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Copy of "O que há em mim é sobretudo cansaço "

Poema de Álvaro de Campos
by

Artur Silva

on 9 May 2013

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Transcript of Copy of "O que há em mim é sobretudo cansaço "

Álvaro de Campos Primeira Estrofe
(O Sujeito Poético afirma que o que domina a sua vida é o cansaço) Segunda Estrofe
(Explica a origem desse cansaço) Figuras de estilo Terceira Estrofe
(Sujeito Poético estabelece uma comparação do seu ideal de vida com três tipos de ideais de vida) O que há em mim é sobretudo cansaço-
Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada;
Cansaço assim mesmo,ele mesmo,
Cansaço. A subtileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas-
Essas e o que falta nelas eternamente-;
Tudo isso faz um casaço,
Este cansaço,
Cansaço. Repetição(versos 11-13)
"Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço."
Hipérbole(versos 10,18 e 19)
Gradação (versos 14,15 e 16)
Paradoxo (versos 18 e 19)
Quiasmo (versos 23 e 24) Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada-
Três tipos de idealistas e eu nenhum deles:
Porque eu amo infinitamente o finito;
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser... Quarta Estrofe
(As consequências para os três idealistas diferentes dele e para ele próprio) "O que há em mim é sobretudo cansaço" O "eu poético" está cansado por não ter atingido o que para os outros é tão fácil porque os outros não duvidam, são empreendedores, mesmo quando nada desejam. Deixam-se à vida, serenos ou revoltados mas completos, humanos, que vivem e morrem sem perguntas. Verso 27 E o resultado?
Para eles a vida vivida ou sonhada,
Para eles o sonho sonhado ou vivido,
Para eles a média entre tudo e nada,isto é,isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo,cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo,íssimo,íssimo,
Cansaço... Valor dos 3 últimos versos Campos não é um ser que vive e morre sem perguntas, pois em si mesmo rumina uma intensa intranquilidade, que ele justifica como cansaço, um superlativo cansaço, em razão de não agir, em razão de não aceitar o seu fracasso no mundo. "O que há em mim é sobretudo cansaço" Álvaro de Campos Trabalho realizado por :
Joana Santos nº15 e Marta Azevedo nº25 O Sujeito Poético é mais idealista que os "outros" Na Terceira estrofe, o sujeito poético ironiza com aqueles que pretendem ter maiores pretensões que aquelas que ele acha possível. Há quem ame o infinito; há quem não queira nada. Ele ama infinitamente o finito, quer o paradoxo, inantigível mas contínuo na sua loucura. Verso que o Sujeito Poético evidencia o seu isolamento "Três tipos de idealistas e eu nenhum deles:"
(Verso 17) Campos põe-se acima de todos aqueles que critica-é para os outros a vida mas para o "eu lírico" a vida não chega, em parte porque ele próprio nunca se sente safisfeito. Por isso, quando se diz insatisfeito, revela-se invejoso da vida alheia. Efeitos das formas de vida sobre os "outros" e o"eu"
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