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Casas Abrigo - Importância

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by

Joana Ribeiro

on 18 May 2016

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Transcript of Casas Abrigo - Importância

Acolhimento em Casas Abrigo
ACOLHER, INTEGRAR, PARTILHAR PARA MUDAR
CASAS ABRIGO
Clínica Médico-Legal
ICBAS

Ana Alves
Joana Ribeiro

A VD constitui uma preocupação e uma prioridade ao nível do atendimento e da intervenção na comunidade, fazendo-se sentir, cada vez mais, a necessidade de Respostas Integradas e Articuladas.
É fundamental a existência de um conjunto de procedimentos que deverão constituir o referencial da intervenção e apoio ás familias vítimas, de forma a garantir a sua Integridade e uma melhor qualidade dos serviços prestados.
O acompanhamento de caso tem como objectivo último o fortalecimento da vítima e a concretização do seu projecto de autonomia articulado, sempre que possivel e necessário, com as diferentes entidades da comunidade.
Emigrantes
Desemprego/
Perda de emprego
Isolamento
Dependência económica
Tentativas de suícidio
Medo
Vergonha
Baixa Auto-estima
Sentimentos de incapacidade
Ansiedade
Depressão
Abuso de substâncias
"Mil e um" processos a decorrer...
Caracterização e Impacto
Deslocadas e
desenraízadas
Sobreviventes da suas próprias histórias de vida
Vulnerabilidade social, sem redes de suporte e sociais
Monoparentais
Vítimas de Violência Doméstica
(cc) photo by theaucitron on Flickr
Stress pós-traumático
Todos temos um papel importante na transformação do problema.
Todos somos co-responsáveis e participantes na mudança.
Acolhimento em Casas Abrigo:
O que são?
Quando se realiza?
Que população?

Papel das Casas Abrigo:
Objetivo
Funcionamento
IMPORTÂNCIA NA VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
Impacto das Casas Abrigo na Violência Doméstica
Antes da entrada numa Casa Abrigo
Com a entrada numa Casa Abrigo
Casas Abrigo: O que são?
Resposta social para situações de risco grave/perigo de vida, na ausência ou falência do apoio da rede primária
Visa primeiramente a proteção da vítima e seus filhos menores, de forma temporária, até que estejam reunidas as condições de segurança necessárias à sua reinserção na comunidade
Neste tempo de afastamento do contexto violento, as vítimas poderão fortalecer competências pessoais, profissionais e sociais e beneficiar das condições necessárias à sua educação, saúde e bem-estar integral, num ambiente de tranquilidade e segurança
De um modo geral todas trabalham a partir do Plano Indivizualizdo de Intervenção (PII), com vista ao fortalecimento da autonomia de vida
Existem diferentes instituições, com diferentes estruturas e funcionamentos
Protocolo de Encaminhamento

Mas, também existem muitos casos de frustração, insucesso, desestruturantes e fraturantes, por isso é que:
não há receitas, cada caso é um caso, as soluções têm de se adaptar às possibilidades, vontades, desejos individuais, a cada família e até ao seu acaso.
Constrangimentos
Reflexões
Inquietações
A UTILIDADE DA RESPOSTA DA CASA DE ABRIGO PARA RESOLUÇÃO DE OUTROS PROBLEMAS
NECESSIDADES PREMENTES: AS CRIANÇAS
.
Mudança
Há um tempo em que é preciso
abandonar as roupas usadas,
que já têm a forma do nosso corpo
E esquecer os nossos caminhos que nos
levam sempre aos mesmos lugares.

É o tempo da travessia
E se não ousarmos fazê-la,
Teremos ficado para sempre
À margem de nós mesmos...

Fernando Pessoa

fundamentação da necessidade deste tipo de intervenção;
avaliação do risco;
decisão informada da vítima;
motivação
Elaboração do relatório a enviar à instituição de acolhimento
Outras informações relevantes
Pedido de acolhimento
Identificação do agressor e identificar eventuais zonas de risco - informar caso tenha havido uma reação violenta face à saída da vítima
História pessoal
Contexto social da vítima e mapa de rede
História da vitimação
Relação com o agressor
Risco/perigo de suicídio/homicídio por parte do agressor e da vítima
Impacto da vitimação
Recursos pessoais e sociais
Informação acerca da rede secundária ativada e eventuais processos judiciais em curso
Identificação clara da instituição/profissional de contacto
Identificação completa do agregado familiar em relação ao qual é solicitado o acolhimento (informação sobre necessidades de saúde e situação escolar dos menores)
Informações a disponibilizar às vítimas aquando da integração em casa abrigo
Informações genéricas:
Segurança e proteção
O que é ser vítima de um crime e seu estatuto processual
Diligências e aspetos práticos ao funcionamento da casa
Características das casas abrigo: direitos, deveres, objetivos, serviços de apoios existentes
Vão ter de deixar as suas casa e levar consigo apenas os seus pertences pessoais
Poderão ver restringidos os contactos com a sua comunidade, familiares e círculo de amigos
Poderão ter de deixar o seu emprego ou pedir transferência confidencial.
A casa abrigo será temporariamente a sua nova residência, pelo que os seus filhos poderão ter de mudar de escola - estes também devem ser informados e esclarecidos
Aspectos importantes a ter em conta:
Quando associadas outras problemáticas específicas de saúde mental ou adições, deve preveligiar-se o encaminhamento prévio para respostas mais específicas
As casas abrigo não são um recurso para todas as situações de violência doméstica
As casas abrigo não são uma resposta às fragilidades habitacionais, sociais e/ou económicas
Quando a vítima não quiser optar por este tipo de recurso deve ser respeitada a sua decisão, mantendo a continuidade do acompanhamento e articulação com outras respostas com vista à sua proteção
Tudo quanto respeite aos filhos gera um acrescido stress para as mães: o receio de perderem a guarda, o receio de não serem consideradas boas mães, de que lhes retirem os filhos, o receio de sofrerem novas agressões à frente destes, o medo de não disporem de meios para os sustentar, o medo das visitas ....
Particularidades das
Casas Abrigo
Para muitas mulheres com filhos o período em que estão na CA é o único em que podem partilhar alguns cuidados ou responsabilidades aos mesmos;
- é o único em que o discurso não se centra na culpa quanto às suas omissões mas nas sua capacidades e possibilidades (muitas das relações com os agressores sustentam-se num discurso culpabilizante e manipulador por parte dos agressores);
- para muitas destas mulheres é esta a única vez e ocasião da vida em que não têm de se preocupar com o sustento da família, em que a falta de dinheiro para comprar alimentos ou para pagar outras despesas como arrendamentos, eletricidade ou água, pode não as preocupar;
- para muitas destas mulheres é a primeira vez que é possível fazer algumas poupanças, ainda que muito residuais;
Para muitas mulheres a sua capacitação e empoderamento sobre os seus direitos começam a surgir agora, e olham para si e perspetivam-se não apenas como devendo servir os outros, uma verdadeira experiência que vai além do papel típico da mãe e mulher abnegada que secundariza todas as suas necessidades e anseios;
- sentirem a defesa que é feita da sua história de vida e das suas competências;
- a intermediação junto de vários serviços constitui um verdadeiro amortecedor na vida e valida a sua história;
- permite reconstruir narrativas centradas sobre o que é possível fazer, conseguir, ultrapassar;
- constatar que através de condutas pró-activas é possível conseguir melhores estratégias e meios de autonomia.
Fase de diagnóstico
Neste tempo de afastamento do agente agressor as vítimas poderão benefeciar de um processo de apoio com vista à mudança para uma vida sem violência - reformulação do seu projeto de vida
Dificuldades e Limitações
Objetivos:


Antes
Depois...
mais seguras
mais esperançosas
diminuição significativa dos sintomas relacionados com o trauma
Eu realmente gosto das coisas que eu tenho e, não vou olhar para as coisas que eu não tenho, eu vivo todos os dias, eu tento viver no agora, eu tento não pensar no passado. Estou livre do abuso, meus filhos estão livres do abuso. Eu acho que estou modelando os meus filhos para que eles reconhecem não repetir estes passos de violência.

Tudo é melhor, minha auto-estima é melhor, minhas finanças são melhores, a minha maneira de viver é muito melhor, a minha esperança é muito mais forte, e eu não tenho vontade de sempre voltar para o ex.


Eu tenho a minha liberdade: liberdade de expressão, liberdade de ação. Sou eu mesma, eu estou autorizado a fazer coisas que antes não fazia. Eu não sou prisioneira em minha própria casa. Eu estou autorizada a sair com amigos.
Os estudos indicam que as casas de abrigo possuem o potencial para melhorar a saúde mental das mulheres que sofreram violência conjugal, pois conseguem aumentar a autoestima, a qualidade de vida, as estratégias de coping e o empowerment e em algumas situações contribuem para ultrapassar situações mais graves de depressão e até perturbação do stress pós-traumático.
Quanto mais tempo as mulheres permaneciam acolhidas, os seus níveis de depressão baixavam e aumentavam os níveis de autoestima.
Sentem-se mais independentes, são capazes de tomar a iniciativa e expressam um desejo muito forte de não voltarem para o companheiro, de serem livres e serem capazes de gerir as suas vidas e as dos seus filhos.
Homens Vítimas?
.
Estudos baseados em relatos e não em evidência empírica
.

O objetivo último é, e será sempre, o combate a um dos mais flagrantes fenómenos de vítimação e crime de violência doméstica
Conclusão
Bibliografia
Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (2010a). Manual Alcipe: Para o atendimento de mulheres vítimas de violência. 2ª Edição Revista e Atualizada. Portugal: Lisboa.

Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (2010b). Manual Títono: Apoio a pessoas idosas vítimas de crime e de violência. Portugal: Lisboa.

Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (2010c). Manual de Procedimentos dos serviços de apoio à vítima na APAV.

Campbell, R., Sullivan C.M. & Davidson, W.S. (1995). Women who use domestic violence shelters: changes in depression over time. Psichology of Women Quarterly, 19, 237-255

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Comissão Para a Cidadania e Igualdade de Género (2009). Violência doméstica: Encaminhamento para casa de abrigo.

Correia, A.L., Sani, A.I. (2015). As casas de abrigo em Portugal: caracterização estrutural e funcional destas respostas sociais. Análise Psicológica, 1 (XXXIII), 89-96.

Coutinho, M; Sani, I. (2010). Casas Abrigo: A Solução ou o Problema? Revista de
Psicologia: Teoria e Pesquisa. Vol.26 (4). pp. 99 - 108.

Coutinho, M.J e Sani, I (2011). Casas de Abrigo para Mulheres e Crianças Vítimas de
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305.

Hamberger, K.; Munroe, A. (2004). Parceiros Violentos. In C. Frank, M & Dattilio.; Freeman,A. (eds.). 2º edição. Estratégias Cognitivo – Comportamentais de Intervenção em Situação de Crise. Porto Alegre Brasil: Editora Artmed.

Instituto da Segurança Social, IP (2014). Guia Prático – Apoios Sociais – Vítimas de Violência Doméstica.

Lagerback, B. (1995). Vítimas de crime e suas reacções. Porto: A.P.A.V.

Lei n.º 107/99, de 3 de agosto.

Lei n.º 112/09, de 16 de setembro.

Matos, M. (2003) Violência conjugal. In C. Machado & R. A. Gonçalves (Coords), Violência e Vítimas de crimes, Vol I: Adultos. Coimbra: Quarteto.

Peixoto, A. (2002). Vozes de mulheres que passaram pela experiência de acolhimento numa casa abrigo. Relatório de estágio não publicado. Braga: Universidade do Minho.

Sullivan, C.M. (2012). Domestic violence shelter services: A review of the empirical evidence. National Resource Center on Domestic Violence.

…….
Obrigada Pela Atenção!
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