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Arquitetura da Paisagem

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on 19 February 2016

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Transcript of Arquitetura da Paisagem

arquitetura da paisagem
http://sfwater.org/index.aspx?page=433
DEFINIÇÕES DE PAISAGISMO:
segundo a Asla (American Society of Landscape Architecture),

1902: "a arte de adequar a terra para uso e deleite humanos"
1983: "a profissão que aplica princípios artísticos e científicos à pesquisa, ao planejamento, ao projeto e ao manejo de ambientes construídos e naturais". "seleção e alocação de recursos hídricos e do solo, para uso apropriado", "A produção de planos territoriais abrangentes", desde "projetos de movimento de terra, drenagem, irrigação, plantação e detalhes construtivos", até a tradicional e pequena escala do jardim residencial.
Contemporaneamente, essa visão de síntese parece turvar-se, na medida em que se consolidam linhas projetuais díspares, com enfoques antagônicos.


orientação ambientalista:

o problema que se coloca ao paisagista contemporâneo é o do aprofundamento da questão ecológica e o compromisso com uma estética pautada na agenda ambientalista. Para esses profissionais e pesquisadores, a paisagem não deve ser vista como produto e sim como processo, em uma dinâmica evolutiva no tempo e no espaço. Interessa-lhes a pesquisa de tecnologias sustentáveis, projetos que contemplem práticas ambientalistas regenerativas e a visão da cidade como ecossistema.

construção da paisagem como arte:
fortemente orientada a partir das possibilidades formais, estéticas e simbólicas do projeto. O projeto é entendido como obra de arte e investigação da linguagem plástica, apoiado em um cuidadosa e cara execução.
identidade local através da plasticidade

adequação do espaço construído ao usuário
e sua participação no processo projetual a partir de estudos que avaliam o desempenho do espaço construído uma vez apropriado pelos usuários


DESAFIOS DO PAISAGISMO CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO
Espaço e Crítica
Catharina Cordeiro Lima / Euler Sandeville
Edição 75 - Dezembro/1997
DESAFIOS DO PAISAGISMO CONTEMPORÂNEO BRASILEIRO
Espaço e Crítica
Catharina Cordeiro Lima / Euler Sandeville
Edição 75 - Dezembro/1997
o paisagista do império
Glaziou
(Auguste François Marie Glaziou)

Formado em engenharia civil, estudou botânica no Museu de História Natural de Paris, aprofundando seus conhecimentos em agricultura e horticultura.

1858: vem para o Rio de Janeiro, e assume os cargos de
Diretor dos Parques e Jardins da Casa Imperial
e
Inspetor dos Jardins Municipais
, além de integrar a Associação Brasileira de Aclimação. Envolve-se na maior parte de projetos paisagísticos acontecidos na Corte durante o Segundo Império, como:
reformas do Passeio Público,
Quinta da Boa Vista
Campo de Santana.

Glaziou transformou a paisagem brasileira na segunda metade do século XIX. inclusive incentivando a adoção de plantas brasileiras em praças e ruas do país.

Seus projetos tem como contexto a introdução, no decorrer do século XIX, de um novo conceito urbano:
higienização,
funcionalidade
embelezamento

valorização das áreas verdes e a implantação de parques e jardins sob a influência do modelo inglês, onde se adotam caminhos sinuosos que escondem recantos pitorescos e privilegiam pontos de vista diferentes, entre lagos, pontes, caramanchões, pavilhões, estufas e esculturas
Rosa Grena Kliass
:
arquiteta pioneira do Paisagismo no Brasil

projetos paisagísticos:
Avenida Paulista (1973),
revitalização do Vale do Anhangabaú (1981),
Parque da Juventude (inaugurado em 2003 e concluído em 2007), na capital, foi premiado pela Bienal de Arquitetura de Quito em 2004, uma das muitas premiações de sua carreira.
Parque do Forte, no Amapá
Mangal das Garças, no Pará,
Auguste François Marie Glaziou
Rosa Grena Kliass
Além de paisagista de renome internacional, ele também foi um pintor, escultor, tapeceiro, ceramista e designer de joias.

sem educação formal em arquitetura paisagística, o aprendizado de Burle Marx na pintura influenciou a criação de seus jardins.

Ele aceitava, embora de forma relutante, que "pintava" com as plantas, apesar de seu trabalho não ser reduzido ao efeito pictórico e visual produzido por suas paisagens, pois Marx se autodefinia como um artista de jardins.
"'a arquitetura paisagística é o desenho do vazio"
Rosa Grena Kliass
LANDFORM
Our innovative designs manipulate the ground plane to create steps, ramps and level changes which unfold and change as the visitor experiences them. Our sensual landforms define space in a sculptural way.

WATER
As well as storing, processing and purifying water, our landscape designs enrich the sensory experience with water, expressing changes in level and inviting people to engage; from reflective rainwater pools to splashing fountains, from naturalised lakes to drainable water features capable of accommodating crowds.

PLANTING
We use plants to structure space. Working with shape, size, texture, sun patterns and existing soils, we develop planting schemes to enhance the site’s assets. We look for complexity in simplicity, producing bold schemes with a high degree of textural and seasonal variation.

LIGHTING
Lighting is integral part to the choreography of our landscapes. Ceilings of starlight animate public spaces when dusk falls, creating atmosphere, enhancing a sense of safety and encouraging extended use.

SUSTAINABILITY
Our work preserves and enhances the natural environment, promoting positive environmental and social outcomes. We design landscapes which balance human and environmental requirements, offering creative and pragmatic solutions in urban contexts.

ECOLOGY
Our ecological strategies range from native seed collection and habitat protection to the creation of ecological areas within larger public amenity spaces. Our work balances human requirements of the public realm with those of biodiversity.

INCLUSIVE DESIGN
We put people at the heart of our designs; spending time understanding the local community and listening to their needs. We strive to design simple, uncluttered and barrier-free environments which promote choice, flexibility of use and enable everyone to participate equally.

SAFETY
Our award-winning designs enshrine best practice, limiting obstacles to movement and sight. Our urban landscapes demonstrate positive community take-up and a marked reduction in anti-social behaviour

Engage
Our rigorous research process enables us to engage with each landscape’s cultural, social and historical context. We create spaces capable of meeting the complex and changing demands of all users; serving as inclusive community spaces, business zones and destination attractions drawing visitors time and time again.

RESEARCH
Factors such as climate, topography, geographic location and history define the character of any location. We undertake extensive research into every landscape we design in order to interpret its unique features in our design.

HISTORICAL CONTEXT
Society’s past activities leave physical and emotional imprints. Our designs reference the past in subtle and distinct ways; from the selection of plants and materials, to the composition and layout of spaces, to the inclusion of historic artefacts and archaeological finds.

COMMUNITY CONSULTATION
Sustainable communities need to build in the capacity for growth and change, and community consultation is an essential starting point for this work. We welcome the opportunity to engage with the public and other stakeholders and to receive feedback on our work.

CULTURAL PROGRAMME
Our landscapes are flexible and robust, capable of supporting varied and inspiring cultural programmes, such as concerts, shows, fairs, attractions and leisure activities.

COMMERCIAL PLANNING
We support public realm management teams in the preparation of strategic economic and development plans. This includes assessing potential programmatic uses and supporting retail and events teams in detailing issues from event locations and capacities to access routes, safety and lighting.

COLLABORATION
The highly technical nature of our work means we collaborate with a wide range of specialists, from leading architects and engineers to soil scientists, botanists, archaeologists and irrigation designers. We also have excellent relationships with academic institutions, contractors and suppliers.
Kathryn Gustafson
Paisagista e artista norte-americana nascida em 1951. Possui projetos executados no Reino Unido, Ásia, Europa e Oriente Médio. Ganhou dez prêmios na área de paisagismo e arquitetura, entre eles: American Society of Landscape Architects: Gold Medal (2008), National Heritage of the 20th Century (2007), Honorary Fellow (1999), Jane Drew Prize (1998) e Architectural Medal Decoration (1993).
Roberto Burle Marx
Petra Blaisse é uma designer holandesa que trabalha com uma multiplicidade de áreas da criatividade, desde de texteis, desenho da paisagem e exposições
Ela é fundadora da
Inside Outside
, empresa com sede em Amsterdam e que tem grande parceria com o escritório OMA.
Petra Blaisse
Water Recipe Garden
The idea for the garden is to consider it as a collection of habitats, planted with indigenous trees, shrubs, flowering plants and bulbs - tolerant of heat, salty wind and draught – that will react to a carefully measured gradational water system that is organized in north-south direction; thus providing a rich variety of gardens, from green and lush to sculptural and dry. Species from other countries of the same hardiness zone as Qatar will be mixed in strategically, to add form, shadow, scent and color effects.

As the future garden is, in fact, a floating stone and steel plate above a parking lot of the same size, it does not offer full soil to its planting. The given ‘roof top’ situation allows for a maximum of 1200 mm soil depth only. To create the garden that we envision, we lay down a regular system of square planters over the flat, hard roof surface, that gradually change in size, height and distance in north to south direction. The generous sizes of the planting beds – from 14.4m to 6.6m square by 0.45m to 1.2m depth – give the opportunity for a broad series of variegated biotopes, each built up of a variation of plants, shrubs and trees that complement and stimulate each other; and that grow in carefully composed build-up of soil and – if so required - water retaining elements and added nutrients. At the same time, this system of planted squares will form one decorative plane, a colorful carpet that unites all the functional services of the ground plane – while offering an inviting platform for the buildings that rise from it and an attractive garden for visitors; both during the day (seen from many positions inside the buildings and from the street) and at night (when used as garden).
http://www.gustafson-porter.com/
http://www.insideoutside.nl/
definições
Frederick Law Olmsted
Frederic Law Olmsted: atribuíra à profissão uma
dimensão inclusiva
, que procurava compatibilizar o
entendimento dos processos naturais no ambiente urbano
e regional com as viscissitudes dos
processos sócio-culturais,
explorando
possibilidades criativas
na conformação das paisagens.
Os princípios de Projeto de Olmsted

Cenário
Adequação
Estilo
Subordinação (Partido)
Separação
Saneamento
Serviço
Cenário
Desenho de mudanças de cenários mesmo em espaços pequenos ou áreas de bastante uso.

Devem oferecer sensibilidade aprimorada sobre o espaço:
limites indefinidos e constante
abertura para novas vistas.

Evita-se as delimitações rígidas na escolha das espécies, criando espaços com maior complexidade de luz e sombra próximo do olhar.
Adequação

Desenhos adaptados aos cenários naturais e topografia do local:

o Caráter do local ("
genius of the place
")
Subordinação
(Partido)

todos as características e objetos estão subordinados ao projeto e sua intenção final

"Art to conceal Art"
Separação

Separação de áreas com estilos diferentes, para que a incongruência de estilos não dilua o efeito desejado para cada cenário;

separação de percursos, para garantir segurança e diminuir as distrações daqueles usando os espaços;

separação de usos incompatíveis ou conflitantes.
Saneamento

Provisão de drenagem adequada, ou outras considerações de manejo, que não simples tratamento das superfícies.

Planejar e projetar de maneira que o saneamento promova saúde física e mental aos usuários.
Estilo
Desenhos em estilos específicos para cada tipo de efeito desejado.

Estilo Pastoril
: grandes áreas de gramado abertas, com pequenos corpos d'água e árvores e pequenos bosques espalhados - sensação de tranquilidade

Estilo Pitresco
: plantio abundante de arbustos, trepadeiras e plantas rasteiras em terreno íngreme e irregular - sensação de mistério
Serviço

Planejar os espaços de maneira que eles sirvam a um propósito direto de utilização ou função, de maneira que se adeque às necessidades psicológicas e sociais dos usuários.

"
Se as considerações de utilidade do espaço são negligenciadas ou sobrepostas pela ornamentação e estética, não haverá verdadeiramente Arte
."
o concurso de projetos do Central Park
projeto de John Rink
Central Park As-Built
Frederick Law Olmsted e Calvert Vaux
Arquitetura da Paisagem Contemporânea
Paisagismo
no Brasil

Reforma urbana de Paris

Georges-Eugène Haussmann
Bay East, Gardens by the Bay
Singapura
Water Recipe Garden
Qatar
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