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"A Débil" de Cesário Verde

Copyright presente, tenham cuidado!!
by

Stan Weterings

on 27 March 2014

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Transcript of "A Débil" de Cesário Verde

Neste poema, a figura feminina contrasta uma mulher típica deslumbrante e provocante.
Introdução
Mas, as realidades são bem diferentes
Onde se instala o vício (os «cálices de absinto», no verso 10), e em que a multidão enlutada, tal como o grupo de padres, representa uma clara ameaça («uma turba ruidosa, negra espessa» - verso 23; a «chusma de padres de batina / e de altos funcionários da nação» - versos 39/40; o «povo turbulento» - verso 42; o «bando ameaçador de corvos pretos» - verso 48.
Conclusão
Em relação à debilidade e a fragilidade desta jovem está desde logo patente no título do poema.
Estrutura
Assim, o poema "A Débil" aborda uma mulher que predomina no meio citadino , não pela sua excentricidade mas pela sua simplicidade e pureza ...


"A Débil" de Cesário Verde
A débil foi um poema elaborado por Cesário Verde em 1875 e o elemento mais destacado nesta obra é a figura feminina.
Faremos uma análise do poema "A Débil" de Cesário Verde.
Neste poema, o amor é uma projeção num tempo condicional, um projeto para o futuro, o desejo de uma vida diferente radicado na observação presente da cidade corrupta.
A Débil
Eu, que sou feio, sólido, leal,
A ti, que és bela, frágil, assustada,
Quero estimar-te sempre, recatada
Numa existência honesta, de cristal.

Sentado à mesa dum café devasso,
Ao avistar-te, há pouco, fraca e loura,
Nesta Babel tão velha e corruptora,
Tive tenções de oferecer-te o braço.

E, quando socorreste um miserável,
Eu, que bebia cálices de absinto,
Mandei ir a garrafa, porque sinto
Que me tornas prestante, bom, saudável.

"Ela aí vem!" disse eu para os demais;
E pus-me a olhar, vexado e suspirando,
O teu corpo que pulsa, alegre e brando,
Na frescura dos linhos matinais.


Via-te pela porta envidraçada;
E invejava, — talvez que não o suspeites! -
Esse vestido simples, sem enfeites,
Nessa cintura tenra, imaculada.

Ia passando, a quatro, o patriarca.
Triste eu saí. Doía-me a cabeça.
Uma turba ruidosa, negra, espessa,
Voltava das exéquias dum monarca.


Adorável! Tu, muito natural,
Seguias a pensar no teu bordado;
Avultava, num largo arborizado,
Uma estátua de rei num pedestal.

Sorriam, nos seus trens, os titulares;
E ao claro sol, guardava-te, no entanto,
A tua boa mãe, que te ama tanto,
Que não te morrerá sem te casares!

Soberbo dia! Impunha-me respeito
A limpidez do teu semblante grego;
E uma família, um ninho de sossego,
Desejava beijar sobre o teu peito.

Com elegância e sem ostentação,
Atravessavas branca, esbelta e fina,
Uma chusma de padres de batina,
E de altos funcionários da nação.


"Mas se a atropela o povo turbulento!
Se fosse, por acaso, ali pisada!"
De repente, paraste embaraçada
Ao pé dum numeroso ajuntamento.

E eu, que urdia estes fáceis esbocetos,
Julguei ver, com a vista de poeta,
Uma pombinha tímida e quieta
Num bando ameaçador de corvos pretos.

E foi, então, que eu, homem varonil,
Quis dedicar-te a minha pobre vida,
A ti, que és tênue, dócil, recolhida,
Eu, que sou hábil, prático, viril.


O narrador parece ter já desanimado completamente à influência corruptora da cidade.
Quando ela surge, está sentado num “café devasso”, bebendo absinto, como qualquer decadentista bem integrado na vida da cidade.
A visão da inocente “débil” faz com que reconheça a cedência moral à moderna “Babel” em que tinha caído. A mera presença dela recorda-lhe até que ponto se esquecera de si mesmo.
Ela é como um mensageiro do “outro mundo” de valores apostos aos valores corruptos da cidade , uma passante.


A “débil” representa valores opostos aos da cidade, o que nos é confirmado pelas correspondências simétricas entre as associações que ela evoca e o contrastante conjunto de associações evocado pelo tipo de mulher citadina.
Enquanto a típica mulher depredatória anda sozinha, a débil anda acompanhada pela mãe.
O poema estrutura-se em três momentos distintos.
O primeiro é constituído pela primeira estrofe, o segundo pelas estrofes 2 a 12 e o terceiro pela estrofe 13.
No primeiro momento, o sujeito poético refere-se a uma relação imaginária com a mulher desejada, tal como acontece no último momento, tornando este texto, de certa maneira, num poema que permite uma leitura circular, já que o seu final remete-nos, a nós, leitores, novamente para o início.

A segunda parte aborda a observação de uma realidade exterior ao íntimo do «eu» lírico, integrando-o num mundo que é observado e em que ele também se integra.
No entanto, alterna frequentemente o «tu» com o «eu» e «os outros» que coexistem nesse mundo.

A definição deste contraste entre o «eu» e o «tu» é estabelecido logo à partida através de uma tripla adjetivação que encerra em si uma antítese («eu que sou feio», tu que «és bela» - versos 1 e 2).

No final é retomada essa tripla adjetivação (tu que «és ténue, dócil, recolhida», «eu, que sou hábil, prático, viril» - versos 51 e 52), embora aqui de maneira mais suave, em resultado da libertação do «eu» do poema devido à simples presença desta jovem que lhe provoca o desejo de mudança.

O momento em que se desenrola o poema é claro: trata-se das cerimónias fúnebres de um rei que morrera, e a que uma grande multidão assistiu:


Populares, nobres (os «titulares» (verso 29), os poderosos, que sorriem do alto das suas carruagens, não se misturando com o povo), padres (que aqui são vistos, numa atitude fantástica e estranha que antecipa o surrealismo, através da metáfora dos «corvos pretos»).

O mundo em que se integra o sujeito poético é o de uma cidade antiga, corrupta, decadente, a «Babel tão velha e corruptora» (verso 7).
Contrastando com a fragilidade da mulher de «cintura tenra, delicada» (verso20), esta «pombinha tímida e quieta» (verso 47), protegida pela mãe, que apenas se preocupa com os seus bordados, e que representa o outro lado da realidade, o que é «Adorável!» e «natural» (verso 25), mais ligado à vida saudável no campo do que à realidade doentia da cidade, transformando um dia escuro, triste, num «Soberbo dia!» (verso 33), em que os trajes da mulher, os «linhos matinais» (verso 16) estão em oposição às vestes escuras de todos os outros.

Esta mulher poderá contribuir para que o sujeito lírico seja redimido, seja salvo da vida decadente em que se afunda, da vida inútil que se vai esgotando no interior dos cafés, de que ele se envergonha («vexado» - verso 14), tornando-o «prestante, bom, saudável» (verso 12), algo por que ele suspira (verso 14).

É uma atração para o «eu» lírico, que deseja protegê-la, dedicar-lhe a vida, tendo-lhe já dedicado estes «esbocetos» (verso 45), tornando esta mulher um alvo das suas preocupações e afastando-o da vida viciosa que levava até então.
O poema é constituído por um conjunto de 13 quadras isométricas, em verso decassilábico, com um esquema de rima em ABBA, interpolada em A e emparelhada em B.
A rima é rica e pobre, quase sempre feminina, de que constituem excepção as rimas masculinas em leal/cristal (estrofe 1), natural/pedestal (estrofe 7), varonil/viril (estrofe 13), e apresenta uma linguagem simples.
Integra-se, até, discurso direto («Ele aí vem!» - verso 13; «Mas se a atropela o povo turbulento! / Se fosse, por acaso, ali pisada!» - versos 41/42), onde a adjetivação, dupla e tripla, reforça a maneira como o sujeito poético caracteriza as duas realidades que aqui estão presentes.

Em relação às metáforas presentes, quase todas são muito perceptíveis (a «pombinha» do verso 47 e os «corvos pretos» do verso 48) e servem, como neste caso, para estabelecer imagens contrárias, que reforcem essa oposição entre o mundo corruptor e negativo da cidade, que é também o mundo do poeta, e o mundo claro, luminoso, saudável, campestre em que se integra a jovem.

Neste trabalho abordámos o poema "A Débil" de Cesário Verde.
Com este trabalho feito concluímos que neste poema o elemento mais destacado é a figura feminina.
A Débil representa valores opostos aos da cidade, anda acompanhada pela mãe enquanto a típica mulher depredatória anda sozinha.
Cumprimos todos os objetivos previstos pois ficamos a entender melhor este poema específico e este trabalho permitiu-nos aperfeiçoar competências de investigação, seleção, organização e comunicação da informação.
Stan Weterings nº20 11ºB
Mário Nunes nº11 11ºB
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