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Ricardo Reis

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by

Daniela Marques

on 14 March 2014

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Transcript of Ricardo Reis

Segue o teu destino,
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
De árvores alheias.

A realidade
Sempre é mais ou menos
Do que nós queremos.
Só nós somos sempre
Iguais a nós-próprios.

Suave é viver só.
Grande e nobre é sempre
Viver simplesmente.
Deixa a dor nas aras
Como ex-voto aos deuses.

Vê de longe a vida.
Nunca a interrogues.
Ela nada pode
Dizer-te. A resposta
Está além dos deuses.

Mas serenamente
Imita o Olimpo
No teu coração.
Os deuses são deuses
Porque não se pensam.

Ricardo Reis, 1-7-1916

Análise de um poema
As filosofias da Antiguidade clássica
O estoicismo, o epicurismo e o neopaganismo.
Ricardo Reis
Nasceu a 19 de Setembro de 1887, no Porto;
Foi educado num colégio de jesuítas;
Formou-se em medicina;
Segundo o livro de José Saramago " O ano da morte de Ricardo Reis", a sua morte foi no ano de 1936.
A filosofia de vida de Ricardo Reis
Ricardo Reis propõe, pois, uma filosofia moral de acordo com os princípios do epicurismo e uma filosofia estóica:
"carpe diem", ou seja, aproveitai a vida em cada dia, como caminho da felicidade;
Buscar a felicidade com tranquilidade - ataraxia;
Não ceder ao impulso dos instintos (estoicismo);
Procurar a calma ou, pelo menos, a sua ilusão;
Seguir o ideal ético da apatia que permite a ausência da paixão e a liberdade ;
Aceitação do Fado, da ordem natural das coisas.
O poeta da razão
Ricardo Reis
Estoicismo
Ideal ético:
apatia
, que se define como ausência de paixão e permite a liberdade;
Autodisciplina;
Aceitação das leis do destino;
Indiferença face às paixões e à dor, fatores perturbadores da razão;
Epicurismo
Ideal horaciano:
Carpe diem
: vive o momento.
Busca da felicidade através do prazer;
Fuga à dor;
Conceito fundamental:
ataraxia
(tranquilidade/indiferença capaz de evitar a perturbação);
Neopaganismo
crença nos deuses e nas presenças quase-divinas que habitam todas as coisas;
crença na civilização da Grécia;
cultivação da mitologia greco-latina.
Críticas à sua filosofia de vida
O desinteresse pela vida, o nada ter sentido, provoca uma certa contrariedade em relação ao "carpe diem" que ele defende "Que é qualquer vida ? Breves sóis e sono".
Impossibilidade de construir um futuro, devido à crença do carpe diem e do fado (o destino), à qual nenhuma pessoa pode fugir. - "Não vale a pena/ Fazer um gesto/ Não se resiste ./ Ao deus atroz/ Que os próprios filhos/ Devora sempre”
Ricardo Reis não quer ser amado - "Não quero, Cloe, teu amor, que oprime/ Porque me exige amor. Quero ser livre".
A indiferença e a apatia que Ricardo Reis defende, cria pessoas frias e insensíveis, tal como ele. - "Pouco pesa na alma que lá longe/ Estejam morrendo filhos"

Quem busca equilíbrio fora do atrito do mundo, desprezando a pátria, o amor e a luta da humanidade por melhores dias, ao invés do equilíbrio encontrará o pior dos destinos, similar à morte em vida.

1ª estrofe

o destino representa a vida
Segue o teu
destino
,
Rega
as tuas plantas, Amar o que a vida nos oferece
Ama
as tuas rosas. Representa tudo que é natural
O resto é a sombra
De
árvores alheias
. Tudo o que é alheio à nossa vida,
problemas, sofrimentos etc.
2ª estrofe


A realidade
Sempre é
mais ou menos
Representa situações menos agradáveis
Do que nos queremos.
Só nós somos sempre Somos únicos e individuais e nunca
Iguais a
nós-proprios
. conseguiremos ser alguém que não
corresponde à nossa pessoa.

3ª estrofe Viver da simplicidade e de forma suave
sem muitos precalços, ignorando os
Suave
é viver só. fatores menos relevantes
Grande e nobre é sempre
Viver
simplesmente
. Esquecer a dor e viver a nossa vida
Deixa a dor nas aras consoante nos foi pré-destinado
Como ex-voto aos deuses.

4ª estrofe Ser observador da própria vida, ignorando a
sua função dentro desta

de longe
a vida.
Nunca a interrogues. A resposta à interrogação do verdadeiro Ela nada pode significado da vida e da sua essência, está
Dizer-te. A
resposta
para além do conhecimento dos deuses.
Está
além dos deuses.


5ª estrofe Apela a que sejamos os nossos próprios
deuses e o façamos no nosso interior,
Mas serenamente isto é, mestres dos nossos sentimentos e
Imita o Olimpo
vontades.
No teu coração.

Os deuses
são deuses

Porque
não se pensam
. Os deuses são superiores a nós pois
contrariamente ao ser humano, não se
questionam sobre a razão de ser de todas
as coisas.

Estrura interna
Estrutura externa
Cinco estrofes;
Todas as estrofes tem 5 versos cada uma - quintilha
Rima é branca (não existem rimas);
Métrica irregular;
Presença de um tom coloquial.



Metáfora
(ex: Os deuses são deuses / Porque não se pensam);
Aliteração
(ex: Só nós somos sempre iguais a nós próprios);
Personificação
(ex: Vê de longe a vida/ Nunca a interrogues./ Ela nada pode dizer-te).
Figuras de estilo
Tópicos
As filosofias da Antiguidade Clássica - estoicismo, epicurismo, neopaganismo.
A filosofia de vida de Ricardo Reis.
Opinião crítica sobre essa filosofia de vida.
Análise de um poema : "Segue o teu destino de Ricardo Reis"
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