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Untitled Prezi

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by

Helena Leal

on 17 April 2013

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Transcript of Untitled Prezi

"Viver sempre também cansa" José Gomes Ferreira Análise do poema Parque dos poetas Leitura Escultórica Leitura Poética Estrutura externa Estrutura interna Viver sempre também cansa Obra Dados biográficos Biografia do autor Nasceu no Porto a 9 de Junho de 1900;
Trabalhou como escritor, jornalista, diplomata e tradutor de filmes sob o pseudónimo de Álvaro Gomes;
Faleceu a 8 de Fevereiro de 1985, vítima de uma doença prolongada. Escreveu:
poesia
ficção
crónicas
memórias e diários
contos
ensaios e estudos

O autor utiliza como temas principais nas suas
obras a política e o olhar cansado sobre a vida demonstrando a sua ideologia. Este poema está dividido em dois momentos.

No 1ºmomento o "eu" poético fala sobre a monotonia da vida e menciona a Natureza e a vida humana e social para justificar esta sua opinião, repetindo várias vezes a ideia de que "Nada se modifica", "Tudo é igual", "Sempre o mesmo".
Escultura construída por Francisco Simões com crânio fixado tentando quebrar as regras da proporcionalidade, de propósito para estar de acordo com o perfil moral do escritor. A mão que aparece atrás da cabeça e o braço numa posição quase penitente, significam um dorido olhar sobre a vida, como está presente no nosso poema. A sua representação aponta para o poeta militante, o João sem Medo que denuncia fraturas e injustiças sociais. É escritor de poesia interventiva, de faceta ideológica que pode ser mais um exemplo da utilização da palavra poética como ferramenta política. As barras verticais fazem alusão à inteireza de carácter do poeta, assim como a memória do seu encarceramento.
Junto da escultura existe uma oliveira milenar que simboliza a poesia forte de José Gomes Ferreira que nunca foi derrubada. Trabalho realizado por:
Helena Leal nº12 10ºB
Paulo Alves nº26 10ºB
Marcelo Maia nº18 10ºB O sol é sempre o mesmo e o céu azul
ora é azul, nitidamente azul,
ora é cinzento, negro, quase verde...
Mas nunca tem a cor inesperada.

O Mundo não se modifica.
As árvores dão flores,
folhas, frutos e pássaros
como máquinas verdes.

As paisagens também não se transformam.
Não cai neve vermelha,
não há flores que voem,
a lua não tem olhos
e ninguém vai pintar olhos à lua.

Tudo é igual, mecânico e exacto.

Ainda por cima os homens são os homens.
Soluçam, bebem, riem e digerem
sem imaginação.

E há bairros miseráveis, sempre os mesmos,
discursos de Mussolini,
guerras, orgulhos em transe,
automóveis de corrida... E obrigam-me a viver até à Morte!

Pois não era mais humano
morrer por um bocadinho,
de vez em quando,
e recomeçar depois, achando tudo mais novo?

Ah! se eu pudesse suicidar-me por seis meses,
morrer em cima de um divã
com a cabeça sobre uma almofada,
confiante e sereno por saber
que tu velavas, meu amor do Norte.

Quando viessem perguntar por mim,
havias de dizer com teu sorriso
onde arde um coração em melodia:
"Matou-se esta manhã.
Agora não o vou ressuscitar
por uma bagatela."

E virias depois, suavemente,
velar por mim, subtil e cuidadosa,
pé ante pé, não fosses acordar
a Morte ainda menina no meu colo... O poema é constituído por 1 terceto, 4 quadras, 3 quintilhas, 1 sextilha e 2 versos soltos ou monósticos;
Não tem esquema rimático
Podemos concluir que este poema tem uma estrutura irregular. José Gomes Ferreira No 2º momento o autor permanece com a ideia de que a vida é uma monotonia que por vezes também nos cansamos de a viver, mas neste caso fala da sua própria situação e deixa-nos com a sensação de que ele tinha o desejo de descansar da vida durante algum tempo e acordar uma nova pessoa.
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