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2ª Geração Modernista

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by

Bruno Silva

on 23 January 2014

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Transcript of 2ª Geração Modernista

Jorge Amado
Obras de caráter social;
Opressão das classes baixas nas zonas urbanas e cacaueiras da Bahia;
Regionalismo nordestino;
Linguagem coloquial e popular;
Mescla o realismo com o romantismo;
Obra dividida em três partes:
Romances proletários
Ciclo do Cacau
Crônicas de costume (Gabriela, cravo e canela).
Questão de Vestibular
2ª Geração Modernista
Graciliano Ramos e Jorge Amado

Contexto Histórico
Crash da Bolsa de Nova Iorque;
Crise Mundial;
Crise Cafeeira;
Nazifacismo;
Combate ao socialismo;
Tais fatores exigiram que os autores da época adotassem uma postura mais ideológica e crítica em suas obras.
Primeira geração já preparou o terreno para a segunda;
Adoção de temas nacionais;
Linguagem mais brasileira;
Os romances da segunda geração se dividem basicamente em uma vertente social e outra psicológica.
Consciência crítica: tratamento de questões sociais;
Inclui preocupações políticas, econômicas e espirituais.
Regionalismo ganha elevada importância;
Caráter social e temática são mais relevantes que a estética.
2ª Geração Modernista
(1930-1945)
Psique e Consciência Social
Capitães da Areia
Gabriela, Cravo e Canela
Dona Flor e Seus Dois Maridos
Graciliano Ramos
Caetés
Vidas Secas
São Bernardo
No momento em que se tornou dono da fazenda, estava em situação econômica caótica. Assim, Paulo Honório encomenda a morte do dono da fazenda vizinha, tomando o território da mesma;
Paulo casa-se com Madalena, uma professora que mudou a rotina dessa fazenda. Criticava a situação dos empregados e tinha desavenças com o marido, que acreditava estar sendo traído;
Madalena comete suicídio. Após esse episódio, a situação econômica na fazenda torna-se insustentável, deixando Paulo sozinho e sem soluções;
Nesse contexto, escreve o romance.

Principais Autores
Características
Características
Características
José Lins do Rego;
Graciliano Ramos;
Jorge Amado;
Érico Veríssimo;
Rachel de Queiroz;
Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais
Bruno Marcos
Isaque Souza
Gabriel Renault
Letícia Lamha
Matheus Alves
2° Edificações
10/12/2013
Campus
Juiz de Fora
Professora Leila
Disciplina: Português
É um romance que apresenta traços de conto. O estilo conta com uma transição de conto para romance, narrado em terceira pessoa;
Apresenta 13 capítulos, que não se apresentam como uma história contínua. Não há muitos diálogos e os períodos são simples. A análise de cada capítulo dá sentido à obra;
A história gira em torno de uma família de retirantes, que viviam “fugindo” da seca;

“(…) Sinha Vitória desejava possuir uma cama igual à de seu Tomás da bolandeira. Doidice. Não dizia nada para não contrariá-la, mas sabia que era doidice. Cambembes podiam ter luxo? E estavam ali de passagem. Qualquer dia o patrão os botaria fora, e eles ganhariam o mundo, sem rumo, nem teriam meio de conduzir os cacarecos. Viviam de trouxa arrumada, dormiriam bem debaixo de um pau. (…) Seu Tomás tinha uma cama de verdade, feita pelo carpinteiro, um estrado de sucupira alisado a enxó, com as juntas abertas a formão, tudo embutido direito, e um couro cru em cima, bem esticado e bem pregado. Ali podia um cristão estirar os ossos.”

No decorrer do romance, a família passa por dois momentos melancólicos: na festa de natal da cidade e no momento em que Fabiano percebeu que seu patrão estava aproveitando-se dele;
Além desses dois momentos, a morte da cachorra também foi um momento triste. Baleia ficou muito doente; assim, para amenizar seu sofrimento, Fabiano matou-a.
No final do romance, uma grande seca aproximava-se. Dessa forma, a família resolveu mudar-se novamente, como no início do romance.

As personagens principais são Sinhá Vitória, Fabiano, o filho mais novo e o mais velho, a cachorra Baleia, o papagaio e Sr. Tomás da bolandeira;

Há, por parte de Fabiano, um descontentamento com a vida; enquanto sua esposa tinha esperança por um futuro melhor;

Sinhá Vitória desejava ter uma cama de verdade; o filho mais novo aspirava ser como o pai; o filho mais velho queria um amigo;

Esse romance faz parte de um grupo de obras que compõem o Ciclo da Seca. Esse conjunto de obras marcou a 2ª Geração Modernista;
Diferente dos romances da época, esse é escrito em primeira pessoa. É narrado por Paulo Honório, que faz uma análise de sua vida;
Ele passava por dificuldades no período da seca. Envolveu-se em brigas e foi preso e, após conseguir a liberdade, resolve mudar de vida. Dessa forma, por meio de golpes, torna-se dono da fazenda São Bernardo;

“Emoções indefinidas me agitam - inquietação terrível, desejo doido de voltar, tagarelar novamente, como fazíamos todos os dias, a esta hora. Saudade? Não, não é isto: é desespero, raiva, um peso enorme no coração.”

Primeiro romance de Graciliano Ramos (1933);
O romance é, na verdade, uma preparação para as obras seguintes de Graciliano, como Vidas Secas e Angústia;
Possui características naturalistas e realistas na forma e conteúdo;
É menos elaborado, mais rápido, os personagens são superficiais, sendo descritos por aspectos físicos, com exceção do protagonista que é interiorizado e intelectualizado. Há somente a descrição da vida na cidade e uma análise social do contexto;

A trama se desenrola no sertão, na cidade de Palmeira dos Índios (Alagoas);
Narrado em primeira pessoa pelo protagonista João Valério, que é introvertido e vive em devaneios;
João Valério se deixa seduzir pelos ambientes burgueses e se apaixona e se envolve com Maria Luisa, esposa de seu patrão, Adrião;
Esse caso é denunciado a Adrião por uma carta anônima, levando este ao suicídio;
Mesmo se sentindo culpado, João Valério não resiste ao poder e se torna sócio da empresa em que trabalhava, se afastando, porém, de Maria.

“Não ser selvagem! Que sou eu senão um selvagem, ligeiramente polido, com uma tênue camada de verniz por fora? Quatrocentos anos de civilização, outras raças, outros costumes. E eu disse que não sabia o que passava na alma de um caeté! Provavelmente o que se passa na minha, com algumas diferenças”.

Título do livro é uma analogia entre o nativo caeté que consumiu antropofagicamente o Bispo Sardinha (séc. XVII) e o lado selvagem de João Valério que "devora" o adversário Adrião por amor e poder. O próprio protagonista, em uma auto-análise, se vê como um ser dominado pelos instintos.
Memórias do Cárcere
São memórias que narram fatos da vida de Graciliano e de outras pessoas que estiveram presas durante a ditadura de Vargas;
Publicado postumamente, o livro não chegou a ter seu último capítulo terminado;
A narrativa não tenta falar se sofrimento e amarguras em si, mas as situações descritas contêm tais características.
O discurso é caracterizado por desdobramentos, pois é psicológico, e, simultaneamente, um documentário; é particular e universal ao mesmo tempo.

“O mundo se tornava fascista. Num mundo assim, que futuro nos reservariam? Provavelmente não havia lugar para nós, éramos fantasmas, rolaríamos de cárcere em cárcere, findaríamos num campo de concentração. Nenhuma utilidade representávamos na ordem nova. Se nos largassem, vagaríamos tristes, inofensivos e desocupados, farrapos vivos, fantasmas prematuros; desejaríamos enlouquecer, recolhermo-nos ao hospício ou ter coragem de amarrar uma corda ao pescoço e dar o mergulho decisivo. Essas idéias, repetidas, vexavam-me; tanto me embrenhara nelas que me sentia inteiramente perdido.”

( UFPE - 2001)"Irmão ... é uma palavra boa e amiga. Se acostumaram a chamá-la de irmã. Ela também os trata de mano, de irmão. Para os menores é como uma mãezinha. Cuida deles. Para os mais velhos é como uma irmã que brinca inocentemente com eles e com eles passa os perigos da vida aventurosa que levam. Mas nenhum sabe que para Pedro Bala, ela é a noiva. Nem mesmo o Professor sabe. E dentro do seu coração Professor também a chama de noiva." (Jorge Amado: "Capitães da Areia").
Considerando a obra e o autor do texto, assinale a alternativa INCORRETA:

a) O autor faz parte do romance regional de 30, quando se aprofundaram as radicalizações políticas na realidade brasileira.

b) Jorge Amado representa a Bahia, "descobrindo" mazelas, violências e identificando grupos marginalizados e revolucionários em "Capitães da Areia".

c) Dora, Pedro Bala e Professor são alguns dos personagens da narrativa, que aborda a dramática vida dos camponeses das fazendas de cacau no sul da Bahia.

d) O tom da narrativa aproxima-se do Naturalismo, alternando trechos de lirismo e crueza. O nível de linguagem é coloquial e popular.

e) "Capitães da Areia " pertence à primeira fase da produção de Jorge Amado, quando era notório seu engajamento com a política de esquerda. Daí o esquematismo psicológico: o mundo dividido em heróis (o povo) e bandidos (a burguesia).
Gabarito: C
Escrito em Salvador na segunda metade de 1965, o livro Dona Flor e seus dois maridos foi lançado no ano seguinte, com grande sucesso;
Dona Flor era a segunda personagem feminina marcante do autor, depois de Gabriela;
A tiragem inicial, de 75 mil exemplares, esgotou-se rapidamente. Um dos maiores sucessos do autor, o romance ultrapassou as cinqüenta edições e foi publicado em mais de vinte países;
Tamanha popularidade diz respeito à singularidade da história e ao humor do enredo, mas também a uma visão particular da sociedade brasileira;
Quando o livro foi adaptado para o cinema, em 1976, com direção de Bruno Barreto, o sucesso se transferiu para as telas. É a maior bilheteria da história do cinema brasileiro, com mais de 10 milhões de espectadores.

O romance é resultado de uma história real ocorrida na década de 30 no estado da Bahia (no Brasil) com uma senhora que quando jovem, casara com um boêmio, jogador e mulherengo, morto logo depois do casamento;
A jovem viúva volta a casar com um honesto comerciante português Teodoro, mas algum tempo depois passa a sonhar com Vadinho, o marido morto, que lhe aparece, depois de morte tenta seduzir a mulher;
Dona Flor, honesta e de uma moral acima de qualquer desvio, passa a viver o terrível drama sem saber como resolve-lo. Dona Flor não aceitaria ao princípio, os encantos do marido morto, mas depois de tantas insistências ela cede à tentação.

A primeira parte da história começa com a morte de Vadinho em pleno Domingo de Carnaval. Vestido de baiana, Vadinho cai morto enquanto dançava e seu funeral é muito concorrido por todos os locais. Nele voltam as lembranças de todos sobre o falecido: os amigos de farra, as possíveis (prováveis) amantes, os conhecidos e principalmente da esposa.

Dona Flor lembra-se do marido infiel, cheio de lábia, espertalhão, jogador e malicioso que era Vadinho, mas ainda assim extremamente adorável e mestre de sedução e prazer carnal. Para o autor, a moral do romance está em que o amor supera a morte.
“Jorge Amado faz que a ambiguidade, o triângulo amoroso e o ponto de vista feminino se transformem em valores e deixem de ser o pólo negativo da ordem social ou da condição humana”. (Roberto DaMatta)

Essa narrativa pode ser considerada como uma crônica de costumes da Bahia da primeira metade do século XX e um retrato inventivo das ambiguidades que marcam o Brasil.

Figuram entre as principais obras: “Tieta do Agreste”, “Gabriela cravo e canela”, “A morte e a morte de Quincas Berro d’Água”, "Tenda dos Milagres”, “Capitães da Areia”, “Jubiabá”, “Dona Flor e seus Dois maridos”, “Teresa Batista cansada de guerra”.
Retrata a história de um grupo de meninos marginalizados, que viviam nas ruas de salvador e roubavam dos ricos para sobreviver;
Na primeira parte o narrador apenas descreve os integrantes do grupo entre os quais se destacam:

Pedro Bala: corajoso líder dos capitães da areia;
Sem pernas: jovem deficiente, traumatizado e que tinha ódio da vida. Era utilizado no reconhecimento do território;
Gato: assim chamado por andar sempre bem vestido, é muito esperto e muito bom no baralho;
Professor: é o Nerd do grupo, lê historias e aconselha Pedro Bala;
Pirulito: era o mais maldoso do bando até entrar para a vida religiosa;
Segue com a narrativa contando as aventuras e os roubos dos meninos;
Surge Dora na História;
Romance entre Dora e Pedro bala;
Em um dos assaltos Pedro Bala e Dora são presos
Dora morre
No final cada garoto segue um rumo - o professor se torna pintor, gato vira cafetão, Pirulito vai trabalhar com o padre na igreja e Pedro Bala entrega a liderança do grupo e se torna um militante.
É aqui também que mora o chefe dos Capitães da Areia: Pedro Bala. Desde cedo foi chamado assim, desde seus cinco anos. Hoje tem quinze anos.
Pedro Bala era muito mais ativo, sabia planejar os trabalhos, sabia tratar com os outros, trazia nos olhos e na voz a autoridade de chefe. Um dia brigaram. A desgraça de Raimundo foi puxar uma navalha e cortar o rosto de Pedro, um talho que ficou para o resto da vida.
Uma noite, quando Raimundo quis surrar Barandão, Pedro tomou as dores do negrinho e rolaram na luta mais sensacional a que as areias do cais jamais assistiram. Raimundo era mais alto e mais velho. Porém Pedro Bala, o cabelo loiro voando, a cicatriz vermelha no rosto, era de uma agilidade espantosa e desde esse dia Raimundo deixou não só a chefia dos Capitães da Areia, como o próprio areal. Engajou tempos depois num navio.
Características da obra

• Narrador onisciente;
• O grupo é o personagem principal;
• Forte crítica social;
• Visão de igualdade e justiça social;
• Mazelas da realidade urbana;
• Um pouco da ideologia comunista;
• Visão elitista vs Visão do narrador;

Divisão da história em 2 partes: “Um brasileiro das Arábias” e “Gabriela Cravo e Canela”;
Cada parte dividida em 2 capítulos: “O langor de ofenísia”, “A solidão de Glória” (Parte 1) e “O segredo de Malvina” e “O luar de Gabriela”(Parte 2).

O Langor de Ofenísia
Apresenta Mundinho Falcão e Nacib;
Rivalidade entre Mundinho e Tonico Bastos;
Chegada de Gabriela.

Um brasileiro das Arábias
A solidão de Glória
Capítulo passado em um dia;
Em um jantar, declara-se a guerra pelo poder em Ilhéus entre Mundinho Falcão (oposição) e os Bastos (governo);
Depois do jantar, Nacib tem com a primeira noite de luxúria com Gabriela.
O segredo de Malvina
Rômulo foge após um escândalo feito pelo machista (tão machista quanto o resto da sociedade ilheense) pai de Malvina, Malvina faz planos de se libertar e Josué começa um caso em segredo com Glória. Na política, acirra-se a disputa por votos ao ponto do coronel Bastos mandar queimar toda uma tiragem do jornal de Mundinho..
O caso de Nacib e Gabriela torna-se intenso e Nacib propõe casamento;
Capítulo termina com o casamento civil.

Gabriela Cravo e Canela
O luar de Gabriela
Josué e Glória oficializam o namoro e a maça é expulsa de casa;
Nacib pega Gabriela na cama com Bastos;
Na esfera política, Mundinho sai vencedor;
Gabriela e Nacib acabam juntos novamente.
Três meses depois, apresenta novos personagens.
Josué era admirador de Malvina, filha de um coronel com espírito livre. Esta começa a namorar Rômulo, um engenheiro chamado por Mundinho Falcão para estudar o caso da barra (que impedia que navios grandes atracassem no porto de Ilhéus). Josué se desaponta e se interessa por Glória, amante de um outro coronel.
O segredo de Malvina
Obras secas, concisas e sintéticas;
Objetividade e clareza;
Muito descritivas;
Retrata os problemas e misérias da população nordestina;
Abusa do regionalismo.
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