Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

O Príncipe - Maquiavel

No description
by

Ester Biss de Alencar

on 27 August 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of O Príncipe - Maquiavel

Capítulo X


Ou um príncipe possui um Estado tão forte e grande que possa manter-se por si mesmo, por possuírem uma abundância de homens, de dinheiro e por possuírem um exército a altura do perigo, ou sempre haverá a necessidade da defesa de outros. Aqueles que necessitam da ajuda de outros são os que não podem defrontar com o inimigo em campo aberto, mas são obrigados a refugiar-se atrás dos muros da cidade.
Quem tiver sua cidade sempre bem fortificada, será sempre assaltado com temor, pois os homens são sempre inimigos dos empreendimentos onde vejam dificuldades, e não se encontra facilidade para atacar quem possui uma cidade forte e não seja odiado pelo povo. Um príncipe que possui uma cidade forte e não se faz odiado pelo povo, não pode ser atacado, e se alguém o fizer, se retirará com vergonha.
Capítulo XI
Principados eclesiásticos são aqueles onde todas as dificuldades existem antes que os possuam, visto que são adquiridos ou pela virtude ou pela fortuna. Sem uma e outra se conservam, pois são sustentados por ordens estabelecida pela religião, que tornam-se tão fortes que mantêm os seus príncipes no poder.
Apenas estes possuem Estados e não os defendem, súditos e não os governam, os Estados, por serem indefesos, não são tomados. Os súditos por não serem governados não se preocupam, não pensam e nem podem separar-se deles. Somente estes principados são seguros e felizes.
Capítulo XII
Os principais fundamentos que os Estados, tanto os novos quanto os velhos e os mistos, possuem são as boas leis e as boas armas, e como não pode haver boas leis onde não existam boas armas e onde existam boas armas é preciso que existam boas leis, deixa-se de falar em leis para falar apenas em armas.
As armas com que um príncipe defende seu Estado podem ser próprias ou mercenárias, auxiliares ou mistas. As mercenárias e as auxiliares são inúteis e perigosas, e se alguém apoia seu Estados nelas, jamais estará firme e seguro, pois elas são desunidas, ambiciosas, infiéis, indisciplinadas, galhardas entre amigos, vis entre inimigos, não temem a Deus e não possuem fé nos homens, tanto adia a ruína quanto se transfere o assalto.
Na paz se é esfoliado por elas, na guerra pelos inimigos. Isso se deve ao fato de que elas não possuem outro amor nem outra razão que as mantenha em campo, a não ser um pouco de soldo, desejam muito ser teus soldados enquanto não há guerra, mas quando esta surge, querem fugir ou ir embora.
O Principe
de
Maquiavel

O Príncipe deve ir pessoalmente com as tropas e exercer as atribuições ao capitão, a República deve manter seus cidadãos e, quando enviar um que não se mostre valente, deve substituí-lo quando animoso deve detê-lo com as leis para que não ultrapasse o limite. Uma República armada de tropas próprias se submete ao domínio de um cidadão com dificuldade maiores do que aquela que se encontra protegida por tropas mercenárias ou auxiliares.
Capítulo XIII
As tropas auxiliares, as forças inúteis, se apresentam quando chamas um poderoso para que venha a ajudar e defender com seus exércitos. Essas tropas podem boas e úteis para si mesmas, mas para quem as chame sempre serão danosas, pois se perderes fica liquidado e se ganhares fica prisioneiro delas.
São muito mais perigosas que as mercenárias, porque com estas a ruína é certa, pois são todas unidas, todas voltadas a obediência de outros. Enquanto nas tropas mercenárias o mais perigoso é a covardia, nas auxiliares é o valor.
Um príncipe prudente sempre foge a essas duas tropas para voltar-se às suas próprias forças, preferindo perder com as suas a vencer com aquelas, pois na verdade aquela conquistada com as armas alheias não representam vitória. “… as armas de outrem, ou te caem de cima, ou te pesam ou te constrangem”.
Sem ter armas próprias, nenhum principado está seguro, ao contrário, fica totalmente sujeito à sorte. As forças próprias são aquelas que constituídas por súditos, de cidadãos ou de criaturas tuas.
Capítulo XIV
Um príncipe não deve ter outro objetivo que não seja a guerra e sua organização e disciplina, sendo esta a única arte que compete a quem comanda. Os príncipes perdem seus Estados quando pensam mais nas delicadezas do que nas armas. A primeira causa que o leva a perder o Estado é a negligência dessa arte.
Entre um príncipe armado e um desarmado, não existe proporção alguma, uma vez que não há como quem esteja armado obedecer a alguém desprovido de armas.
Um príncipe deve não desviar seu pensamento do exército de guerra, o que pode fazer de dois modos, um com a ação e outro com a mente. Conhecimentos como aprender a conhecer o próprio país e aprender a melhor identificar as defesas que o inimigo oferece, são úteis pois em decorrência do conhecimento, com facilidade poderá entender qualquer outra região que venha a te observar.
Ele ensina a encontrar o inimigo, estabelecer os acampamentos, conduzir os exércitos, ordenar as jornadas, fazer incursões pelas terras com vantagens sobre o inimigo.
Conclusão
Esta obra de Maquiavel, embora já possua suas cinco centenas de anos, é condizente com nossa atualidade, pois é o que vemos em nosso quadro político atual, considerando que a obra se reporta a estratégia política.
Maquiavel é considerado um filósofo político pelas suas ideias, e pela sua forma de explicitá-las, dizendo, analisando e dando exemplos de seus próprios ideais, ele cria uma forma diferente de política sendo reafirmado como ponto inicial do estudo de política como ela é.
Ester Biss de Alencar
Maryanny Paula
Gabriela Villa
Full transcript