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Monotonia - Análise

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by

Tiago Pinho

on 19 May 2015

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Transcript of Monotonia - Análise

Monotonia - Análise
O poema
Começar, recomeçar, interminantemente repetir um
monótono romance, o romance da minha vida.
Com palavras iguais, inalteráveis, semelhantes, in-
sistir sobre o cansaço e a pobreza disto de viver...
Andar como os dementes pelos cantos a repisar
o que já ninguém quer ouvir.
Levar o meu desprecioso tempo à deriva.
Queixar-me, castigar e lamentar sem qualquer
esperança, por desfastio.
Pôr a nu uma miséria comum e conhecida, chã-
mente, serenamente, indiferente à beleza dos temas
e das conclusões.
Monotonamente, monotonamente.

Definição de monotonia e aplicação no poema
Significado de Monotonia

n.f.
1. Atributo, característica ou condição do que ou de quem é monótono;
2. Diz-se de algo ou alguém cujo tom não muda nem se altera; imutabilidade, regularidade ou uniformidade no tom;
3. (Figurado) Ausência de diversidade, multiplicidade ou variedade; invariabilidade ou constância: monotonia da decoração da sala;
4. (Figurado) Inexistência pujança, energia ou vigor; tédio, fastio ou pasmaceira: a monotonia dos dias no campo.
(Etm. monótono + ia)
( retirado de léxico.pt)
Biografia do poeta
O poema foi escrito por Irene Lisboa, escritora, professora e pedagoga.
Características do poema
É um poema com apenas duas estrofes, uma irregular e outra decassilábica.
É um poema sem rimas, ou seja, com apenas versos soltos
Recursos expressivos
Enumeração:
"Queixar-me, castigar e lamentar sem qualquer..."
Monotonia. Arte, vida...
Não serei ainda eu que te erigirei o merecido
altar.
Que te manejarei hábil e serena.
Monotonia! Gume frio, acerado, tenaz, eloquente.
Sino de poucos tons, impressionante.
Mas se te descobri não te vou renegar.
Tu ensinas-me, tu insinuas-me a arte da verdade,
a pobreza e a constância.
Monotonia, torna-me desinteressada.
Escreveu poesia, novelas contos infantis, diários, crónicas e obras sobre pegadogia.
A sua grande obra é
"Uma Mão Cheia de Nada Outra de Coisa Nenhuma".
Nasceu em 25 de dezembro de 1892 e morreu, com 65 anos, em 25 de novembro de 1958.
Estudou na Escola Normal Primária de Lisboa e mais tarde continuou os seus estudos em pedagogia na Suíça, França e Bélgica.
A poeta fala de uma vida repetitiva e que não parecia, onde a reconhece como tal mas também não irá lutar para não a ter.
Apercebe-se, que para ele, a verdade da vida é a monotonia.
O poeta fala que para não passar tédio castiga-se e passa por mistérios já descobertos.
Adjetivação:
"Com palavras iguais, inalteráveis, semelhantes..."
Repetição:
"Monotonamente, monotonamente..."
}
Estas expressões são utilizadas para intensificar a ideia de monotonia
Apóstrofe :
"Monotonia, torna-me desinteressada."
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