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Camões épico: Os Lusíadas

Módulos 5 e 6 da frente 2
by

Carol Madruga

on 21 May 2013

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Transcript of Camões épico: Os Lusíadas

Camões épico Os Lusíadas Frente 2
Literatura

Módulos
5 e 6 Epopeia Camoniana - poema do gênero épico: tom elevado, tema heroico
- Os Lusíadas:
momento grandioso: Renascimento
assunto grandioso: um grande episódio da conquista dos mares e avanço sobre terras distantes e desconhecidas (Vasco da Gama e o caminho para as Índias)
poeta grandioso: escritopor Camões que já era reconhecido como grande manipulador da língua portuguesa Aspectos formais - 10 cantos com uma média de 110 estrofes ou estâncias
- Canto VII é o mais curto, com 87 estrofes
- Canto X é o mais longo, com 156 estrofes
- 1102 estrofes com 8 versos cada uma
- composto em oitava-rima (modelo clássico): esquema ABABABCC e em decassílabos (10 sílabas poéticas) - Proposição: estrofes 1 e 2
parte obrigatória do poema épico é a apresentação do assunto

- Invocação:
normalmente as musas são invocadas, no caso de Camões é endereçada às Tágides, as ninfas do Tejo

- Dedicatória:
feita a Dom Sebastião

- Narração: a partir da estrofe 19
três ações principais:
viagem de Vasco da Gama
história de Portugal
lutas dos deuses do Olimpo

- Epílogo:
encerramento do poema. lamento à situação presente de seu país e se dirige novamente a Dom Sebastião, retomando a exortação feita a ele na dedicatória do poema Partes do poema Resumo dos cantos Episódios notáveis As armas e os barões assinalados
Que da Ocidental praia Lusitana,
Por mares nunca dantes navegados
Passaram ainda além da Taprobana,
Em perigos e guerras esforçados
Mais do que prometia a força humana
E entre gente remota edificaram
Novo Reino, que tanto sublimaram;

E também as memórias gloriosas
Daqueles Reis que foram dilatando
A Fé, o Império, e as terras viciosas
De África e de Ásia andaram devastando,
E aqueles que por obras valerosas
Se vão da lei da Morte libertando
Cantando espalharei por toda a parte
Se a tanto me ajudar o engenho e arte. núcleo Proposição: canto 1, estrofes 1 e 2 E vós, Tágides minhas, pois criado
Tendes em mim um novo engenho ardente,
Se sempre em verso humilde, celebrado
Foi de mim vosso rio alegremente,
Dai-me agora um som alto e sublimado,
Um estilo grandíloquo e corrente,
Por que de vossas águas Febo ordene
Que não tenham inveja às de Hipocrene. Invocação, canto 1, estrofe 4 E, enquanto eu estes canto, e a vós não posso,
Sublime Rei, que não me atrevo a tanto,
Tomai as rédeas vós do Reino vosso:
Dareis matéria a nunca ouvido canto.
Comecem a sentir o peso grosso
(Que pelo mundo todo faça espanto)
De exércitos e feitos singulares,
De África as terras e do Oriente os mares. Dedicatória, canto 1, estrofe 15 Já no largo Oceano navegavam,
As inquietas ondas apartando;
Os ventos brandamente respiravam,
Das naus as velas côncavas inchando;
Da branca escuma os mares se mostravam
Cobertos, onde as proas vão cortando
As marítimas águas consagradas,
Que do gado de Próteu são cortadas,

Quando os Deuses no Olimpo luminoso
Onde o governo está da humana gente,
Se ajuntam em consílio glorioso,
Sobre as cousas futuras do Oriente. Narração, a partir do canto 1, estrofe 19 Não mais, Musa, não mais que a Lira tenho
Destemperada e a voz enrouquecida,
E não do canto, mas de ver que venho
Cantar a gente surda e endurecida.
O favor com que mais se acende o engenho
Não no dá a pátria, não, que está metida
No gosto da cobiça e na rudeza
D'uma austera, apagada e vil tristeza. Epílogo, canto 10, estrofe 145 três ações principais viagem de
Vasco
da Gama história
de
Portugal luta dos
deuses
do Olimpo Canto 1 proposição
invocação
dedicatória
início da narração:
referência aos portugueses no Oceano Índico
Consílio dos Deuses no Olimpo
Moçambique, Quiloa, Mombaça
ciladas de Baco contra navegadores e intervenções de Vênus e das Nereidas em favor dos portugueses
reflexões morais do poeta Canto 2 Mombaça: Baco X Vênus e as Nereidas
Vênus pede a Júpiter e ele profetiza os feitos lusos
Chegada a Melinde: portugueses bem recebidos Canto 3 Vasco da Gama invoca a inspiração de Calíope e inicia a narração da história de Portugal:
primeiros heróis (Luso e Viriato)
fundação do país e reis de Portugal
batalhas de Ourique e Salado
episódio de Inês de Castro Canto 4 Vasco da Gama:
batalha de Aljubarrota (dinastia de Avis)
conquistas:
Tomada de Ceuta, sonho profético de D.Manuel (descobrimento do caminho para as Índias)
a viagem que estão fazendo: partida das naus, advertência do Velho do Restelo Canto 5 Vasco da Gama: fim da narração da viagem
Cruzeiro do Sul
episódio cômico de Veloso e do Gigante Adamastor
Melinde: exaltação à tenacidade portuguesa
fim do primeiro ciclo épico
Camões recrimina os portugueses pelo desapego à poesia Canto 6 Camões retoma a narração da viagem de Melinde para a Índia
Consílio dos deuses marinhos
A bordo das naus os portugueses se entretêm com a narrativa cavaleiresca do episódio dos Doze da Inglaterra
Meditações do poeta sobre o valor da glória Canto 7 Chegada dos portugueses a Calicute, na Índia.
Camões descreve o Oriente exótico Canto 8 Paulo da Gama explica o significado da bandeira de Portugal e refere-se aos heróis portugueses e aos seus feitos
Camões narra os perigos enfrentados no Oriente
Vasco da Gama é feito prisioneiro e é resgatado em troca de mercadorias europeias
Camões fala sobre a onipotência do ouro Canto 9 os portugueses iniciam a viagem de regresso
Vênus e as Ninfas preparam a "Ilha dos Amores"
fusão dos planos mitológico e histórico Canto 10 Na "Ilha dos Amores", Tétis e as Ninfas oferecem um banquete aos navegadores
Tétis mostra à Vasco da Gama a "máquina do mundo", mostrando os lugares onde os portugueses iriam praticar seus feitos
Camões narra o episódio de São Tomé, no qual se fundem o "maravilhoso cristão" e o "maravilhoso pagão" e o plano histórico.
Tétis despede-se dos portugueses, que regressam à pátria
Epílogo: decadência de Portugal, exortação a D.Sebastião e profecias das glórias futuras O consílio dos Deuses no Olimpo (canto 1, estrofes 20-41) - presidente: Júpiter
- discussão do futuro das navegações portuguesas e da viagem de Vasco da Gama
- Baco é contra portugueses
- Netuno (mar) opõe-se aos navegadores
- Vênus (amor) e Marte (guerra) a favor dos portugueses amantes e guerreiros
- Júpiter decide apoiar portugueses
- Baco tenta impedir o êxito da viagem, descendo à Terra e armando ataques traiçoeiros
- a disputa entre Vênus e Baco eleva os navegadores à altura dos deuses Inês de Castro (canto 3, estrofes 118-135) - jovem de pequena nobreza de Castela, condenada pelo crime de amar
- apaixona-se pelo príncipe D.Pedro
- Rei D.Afonso IV não impede a morte
- Pedro volta de guerras na África e encontra a amada morta ("Agora a Inês é morta")
- diz a lenda que Pedro desenterra a jovem, coroando-a rainha após a morte e obrigando a corte a beijar a mão da defunta.
- foi um dos reis mais cruéis do país, obcecado pela vingança contra os algozes da amada O Velho do Restelo (Canto 4, estrofes 94-104) - o velho manifesta sua oposição à viagem às Índias no momento em que partem as naus
- sobrevivência da mentalidade feudal, agrária, oposta ao expansionismo e às navegações (interesses burgueses e monárquicos) O Gigante Adamastor
(canto 5, estrofes 37-60) - travessia do Cabo das Tormentas
- monstro disforme e ameaçador: condena a ousadia dos portugueses, profetizando desgraças e miséria
- causa dele ter sido transformado em gigante: apaixonado por Tétis, foi repudiado por ela e tentou tomá-la a força. Derrotado e punido pelos deuses, foi transformado num monstro de pedra.
- simboliza a superação do medo do mar tenebroso pelos portugueses
- tema do amante infeliz e desenganado, do amor-tragédia A Ilha dos Amores
(canto 9, estrofe 18; canto 10, estrofe 143) - após conquista do Oriente e voltando a Portugal, Vênus prepara uma surpresa como recompensa aos sacríficios e esforços dos portugueses
- numa ilha eles são recebidos pelas ninfas do mar que cupido faz enamoradas dos portugueses e estes vivem instantes de prazeres com elas num local de natureza exuberante
- homenageados por Tétis com um banquete, uma ninfa profetiza os futuros feitos dos portugueses
- Tétis mostra a Vasco a Máquina do Mundo, espécie de miniatura do universo, apontando na Terra os lugares que seriam conquistados pelos portugueses, incluindo o descobrimento do Brasil
- simboliza a elevação dos navegadores à condição de semideuses, juntando os planos histórico e mitológico
- na Máquina do Mundo, os portugueses tornam-se senhores dos segredos do universo e Vasco da Gama vence novamente o gigante Adamastor, tornando-se amante de Tétis, a ninfa do mar = hino ao amor e à sensualidade
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