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HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA SÉCULO XX

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Larissa Mamedes

on 4 December 2015

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Transcript of HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA SÉCULO XX

Tendências e constâncias da língua Mário de Andrade;
O aproveitamento da oralidade:
Língua escrita representa valor;
A língua literátia no séc. XX
Estudos linguísticos relacionavam língua e sociedade = sociolinguística;
A Periodização:
Cunfusão ambiguidade leitor ideal I e leitor ideal II;
Objetivo: caracterizar e exemplificar aspéctos da língua portuguesa no século XX.
HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA SÉCULO XX
Purismo fim séc. passado;
As relações com a gramática:
língua escrita X língua falada
1. Sentimento nacionalista;

2. Adequação da oralidade na ortografia;
2.1 Portuação: pontuação oral não segue os padróes racionais;

3. Mesmo baseada num modelo anterior a oralidade se cria e recria.
"Gramatiquinha da língua brasileira";
após os anos 60: reformulação do esquema de funções da linguagem a partir de Jakobson;
Conflito linguístico: valorização X desvalorização da oralidade;
influência na literatura;
Leitor ideal Se aprorpia da escrita e ideias do texto lido, independete de sua origens sociais e do meio em que está inserido;
Novo leitor ideal não é qualificado para apreender valores que não são os seus.
Língua fora dos padrões tradicionais;
Hibridismo língua formal X língua coloquial;
Buscava-se a "imagem da fala nos seus diferentes registros";
Literatura como língua popular;
Língua falada = camada popular;
Língua escrita = escrita literária;
Confusão
>
Busca da definição da língua literária brasileira;
Uso nacional da língua portuguesa traços pertinentes X indentidade brasileira;
"Estilização culta da linguagem popular da roça";
Graciliano Ramos e Guimarães Rosa não defendem o purismo, mas o conhecimento da língua.
Produção literária séc. XX ruptura com a língua literária tradicional e representação dos valores do séc.
Uso oral surge do fluir de pensamentos;
Dificuldade de acomodação literária;
Adequação de fonemas para grafemas a critério do autor;
Aproveitamento da oralidade: organizar o desorganizado;
Idioleto próprio adotado pelo autor;
Renúncia a fidelidade (não há exatidão na oralidade);
Criação de um modelo ideal ( que ninguém fala).
Professora Doutora Márcia Regina Pavoni
Professora Doutora Márcia Regina Pavoni
Alunas: Elielza Souza Abreu, Karina de Oliveira Duarte e Mayara Pereira Murilho.

Culto: referente a fala não literária;
O culto, o corrente e o popular:
Corrente: referente a fala natural;
Popular: referente a fala autêntica e está ligada a uma preocupação social.
Característica da língua literária no séc. XX = diferentes manifestações da fala.
Uso da fala popular para identidade da língua literária brasileira metalinguagem/não popular paradóxo.
O Léxico
Formas livres Lexia sentido;
Lexia ligada a cultura;
Léxico séc. XX: atribuía elementos da cultura brasileira e retirava elementos da cultura portuguêsa;
Tentativa de afirmar uma literatura brasileira a partir da cultura nacional Barroco;
Séc. XX combate a presença da cultura de Portugal no Brasil;
Nem todos os vocabulos adotados pelos autores foram aderidos pela língua;
Moda literária;
Indigenismos marca da língua literária;
A Neologia
Espírito de libertação no séc. XX neologismo;
1. Neologismos culturais;
2. Neologismos estilísticos;
1. Horizontal = segue os padrões da língua para criar neologismos;
2. Vertical = criação livre;
Exemplos de neologismo Horizontal:
Por acréscimo:
Macacalidade, chimpanzeização, antepintar, orçamentívoros, negocismo
(Monteiro Lobato).
Desfaimento, safadizado, caridadizar
(Mário de Andrade).
Chuventa, soberboso, despresença
(José Cândido de Carvalho).
Magoal, megerizar, retardoso
(Guimarães Rosa).
Por estrangeirismo aportuguesado:
Delivrar
(do fr. délivrer - libertar, livrar).
Esmarte
(do ing. smart - esperto, elegante).
Escurril
(do lat. scurribilis - divertido, faceto).
(Guimarães Rosa)
Desclanchar
(do fr. déclencher - desatar, provocar).
Reussidas
(do fr. reussir - bem-sucedidas).
(Márionde Andrade)
Por supressão:
Madruga
Portuga
>
Mário de Andrade
Estupefa
Abafo
Chuvo

>
Guimarães Rosa
Exemplos de neologismo Vertical:
Por Justaposição:
Circuntristeza
Alinhalinhar
Luzluzir
>
Guimarães Rosa
Morredefomismo
Luademelar
Fotominiatura
>
Monteiro Lobato
Por aglutinação:
Tumultroada
Diligentil
Dragonho
Lacrimossedenta
Cemisfério
Enraiverdecido
Gargalhofas
Inventimanhas
>
>
>
Guimarães Rosa
Cassiano Ricardo
José Cândido de Carvalho
Por formações onomatopaicas:
Fon-Fìn, Culó
Crapinhé

Sissibilar
Lalalão
Pufo-pufo
>
>
Cassiano Ricardo
Guimarães Rosa
Por desmontagem:
Ca(c)to
G'ato
Ser-viço
>
Cassiano Ricardo
Gilberto Mendoça
M'ira
M'Orfeu
Mar-ave-ilha
>
Contribuição da oralidade
O uso oral alimenta o léxico da língua literária do séc. XX tanto quanto a neologia;
Dessacralização do vocábulo
Modernismo Coloquialismo.
Exemplos de coloquialismo:
"Ficar besta de ver"
"Arreganhar os dentes"
"Cacetear"
"Meter a viola no saco"
>
José Lins do Rego
>
Graciliano Ramos
Quero conhecer a puta.
A puta da cidade. A única.
Na Rua de Baixo
onde é proibido passar.
Onde o ar é vidro ardendo
e labaredas torram a língua
de quem disser: Eu quero
a puta
quero a puta quero a puta.

Ela arreganha os dentes largos
de longe. Na mata dos cabelos
se abre toda, chupante
na boca de mina amanteigada
quente. A puta quente.
(Carlos Drummond de Andrade).
A puta
Graciliano Ramos utiliza a contribuição popular de forma seletiva;
Identidade do autor no uso da oralidade;
Coloquialismo Fácil identificação na língua literária do séc. XX;
Uso de vocabulários obscenos
Autores livres do preconceito relacionado as palavras;
Realidade sonora;
Exemplos:
prá
pro
prum
desque
>
Mário de Andrade
Contribuição da língua escrita não-literária:
Uso de vocabulos técnicos até então não usados na Literatura;
Perca de identidade denotativa;
Exemplos:
Febre
Hemoptise
Dispnéia
>
Carlos Drummond
Uso da metalinguagem na Literatura:
Exemplo:
O texto tem sua face
de avesso na superfície:
é dia e noite, sintaxe
do que se pensa, ou se disse.

Tudo no texto se disfarce,
ritual de voz e artifício,
como se tudo falasse
por si mesmo na planicie.

Seja por dentro ou por fora,
seja de lado ou durante
o texto é sempre demora;

O descompasso da escrita
e da leitura no grande
intervalo dos sentidos.
A Frase:
Frase típica da língua literária do séc. XX;
Conceito indefinido;
Diversas concepções
Poder criador
>
Representados no âmbito da frase.
Rejeição dos modelos tradicionais de frase;
Séc. XX Sintática e semântica transparente;
Transparência ligada a extensão da frase;
Figuras de palavras e de pensamentos.
Os Tipos:
Três tipos de frase:
1. Fundamentada na oralidade;
2. Fundamentada na língua não-literária;
3. Fundamentada na elaboração do autor.
Fundamento 1:
Repetição do sujeito;
Ligação das orações subordinadas por "e".
Exemplo:
"Ficou assim parado um instante. Ouviu vozes que se aproximavam. E na curva apareceram uns meninos com uma mulher. Logo que o avistaram, ouviu bem um grito de espanto: é ele. E todos correram para cima do barranco. A mulher ficou apalermada, como uma besta olhando para ele."
(José Lins do Rego, Fogo morto, p. 154-5)
Fundamento 2:
Racionalmente modelada;
Trabalho estilístico discreto;
Uso de metáforas.
Exemplo:
"A cidade é passada pelo rio
como uma rua
é passada por um cachorro.
uma fruta por uma espada."
(João Cabral de Melo Neto.)
Fundamento 3:
Elaboração do autor;
Artística e artificial;
Não segue os padrões do uso nem da gramática;
Frases artesanais;
1. Frase elítica;
2. Frase nominal;
3. Frase por estilhaçamento;
4. Frase de recursos gráficos.

Divisão em quarto tipos:
Exemplo de frase elítica:
"[...] começo aqui e meço aqui este começo e recomeço e remeço e arremeço e aqui me meço quando se vive sob a espécie da viagem o que importa não é a viagem mas o começo da por isso começo a escrever mil páginas [...]"
Exemplo de frase nominal:
(Haroldo de Campos.)
"No escuro a face
na lápide o vigário
no poço a tarântula
na garganta o anzol
no amarelo o Eterno
e
depois do enterro
a música em segredo."
(Guilhermino César.)
Exemplo de frase por estilhaçamento:
"Italianas lindas. A qualquer hora. Augáveis ou não. Olho de tragédia. Atitudes cinematográficas de milher fatal."
(Alcântara Machado.)
Exemplo de frade por recurssos gráficos:
"QUIS
MUDAR TUDO
MUDEI TUDO
AGORAPÓSTUDO
EXTUDO
MUDO"
(Augusto de Campos.)
Três níveis de frase Ruptura e recriação.
A Norma literária brasileira:
Pronomes em liberdade;
Uso de pronome = falante brasileiro de qualquer variante sociolinguística.
Exemplo:
Pronome átono:
"Te nina, te conta
- Sabes como é -
Te conta a experiência
Do vário passado,
Das várias idades,
Te oferece a aurora
Do primeiro riso"
(Manuel Bandeira.)
"Uma terra que o acolhesse, um povo que o amasse."
( José Lins do Rego.)
Omissão do pronome oblíquo:
"Eu sofro e não posso queixar de ninguém"
(Mário de Andrade.)
Os pontos da renovação sintática:
Preposição "de" com sujeito de um infinitivo;
Exemplo:
"O inocente afiança
a culpa que não tem
na esperança
do mal chegar ao bem"
(Carlos Drummound de Andrade.)
Substituição de "a" por "em";
Uso instável de "ter" e "haver";
Exemplo:
"Mas no Brasil o Sr. Carlos Drummound diz 'cheguei em casa', 'fui na farmácia', 'vou no cinema' e quando escreve veste um fraque debruado de galego, telefona pra Lisboa e pergunta pro ilustre Figueiredo:- Como é que se está dizendo agora no Chiado: 'cheguei na estação' ou 'cheguei à estação'."
(Mário de Andrade.)
"[...] Tem uma gente corajosa que[...]"
"Assim havia organização [...]"
Emprego instável de preposições;
Diferença no uso de preposições entre o português europeu e o do Brasil;
Preposição "a" em Portugal e gerundio no Brasil;
Exemplo:
"Comecei reparando nisso"
"O engano é que nos pusemos combatendo lençóis superficiais de fantasmas."
Posposição de adjetvos, advérbios e preposições = Tupi;
Exemplo:
"[...]Tão riste de pensar sobre."
Reforçamento de advérbio mediante "que" explitivo;
Exemplo:
"Nunca que lhe passasse pela cabeça semelhante coisa."
Aplicação a sintaxe = Gerundio e posposição;
Exemplo:
Tumulto na construção sem padronização sistemática = Oswald de Andrade;
Presença de elipse;
"Ele nunca abria a janela da rua mas eram quatro horas por causa de uma escola da vizinhança que os meninos passavam conversando e jogando tostão e bolinha."
Essas experimentações marcaram a liberdade de criação presente na literatura do séc. XX.
Referência Bibliográfica:
PINTO, Edith Pimentel. História da língua portuguesa VI Século XX. São Paulo: Editora Ática S.A., 1988.
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