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NETNOGRAFIA COMO MÉTODO DE PESQUISA NO ESTUDO DE POVOS INDÍGENAS NO CIBERESPAÇO

Apresentação de resumo II Semana de Humanidades da UERN - pesquisa desenvolvida no Mestrado PPGCIS UERN
by

Izathalita Lima

on 12 March 2013

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Transcript of NETNOGRAFIA COMO MÉTODO DE PESQUISA NO ESTUDO DE POVOS INDÍGENAS NO CIBERESPAÇO

Encarar a contemporaneidade dos índios a partir da inserção cada vez mais significativa destes povos na internet é uma estratégia que busca desconstruir a imagem de índio selvagem, e reafirmar a construção de uma ‘nova identidade’, como forma de desmontar a noção de que o índio vive em isolamento, imune às transformações decorrentes do contato interétnico. Izaíra Thalita da Silva Lima
Prof. Dr. José Glebson Vieira Referências: FRAGOSO, Suely. Métodos de pesquisa para a internet/Suely Fragoso, Raquel Recuero, Adriana Amaral – Porto Alegre: Sulina, 2011. 239p. – (Coleção Cibercultura).

GEBERA, Osbaldo. La netnografía: un método de investigación em Internet. In: Revista Iberoamericana de Educación. No.47/2. 10 de Outubro de 2008. Disponível em: http://www.rieoei.org/deloslectores/2486Gebera.pdf.

HINE, Chistine. Etnografia Virtual. E-book. London: Sage, 2000.

JAPIASSU, Hilton. Interdisciplinaridade e patologia do saber. Rio de Janeiro: Imago, 1976. Importância da Netnografia A Netnografia vem se fortalecendo como um método passível de organização, com resultados que observam das particularidades ao todo e as múltiplas possibilidades na quebra das barreiras disciplinares

- A importância de trabalhos como o que pretendemos desenvolver como contribuição ao fortalecimento desse campo metodológico bem como novas discussões e formulações essenciais ao seu avanço. - A importância de um bom levantamento bibliográfico sobre o objeto estudado,
- A necessidade de foco no tema escolhido
- Ralização de escolhas mesmo que isso inclua o descarte de dados tendo em vista a complexidade da internet e os limites de pesquisa,
- Observação atenta ao contexto e ao próprio pesquisador,
- Busca de contraste de dados e o desenvolvimento de explicações que venham contribuir com a forma com que se pensa determinados contextos. Netnografia levando em consideração a internet como campo de estudo, é um dos métodos indicados por Fragoso et. al. (2010) no livro Métodos de Pesquisa para a internet.

- Nele as autoras explicam que a internet pode ser compreendida como cultura ou como artefato cultural .

- "Artefato cultural é símbolo comunitário de pertencimento, é mutável e gera muitas auto-referências que são mutuamente definidas, muito mais do que gera uma narrativa linear central. Ele carrega uma autoridade legítima que não é sancionada por sistemas legais ou pelo estado, mas pelas práticas vivenciadas pelas pessoas que as criam” (SHAH, 2005, p.8 apud FRAGOSO, et. al. 2010, p. 40). Hine (2000) propõe pensar não apenas no uso de ‘Culturas’ da internet (por entender que não há apenas uma cultura e comportamento fechado), mas que se pense a internet como artefato cultural, percebendo-a pelos múltiplos significados em diferentes contextos de usos, pela sua dispersão e possibilidades de apropriação pelas pessoas e como um elemento da cultura que não faz a distinção dos planos on e offline, pois uma passa a interferir na outra em ação e consequência. A Pesquisa -
Índios Digitais Considerações Método Riscos no Trabalho de Campo Neste sentido, há riscos que as autoras colocam como confundir a etapa de observação participante com a etnografia em si entre outros problemas, como a falta de profundidade de pesquisa, mantendo-se apenas nas etapas observacionais sem uma reflexão dos dados coletados nos sites, blogs e redes sociais (FRAGOSO et. al. 2010, p. 187). http://www.indioeduca.org/ http://www.indiosonline.net/ Os portais: A pesquisa tem problematizado sobre qual identidade é construída e apresentada do índio digital, que se conecta à Internet;

- Essa identidade se manifesta discursivamente a partir das narrativas contidas nos sites Indiosonline e Indioeduca.

- Trabalhamos com a hipótese de que os índios reforçam a sua identidade na internet motivados principalmente pelo ativismo como projeto político relevante na divulgação e na ocupação de espaços, da autonomia do próprio território físico e para além das aldeias, como também de revitalização, reinvenção de sua própria identidade étnica. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais e Humanas da UERN - PPGCISH Metodologia Netnografia seria indicada para estudos sobre comunidades virtuais, comunicação mediada por computador, estudos feitos exclusivamente em tela quando pensada apenas como cultura e, sobre laços sociais, representações de identidade, apropriação da tecnologia, estudos que se realizam além da tela. Para Travancas (2009) a etnografia faz parte do trabalho de campo do pesquisador e é entendida como um método de pesquisa qualitativa e empírica que apresenta características específicas.

Já na abordagem Netnográfica, o observador encontra-se no ambiente virtual, participando da comunidade virtual enquanto coleta os dados para a sua pesquisa, além de propiciar uma familiarização com o objeto de estudo. (SOUSA, 2012, p. 37) Em seguida, de forma mais prática as autoras listam ações dessa metodologia como:
- Ir a campo, selecionar, observar, realizar um diário destas observações (diário de campo), documentar (salvando arquivos e mensagens, fazendo printscreens (cópias em forma de imagem) das telas, efetuando downloads de materiais, questionar e analisar à luz dos resultados que emergem do campo e da revisão teórica, sempre justificando as escolhas de pesquisa nessa construção. Utilizando as potencialidades permitidas pela Internet, os índios digitais disponibilizam conteúdos multimídias como – textos, vídeos, fotos, áudios – com o propósito de contar sobre suas rotinas, cotidiano, rituais, tradições culturais, cosmologias, compartilhando informações e realizando denúncias, contribuindo assim, para a construção de uma memória digital de sua condição étnica na web. Resultados e Discussões Contato com os indígenas que realizam os dois portais e atualizam seus conteúdos; serão selecionados dentro da diversidade de conteúdos multimídias dos sites Indiosonline.net e Indioeduca.org textos, vídeos, áudios, fotos e textos que tratem da identidade desse índio incluído digitalmente; - Observar o uso dessas ferramentas como forma de disseminação da cultura indígena, das lutas políticas em torno da autonomia do território – uma questão presente nos discursos em ambos os portais - e as possíveis conseqüências que esta inserção na internet traz para o plano offline (ou o que muda nas aldeias), pois a atuação dos povos indígenas é sobretudo política, de resistência. - Recorte temporal e buscas nos portais
- Recorte por tema e povos (Nordeste e Norte)
- Descrever a seleção de postagens escolhidas para a pesquisa com detalhes sobre seu acesso
- Articulação com as leituras para responder as questões problematizadas. A Netnografia ou Etnografia na internet é a proposta metodológica para as pesquisas tendo a internet como campo, sendo apropriada para o estudo das comunidades em meio virtual, pois nasce de combinações metodológicas que propõem não só uma nova forma de pesquisar (através da comunicação mediada por computador), mas que se mostra diferente dos métodos da ciência positivista por reconhecer os limites do pesquisador e as subjetividades inseridas no processo, valorizando as diferentes formas discursivas presentes neste ciberespaço. . ____________. Nascimento e morte das ciências humanas. Rio de Janeiro, F.Alves, 2 edição, 1982.

PRIGOGINE, Ilya. Ciência, razão e paixão. 2. Ed. Revis. e ampl. (Org. Edgard de Assis Carvalho e Maria da Conceição de Almeida). São Paulo: Ed. Livraria da Física, 2009 (Col.Contextos da Ciência).

SANTOS. Boaventura de Souza. Um discurso sobre as ciências. 5.ed. São Paulo: Cortez, 2008.

TRAVANCAS, I.S. Fazendo etnografia no mundo da comunicação. In: Jorge Duarte; Antônio Barros (Org.). Métodos e técnicas de pesquisa em comunicação. 2ed.São Paulo: Editora Atlas S.A., 2005, v. 1, p. 98-109. NETNOGRAFIA COMO MÉTODO DE PESQUISA NO ESTUDO DE POVOS INDÍGENAS NO CIBERESPAÇO II SEMANA DE HUMANIDADES DA UERN
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