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Identidade e língua: Inês Signorini

Seminário - EDM0323 – Metodologia do Ensino de Português: alfabetização - Profª Drª Nilce da Silva
by

Mateus Moisés Pereira

on 8 October 2012

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Transcript of Identidade e língua: Inês Signorini

Identidade e Língua
Inês Signorini Artigo analisado:

O conceito de identidade em linguística: é chegada a hora para uma reconsideração radical? – Autor: Kanavillil Rajagopalan PARTE I - LÍNGUA(GEM) E IDENTIDADE Artigo analisado:

(Des)Construindo Bordas e Fronteiras: Letramento e Identidade Social – Inês Signorini
PARTE II – IDENTIDADE E COMUNICAÇÃO INTERCULTURAL Artigo analisado:

A construção de identidades em sala de aula: Um enfoque interacional - Angela B. Kleiman PARTE IV - IDENTIDADE E INTERAÇÃO EM SALA DE AULA Artigos analisados:

Identidade linguística escolar – Eni Puccineli Orlandi
A língua estrangeira entre o desejo de um outro lugar e o risco do exílio – Christine Revuz
Identidade e segundas línguas: as identificações no discurso – Silvana Serrani-Infante PARTE III – IDENTIDADE E APRENDIZAGEM DE LÍNGUA Considerações Finais Inês Signorini é Doutora em letras Modernas pela Université Paul Valéry (França) e professora de Línguística Aplicada na Unicamp. A comunicação intercultural em língua materna é uma temática que tem investigado, dirigindo uma atenção especial às relações de poder em diferentes situações comunicativas que envolvem escolarizados e não escolarizados, acadêmicos e não acadêmicos. Signorini organizou diversas obras no campo da linguística. A que foi tomada para estudo no presente seminário foi aquela intitulada Língua(gem) e identidade: elementos para uma discussão no campo aplicado, publicada pela Editora Mercado das Letras em 1998. Reunindo artigos de diversos autores, inclusive da própria organizadora, busca retomar e aprofundar questões relacionadas aos temas língua, linguagem e identidade surgidas em uma série de colóquios, realizado nos anos de 94-95, no Departamento de Linguística Aplicada da Unicamp. São diversos os desdobramentos do tema central revelados em cada um dos artigos que compõem o livro. A seguir destacamos algumas das ideias e subtemas que são ali discutidos e que foram analisados de modo mais aprofundado pelos integrantes do grupo: a) As identidades estão em um contínuo estado de fluxo e sua construção não se efetiva por processos de aprendizagem, mas por processos de memória afetados pelo inconsciente, ideologia e interesses. A identidade imóvel, que só existe no imaginário, nos garante uma unidade, mas, por outro lado, torna-se ponto de apoio de preconceitos e de processos de exclusão; b) A identidade linguística não é apenas o domínio que o alunos tem da língua portuguesa, mas
também o modo como ele se relaciona com a ordem dos símbolos que lhe dizem respeito. Nesse
sentido, as práticas de letramento na escola que não são contextualizadas relativamente às identidades e relações sociais dos participantes, aos seus objetivos específicos, às suas necessidades, mas que apenas reproduzem as relações macros sociais na aula, tendem a conduzir ao fracasso e ao reforço e reprodução das conceitualizações negativas que os sujeitos sem escrita tem de si mesmos; c) Reflexão sobre as “relações de natureza político-ideologica usualmente estabelecida entre o uso da língua, o nível de escolarização do falante, sua identidade social, sua capacidade cognitiva e sua competência na esfera pública” (p.12); d) Reflexão sobre a educação indígena, com foco nos diferentes modos de inserção do falante na discursividade de uma segunda língua. Inês Signorini

Seminário realizado por:

Cecilia Palazetti
Francisco
Leila Lima
Mateus Moisés
Nathalia Ramos
Sonia Arruda
Teresa Lomar

EDM 0323 – Metodologia do Ensino de Português: a Alfabetização
Profª Drª Nilce da Silva

Referência bibliográfica: Signorini, Inês (org.). Língua(gem) e identidade: elementos para umadiscussão no campo aplicado, Campinas, SP: Mercado das Letras, 1998. O livro...

Resultado de uma série de colóquios relacionados ao tema Língua (gem) e identidade, realizado nos anos de 94-95 no Departamento de Linguística Aplicada do Instituto de Estudos da Linguagem (IEL) – Unicamp.

Seu objetivo é trazer para o campo da teoria aplicada questões epistemológicas e teórico-metodológicas que tratam de assuntos ligados à (língua)gem e identidade.

O livro é composto por cinco unidades temáticas subdivididas de acordo com um campo específico de investigação.

Parte I – Língua, Linguagem e Identidades: Questões e Perspectivas.
Parte II – Identidade e Comunicação Intercultural.
Parte III – Identidade e Aprendizagem de Língua.
Parte IV – Identidade e Interação em Sala de Aula.
Parte V – Língua, Linguagem e Identidade em Questão. Professor Titular na área de Semântica e Pragmática das Línguas Naturais da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). É doutor em Lingüística Aplicada (PUC-SP) e Pós-Doutor em Filosofia da Linguagem (Universidade da Califórnia, Berkeley, EUA). Sua vasta produção científica perfaz mais de 350 textos. Em dezembro de 2006, recebeu o Prêmio de Reconhecimento Acadêmico Zeferino Vaz.

http://www.unicamp.br/unicamp/imprensa/premios-e-distincoes/premio-zeferino-vaz/2006/kanavillil-rajagopalan OBJETIVOS

Desconstruir do conceito tradicional de identidade (de uma língua, de um falante de uma língua) visto como totalidade homogênea, estável e incorruptível, por um lado,e completamente acessível ao sujeito cognoscente, pelo outro.

Revelar a partir de estudos sobre pidgins, crioulos e linguagem de sinais, uma inversão na conceituação tradicional da identidade: no lugar de um todo estável e homogêneo, para processos proteiformes em ‘permanente estado de fluxo’.

Alertar para as dimensões ideológicas dos modos de se pensar a questão das identidades, inclusive e sobretudo nas/pelas tradições linguísticas de prestígio. PRINCIPAIS ARGUMENTOS

“A identidade individual como algo total e estável já não tem nenhuma utilidade prática num mundo marcado pela crescente migração de massas e pela entremesclagem cultural, religiosa e étnica, numa escala sem precedentes”.(p. 40).
“A identidade de um indivíduo se constrói na língua e através dela. Isso significa que o indivíduo não tem uma identidade fixa anterior e fora da língua. Além disso, a construção da identidade de um individuo na língua e através dela depende do fato de a própria língua em si ser uma atividade em evolução e vice-versa. Em outras palavras, as identidades da língua e do indivíduo têm implicações mútuas. Isso por sua vez significa que as identidades em questão estão sempre num estado de fluxo. (p.41)
“A própria questão da identidade está ligada à idéia de interesses e está investida de ideologia. Assim, a construção de identidades é uma operação totalmente ideológica”.(p.42) CONSIDERAÇÕES FINAIS

O autor acredita que a linguística desde sua estréia como ciência moderna “tomou a questão da identidade como uma questão pacífica, tanto no caso da identidade de uma língua quanto no caso da identidade de falante de uma língua” (p. 26). Para ele “a identidade do indivíduo falante deveria ocupar uma posição central na construção de qualquer teoria linguística.
Ele acredita que enquanto os linguistas (peritos profissionais de língua que, deveriam estar muito atentos às mudanças em curso no cenário cultural contemporâneo) continuarem seu trabalho sem se preocupar com as mudanças dramáticas que acontecem bem debaixo de seu nariz, outros profissionais não deixaram de avaliar a importância das transformações em andamento e de suas implicações para conceitos fundamentais como a ‘identidade’, que há muito tempo fazem parte do nosso modo habitual de pensar.(p.41). Comunicação na esfera pública e (des)construção de identidades sociais

Como a diversidade sócio-cultural e econômica do país e as oportunidades criadas pelo regime democrático possibilitam situações de comunicação na esfera pública - tanto em interlocução cara a cara como mediadas pela mídia.
Comunicação diversificada produz diversos efeitos, entre eles a explicitação das relações entre grupos urbanos e instituições de maior prestígio na sociedade entre o uso da língua, nível de escolarização do falante, sua identidade social, sua capacidade cognitiva e sua competência na esfera pública. (p.142) EXEMPLOS

Foco na falta ou no déficit em relação aos padrões letrados escolarizados de prestígio nas instituições da sociedade burocrática, inclusive aquelas que agem como porta voz dos grupos menos prestigiados como igrejas, sindicatos e partidos políticos.
A crença é sempre de que categorias mais intelectualizadas (como especialistas e estudiosos) compreendem/ entendem mais adequadamente/ aprofundadamente a fala e a escrita (especialmente se estratégicas) e a própria realidade , do que as categorias menos intelectualizadas (como trabalhadores e seus representantes).
Este déficit tem sempre o efeito de desqualificar o falante e seu desempenho, alem de desqualificar a identidade social que lhe é atribuída (por exemplo a de vereador) também de questionar sua capacidade de desempenhar tal função (falar,agir e decidir em nome do grupo).(p.143) Questões interrelacionadas:
1) distinção letrado/não letrado ou escolarizado/analfabeto por representantes da comunidade rural e urbana naquele determinado município e a relação ao exercício do poder legislativo
2) embate sociopragmático e lingüístico entre vereadores não escolarizados e representantes da burocracia local em uma sessão legislativa de apreciação de um projeto de lei orçamentária.(p.145)
Não escolarizados na câmara

Ruptura e perpetuação de padrões locais de atividade política (p.146).
Sobreposição de categorias identificatórias conflitantes: vereador/ agricultor analfabeto (p.149).
Identificação social e legitimidade na comunicação: conjunto de regras e códigos que balizam o campo de atuação e os limites para a validade das ações e define parâmetros de relevância nas estratégias de produção e compreensão do discurso institucional (p.151). Modelo de deliberação democrático com as seguintes características discursivas (segundo Gastil):
Raciocínio discursivo ;
Igualdade de participação no processo deliberativo;
Consenso racionalmente motivado de busca do bem comum
Afirmação da autonomia, igualdade e mutualidade dos membros do grupo (p152).
Não escolarizados numa sessão legislativa

Confronto e (des)construção da identidade do vereador não escolarizado (p.157). O grau de “analfabetismo” atribuído a um vereador com pouca escolarização pelos eleitores urbanos escolarizados está relacionado com o grau de engajamento dele no que foi chamado de “gramática da instituição”; de um lado os que permanecem sentados e em silêncio e de outro os que apresentam documentos escritos (por terceiros) e se levantam para falar. E entre os que falam, os agressivos (ou “ignorantes”) e os “normais” (ou “mais civilizados”). CONSIDERAÇÕES FINAIS

Os vereadores não escolarizados no conflito de ser autoridade destituída de poder tendem adotar uma das seguintes estratégias:
silêncio (aprovar calado);
agressão (mantêm-se fiéis à linguagem e aos interesses de seu grupo de origem, sendo tachados de ignorantes e/ou agressivos); ou
apropriação de um código indexicalizado utilizável para a comunicação pública.

A cena da câmara exibe um lugar polêmico:
inexistentes que falam (vereadores “analfabetos”) x existentes que não têm voz (agricultores “analfabetos”);
Letrado x não-letrado;
Os que manobram x os que são manobrados;
Os que querem/podem/sabem falar x os que calam, ou só fazem ruídos. É comum aliar-se língua identidade para se falar de “identidade linguistica” (p.203) A identidade é um movimento na história:
 
Ao significar, o sujeito se significa;
 
Identidade não se aprende;

Processo de significação;

Como a língua estrangeira tem um fator emocional para aprendizagem

“Aprender uma língua é sempre, um pouco, tornar-se o outro.” (p.227)

Exemplo do engenheiro.
“Quanto melhor se fala uma língua, mais se desenvolve o sentimento de pertencer à cultura, à comunidade acolhida, e mais se experimenta um sentimento de deslocamento em relação à comunidade de origem.” (p.227). O processo de inscrição em segunda língua;
O encontro com segundas línguas talvez seja uma das experiências mais visivelmente mobilizadoras de questões identitárias no sujeito (p. 256)
EO ARTIGO TRATA DAS QUESTÕES SOBRE IDENTIDADE NA PERSPECTIVA DA LINGUÍSTICA APLICADA

O lócus do trabalho está em analisar a relação entre a aprendizagem da escrita por parte de jovens e adultos defasados na sua escolaridade e seus processos de filiação aos grupos que tem na escrita um instrumento importante para a prática social.

Para tanto é preciso pensar sobre as questões relativas à identidade das pessoas jovens e adultas e perda da identidade, pela perda da língua materna na direção da língua dominante.

A fim de localizar o ensino da escrita que incorpore uma diversidade de valores culturais, o letramento é um fator para a preservação da heterogeneidade e da diferença cultural. Conceito de identidade
Nas teorias da psicologia social :
Nas teorias da sociolingüística:
Nas teorias sociolinguisticas que se preocupam com os processos de socialização:
Segundo enfoques sociolinguisticos e etnográficos,
A construção da identidade está determinada pelas relações de poder entre os grupos sociais, mas a autora diverge de um conceito de identidade baseado apenas na ordem social preestabelecida, tal qual dada pelas relações de poder entre grupos sociais.
A autora examinou uma interação de sala de aula entre alfabetizadora e dois alunos do curso de alfabetização de adultos, uma mulher e seu irmão.
Concluiu que as práticas de letramento na escola, isto é, práticas que não são contextualizadas relativamente às identidades e relações sociais dos participantes, aos seus objetivos específicos, às suas necessidades, mas que apenas reproduzem as relações macros sociais na aula, necessariamente conduzem ao fracasso e ao reforço e reprodução das conceitualizações negativas que os sujeitos sem escrita tem de si mesmos.
Leandro de Lajonquière
1988 - 1992 Doutorado em Educação.
Universidade Estadual de Campinas, UNICAMP, Brasil.
Título: De Piaget a Freud: notas para repensar o erro nas apredizagens, Ano de Obtenção: 1992.
Orientador: Angel Pino Sirgado.
Palavras-chave: Clinica Psicopedagogica; Erro; Epistemologia e Psicanalise; Freud-Piaget; Inteligencia.

Fonte: https://uspdigital.usp.br/tycho/CurriculoLattesMostrar?codpub=47A0B9423CB4 O Quereres
Caetano Veloso

Onde queres revólver, sou coqueiro
E onde queres dinheiro, sou paixão
Onde queres descanso, sou desejo
E onde sou só desejo, queres não
E onde não queres nada, nada falta
E onde voas bem alto, eu sou o chão
E onde pisas o chão, minha alma salta
E ganha liberdade na amplidão Onde queres família, sou maluco
E onde queres romântico, burguês
Onde queres Leblon, sou Pernambuco
E onde queres eunuco, garanhão
Onde queres o sim e o não, talvez
E onde vês, eu não vislumbro razão
Onde o queres o lobo, eu sou o irmão
E onde queres cowboy, eu sou chinês

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor

Onde queres o ato, eu sou o espírito
E onde queres ternura, eu sou tesão
Onde queres o livre, decassílabo
E onde buscas o anjo, sou mulher
Onde queres prazer, sou o que dói
E onde queres tortura, mansidão
Onde queres um lar, revolução
E onde queres bandido, sou herói

Eu queria querer-te amar o amor
Construir-nos dulcíssima prisão
Encontrar a mais justa adequação
Tudo métrica e rima e nunca dor
Mas a vida é real e é de viés
E vê só que cilada o amor me armou
Eu te quero (e não queres) como sou
Não te quero (e não queres) como és

Ah! Bruta flor do querer
Ah! Bruta flor, bruta flor


Onde queres comício, flipper-vídeo
E onde queres romance, rock?n roll
Onde queres a lua, eu sou o sol
E onde a pura natura, o inseticídio
Onde queres mistério, eu sou a luz
E onde queres um canto, o mundo inteiro
Onde queres quaresma, fevereiro
E onde queres coqueiro, eu sou obus

O quereres e o estares sempre a fim
Do que em mim é em mim tão desigual
Faz-me querer-te bem, querer-te mal
Bem a ti, mal ao quereres assim
Infinitivamente pessoal
E eu querendo querer-te sem ter fim
E, querendo-te, aprender o total
Do querer que há, e do que não há em mim
Do querer que há, e do que não há em mim o Quereres
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