da relação da igreja com Israel tornou-se progressivamente irrelevante em uma cultura helenista. Os teólogos da igreja estavam, agora, principalmente interessados em situar Jesus no panorama da humanidade e da divindade e não em um panorama um tanto distindo, a saber, o de relacionar a igreja a Israel, ou o cristianismo ao judaísmo. A igreja primitiva logo viu-se as voltas com outros títulos cristológicos do N.T, a medida que procurava esclarecer a divindade e a humanidade de Cristo.
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