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RV5 Quando o mal vem de cima

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by

Michelson Borges

on 17 October 2013

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Transcript of RV5 Quando o mal vem de cima

5. Quando o mal
vem “de cima”

Texto: Luiz Gustavo Assis
Arte: Michelson Borges
Para pensar
1.
O que Gênesis 18:20-33 diz
a respeito do caráter de Deus?
2.
Que tipo de sentimentos Deus tem diante do mal? Leia Gênesis 6:5-8.
3.
Qual é o papel do ser humano nos juízos de Deus? Leia Jeremias 18:7-10.

O ateu militante
Richard Dawkins

escreveu o seguinte, em seu livro
Deus, Um Delírio
:

Descrição e prescrição
“O Deus do Velho Testamento é provavelmente o mais desagradável
dos seres em toda a ficção. O ciúme e o orgulho do mesmo o leva a um mimado
e imperdoável controle dos mais fracos com evidente sede de sangue e desejo de limpeza racial. Um machista, homofóbico, infanticida, genocida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista, caprichoso e malevolente fanfarrão.”

Influenciados pela agressividade
e superficialidade do pensamento
de Dawkins, muitos têm moldado sua imagem de Deus como a caricatura que ele descreve. Como já era de se esperar,
o pesquisador de Oxford não descobriu a roda. Ao longo dos séculos da história do cristianismo, muitos outros indivíduos
se levantaram contra o “sanguinário” Deus do Antigo Testamento.
Independentemente de quem quer
que tenha levantado dúvidas sobre
o caráter de Yahweh, precisamos ser honestos o bastante em reconhecer que algumas passagens das Escrituras Hebraicas são aparentemente o oposto da famosa declaração do apóstolo João, que diz: “Deus é amor.”
1 João 4:8

Neste estudo, buscaremos respostas para textos do Antigo Testamento que ordenam genocídios e serviram de base para a escravidão em Israel.
Qualquer leitor do texto bíblico deve sempre se lembrar de que o simples fato de o autor registrar determinada situação não significa que ele a aprove ou desaprove. Esse é um erro comum cometido por cristãos e não cristãos.
O Antigo Testamento narra o suicídio de Saul, mas não ordena que o imitemos. O mesmo pode ser dito
a respeito das histórias de adultério, incesto, assassinato e poligamia.
Descrever um evento não significa aprová-lo ou prescrevê-lo. Portanto, lembre-se de que, conforme comparou Rodney Stark: “Esperar aprender alguma coisa sobre importantes problemas teológicos através de Richard Dawkins ou Daniel Dennett é como aprender sobre história medieval através de alguém que apenas leu Robin Hood”.
Desdém cronológico
Um ponto fundamental e ignorado, na maioria das vezes, consiste em reconhecer o ambiente em que o Antigo Testamento foi escrito. Neoateus como Christopher Hitchens e Sam Harris ignoram por completo a cultura do antigo Oriente Médio do segundo e primeiro milênios antes de Cristo, e comparam as páginas sagradas com a sociedade pós-iluminista.
Entre os dois grupos, transcorreram aproximadamente
quatro mil anos
! Isso deve nos alertar contra o perigo de comparar as leis do Antigo Testamento com nossas
leis atuais, ignorando
o contexto de cada
uma delas.
Vejamos, por exemplo, o caso da
escravidão
. Em lugar de a compararmos com os registros de escravidão do Brasil, no período colonial, vamos compará-la com leis que regulamentavam essa instituição, no antigo Oriente Médio.
Na lei mosaica, sequestrar alguém para ser vendido como escravo era um crime punido com pena de morte. Um escravo hebreu deveria trabalhar apenas seis anos para pagar sua dívida, sendo liberto no sétimo ano sem pagar nada. Além disso, ele deveria receber do seu proprietário alguns animais e alimentos para começar a vida novamente. Durante seu período de serviço, o escravo teria
um dia de folga semanal, o sábado.
Você notou alguma diferença entre a escravidão bíblica e aquela praticada em nosso país anos atrás? A diferença também é gritante quando comparamos passagens
bíblicas com o famoso
código de Hamurabi
,
rei da Babilônia no
18º século antes
de Cristo.
Se algum escravo fugisse, ele deveria ser morto, enquanto que, segundo as orientações do Antigo Testamento, em Israel, esse escravo deveria ser protegido. Proteger um escravo fugitivo, na Babilônia, era uma grande ofensa também punida com morte, como evidenciado nas leis 15-20 do código de Hamurabi.
Alguém pode questionar o motivo pelo qual Deus não aboliu a escravidão entre os israelitas. Lembre-se de que eles estavam inseridos num ambiente histórico impregnado dessa prática. Mesmo que Deus a abolisse, isso não mudaria a forma como eles pensavam.
Imagine o árduo processo
cultural para tornar a Arábia Saudita em uma democracia!
Mas, sem dúvida, a legislação israelita oferecia tratamento muito mais humano aos escravos.
E quanto aos
genocídios
registrados nas páginas do Antigo Testamento? Quando esse é o assunto, precisamos fazer as seguintes considerações:
1.
Os povos de Canaã eram conhecidos por
cultos macabros
, entre eles estavam os que envolviam sacrifícios de crianças
2.
Ao contrário do que alguém possa pensar, Deus foi paciente com esses povos, dando-lhes mais de
400 anos
para abandonarem essas práticas perversas
(Gênesis 15:16).
A destruição em massa desses povos idólatras e imorais pode
ser comparada a um membro que precisa ser amputado antes de comprometer todo o corpo. Não é à toa que Deus estabeleceu sérias leis para aqueles que queimassem seus filhos a Moloque (Levítico 20:1-3).
Um terceiro e último ponto deve ser apresentado. Em Deuteronômio 20:10, é dito que antes de qualquer batalha a paz deveria ser oferecida à nação inimiga.
Uma rápida comparação dessa passagem com o que foi visto no século 20, o mais sangrento da história, revelará quão injusto é comparar Deus com Pol Pot, do Camboja; Stalin, da ex-União Soviética; Mao Tse Tung, da China, e outros líderes cujas mãos estiveram encharcadas de sangue.
Não é por acaso que a palavra “genocídio” tenha sido inventada somente no século 20, pelo polonês Raphael Lemkin.
GENOCÍDIO
Antes de enviar Seus juízos mais severos, Deus sempre ofereceu oportunidade para Seus filhos mudarem o coração. Será que temos aproveitado essas oportunidades?
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