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INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA

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by

Eduardo Augusto

on 18 August 2014

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Transcript of INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA

CONTEXTO HISTÓRICO DA AMÉRICA
- A partir do século XVI, a Espanha colonizou várias regiões da América. Os povos americanos (incas, astecas, maias e outros nativos) foram dominados, perderam suas terras e tiveram que seguir a cultura imposta pelos espanhóis. Estes povos nativos também tiveram que trabalhar de forma forçada para os colonizadores da Espanha.

- O sistema de Colonização Espanhola era baseado na exploração dos recursos naturais e minerais das áreas dominadas.

- As Colônias obedeciam um rígido Pacto Colonial, que obrigava os colonos a somente comprar e vender produtos da sua Metrópole, a Espanha, além de terem que arcar com a cobrança de Impostos. Isso era muito desfavorável para os americanos, pois acabavam vendendo seus produtos (Matéria-Prima) a preços muito baixos e comprando (Produtos Manufaturados) a preços muito altos, gerando lucro para a Coroa Espanhola.




RESULTADOS
INDEPENDÊNCIA DA AMÉRICA ESPANHOLA

MUDANÇAS NA EUROPA
- Em 1807, o ministro espanhol Manuel de Godoy e Napoleão Bonaparte firmaram o Tratado de Fontainebleau, que estabelecia a divisão de Portugal entre França e Espanha, caso o mesmo fosse conquistado. O Acordo também permitia a passagem de tropas francesas pelo território espanhol a fim de invadir Portugal.

- Napoleão se aproveita dessa situação e destrona o até então Rei, Fernando VII, colocando seu irmão, José Bonaparte, no Trono.

- A reação na Metrópole Espanhola foi de descontentamento e de subversão popular, pois estavam sendo governados por um Rei "Ilegítimo", e na colônia a população, sobretudo os criollos, também expressou um sentimento de Lealdade ao antigo Rei, não obendecendo mais às ordens da metrópole.

- A partir de então, os assuntos da colônia passaram a ser coordenados diretamente pelos
CABILDOS
, espécie de câmara municipal integrada pelos colonos hispano-americanos mais abastados, os criollos. E com essas mudanças, a colônia começa a vislumbrar um futuro de Liberdade.
INCENTIVOS PARA A INDEPENDÊNCIA
- Os Colonos, com destaque para os Criollos, estavam sendo Influenciados pelos ideais Iluministas, que vinham da Europa (Revolução Francesa) e dos Estados Unidos, ou seja, queriam mais Liberdade Econômica e um Estado menos Interventor.

- Inglaterra e Estados Unidos apoiavam fortemente a independência da América Espanhola, pois o Pacto Colonial imposto pela Espanha não permitia que estes países fizessem negócio com os Colonos e vice-versa, isso impossibilitava a expansão do mercado consumidor tanto de Inglaterra e Estados Unidos como dos Colonos Americanos.
VIRADA NA AMÉRICA & INSATISFAÇÃO NA COLÔNIA
-
Com as derrotas de Napoleão, o Rei Fernando VII volta ao trono da Espanha em 1813, e reestabelece o governo Absolutista.

- Em relação à Colônia, o Rei retira toda a autonomia conquistada por seus nativos durante o período marcado pelo autogoverno dos CABILDOS. Apresentava-se, então, mais um fator motivador para o fortalecimento dos movimentos emancipacionistas.

- Os Criollos ficam ainda mais insatisfeitos, pois além de não terem expressão na Política, que era exercida somente pelos
Chapetones,
tinham que novamente aceitar as arbitrariedades Econômicas e Políticas impostas pela Coroa.

- A pesada rotina de trabalho dos índios, escravos e mestiços também contribuiu para o processo de independência. As péssimas condições de trabalho e a situação de miséria já tinham, antes do processo definitivo de independência, mobilizado setores populares das colônias Hispânicas. Dois claros exemplos dessa insatisfação puderam ser observados durante a
Rebelião Tupac Amaru
(1780/Peru) e o
Movimento Comunero
(1781/Nova Granada), que representaram os movimentos Precursores das Guerras de Independência.
GUERRAS DE INDEPENDÊNCIA
- O final dos Embates entre Inglaterra e França possibilitaram que a que a Inglaterra apoiasse de forma efetiva as Guerras de Independência, que perduraram de 1810 até 1824, matando milhares de pessoas.
Esse apoio Inglês foi muito importante, pois os Colônos, liderados pelos Criollos, já haviam travado batalhas visando a Independência no final da primeira década do século XIX, mas em todas as ocasiões sucumbiram ao exército Espanhol.

- Ao final das Guerras, é proferida a Doutrina Monroe, onde os Estados Unidos diziam que o Continente Americano não deveria aceitar nenhum tipo de intromissão oriunda da Europa, ou seja, pregavam uma "América para os Americanos". Essa medida foi adotada para evitar que tentativas de uma Recolonização fossem feitas pela
Santa Aliança
, que era composta por países como Áustria, Rússia, e França.
ANOS DA INDEPENDÊNCIA DE ALGUNS PAÍSES DA AMÉRICA ESPANHOLA
- México: 1821

- Peru: 1821

- Argentina: 1816

- Paraguai: 1813

- Uruguai: 1815

- Venezuela: 1811

- Bolívia: 1825

- Colômbia: 1811

- Equador: 1811

- Chile: 1818
PRINCIPAIS LÍDERES DO PROCESSO DE INDEPENDÊNCIA
Os principais líderes das lutas pela independência nos países da América Espanhola foram Simón Bolivar e San Martín.

-
Simón Bolivar
: militar e político Venezuelano, foi de fundamental importância nos processos de independência da Colômbia, Bolívia, Equador, Venezuela, Panamá e Peru. Ganhou em 1813, na Venezuela, o título honorífico de Libertador.

-
José de San Martín
: general argentino, foi decisivo nos processos de independência da Argentina, Chile e Peru.
- Ascensão política dos Criollos nas ex-colônias.

- Conquista da liberdade econômica, que favoreceu financeiramente e politicamente a aristocracia, representada pelos Criollos.

- Criação de dependência econômica com relação à Inglaterra, maior potência mercantil do século XIX.

- Infelizmente, a independência política não significou a diminuição das desigualdades e injustiças sociais nas ex-colônias espanholas. A pobreza e miséria continuaram como realidade para grande parte da população.

- Instalação do sistema republicano em que, através das eleições, as elites se perpetuavam no poder.

- Em 1826, Simón Bolivar convocou os representantes dos países recém-independentes para participarem do Congresso do Panamá, encontro que buscava definir os caminhos a serem tomados pelos novos países latino-americanos, Bolivar queria unir a América em um só país. No entanto, frente aos interesses das lideranças locais e ao desejo da Inglaterra e dos Estados Unidos em impedir a formação de uma potência rival na região, seu programa unitarista foi derrotado. Deste modo, a fragmentação do território foi consolidada e a formação de vários países estabelecida.
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