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Terceiro

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by

Liliana Faria

on 13 November 2013

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Transcript of Terceiro

Terceiro
Screvo meu livro á beira mágoa

TERCEIRO
Screvo meu livro à beira mágoa.
Meu coração não tem que ter.
Tenho meus olhos quentes de água.
Só tu, Senhor, me dás viver.

Só te sentir e te pensar
Meus dias vácuos enche e doura.
Mas quando quererás voltar?
Quando é o Rei? Quando é a Hora?

Quando virás a ser o Cristo
De a quem morreu o falso Deus,
E a despertar do mal que existo
A Nova Terra e os Novos Céus?

Quando virás, ó Encoberto,
Sonho das eras português,
Tornar-me mais que o sopro incerto
De um grande anseio que Deus fez?

Ah, quando quererás voltando,
Fazer minha esperança amor?
Da névoa e da saudade quando?
Quando, meu Sonho e meu Senhor?
FIGURAS DE ESTILO
Apóstrofe- "Quando virás, ó Encoberto," (est.4, v.1)

"O Encoberto"- um dos cognomes de D. Sebastião, assim como "O Desejado". Esta apóstrofe intensifica o retorno de D. Sebastião, o desejo que ele volte.

ANÁLISE FORMAL
INTRODUÇÃO
Este poema, insere-se na terceira parte - "O Encoberto" - da "Mensagem" de Fernando Pessoa, fazendo parte dos avisos.
É a parte mais mística da "Mensagem", tendo presença do renascer das cinzas porque deseja que uma poessoa do passado (D. Sebastião) volte para fazer mudança.
O poema divide-se em duas partes lógicas:
A primeira parte contêm os seis primeiros versos. Aqui o poeta fala da sua tristeza e da sua única consolação – a crença de um “Senhor” que é a única entidade capaz de lhe devolver a confiança no futuro e preencher os seus “dias vácuos”.



5 estrofes
4 versos- quadras
Número variado de sílabas
Rima cruzada
Exemplo de rima cruzada
1ª estrofe
mágoa
ter
água
viver
Repetição do advérbio "Quando"
Repetição Anafórica- "Quando é o Rei? (est.2, v.4)
"Quando virás a ser o Cristo" (est.3, v.1)

"Quando"- Intensificar a ideia de que D. Sebastião volte.
Interrogações retóricas- " Fazer minha esperança amor?"
" Da névoa e da saudade quando?"
"Quando, meu Sonho e meu Senhor?"

Remete para a ansiedade crescente que D. Sebastião volte e seja capaz de mudar a situação presente.

DIVISÃO DO POEMA
ESTADO DE ESPÍRITO DO SUJEITO POETICO
O poeta manifesta tristeza, descontentamento e mágoa em relação ao momento presente, de um mundo perturbado e confuso.
MITO SEBASTIANISTA
A expressão "Quando virás, ó Encoberto,", remete para o mito sebastianista, pois "encoberto" é um dos cognomes de D. Sebastião.
O poeta, encontra no Encoberto a única razão de viver, a única esperança de salvação; espera que este volte e que seja capaz de mudar o momento presente.

A segunda parte inicia-se com a conjunção "Mas" e é constituída por uma série de perguntas introduzidas por "Quando" e dirigidas a essa entidade mítica (D. Sebastião) que toma vários nomes (Rei, Hora, Cristo, Encoberto, Sonho, Senhor), apelando para a sua vinda rápida.
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