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Fisioterapia nos Portadores de Marca-passo

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marina lavezzo

on 20 November 2012

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Transcript of Fisioterapia nos Portadores de Marca-passo

Camila Iatarola, Carolina Satti, Isabela Tordin, Júlia Paiva, Juliana Morelli, Marina Lavezzo, Nicole Tafarelo e
Silvia Dal Bó Fisioterapia nos Portadores de Marca-passo Um coração normal trabalha sem parar, no mesmo ritmo e varia entre 60 a 80 bpm.
O estímulo do marca-passo natural do coração inicia-se no nodo sinusal, liberando impulsos elétricos que promovem a contração do miocárdio.
Quando há falha na condução desses impulsos elétricos, ocorre redução da FC constantemente ou por curtos períodos.
(FROTA, 2007) Introdução O primeiro marca-passo artificial foi criado em 1932 por Albert Hyman.

Dispositivo eletrônico que libera estímulos diretamente no coração, visando a regularizar os batimentos cardíacos e eliminar arritmias.

(FROTA, 2007) O aparelho Mecanismo de ação Os aparelhos são pequenos, pesando em torno de 3 a 20 gramas, e são comandados por minúsculos chips de computador;
Funcionam por baterias de lítio-iodo que podem durar de 5 a 10 anos e não liberam gases;
Sua fonte de energia é acondicionada numa cápsula de titânio hermeticamente fechada, denominada gerador.
(FROTA, 2007) Tipos Provisório/ temporário: estímulos cardíacos aplicados temporariamente no coração, por meio das vias cutâneo-torácica, esofágica, percutânea, epicárdica e endocárdica. Neste caso, necessita-se acompanhamento criterioso, pois pode haver deslocamento do eletrodo, já que estes ficam externamente visíveis;

- Permanente/ definitivo: indicado no tratamento de bradicardias irreversíveis, taquiarritmias das miocardiopatias hipertróficas e dilatadas e correção dos distúrbios hemodinâmicos. Sua função é deflagrar a contração atrial e/ou ventricular, permitindo a condução do impulso cardíaco numa frequência normal. 


(ANDRADE, 2000) Marca passo definitivo Marca passo provisório A escolha do tipo dependerá da fisiopatologia apresentada Podem ser causadas pelo cuidado excessivo ou descuido
por parte de alguns pacientes, tais como:

Extrusão do gerador por infecção na incisão cirúrgica, edema localizado;
Fatores intrínsecos e extrínsecos, os quais implicam um desequilibro físico, biofísico-lógico;
Reinternação para tratamento e/ou até mesmo um reimplante do aparelho;
Infecção;
Trombose;
Arritmia e
Complicações relacionadas a punção ou dissecção.

(MATEOS, 1990) Complicações Objetivos Vivendo com o marcapasso FROTA, M. A.; FALCÃO, P. V.; SANTOS, Z. M. S. A. O paciente portador de marcapasso cardíaco e a repercussão em seu estilo de vida. Esc Anna Nery R Enferm, v. 11, n. 2, p. 234 – 9, Jun. 2007.

COSTA, R.; LEÃO, M. I. P.; DÉCOURT, L. V. Normas para segurança do portador de marcapasso. Rev. Assoc. Med. Bras. v. 42, n. 3, p. 185-96, jul.-set. 1996.

ANDRADE, J.C.S.; et al. Diretrizes para o Implante de Marcapasso Cardíaco Permanente. Arq. Bras. Cardiol., São Paulo, vol.74, n.5, Mai. 2000.

MATEOS, J.C.P., et al. Aspectos Epidemiológicos da Estimulação Cardíaca no Brasil - 12º ano do RBM - Registro Brasileiro de Marcapassos, Desfibriladores e Ressincronizadores Cardíacos. Relampa, v. 21, n. 1, p. 5-12, 2008.

MATEOS, J.C.P. Marcapasso cardiaco provisório: Indicações e procedimentos empregados no controle de doentes graves. Rev. Bras. Marcapasso e Arritmia, v. 3, n. 3, p. 94-9, 1990.

BRASIL, V. V., Qualidade de vida do portador de marca-passo cardíaco definitivo: antes e após implante. São Paulo, 2001. Disponível em: <http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/83/83131/tde-14082007-140827/pt-br.php> Acesso em 23 out. 2012.

COSTA, R., et al. Marca-passo cardíaco definitivo em crianças com bradicardia pós-operatória: resultados tardios. In: 32º Congresso da SBCCV, 30/04/2005, Vitória. Instituto do Coração, São Paulo, 2005. p. 392-397. Referências Bibliográficas Os geradores são ligados ao coração por meio de eletrodos, que são um fio condutor eletricamente isolado, constituído por ligas metálicas muito finas e resistentes e é alimentado por baterias.

Estes aparelhos são de alta tecnologia e responsáveis pela formação, processamento e discernimento da liberação de um pulso elétrico.
(SANTOS, 2008) Padrão diafragmático
Respiração em três tempos
Exercícios ativo-assistidos de MMII (flexo-extensão e abdução-adução dos quadris; flexo-extensão do quadril e dos joelhos associados)
Mudanças de decúbito periódicas

Obs: o número de repetições, bem como a velocidade de execução dos movimentos respeitavam a intensidade de 20 bpm acima da FC de repouso na postura supina. Condutas Considerações Finais 12.172 implantes de marcapasso
64 implantes para cada 1 milhão de habitantes
Idade média: 68,1±15 (23,2% mais de 80 anos)
56,1% na região sudeste e 2,7% na região norte Incidência
(junho de 2005 e maio de 2006) (MATEOS et al, 2008 - Registro Brasileiro de Marcapassos, Desfibriladores e Ressincronizadores) (MATEOS et al, 2008 - Registro Brasileiro de Marcapassos, Desfibriladores e Ressincronizadores) (MATEOS, 1990) (MATEOS, 1990) O médico no momento do pré-operatório deve levar em consideração:

- avaliação clínica e laboratorial;
- investigação sobre a patologia que motivou o uso de marca-passo, estabelecendo assim o padrão de ritmo do gerador;
- conhecer as características de cada gerador (unipolar e bipolar).

A preocupação do fisioterapeuta no pré-operatório é com a respiração deste paciente, objetivando manter os pulmões reexpandidos e bem ventilados, conscientização da respiração diafragmática e manter ou promover higiene brônquica.

(RAMOS, 2003) Cuidados no Pré Operatório Indicações Hipotermia grave associada a bradicardia

Paciente com parada cardíaca bradiassistólica com mais de 20 minutos de duração, pois existe uma taxa pobre de ressuscitação para esses pacientes.

Paradas cardíacas pediátricas.

(PACHÓN, 2004) Contraindicações Marcapasso cardíaco definitivo em crianças com bradicardia:-bradicardia esta relacionada à alta morbidade;-procedimento raro;-alto risco para o paciente;-aumenta a expectativa de sobrevida do paciente.

(COSTA, 2005)

Marcapasso em gestantes:
-na gestação é comum descompensações cardíacas;
-alto risco para o bebê (radiação).

(ESPER,2009) Marcapasso em situação especial Os principais riscos do período pós-operatório são: alterações do limiar de funcionamento do aparelho, fibrilação ventricular e dano do sistema (gerador ou eletrodos).

O ECG é o mais importante monitor pós-operatório;

A monitorização do fluxo arterial é feita punção radial ou por monitores sofisticados (Doppler);

Os cuidados citados acima são de extrema importância para estes pacientes, pois geralmente apresentam morbidades associadas.

No período pós- cirúrgico, deve-se tomar cuidado com a imobilidade prolongada destes pacientes para prevenir fenômenos trombo-embólicos e também a atividade respiratória do indíviduo, que pode estar diminuída devida a incisão cirúrgica.

(RAMOS, 2003) Cuidados no Pós operatório
Paciente deve portar carteirinha do portador de marcapasso;

Aparelhos eletrodomésticos (pouca interferência);

Choques elétricos;

Sauna;

Transformadores e linhas de Alta Tensão;

Telefonia Celular (pouca interferência);

Pratica de esportes ou esforços físicos devem ser encarados com atenção;

Na vida sexual não há nenhum tipo de restrição;

A alimentação deve ser saudável: frutas, cereais, vitaminas, vegetais;

Avaliaçao pré operatória especial em novas cirurgias.

(BRASIL, 2001) ESPER, R. B., et al. Implante de Marcapasso Definitivo em Gestante Portadora de Valvopatia Mitral Reumática. São Paulo, 2009. Disponível em: <http://www.arquivosonline.com.br/pesquisartigos/PDFS/2009/9205/9205017.PDF> Acesso em 24 out. 2012.

RAMOS, G. et al. Marcapasso Cardíaco Artificial: Considerações Pré e Per-Operatórias. Revista Brasileira de Anestesiologia, v.56, n. 6, p.854-862, 2003.

PACHÓN, J.C; PACHÓN, E.I., Atualização das indicações de marcapasso e desfibriladores cardíacos. Rev. Soc. Cardiol. Estado de São Paulo; v. 14, n. 2, p. 250-259, Mar.-Abr. 2004.

SANT’ANNA, J. R. M. Marcapasso cardíaco e cardioversor-desfibrilador implantável - orientações para realização de procedimentos diagnósticos e terapêuticos. Revista Da Sociedade de Cardiologia do Rio Grande do Sul. V. 16, n. 12, p. 1-10, Set.-Dez. 2007.

SANT’ANNA. J.R.M. Paciente Portador de Marcapasso em Cirurgia Geral. Reblampa, v.11, n.1, p. 19-25, 1998. Disponível em: <http://www.relampa.org.br/detalhe_artigo.asp?id=424> Acesso em: 24 out.2012

HISS, M. D. B. S. Segurança da intervenção fisioterápica precoce após o infarto agudo do miocárdio. Fisioterapia em Movimento. Curitiba, vol.25, n.1, p. 153-63, Jan.-Mar. 2012. Disponível em: < http://www.scielo.br/pdf/fm/v25n1/a15v25n1.pdf> Acesso em: 24 out. 2012.

PASCHOAL, M. A. Fisioterapia Cardiovascular. 1 ed. Barueri: Manole, 2010. Uma das principais indicações é a Doença de Chagas e o marcapasso cura a bradicardia causada por essa doença, além dos distúrbios do sistema excito-condutor, principalmente as bradiarritmias, bloqueios avançados e totais. Medicação Drogas antiarrítmicas

Digital, isoproterenol e glucagônio

Hidrocortisona

Antibiótico

(SANT'ANNA, 2007) ANDRADE, J. C. S. et al. Consenso Deca/SBCCV - 1999. Diretrizes para o Implante de Marcapasso Cardíaco Permanente. Reblampa, v. 12, n. 1, p. 1-9, 1999. Disponível em < http://www.deca.org.br/Medica/arquivos/Diretriz_Implante12(1)1.pdf > Acesso em 24 out. 2012.

GAUCH, P. R. A. et al. Orientações a respeito das interferências sobre marca-passos cardíacos. Arquivo Brasileiro de Cardiologia, v. 68, n. 2, 1997. Disponível em: <http://publicacoes.cardiol.br/abc/1997/6802/68020013.pdf> Acesso em: 24 out. 2012.

DIGBY, G. C.; FEMENIA, F.; BARANCHUK, A. Interacciones entre dispositivos cardiacos implantables y modalidades fisioterapeuticas: ¿mito o realidad?. Medicina, Buenos Aires, v.71, n.2, p. 174-178, 2011. Disponível em: <http://www.scielo.org.ar/pdf/medba/v71n2/v71n2a14.pdf> Acesso em: 10 out. 2012.

DIGBY, G. C. et al. Physiotherapy and cardiac rhythm devices: a review of the current scope of practice. Europace, v. 11, n. 7, p.850-9, Jul. 2009. Disponível em: <http://europace.oxfordjournals.org/content/11/7/850. full.pdf > Acesso em: 10 out. 2012. Cabo-eletrodo:
1) transportar os estímulos até o músculo cardíaco com o objetivo de produzir a sua despolarização
2) detectar e transportar até o gerador a energia produzida por uma despolarização espontânea

Os marca-passos, são utilizados para controle em longo prazo de rejeição em transplante cardíaco, e até mesmo em casos muito peculiares de bloqueio atrioventricular de 1ºgrau.

(PACHÓN, 2004) Após a colocação do marcapasso, o paciente deve tomar alguns cuidados:

•Limpar a ferida operatória utilizando água e sabonete, mantendo sempre limpo e seco;
•Evitar dormir do lado do marcapasso nos primeiros 10 dias;
•Pode-se realizar qualquer tipo de exercícios nos primeiros 90 dias, porém não se deve fazer movimentos bruscos usando o lado do marcapasso;
•Pode erguer os braços, mas sem realizar movimentos rápidos;
•Pode-se fazer caminhada a qualquer distância em ritmo lento;
•Durante o primeiro mês é proibido empurrar pesos, dar pulos, dirigir automóveis ou motocicletas;
•Após dois meses o paciente pode começar a iniciar os movimentos mais fortes: realizar caminhadas mais rápidas, dirigir e carregar algum peso.

(RAMOS, 2003) Fisioterapia no Pré Operatório Fisioterapia no Pós Operatório - Fase Hospitalar Contraindicações Modalidades fisioterapêuticas com baixo risco de interferência:
Terapia manual e tração
Acupuntura
Laser
Ultrassom

Modalidades fisioterapêuticas com risco de interferência:
Diatermia
TENS
CIV
Eletroacupuntura

(DIGBY, 2011 e GAUCH, 1997) A cirgurgia Fisioterapia Pós Operatória - Fase Ambulatorial Cirurgia endocárdica (método mais comum): introdução dos eletrodos do marcapasso através de veias que vão ao coração.

Anestesia local;

Realiza-se incisão de 2 a 3cm na região subclavicular (direita ou esquerda);

Coloca-se os eletrodos através de veias (jugular ou subclávia) até o coração;

O marcapasso é conectado aos eletrodos já implantados , sendo fixado abaixo da gordura, sob a pele do paciente;

A pele é fechada com pontos reabsorvíveis.

(RAMOS, 2003) Cirurgia epicárdica (comum em crianças):

Anestesia geral;

Realiza-se uma cirurgia cardíaca;

Eletrodos são implantados diretamente no músculo cardíaco;

Marcapasso em uma bolsa criada abaixo da pele na região abdominal.

(RAMOS, 2003) Frequência: 3 a 4 vezes por semana;

Avaliações: teste de caminhada de 6min;

Roupa e alimentação adequada;

Conscientização. Langenfeld et al. avaliaram dez portadores de marcapasso cardíaco5 repetições do TC6 em dias consecutivos.
Boa reprodutibilidade, sem diferenças significativas nas velocidades apresentadas.
Sousa et al. também avaliaram portadores de marcapasso cardíaco definitivo.
VO2 máximo atingido no teste ergométrico.
Método avaliativo e de prescrição de exercícios também para estes pacientes.

(BRITTO, 2006) Tipos de frequência Os MP tem diferentes tipos de frequência, podendo ser de demanda ou fixa;

A frequência de demanda é a menor frequência que o MP estimula o coração ;

Num marcapasso com biosensor (AAIR, VVIR, DDDR) sempre programamos a freqüência mínima e máxima com que a estimulação poderá ser realizada;

Nos MP fixos é colocado um ímã sobre o mesmo, não recebendo mais sinais elétricos no eletrodo;

(RIBEIRO, 2012) Os MP fixos funcionam assincronicamente e independentemente de haver onda QRS ou não;
Enquanto o imã estiver posicionado sobre o gerador pode ocorrer aumento da frequência, ou este aumento pode durar apenas alguns pulsos e voltar ao normal.

(RIBEIRO, 2002) Fase 1 Dado vitais* + cardiofrequencímetro* (3 min);

Auscultas (2 min);

Aquecimento geral (7 min);

Cuidado com o tipo de marcapasso. Fase 2 Cicloergômetro ajustado de acordo com o paciente e suas condições (12 min);

Aferir PA e FC* a cada 3min. Fase 3 Esteira ergométrica ajustada de acordo com o paciente e suas condições (12 min);

Aferir PA e FC* a cada 3min. Fase 4 Exercícios gerais:
1. Ativo livre em MMSS (cuidado com a musculatura da região);
2. Resistido de MMII;
3. Ativo livre no colchonete;

Aferir PA e FC;

Desaquecimento (5 min). Observações O paciente vai receber alta se atingir um nível satisfatório de condicionamento físico e melhora da parte muscular em geral.

Após alta, ele deve receber um programa de treinamento que deve ser realizado em casa.

Verificar estado do paciente pela escala de Borg. A reabilitação aquática exige um plano cuidadoso:
Supervisão no local;
Temperatura da água;
Monitorizarão de PA e FC*;
Usar escala de Borg e dispneia.

A reabilitação aquática é importante para bem estar físico do paciente podendo favorecer os seguintes aspectos:
Alongamento
Trabalhar respiração;
Força muscular em MMSS e II;
Manutenção de ADM. (ANDRADE, 1999) Melhorar a expansibilidade torácica e pulmonar;
Evitar complicações pulmonares;
Prevenir fenômenos tromboembólicos;
Reduzir os efeitos deletérios do imobilismo;
Diminuir o tempo de internação hospitalar;
Preparar o paciente para o retorno às suas AVDs após a alta hospitalar. Escala de Angina Escala de dispnéia (PASCHOAL, 2010)
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