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Alexandre O´Neill "No Reino do Pacheco"

trabalho de portugues
by

Ana Carolina

on 17 April 2016

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Transcript of Alexandre O´Neill "No Reino do Pacheco"

Alexandre O´Neill
"No Reino do Pacheco"
1924
1986
Nasceu
1948
Fundou o Grupo Surrealista de Lisboa
1953
Esteve preso 21 dias no Estabelecimento Prisional de Caxias
1950
Abandona o movimento surrealista
1982
É premiado pela associação de Críticos Literários.
Morreu
1924
1986
Análise Temática
Análise do Poema
Recursos Expressivos
O porquê...
O tema principal do poema são as ideias inutilizadas e o sentido que estas fazem na vida de "cada qual".
"No Reino do Pacheco" é uma espécie de sátira àqueles que apenas se limitam ao seu "mundo ideal".
Às duas por três nascemos,
às duas por três morremos.
E a vida? Não a vivemos.

Querer viver (deixai-nos rir!)
seria muito exigir...
Vida mental? Com certeza!
Vida por trás da testa
será tudo o que nos resta?
Uma ideia é uma ideia
- e até parece nossa! -
mas quem viu uma andorinha
a puxar uma carroça?

Se à ideia não se der
o braço que ela pedir,
a ideia, por melhor
que ela seja ou queira ser,
não será mais que bolor,
pão abstracto ou mulher
sem amor!

Às duas por três nascemos,
às duas por três morremos.
E a vida? Não a vivemos.
Neste Reino de Pacheco
- do que era todo testa,
do que já nada dizia,
e só sorria, sorria,
do que nunca disse nada
a não ser prá galeria,
que também não o ouvia,
do que, por detrás da testa,
tinha a testa luzidia,
neste Reino de Pacheco,
ó meus senhores que nos resta
senão ir aos maus costumes,
às redundâncias, bem-pensâncias,
com alfinetes e lumes,
fazer rebentar a besta,
pô-la de pernas pró ar?

Por isso, aqui, acolá
tudo pode acontecer,
que as ideias saem fora
da testa de cada qual,
para que a vida não seja
só mentira, só mental...
Primeira estrofe:
"Às duas por três nascemos,

às duas por três morremos.

E a vida? Não a vivemos."
Introdução ao poema.
Refere a vida como sendo curta e
mal aproveitada.
Palavra-chave: Vida
"Querer viver (deixai-nos rir!)

seria muito exigir...

Vida mental? Com certeza!

Vida por detrás da
testa

será tudo o que nos resta?

Uma ideia é uma ideia

- e até parece nossa! -

mas quem viu uma andorinha

a puxar uma carroça?"
Segunda estrofe:
Uma vida unicamente mental é pobre
e impossível .
Palavra-chave: Vida mental
Terceira Estrofe:
"Se à ideia não se der

O braço que ela pedir,

a ideia, por melhor

que ela seja ou queira ser,

não será mais que bolor,

pão abstracto ou mulher

sem amor!"
Ideias sem acção torna-as inúteis .
Palavra-chave: Inutilidade das (apenas) ideias.
Quarta estrofe:
Repetição da primeira estrofe.
Serve para reforçar a ideia de que a vida é
curta e de como "Não a vivemos."
"Às duas por três nascemos,

às duas por três morremos.

E a vida? Não a vivemos."
"Neste reino de Pacheco

- do que era todo testa,

do que já nada dizia,

e só sorria, sorria,

do que nunca disse nada

a não ser para a galeria,

que também não o ouvia,

do que, por detrás da testa,
tinha a testa luzidia,

neste reino de Pacheco,

ó meus senhores que nos resta

senão ir aos maus costumes,

às redundâncias, bem-pensâncias,

com alfinetes e lumes,

fazer rebentar a besta,

pô-las de pernas pró ar?"
Quinta estrofe:
Refere-se ao "Reino do Pacheco" onde apenas nos podemos reduzir ás ideias.
Os últimos versos simbolizam a libertação de pensamentos.
Palavra-chave: Libertação das ideias
Sexta estrofe:
"Por isso
, aqui, acolá

tudo pode acontecer,

que as ideias saem fora

da testa de cada qual

para que a vida não seja

só mentira, só mental"
Conclusão do poema.
"Cada qual" deve concretizar as suas ideias.
Palavra-chave: Acção/ Realização
Estrutura externa
Métrica:
às/ re/dun/dân/ci/as/, bem/-pen/sân/ci/as, - 9 sílabas métricas
sem /a/mor! - 3 sílabas métricas
Nota: A maioria dos versos são redondilhas maiores
Rima emparelhada
Rima emparelhada
Rima emparelhada
Rima cruzada
Rima cruzada
Escolhemos este poema devido ao seu tema invulgar e ao tipo de abordagem feita pelo autor.
Ao longo do poema são feitas várias analogias que nos permitem perceber facilmente o assunto em causa.
Para além disso é de fácil compreensão e análise apesar da sua longa extensão.
Rima emparelhada
Rima interpolada
Rima cruzada
Rima cruzada
Rima cruzada
Rima emparelhada
Rima cruzada
Rima emparelhada
Verso solto
1958
Ficou realmente conhecido
como poeta com a edição de
"No Reino da Dinamarca"
Trabalho elaborado por:
Ana Fazendeiro nº3
Juliana Costa nº 18
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