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OS REIS TAUMATURGOS – Prefácio (Jacques Le Goff) e Introduçã

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israel miranda

on 22 October 2015

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Transcript of OS REIS TAUMATURGOS – Prefácio (Jacques Le Goff) e Introduçã

OS REIS TAUMATURGOS – Prefácio (Jacques Le Goff) e Introdução.
March Bloch
Nascido no dia 6 de julho de 1886, na cidade de Lyon, França. Estudou em Paris, Berlim e Leipzig. Trabalhou durante alguns anos como pesquisador na Fundação Thiers, mas teve que interromper suas atividades para combater na Primeira Guerra Mundial
GÊNESE DE “OS REIS TAUMATURGOS”
Os reis Taumaturgos se beneficiaram de três experiências, duas de ordem intelectual e, entre estas, uma de ordem existencial.
Dois fatores que influenciaram na busca de Bloch sobre o mal régio:
1. Contato com os medievalistas alemães – “Graça de Deus e direito de resistência na alta Idade Média. Contribuição à história da monarquia.” Após a guerra Bloch é um dos poucos historiadores que se aproximam da historiografia alemã.
2. Irmão médico – fez com que Bloch aprofundasse o lado clinico e medicinal de seu tema relativo à medicina popular

UNÇÃO E POLÍTICA
Ao pesquisar as origens do milagre régio, Bloch já encontra dois temas essenciais:

1. Unção – sagração do reis;
2. Politica – uso desse poder sagrado;

INTRODUÇÃO
A realeza desde a Idade Média até os tempos modernos tinha uma imagem bem diferente da nossa.

Durante muitos séculos reis da França e da Inglaterra “curaram” as doenças somente como toque de suas mãos. E durante um período os reis da Inglaterra distribuíam anéis (os cramp-rings).

"o que colocou os reis em tal veneração foram principalmente as virtudes e poderes divinos que se desenvolveram apenas neles e não nos outros homens.” (p.44)1575 - Claude d’ Albon
UNIVERSIDADE DO VALE DO RIO DOS SINOS - UNISINOS
Fabricio Cardoso da Silva
Israel de Lima Miranda

Três pontos, segundo Le Goff, que dão conta da reputação de Marc Bloch:
1. O papel de co-fundador e co-diretor com Lucien Febvre da revista dos Annales, a qual renovou os métodos históricos.
2. As obras: “O caráter primordial da história rural francesa” – 1931 e “A sociedade feudal” – 1939-40 (que segundo especialistas caracterizam uma nova perspectiva a cerca da história geográfica)
3. A obra: “Apologia da História, ou o oficio do historiador” que só foi publicado graças aos cuidados de Lucien Febvre.
Permanência na FONDANTION THIERS.Nesse período Bloch teve contato com as obras: “A religião dos chineses”(1922), Festas e canções antigas da china” (1919), e isso de fato contribuiu para o seu interesse pelos ritos e mitos, pelas cerimônias e lendas.

Grande Guerra. Segundo Carlo Ginzburg, Os Reis Taumaturgos nasceram da experiência da guerra. Bloch via na guerra, um contexto de barbárie e de irracionalidade.

O ambiente da Universidade de Estrasburgo, da qual Bloch foi nomeado maître de conférences, em 1919. Neste momento se encontra com Lucien Febvre, que depois, juntos, fundaram a Escola dos Annales. E tem contato com alunos de Durkheim.
Dois conceitos da Escola dos Annales são percebidos na Obra:
1. História Global, ou Total -
2. A Longa Duração -
A POPULARIDADE DO MILAGRE
1. Difusão do milagre – o estudo da frequência dos toques, do numero de participantes, da origem geográfica dos doentes tocados.
Tais problemas permitem a Bloch esboçar uma das primeiras verificações quantitativas de um fenômeno de mentalidade.
2. Recepção do povo – pensar numa perspectiva sociopsicologica, como as massas se apropriam de uma determinada prática. Relação com teorias e práticas de elite de um lado e crença e mentalidade “comuns” de outro.

Marc Bloch faz uma descrição exemplar do rito e dos gestos que os reis da Inglaterra cumprem (p. 132-3) Sua atenção para os elementos do cerimonial denota uma atitude de antropólogo.

Primeiro dedica-se a determinar os quadros espaciais e temporais, essenciais do domínio do sagrado. (p.22)
RITOS
Bloch reúne diversas crenças ligadas pelo caráter sobrenatural que deram origem a legendas. “A Santa Âmbula, as flores-de-lis trazidas do céu, o dom de cura. Somado a isso estão as insígnias régias ( a coroa; o gladio; as esporas de ouro; o cetro dourado, bem como o os objetos vindos do céu e o poder de cura. Todos os objetos e o poder colocam o rei em comunicação direta com o rei.
LEGENDAS
O FIM DE UM MILAGRE
O fim desta estrutura de pensamento ocorre de duas formas:
Inglaterra - com o protestantismo;
França – com a revolução e queda da monarquia;

O que matou o milagre foi o espirito racionalista, que a partir do século XVII, buscou explicações racionais para os eventos. Mesmo com as Luzes há uma parcela da opinião comum que continua acreditar numa ação miraculosa.

EXPLICAÇÃO: ERRO COLETIVO
Bloch busca responder a problemática: por que as pessoas acreditavam no milagre régio?

Todas as pessoas da Idade Media, até "as luzes", acreditavam no milagre régio. E acreditavam por duas razões: uma é que a natureza fazia o milagre e as pessoas curavam-se depois do toque do rei.
Segundo Bloch “O que criou a fé no milagre foi a ideia de que ali devia haver um milagre.” Concluindo que “ é difícil ver na fé no milagre régio outra coisa se não o resultado de um erro coletivo”
A INSTRUMENTÁRIA CONCEITUAL DE MARC BLOCH
Alguns conceitos:

Comum – são apresentados como “hábitos de pensamento”, um pensamento mais popular que erudito;
Ideias coletivas; opinião coletiva; opinião comum, em oposição as representações intelectuais.

PARA UMA NOVA HISTÓRIA POLITICA
“A mensagem de Marc Bloch para o amanhã e o apelo ao retorno da história politica, mas uma história política renovada, uma
antropologia política histórica
de que Os reis taumaturgos serão o primeiro e sempre jovem modelo.”
JACQUES LE GOFF
Foi um historiador francês especialista em Idade Média. Além de, membro da Escola dos Annales, empregou-se em antropologia histórica do ocidente medieval.
Jacques Le Goff publicou estudos que renovaram a pesquisa histórica, sobre mentalidade e sobre antropologia da Idade Média
Algumas obras:
"O Homem Medieval" (dir.), 1994
"Dicionário Temático do Ocidente Medieval", em colaboração de direcção com Jean-Claude Schmitt, 2001
"O Imaginário Medieval", 1985
March Bloch não busca explicar a origem dessa perspectiva de realeza, mas sua evolução e sua duração. Como na biologia, quando se observa um organismo procurando as características que o mantém vivo.


Na obra "Os Reis Taumaturgos" são apresentados vários temas, em que se destacam à importância do imaginário coletivo, do poder das crenças e atitude mental dos homens. Bem como à demarcação do campo de disputas políticas travadas no processo de ascensão das casas reais europeias.
REFERÊNCIAS
BLOCH, Marc. Os Reis Taumaturgos: O caráter sobrenatural do poder régio: França e Inglaterra. Prefácio de Jacques Le Goff. Tradução Júlia Mainard. São Paulo: Companhia das Letras. 1993.
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