Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

ApresentaUFRGS

No description
by

Silvio Yasui

on 23 October 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of ApresentaUFRGS

Apoio na Atenção Psicossocial
Exercício do Apoio
e a experiência da Saúde Mental

O QUE É O APOIO MATRICIAL?
O apoio matricial em saúde objetiva assegurar retaguarda especializada a equipes e profissionais encarregados da atenção a problemas de saúde a fim ampliar seu campo de atuação e qualificar suas ações.
Apoio Matricial da Saúde Mental
O apoio matricial pretende ofertar tanto retaguarda assistencial quanto suporte técnicopedagógico às
equipes de referência.
Depende da construção compartilhada de diretrizes clínicas e sanitárias entre os componentes de uma equipe de referência e os especialistas que oferecem apoio matricial.
A
equipe ou profissional de referência
são aqueles que têm a responsabilidade pela
condução de um caso individual, familiar ou comunitário.
Objetiva ampliar as possibilidades de construção de vínculo entre profissionais e usuários
Apoio matricial e equipe de referência são, ao mesmo tempo, arranjos organizacionais e uma metodologia para a gestão do trabalho em saúde, objetivando ampliar as possibilidades de realizar-se clínica ampliada e integração dialógica entre distintas especialidades e profissões.
A composição da equipe de referência e a criação de especialidades em apoio matricial buscam criar possibilidades para operar-se com uma ampliação do trabalho clínico e do sanitário, já que se considera que
nenhum especialista, de modo isolado, poderá assegurar uma abordagem integral.
A
equipe de referência
busca deslocar o poder das profissões e corporações de especialistas, reforçando o poder de gestão da equipe interdisciplinar.
O apoiador matricial é um especialista que tem um núcleo de conhecimento e um perfil distinto daquele dos profissionais de referência, mas que pode agregar recursos de saber e mesmo contribuir com intervenções que aumentem a capacidade de resolver problemas de saúde da equipe primariamente responsável pelo caso.
Apoio
Saúde mental
Atenção Psicossocial
Experiências
Dimensão subjetiva presente nas questões de saúde
Ministério da Saúde avalia que cerca de 9% da população apresentam transtornos mentais leves e de 6 a 8% apresentam transtornos decorrentes do uso de álcool e outras drogas
Boa parte desta demanda é atendida pela atenção básica/atenção prima´ria
Uma pesquisa do Ministério da Saúde mostra que 56% das equipes de Saúde da Família referem realizar “alguma ação de Saúde Mental”
A Organização Mundial de Saúde e o Ministério da Saúde estimam que quase 80% dos usuários encaminhados aos profissionais de saúde mental não trazem, a priori, uma demanda específica que justifique a necessidade de uma atenção especializada
Apoio Matricial da Saúde Mental é uma oferta potente para propiciar maior consistência às intervenções em saúde e em Saúde Mental.
A partir de discussões clínicas conjuntas com as equipes ou mesmo intervenções conjuntas concretas (consultas, visitas domiciliares, etc.), os profissionais de Saúde Mental podem contribuir para o aumento da capacidade resolutiva das equipes, qualificando-as para uma atenção ampliada em saúde que contemple a totalidade da vida dos sujeitos
Equipe de referência
ATENÇÃO PSICOSSOCIAL
A Reforma Psiquiátrica/Atenção Psicossocial almeja
transformações em 4 dimensões que se interligam:

TEÓRICO-CONCEITUAL

TÉCNICO-ASSISTENCIAL

POLÍTICO-JURÍDICO

SÓCIO-CULTURAL
Dimensão Teórico-conceitual (Epistemológica)

Mudança de paradigma dos conceitos que envolvem a saúde mental
Thomas Kuhn define "paradigma" como uma série de suposições, métodos e problemas típicos, que determinam para uma comunidade científica quais são as questões importantes, e qual a melhor maneira de respondê-las.
Lugar de louco é no hospício
O paradigma psiquiátrico
A psiquiatria elege uma questão,
a

doença mental
, que considera como importante no sofrimento humano, estabelece suposições e métodos de investigação que julga ser a melhor maneira de responder a questão que ela mesma levanta.
Conhecer para dominar
Isolar para conhecer
Objeto doença mental

Modo de compreender predominantemente biológico

Estratégia de tratamento prioritariamente medicamentosa

Instituição hegemônica hospital psiquiátrico


Prática social isolamento/exclusão
Oferta exclusiva e compulsória de tratamento = internação e medicação
Objeto existência em sofrimento

Modo de compreender inter/trans disciplinar

Estratégia de tratamento diversidade de estratégias de cuidado

Instituição rede intersetorial

Prática social inclusão
TEÓRICO-CONCEITUAL
Modos de compreender o sofrimento psíquico
Fundamentos do saber que sustenta as práticas de cuidado e de organização dos serviços
TÉCNICO-ASSISTENCIAL
Modos de cuidar (ampliar a clinica)
Modos de organizar as ações (território)
Modos de gestão (participativa e inclusiva)
POLÍTICO-JURÍDICO
Estatuto jurídico da loucura
Pautar a politica de saúde

SÓCIO-CULTURAL
Transformar o lugar social do louco, do estranho.
Construir um mundo para que a loucura possa habitar.
Micropolitica
MUDANÇA DE PARADIGMA
CAPS II
Consultório de rua
Leitos Hospital Geral
Projetos de Geração de Renda
Cuidado que se faz em rede no território
Clinica Ampliada
Acolhimento
Dimensão técnico-assistencial

Transformação nas formas de cuidar do sofrimento psíquico
Qualidade e diversidade na oferta
Apoio Matricial
CAPS Ad
Residências
Terapêuticas
CAPS i
CAPS III
CAPS I
Projeto Terapêutico Singular
Atividades expressivas
CAPS AD III
rede
Por onde caminha a Politica da Reforma Psiquiátrica:

Expansão e consolidação da rede de Atenção Psicossocial (CAPS I, II, III, i e AD, ambulatórios, centros de convivência, etc.)

Inclusão da atenção psicossocial na Atenção Básica

Atenção integral a usuários de álcool e outras drogas

Programa Permanente de Formação de profissionais para a Reforma Psiquiátrica

Inclusão social e empoderamento: geração de renda e trabalho, intervenções na cultura, mobilização de usuários e familiares
Se a Saúde é uma politica pública que se faz em rede.

A saúde mental, ou melhor, a Atenção Psicossocial é uma politica pública que só faz sentido inserida em uma rede.
EXPERIÊNCIAS
Hospital Psiquiatrico
ONDE CONSTRUIR O CUIDADO?
MAIS PERTO DE ONDE SE HABITA - NA VIDA
QUEM FAZ O CUIDADO?
Quem está perto? Quem se dispõe a estar com?
O
ACOLHIMENTO
como ato ou efeito de acolher expressa, em suas várias definições, uma ação de aproximação, um “estar com” e um “estar perto de”, ou seja, uma atitude de inclusão.Essa atitude implica, por sua vez, estar em relação com algo ou alguém.
É exatamente nesse sentido, de ação de “estar com” ou “estar perto de”, que o acolhimento é ua das diretrizes de maior relevância ética/estética/política da Política Nacional de Humanização do SUS.

ÉTICA
no que se refere ao compromisso com o reconhecimento do outro, na atitude de acolhê-lo em suas diferenças, suas dores, suas alegrias, seus modos de viver, sentir e estar na vida;


ESTÉTICA
porque traz para as relações e os encontros do dia-a-dia a invenção de estratégias que contribuem para a dignificação da vida e do viver e, assim, para a construção de nossa própria humanidade;


POLÍTICA
porque implica o compromisso coletivo de envolver-se neste “estar com”, potencializando
protagonismos
e vida nos diferentes
encontros
Nos serviços de saúde frequentemente encontramos processos de “anestesia” da escuta e de produção de indiferença diante do outro, em relação às suas necessidades e diferenças,
INDIFERENÇA
Esses processos nos mergulham no isolamento, entorpecem nossa sensibilidade e enfraquecem os laços coletivos.
Os mesmos laços que são os que nutrem as forças de invenção e de resistência que constroem nossa própria humanidade.
A vida não é o que se passa apenas em cada um dos sujeitos, mas principalmente o que se passa entre os sujeitos, nos vínculos que constroem e que os constroem como potência de afetar, ser afetado, de produzir afetos
APOIO: ENCONTRO QUE FAZ A DIFERENÇA
Temos um imenso desafio: reativar nos encontros nossa capacidade de cuidar ou estar atento para acolher, tendo como princípios norteadores:
• o coletivo como plano de produção da vida;
• o cotidiano como plano ao mesmo tempo de reprodução, de experimentação e invenção de modos de vida; e
• a indissociabilidade entre o modo de nos produzirmos como sujeitos e os modos de se estar nos verbos da vida (trabalhar, viver, amar, sentir, produzir saúde...).
pitacos de causos:
A louca da comunidade
Aposta e tensão na interdisciplinariedade
Apoio se aprende fazendo
Referências bibliográficas
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria-Executiva. Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. HumanizaSUS: equipe de referência e apoio matricial / Ministério da Saúde, Secretaria-Executiva, Núcleo Técnico da Política Nacional de Humanização. – Brasília: Ministério da Saúde, 2004.
BRASIL. Ministério da saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Política nacional de Humanização da atenção e Gestão do SUS. Acolhimento e classificação de risco nos serviços de urgência / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Política nacional de Humanização da atenção e Gestão do SUS. – Brasília : Ministério da saúde, 2009.
CAMPOS, G. W. S.; DOMITTI, A. C. Apoio matricial e equipe de referência: uma metodologia para gestão do trabalho interdisciplinar em saúde. Cadernos de Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 23, n. 2, p. 399-407, 2007.
FIGUEIREDO MD, CAMPOS RO. Saúde mental na atenção básica à saúde de Campinas, SP: uma rede ou um emaranhado?. Ciênc Saúde Coletiva. 2009 , Jan-Fev; 14(1):129-38.
Full transcript