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Dificuldades que Adultos Encontram ao Retonar ao Mundo Acadê

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Bárbara Costa Penha

on 21 May 2015

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Transcript of Dificuldades que Adultos Encontram ao Retonar ao Mundo Acadê

Dificuldades que Adultos Encontram ao Retornar ao Mundo Acadêmico
Pesquisa Fenomenológica
Referências
Resultados e Discussões
Considerações finais
Após a conclusão da pesquisa podemos perceber que agora nosso conhecimento sobre pesquisa fenomenológica e qualitativa alcançou um outro patamar. A partir de nossas vivencias em campo podemos entender melhor a teoria, o que nos traz uma maior segurança em relação a prática.
Ana Elise F. Maia
Bárbara Costa Penha
Danyelle Novais
Ilana Raquel S. Rezende
Karina Barros
Nina Borges Pitan
Rosirene T. Siqueira

Andrade C. C. & Holanda, A. F. (2010). Apontamentos sobre pesquisa qualitativa e pesquisa empírico-fenomenológica. Estudos de Psicologia (Campinas), 27(2), 259-268.
Andrade, C. C & Holanda A. F. (2010) Apontamentos sobre pesquisa qualitativa e pesquisa empírico-fenomenológica. Estud. psicol. (Campinas) vol.27 no.2 Campinas Apr./June
Dartingues, A. (2008) O que é a Fenomenologia? Editora Centauro
Forghieri, Y. C. (1993) Psicologia fenomenológica: fundamentos, métodos e pesquisa. São Paulo: Pioneira
Goldstein, K. (1939) The Organism, Nova Iorque, American Book Co.
Heidegger, M. (1967) Sobre o Humanismo, Ed. Tempo Brasileiro, Rio de Janeiro Zahar Ed., 1975
Minkowski, E.. (1965) Il tempo vissuto. Roma: Editrice Einaude,.
Nassar, S. M. & Neto & Catapan E. R. & Pires A. H. & Maria M. (2003). S. Inteligência Computacional aplicada a Gestão Universitária: Evasão Discente.
Quintas, H. & Gonçalves, T. & Ribeiro, C. M. & Monteiro, R. & Fragoso, A. & Bag, J. & Santos L. & Fonseca, H. M.. (2014). Estudantes adultos no Ensino Superior: O que os motiva e o que os desafia no regresso à vida académica. Revista Portuguesa de Educação, 27(2), 33-56.
Ribeiro, J. P. (1985) Gestalt-Terapia Refazendo um Caminho. Summus Editorial.
Struchiner, C. D. (2007). Fenomenologia: de volta ao mundo-da-vida. Revista da Abordagem Gestáltica, 13(2), 241-246.
Com a pesquisa tivemos contato com novas teorias, como a de Giorgi, que pode nos proporcionar um maior entendimento em relação a redução fenomenológica, de como devemos aplicá-la no nosso cotidiano.
Percebemos assim que não é fácil realizar uma pesquisa. São pequenos detalhes podem remeter-se à erros, mas ao mesmo tempo muito gratificante pois podemos ver os resultados saltarem frente a nossos olhos.
Com tudo podemos dizer que os resultados foram positivos, assim como nossa experiência. Conseguimos então compreender o objetivo do adulto ao retornar no meio acadêmico após alguns anos.
• A tabela refere-se à redução fenomenológica da terceira entrevista, sendo esta realizada com a participante
B
.

B
compreende suas dificuldades e suas limitações e tem sua maneira de vivenciar o tempo, ela sabe que não está sendo fácil retornar aos estudos depois de tantos anos, mas sabe aproveitar a oportunidade que está tendo.

• Observamos temporalidade e espacializar quando a entrevistada diz que está onde queria estar.
• Goldstein (1939) via em todo o ser vivo uma tendência de auto-realização que significaria um esforço constante para a realização das potencialidades inerentes dos seres vivos, mesmo que haja um meio hostil.
B
se sente realizada fazendo o curso que sempre sonhou.
Redução fenomenológica da entrevista 3 realizada com a participante
B
.
Redução fenomenológica da entrevista 3 realizada com a participante
B
.
Redução fenomenológica da entrevista 1 realizada com a participante
A.
• A participante começa relatando que voltar aos estudos é uma experiência nova e desafiadora por já ter 42 anos, o que nos remete a temporalidade. Temporalizar consiste em experienciar o tempo, sendo esta a vivência que mais próxima se encontra de nosso próprio existir (Forghieri, 1993).
• Também observamos os limites quando
A
diz “não ter mais tempo para errar”, ela se vê limitada principalmente em relação ao tempo. É necessário vislumbrar novas possibilidades, compreender os limites e perceber que a escolha feita foi a melhor opção no contexto que se encontrava.
• O homem busca a harmonização como centro de sua expectativa. Está permanentemente à procura da compreensão de seu próprio sentido (Ribeiro 1985). A entrevistada consegue reconhecer suas possibilidades, ela entende que pode traçar seus objetivos.

A
também relata sobre as responsabilidades com seu marido e seus filhos.
• Fazer psicologia, para
A
, é a forma de se sentir realizada e satisfeita, já que o homem o tempo todo precisa se firmar como pessoa e ser reconhecido, como Ribeiro nos diz.
Redução fenomenológica da entrevista 2 realizada com a participante D

D
relata que cursa psicologia visando o doutorado, esse é o seu projeto.
“O homem é uma existência porque ele é um projeto, isto é, o homem é um ser se fazendo. O homem é o único ser que pode sair de si para projetar a si mesmo, pode fazer um projeto de si próprio” (Ribeiro 1985).


D
diz ser estranho ser aluna e não professora, ela estava acostumada a estar à frente da turma e não sentada.
D
naquele momento percebe que não consegue pôr-se de acordo com a situação.
Redução fenomenológica da entrevista 3 realizada com a participante
C
.
• A participante tem conhecimento de suas dificuldades e suas limitações.
• Entendemos o temporalizar e o espacializar quando
C
diz que agora é casada e tem filhos e precisa fazer os trabalhos acadêmicos em sua casa, pois não está mais sozinha. Segundo Ribeiro (1985), espacializar consiste no modo como vivenciamos o espaço em nossa existência e temporalizar na maneira em que vivo esse tempo.
• Sua maior dificuldade tem sido em pôr-se de acordo, relatado por ela como a dificuldade de se adaptar a faculdade.
• Essa dificuldade pode ser caracterizada também como uma maneira preocupada de existir
Os participantes em geral compreendem suas limitações por terem ficado tanto tempo afastados dos estudos, mas vivenciam o tempo de sua maneira. Eles entendem que não são mais jovens e por isso não podem mais ficar esperando.
As escolhas de todos os participantes foram de retornar os estudos mais tarde e agora então vivendo a responsabilidade dessa escolha, com mais dificuldade, pois é um desafio maior retomar os estudos depois de tanto tempo longe do meio acadêmico, mas ao mesmo tempo se sentem realizados por estarem conseguindo alcançar seus objetivos.
3.
Análise de dados
: com as entrevistas gravadas e a análise dos dados de acordo com os métodos de Giorgi já apresentados anteriormente.
2.
Coleta de dados
: Deu-se início às entrevistas efetivando-se a investigação fenomenológica por meio da pergunta disparadora “Descreva, por favor, como tem sido a experiência de retomar os estudos após alguns anos afastado (a) do meio acadêmico”. As entrevistas foram realizadas na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, sendo uma no PROA da área 4 e as demais na lanchonete da mesma.
Procedimentos
O procedimento compreendeu as seguintes fases:
1.
Seleção e recrutamento dos sujeitos
: fez-se a observação de sujeitos na lanchonete da universidade a fim de selecionar os que se encontravam dentro dos critérios de inclusão propostos pelo estudo, dirigindo-se posteriormente aos mesmos individualmente e informando-os sobre a proposta do estudo, convidando-os a participar e prestando os devidos esclarecimentos. Pediu-se que assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.
Ambiente e instrumentos:
As entrevistas foram realizadas na Pontifícia Universidade Católica de Goiás, localizada no Setor Universitário, sendo três delas na área 4 e uma na área 3 da mesma Universidade. Os materiais utilizados foram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, caneta, impressora e gravador.
Participantes:
Quatro acadêmicos da Pontifícia Universidade Católica de Goiás, devidamente matriculados, com idades acima de 35 anos, de ambos os sexos que retornaram aos estudos tardiamente, sendo eles: Flávia (Nome fictício), 37 anos, casada, acadêmica de Psicologia; Mauro (Nome fictício), 40 anos, casado, professor, acadêmico de Psicologia; Paula (Nome fictício), 42 anos, administradora, acadêmica de Psicologia e Márcia (Nome fictício), 47 anos, ocupação do lar, acadêmica de Psicologia.
Método
Metodologia
Para a realização do estudo foi utilizado como método qualitativo a pesquisa fenomenológica e como meio de análise dos dados utilizamos os quatro métodos propostos por Giorgi para se chegar às unidades de significado.
O método fenomenológico de Giorgi(1985) lida com as descrições de depoimentos, relatos ou entrevistas sobre experiências vividas em relação a um determinado fenômeno segundo quatro passos.
O primeiro passo corresponde à leitura de toda a descrição a fim de alcançar o sentido geral do todo.
O segundo passo é a discriminação de unidades significativas com base em uma perspectiva psicológica e focada no fenômeno que é pesquisado
O terceiro é a transformação da linguagem do dia a dia do sujeito em linguagem psicológica apropriada, com ênfase no fenômeno em estudo
O último passo busca a síntese das unidades significativas transformadas em uma declaração consistente da estrutura do aprendizado.
Justificativa
Por que escolhemos esse tema? Porque escolhemos o método qualitativo?
Parte expressiva da população acadêmica
Como está sendo esse retorno a vida acadêmica?
Vivência por parte do grupo
Quais as principais limitações e realizações?
A partir do "como?" entra-se na pesquisa fenomenológica.
Significação do fenômeno através do olhar de quem vivencia essa realidade.
Objetivo
Almeja-se a compreender o retorno ao mundo acadêmico por pessoas afastadas há alguns anos sobre a ótica da temporalidade de Minkowski e de aspectos do ser-no-mundo.
Problema
A compreensão da temporalidade vivida por pessoas que retornam ao mundo acadêmico depois de afastadas há algum tempo, assim como as possibilidades e angústias que permeiam essa escolha.
Profa. Dra. Virgínia E. Suassuna Martins Costa
Não obstante as dificuldades o universo acadêmico mostra-se para essas pessoas rejuvenescedor e motivador. (Quintas et. al.)
Pessoas que retornam a vida acadêmica na idade adulta enfrentam dificuldades de conciliar a vida pessoal, familiar e social. (Quintas & Gonçalves & Ribeiro & Monteiro & Fragoso & Bago & Santos & Fonseca(2014)
Há também aqui que se ressaltar as dificuldades enfrentadas por aqueles que optaram a ingressar no universo acadêmico.
Na espera, segundo ele ”vivemos o tempo no sentido inverso”, já não somos impelidos para o futuro mas vemos ele vindo em nossa direção. É a ânsia de que ele se faça presente. Neste sentido, podemos associar à espera de quem ingressa no universo acadêmico, o desejo de que seus esforços sejam recompensados com o tão esperado diploma.
Minkowski (1965) associa ao futuro os fenômenos ou categorias do ‘élan vital’ do eu, que permitem viver intencionalmente o tempo: a ‘atividade’, a ‘espera’, o ‘desejo’, a ‘esperança’ a ‘prece’ e a ‘ação ética.

O futuro é vivido de maneira mais direta e imediata, pois a atenção do eu é primeiramente direcionada para ele
O passado por sua vez caracteriza-se por três aspectos: recordação, remorso e pesar.
Minkowski (1965) evidencia o tempo presente como caracterizado pela duração, sucessão e continuidade, não podendo ter início e fim determinados.

Minkowski (1965),em concordância com Bergerson definiu o tempo como uma “massa fluída” que se desloca para frente, rumo a um futuro rico em possibilidades.
O que este trabalho se propõem não é verificar quantitativamente quantos alunos possuem mais de 30 anos e nem quais as dificuldades enfrentadas, mas sim como esses alunos vivem essa experiência, quais significados. Nossa preocupação é com o mundo da vida, a vivência do tempo, do espaço dos relacionamentos consigo e com o outro. Vamos pesquisar o “tempo qualidade” e não o “tempo associado ao espaço” (Minkowski, 1965).

Este fenômeno leva a refletir o que está por trás da decisão de voltar aos estudos depois de um longo período afastado, leva a reflexão do tempo vivido, da vivência individual, da escolha a qual o ser é constantemente impelido a fazer.

Dados do IBGE publicados em 2012 revelam que o contingente de estudantes com mais de 40 anos chega a 30,1%.

Podemos perceber ao nosso redor que é grande o número de pessoas acima de 30 anos que retornam a faculdade.
Introdução
Pesquisa Fenomenológica
Como? Descreva...
Pergunda Disparadora
Redução Fenomenológica
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