Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Projeto viagens

No description
by

Julia Lamparelli

on 17 November 2014

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Projeto viagens

Projeto "Viagens"
Considerações finais
Como as viagens ajudam a concretizar os valores que dão identidade à escola?
As viagens constituem oportunidades para que alunos e educadores vivenciem os princípios e valores descritos no projeto político pedagógico da instituição. A escola encontrou uma forma de viver o aluno que se deseja formar.

Quais os indicadores encontrados que expressam o desenvolvimento da autonomia dos alunos, durante e após as viagens?
Os alunos são colocados em situação de autoria de seu projeto de construção de sujeito e de conhecimentos. A todos os momentos são chamados a entender e lidar com as responsabilidades que acompanham as tomadas de decisões.

Quais indicadores expressam mudanças na socialização dos alunos e na convivência entre eles?
As viagens possibilitam convívio intenso e em situações diversificadas que colaboram para que a socialização e o respeito ao outro sejam ampliados.
Introdução
Em minha trajetória profissional participei de muitas viagens escolares, com diversas instituições;
As viagens são uma prática muito comum, em geral com foco nos conteúdos conceituais;
Devido às peculiaridades do projeto dessa instituição e o desejo de compreender como as práticas estão relacionadas aos objetivos propostos no projeto político pedagógico.

Objetivos
Avaliar quais os impactos das viagens para o desenvolvimento da autonomia dos alunos e para as relações entre eles, além de seu papel na concretização dos valores da instituição.
Problematização
Como as viagens ajudam a concretizar os valores que dão identidade à escola?
Quais os indicadores encontrados que expressam o desenvolvimento da autonomia dos alunos, durante e após as viagens?
Quais indicadores expressam mudanças na socialização dos alunos e na convivência entre eles?
Campo Conceitual
Piaget (1932), que aborda o desenvolvimento do juízo moral e a socialização em
O Juízo Moral na Criança
;
La Taille (2009) que trata da formação ética do sujeito no livro
Formação Ética – do tédio ao respeito de si;
Zabala (1998) sobre os tipos de conteúdos – conceituais, procedimentais e atitudinais – em
A Prática Educativa
.
Metodologia
Pesquisa qualitativa de caráter participante;
Escola particular da região sul de São Paulo;
Viagens de 6º e 8º anos;
Minha pesquisa teve duração de um ano e meio;
A coleta de dados envolveu a observação nas viagens, registro em diário de campo, questionário com coordenadores, leitura de documentos institucionais e realização de grupo focal com os alunos.
Análise de dados
Interações aluno-aluno, aluno-educador e aluno-natureza
Trabalho em grupo - cooperação visando um objetivo comum
Análise de dados
Análise de dados
Referências
"Mas eu acho que a gente aprendeu mais a conviver com outras pessoas... Por exemplo, a gente, só para decidir ir dormir na barraca, assim já foi uma evolução, porque todo mundo foi com gente diferente, sabe, misturou tudo.
Mediador: Misturou? Você está falando dos grupos para dormir, é isso?
Aluna 1: Você não dormia só com o seu amiguinho!
Aluna 2: E eu, pelo menos, eu realmente convivi com muitas outras pessoas...
Aluna 1: Não com as pessoas que você anda na escola. Não com as pessoas que você sempre anda... Não, você muda. ”

“Aluna 3: Olha, eu manteria… Eu gostaria que fosse assim todo dia. Que todo mundo socializa com todo mundo, todo mundo conversa com todo mundo, e sem esse negócio de zuar sabe? De “ai aquela pessoa é chata”.
Aluna 2: Concordo com ela.
Aluna 3: Porque no estudo do meio não é assim nunca...Todo mundo socializa com todo mundo, todo mundo fala com todo mundo. Tem horas que fica um menino e uma menina que nunca conversam, tão lá sozinhos, tipo conversando… Eu queria manter isso.”

(Grupo focal: 24/04/14)
"Primeiro os alunos foram apresentados a todos os equipamentos que utilizariam e, em duplas deveriam fazer o pequeno circuito. A intenção era que os alunos se ajudassem e conferissem a montagem do equipamento um do outro. Nessa atividade, um dos alunos tinha muita dificuldade em prender as peças no cabo de aço. Muitas vezes disse que não conseguia e pedia que o guia montasse. O guia disse que não faria por ele e insistiu que ele tentasse. O aluno então disse que ia desistir, mas em seguida perguntou se então não ia poder fazer arvorismo no outro dia. O guia explicou que se ele não fizesse esse treino, não conseguiria fazer a atividade depois e o aluno então resolveu tentar. Depois de derrubar a peça muitas vezes, conseguiu montar o equipamento."

(Diário de campo - 10/03/14)
Autonomia e responsabilidade
"Aluna 1: Meu desafio foi conseguir, depois de todo mundo ficar bravo por a gente não ter conseguido passar por todos os PCs que todo mundo tava passando, foi voltar a ser como começou e ver que a gente tinha que acabar aquilo porque todo mundo estava chato, com fome, com sede, com tudo, mas a gente tinha que terminar aquilo. E esse foi meu desafio, apesar da gente não ter conseguido acabar a caminhada, mas esse foi o desafio.
Mediador: Você está falando voltar…
Aluna 2: Voltar para a Alaya…
Aluna 1: Não, tipo, voltar todo mundo a ser “legal” com o grupo. Esquecer a briga..."
(Grupo focal: 24/04/14)
FREIRE, Paulo.
Pedagogia da Autonomia
. São Paulo: Paz e Terra. 1996.

GALVÃO, Izabel.
Henry Wallon
– uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Petrópolis: Vozes. 1995

LA TAILLE, Yves de.
Formação Ética
– do tédio ao respeito de si. Porto Alegre: Artmed. 2009.

PIAGET, Jean. (1932).
O Juízo Moral na Criança.
3ª ed. São Paulo: Summus. 1994
 
TOGNETTA, Luciene Regina Paulino.
A construção da solidariedade e a educação do sentimento na escola.
Campinas: Mercado de Letras. São Paulo: FAPESP. 2003.

 VINYAMATA, Eduard (Org.).
Aprender a partir do conflito
– Conflitologia e educação. Porto Alegre: Artmed. 2005

ZABALA, Antoni.
A Prática Educativa
– como ensinar. Porto Alegre: Artmed. 1998.
Projeto "Viagens"
Desenvolvendo a autonomia e o convívio social
Julia Lamparelli
Profª Maria Estela L. Ferreira
Full transcript