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Qualificação PROARQ

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Beijanizy Abadia

on 22 September 2015

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Transcript of Qualificação PROARQ

Arqueologia Pública e Turismo:
Possibilidades para o desenvolvimento do Arqueoturismo em Laranjeiras/SE.
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SERGIPE
PRÓ-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ARQUEOLOGIA

Beijanizy Ferreira da Cunha Abadia
Orientador: Prof. Dr. Gilson Rambelli
(Qualificação)
Laranjeiras, 13 março de 2013.

A escolha do tema de pesquisa
OBJETIVO GERAL
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Identificar quais os projetos de pesquisa, prospecções e escavações arqueológicas já realizadas e em andamento em Laranjeiras;

Verificar qual a percepção dos gestores municipais e estaduais, comunidade local e dos visitantes acerca da Arqueologia e dos estudos arqueológicos realizados na cidade, assim como dos arqueólogos quanto à utilização do patrimônio arqueológico para fins turísticos;

Analisar a aplicabilidade e limitações das políticas públicas municipais e estaduais em relação ao patrimônio arqueológico;

Analisar as potencialidades da cidade para o desenvolvimento do Arqueoturismo sugerindo critérios para a utilização turística de forma controlada dos sítios arqueológicos com vistas a sua conservação, a partir dos princípios do planejamento interpretativo.
METODOLOGIA
Elaborar proposta para o desenvolvimento do Turismo Arqueológico na cidade histórica de Laranjeiras sob a ótica da Interpretação do Patrimônio.
Esta proposta terá como base os princípios e técnicas da planejamento interpretativo, ligando a Arqueologia e o Turismo e, antes de tudo, respeitando os interesses da comunidade local.
“Processo decorrente do deslocamento e da permanência de visitantes a locais denominados sítios arqueológicos, tanto pré-históricos quanto históricos, terrestres ou subaquáticos”

(MANZATO, 2005, p.45).
Turismo Arqueológico
ou Arqueoturismo
"Um processo social que desvela os valores históricos, arquitetônicos e culturais, os sentidos e significados dos espaços urbanos para a comunidade e para os visitantes, constituindo-se em um importante instrumento destinado ao resgate e à valorização da história e da memória local, dos marcos referenciais e simbólicos presentes na cidade e, sobretudo, de intensificação dos vínculos de afetividade e de compromisso dos moradores com o patrimônio do lugar."

(MORALES & CARVALHO, 2010, p. 63)
INTERPRETAÇÃO DO PATRIMÔNIO
“A pesquisa turística é a formulação de perguntas, a coleta sistemática de informações para responder a essas perguntas e a organização e análise dos dados com a finalidade de descobrir padrões de comportamento, relações e tendências que auxiliem o entendimento do sistema, a tomada de decisões ou a construção de previsões a partir de vários cenários futuros alternativos.” (OMT, 2005, p.05)
SUMÁRIO
Comunidade, Arqueologia e Turismo em Laranjeiras/SE.
Laranjeiras:
proposta para o desenvolvimento do Arqueoturismo.
Arqueoturismo e Interpretação do Patrimônio como meios para a gestão sustentável dos sítios arqueológicos: o caso Laranjeiras/SE.
Fonte: http://www.e-sergipe.com/noticias/laranjeiras-cultura-popular-de-sergipe-para-o-mundo/
Fonte: acervo pessoal
Fonte: http://nar.ufs.br/
Fonte: : http://jornalanovademocracia.blogspot.com.br/2010_08_01_archive.html
Fonte: : http://blogdoreginaldo.blogspot.com.br
Fonte: : http://blogdoreginaldo.blogspot.com.br
Fonte: : http://blogdoreginaldo.blogspot.com.br/2010/06/laranjeiras-os-moradores-do-conjunto.html
Fonte: acervo pessoal
Fonte: acervo pessoal
Duas etapas:

Levantamento bibliográfico em fontes primárias e secundárias;

Catalogação dos sítios arqueológicos de Laranjeiras;

Observação direta dos sítios arqueológicos;

Entrevistas;

Análise e compilação de dados;

Elaboração de proposta para o desenvolvimento do Arqueoturismo em Laranjeiras.

Gestores municipais e estaduais, comunidade, visitantes e arqueólogos;
Reuniões com grupos de moradores do entorno dos sítios arqueológicos.
CAPÍTULO 1:
CAPÍTULO 2:
CAPÍTULO 3:
Fonte: http://sergipeemfotos.blogspot.com.br/2013/07/mapa-turistico-da-cidade-historica-de.html
1.1 Patrimônio Cultural: novos olhares
1.3 As interfaces entre a Arqueologia e o público: a responsabilidade social do arqueólogo
1.4 Laranjeiras: de Athenas Sergipense a Cidade Celebração
" É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática."

(Paulo Freire)
Patrimônio Cultural
“ (...) as obras de seus artistas, arquitetos, músicos, escritores e sábios, assim como as criações anônimas, surgidas da
alma popular
, e o conjunto de valores que dão sentido à vida, isto é, as obras materiais e não materiais que
expressam a criatividade desse povo
.”
(Unesco, Declaração do México, 1982)
“ (...) os bens de natureza material e imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à identidade, à ação, à memória dos
diferentes grupos formadores da sociedade brasileira
."
(Artigo 216, Constituição Brasileira, 1988)
Ampliação do conceito de Patrimônio
Preservação do Patrimônio Cultural
Capítulo 1
Comunidade, Arqueologia e Turismo em Laranjeiras/SE

A percepção do por que, para quem e o que preservar depende da negociação entre a sociedade e o poder público, a partir das concepções políticas e ideológicas de cada época.
PLANO NACIONAL DE CULTURA
Lei 12.343/2010
Mudança na forma de gestão cultural.

Perpectiva ampliada de cultura que engloba três dimensões:

SIMBÓLICA

CIDADÃ

ECONÔMICA

Capítulo 1
Comunidade, Arqueologia e Turismo em Laranjeiras/SE

Capítulo 1
Comunidade, Arqueologia e Turismo em Laranjeiras/SE

REFERÊNCIAS
Fonte: acervo pessoal
INTRODUÇÃO
"Trabalhar com comunidades visando a interpretação é não reproduzir o assistencialismo e populismo, próprios da tradição histórica brasileira. Significa quebrar paradigmas, considerando os sujeitos envolvidos como seres concretos, inseridos em num contexto histórico."
(FARIAS, 2005, p.65)
Arqueologia Comunitária


INTERPRETAÇÃO DO PATRIMÔNIO
"Os projetos de turismo são uma excelente oportunidade de refletirmos sobre nossas relações com os 'outros'. É um momento valioso para exercermos a multivocalidade, considerando que as visões do passado, apresentadas aos turistas, devem ser fruto de um processo na qual as narrativas locais e o discurso acadêmico se alimente mutuamente."
Laranjeiras
Idade do Ouro
(DANTAS, 1988, 2007)
Celebrações da Cidade
Tombamentos
Que tipo de relação o povo de Laranjeiras mantém na atualidade com o patrimônio cultural da cidade e com sua história?

BEZERRA, Marcia. Arqueologia, Turismo e Comunidades Locais: reflexões de uma Turista [arqueóloga] Aprendiz. In: FIGUEIREDO, Silvio Lima; PEREIRA, Edithe da Silva; ALMEIDA, Marcia Bezerra de (Org.). Turismo e Gestão do Patrimônio Arqueológico. Belém: Iphan, 2012. p.149-164.

________, Marcia. Por cima é balangandã, por baixo molambo só: os moradores, as paisagens e as ruínas em um projeto de Arqueologia no Centro Histórico de Salvador/Bahia. In: Silveira & Cancela. (Orgs.). Paisagem e Cultura: dinâmica do patrimônio e da memória na atualidade. EDUFPA, 2009, p. 63-68.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado, 1988.

BRASIL. Ministério da Cultura. As metas do Plano Nacional de Cultura. Brasília: Ministério da Cultura, 2012.

BRASIL. IBGE. Censo demográfico de 2010. Disponível em: <http://www.ibge.gov.br/estadosat/perfil.php?sigla=se#>. Acesso em: maio 2013.

DANTAS, Beatriz Góis. Vovó nagô e papai branco: usos e abusos da África no Brasil. Rio de Janeiro: Graal, 1988.

______, Beatriz Góis. Laranjeiras: entre o passado e o presente. Aula inaugural do Campus de Laranjeiras. São Cristovão: UFS, 2007.

FARIAS, Eny Vasconcelos. A construção de atrativos turísticos com a comunidade. In: MURTA, Stela Maris; ALBANO, Celina. Interpretar o Patrimônio: um exercício do olhar. Belo Horizonte: UFMG, 2005. p. 59-73.

FEREIRA, Lucio. Essas coisas não lhes pertencem: Relações entre legislação arqueológica, cultura material e comunidades. Revista de Arqueologia Pública, n.7, julho 2013. Campinas: LAP/NEPAM/UNICAMP

FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Arqueologia. São Paulo: Ática, 2006.

HOLTORF, Cornelius. Archaeology is a brand! The meaning of archaeology in contemporary popular culture. Oxford UK: Archaeopress, 2007.

MANZATO, Fabiana. Turismo Arqueológico: diagnóstico em sítios pré-históricos e históricos no Estado de São Paulo. Dissertação (Mestrado) – Universidade de Caxias do Sul: Caxias do Sul, 2005.

MARSHALL, Yvonne. What is Community Archaeology? World Archaeology, v. 2, p. 211-219, 2002.

MCGUIRE, Randall H. A Arqueologia como ação política: o projeto Guerra do Carvão do Colorado. Revista do Museu de Arqueologia e Etnologia, São Paulo, n. 3, Suplemento, p. 387-397, 1999.

MURTA, Stela Maris; ALBANO, Celina. Interpretar o Patrimônio: um exercício do olhar. Belo Horizonte: Editora UFMG, Território Brasilis, 2005.

OMT. Introdução à metodologia da pesquisa em Turismo. São Paulo: Rocca, 2005.

SERGIPE. Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão. Produto Interno Bruto dos Municípios 2006-2010. Volume 7. Aracaju: SUPES, 2012.

UNESCO. Conferência Mundial sobre as Políticas Culturais (1982). Declaração do México: ICOMOS – Conselho Internacional de Monumentos e Sítios, 1982. Disponível em: <http://portal.iphan.gov.br/portal/baixaFcdAnexo.do?id=255>. Acesso: maio 2013

UNESCO/IPEA. Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil (2013). Disponível em http://www.pnud.org.br/IDH/Atlas2013.aspx?indiceAccordion=1&li=li_Atlas2013. Acesso em: ago. de 2013.



Arqueologia Pública

"Engloba todos os aspectos públicos da Arqueologia, (...) a pletora de implicações públicas da disciplina, do cuidado com o patrimônio à defesa dos direitos humanos.”
(FUNARI, 2006, p.52).
CORNELIUS HOLTORF (2007)
A Arqueologia Pública possui três modelos gerais que caracterizam as práticas dos arqueólogos:
Educação
Relações Públicas
Democrático
Democratização do conhecimento arqueológico
Etnografia arqueológica
Entender as cosmologias e representações das comunidades sobre as coisas arqueológicas e suas narrativas sobre o passado;

Analisar as políticas de negociação de identidades e os conflitos que caracterizam as comunidades;

Promover um espaço intercultural, de diálogo permanente entre a equipe de arqueologia e a comunidade, abrindo-se oportunidades para a educação mútua e comparações entre os discursos arqueológicos e locais.
Integração das comunidades em todas as etapas da pesquisa arqueológica
Instrumentalizar as comunidades para manejar seu patrimônio arqueológico;
(FERREIRA, 2013; MARSHALL, 2002; BEZERRA, 2009)
As comunidades, nessa linha, não são mais“informantes”, guias locais para a procura de sítios ou “peões” nas escavações;
O arqueólogo torna-se colaborador da comunidade;
"Desejamos construir uma práxis da Arqueologia que acarrete conhecer, criticar e transformar o mundo."

(MACGUIRE, 1999, 390)
(BEZZERA, 2012, p.159)
População: 26902 habitantes (IBGE, 2010)

Capítulo 1
Comunidade, Arqueologia e Turismo em Laranjeiras/SE

1.2 Trilhas da Arqueologia
Transformações nos modelos teóricos-metodológicos dos estudos arqueológicos;

Convivência de modelos teóricos diferentes como característica da Arqueologia na atualidade.

5º Produto Interno Bruto de Sergipe
9º Indíce de Desenvolvimento Humano
População Urbana: 79,2%
Renda per capita média: R$313,29
População vulnerável à pobreza: 64%
Taxa de desemprego: 17,92%
Crianças extremamente pobres: 15,36%
(SUSPES/SE, 2012)
(UNESCO/IPEA, 2013)
" A riqueza entra em larga escala nas representações que os laranjeirenses têm sobre sua cidade, cujo presente é, quase sempre, contrastantemente apresentado como diferente do passado."
Planos de revitalização e restauração patrimonial
Inauguração de museus
Plano Urbanístico (UFBA)
Projetos de desenvolvimento turístico
TURISMO ARQUEOLÓGICO
ARQUEOLOGIA COMUNITÁRIA
Pessoas de 18 anos ou mais sem fundamental completo e em ocupação informal: 37,65%
Qual a participação da comunidade na constituição histórica da cidade e a quem interessa celebrar este passado?
"Identifico duas características mais fortes dessa cidade e da representação de si: ela teve uma Idade do Ouro (...) e faz da celebração do seu passado um culto a cidade."
(DANTAS, 2007, p.7)
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