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Guia de Planejamento e Controle de Produção

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Carlos Navarrete

on 12 November 2013

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Transcript of Guia de Planejamento e Controle de Produção

PMP
Demanda
Programação
Produção
Controle
Estratégia
Capacidade
Estoque
Saber quanto seus clientes e o mercado vão comprar é a chave para se estabelecer um bom plano de produção. Existem três conceitos importantes sobre a demanda
Entender a demanda
Prever a demanda
Gestão da demanda
É conhecer dados históricos sobre as vendas e como ela se comporta, o
mercado
, clientes, concorrentes, economia e decisões comerciais.
Por meio da experiência empírica dos profissionais e de progressões matemáticas e estatísticas tentar antecipar o volume de vendas.
Influenciar a demanda a seu favor, por exemplo:

Negociação de prazos com o cliente;
Ações de promoção e propaganda;
Esforços de vendas;
Descontos.
Capacidade é o valor máximo de agregação de valor que a fabrica consegue atingir, ou seja, a quantidade máxima de produção. Para um bom planejamento é necessário conhecer as perdas de tempo que impactarão neste valor:
Os estoques são acúmulos de materiais ao longo do processo. São gerenciados três tipos de estoque:
• Matéria Prima: usado para equilibrar as taxas de fornecimento e diminuir custos de aquisição;
• Componentes: materiais semi acabados, que dependendo do ambiente de manufatura podem ser elevados ou não;
• Produtos acabados: são utilizados para atender as flutuações da demanda de mercado e para aumentar o nível de serviço ao cliente;

Estratégia de produção, neste caso, são as medidas que a empresa toma para obter vantagem competitiva obedecendo às políticas da corporação como um todo
É a expressão das quantidades de produtos acabados que serão manufaturados em médio prazo. Através desta determinação, são comprados os insumos e estabelecidos os prazos.
Também é importante conhecer o ambiente de manufatura da empresa, pois poderão haver planos mestre para produtos finais e para os componentes.

A programação é o desmembramento do planejamento em curto e curtíssimo prazo. Ela é muito importante devido às intensas mudanças e instabilidades do ambiente corporativo. Exemplo: cancelamentos, alterações na qualidade, no ritmo de trabalho, prioridades...
Sequenciamento
Estabelecimento de regras e critérios para atender aos pedidos em processamento buscando diminuir lead times, estoques em processo e atrasos
Emissão de Ordens
São a descrição detalhada do volume, cronograma e procedimentos
São as atividades relacionadas ao acompanhamento da produção, comparando o planejado versus o executado e buscando corrigir as falhas. Também o uso da filosofia do TQC é um diferencial nesta área do PCP.
Para planejar a produção são consideradas várias entradas que serão processadas pelo gestor da área. São elas a estratégia, demanda, estoque e capacidade.

Existem quatro fatores que influenciam nesta questão: custo, qualidade, desempenho e flexibilidade. A escolha de um desses elementos irá influenciar decisões de instalações, tecnologia de processo, produtos e gestão organizacional
Estratégia
Custo
Produzir com menor custo que a concorrência
Flexibilidade
Reagir de forma rápida a eventos inesperados e a novas demandas
Desempenho
São divididos em dois, sendo a confiabilidade nos prazos de entrega e velocidade ao atender pedidos do cliente
Qualidade
Atingir as necessidades do cliente
Métodos Qualitativos
• Painel: reunião entre vários especialistas para fazer especulações sobre possíveis resultados;

• Método Delphi: consiste em enviar questionários separadamente para cada pessoa, perguntado sobre suas opiniões do futuro. Depois as respostas são analisadas, resumidas e enviadas para que os envolvidos reavaliem suas posições. Este procedimento é repetido até obter-se consenso.

Métodos Quantitativos
Utiliza os valores da demanda efetivada em períodos anteriores e tem como previsão a média destes valores para o próximo período, dada pela equação:




Outra técnica é a do ajustamento exponencial, que busca atribuir pesos diferentes para os períodos analisados. Neste caso a constante “α” irá atribuir um peso maior à última e mais importante informação sobre a demanda. Desta maneira, os dados mais antigos possuem menor influencia sobre a previsão.


Análise de Séries Temporais
É uma técnica complexa que utiliza a regressão matemática de dados passados para avaliar a inter-relação entre duas ou mais variáveis, criando um modelo capaz de prever as vendas futuras.





... ou Modelagem causal
Os métodos para o sequenciamento seriam:

• Primeiro lote que entra é primeiro lote que é processado (PEPS): é utilizada quando o cliente está presente e obedece à ordem de chegada;

• Lotes com menor tempo de processamento processados antes (MTP): apresenta um baixo valor de lead time e estoque em processo, porém ordens com grandes tempos de processamento são sempre preteridas e podem atrasar;

• Lotes com menor data de entrega processados antes (MDE): reduzem atrasos, sendo ideal para processos em encomenda. Porém lotes simples podem ficar aguardando;

• Prioridade para importância do cliente (IPI): similar à MDE. Os produtos que são mais importantes para o cliente são processados primariamente;
A eficiência de um sequenciamento é medida por três fatores: lead time médio, atraso médio e estoque em processo médio
Boas Práticas
Controle de Estoque
Custos de Estoque
PPCP: “aplicação dos recursos produtivos de forma a atender da melhor maneira possível aos planos estabelecidos nos níveis estratégico, tático e operacional” (TUBINO, 2000).
Os estoques podem melhorar o nível de serviço ao cliente, trazer uma economia de escala na hora da compra e ainda diminuir falhas devido às incertezas causadas pela demanda, atrasos na entrega e proteção contra ameaças externas.

Porém é necessário avaliar o tamanho mínimo de estoque necessário para manter ganhos, pois eles implicam em um alto custo de manutenção, deterioração, obsolescência e uso de espaço
Controlar é saber localizar as CAUSAS do problema, analisar o processo, padronizar e estabelecer itens de controle para não mais ocorrer o problema. Existem 6 causas que levam a problemas na produção:
Políticas de decisão da Produção
São decisões que impactarão a empresa em médio e longo prazo:

• Instalações: localização, layout, mix de produção;

• Capacidade: como incrementa-la e obtê-la;

• Tecnologia: escolha de equipamentos e sistemas;

• Integração vertical: terceirização e relação com fornecedores;

• Organização: como estruturar a gestão organizacional;

• Recursos humanos: recrutar, selecionar, treinar, motivar a mão de obra

• Qualidade: escolher padrões de controle e ferramentas de avaliação;

• Planejamento e controle de produção: escolher sistema de PPCP, políticas de estoque e compras;

• Novos produtos: desenvolver e lançar novos bens;

• Make to Stock (MTS) – há grande padronização nos produtos e existe a formação de estoque de produtos prontos. O PMP neste caso poderá seguir a política de capacidade constante, capacidade constante por blocos ou seguimento de demanda, conforme o que for mais rentável para organização;

• Assemble to Order (ATO) – existem produtos que possuem várias opções de componentes que podem ser escolhidos pelo cliente (um exemplo são os opcionais oferecidos pela indústria automobilística). Neste caso, a empresa pode adotar estoques de insumos e de produtos semi prontos e componentes, mas a montagem final destes elementos estará subordinada ao seguimento da demanda;

• Make to Order (MTO) – é quando o processo produtivo permite uma grande variabilidade, dentro do uso de uma mesma matéria prima que pode ser estocada (que é o caso de uma gráfica, por exemplo). Porém a montagem do produto final deve seguir a demanda;

• Engineer to Order (ETO) – o projeto do produto é feito a partir de uma solicitação do cliente, portanto não é possível armazenar nada, pois a variedade do que pode ser pedido é muito grande (como um projeto de construção civil). Logo, o PMP da empresa obrigatoriamente segue a demanda.

FIFO
Na gestão de estoques é ideal que haja um controle FIFO (first in, first out) aonde os materiais que chegaram primeiro sejam consumidos em ordem de chegada, assim evita-se a obsolescência de material em estoque
Classificação ABC
Classe A: é constituída de poucos itens (de 10 a 20% de itens) que correspondem a um maior valor de consumo (50 a 80% do consumo),
Classe B: existe um valor médio (20 a 30% dos itens) responsáveis por um consumo moderado (20 a 30% do consumo) e na
Classe C: há um grande numero de itens (acima de 50%) cujo consumo é muito baixo.

A ideia é que os itens classificados como “A” sejam controlados com mais frequência e individualmente, assim como uma reposição mais frequente. Já os itens “C”, permitem um cuidado e um investimento de recursos menor
Ponto de pedido:
Quando um item é retirado do estoque, é verificada a quantidade restante e se esta for menor que o ponto de pedido (PP) é realizada uma reposição, porém o uso desta metodologia requer que a demanda seja constante. O valor de PP é calculado multiplicando a taxa de utilização do produto (d) pelo lead time de ressuprimento (t) somado à quantidade pré estabelecida do estoque de segurança (Qs).;

PP=d × t+ Qs

Ambientes de Manufatura
Revisão periódica:
São estabelecidas datas de verificação dos estoques, para analisar as quantidades que serão pedidas. É um controle fácil e barato, mas qualquer variação repentina pode levar à falta do item;
MRP
São utilizados sistemas de MRP (Material Resources Planning) para calcular a necessidade de materiais. Partindo do número de produtos acabados no período, determinam-se as necessidades brutas de todos os itens e estes valores são comparados com a quantidade de estoque neste período. A partir desta diferença é realizado o pedido de reposição.
CD
CP
CM
CT
Custos Diretos
É o custo dos itens a serem comprados. Seu valor será o valor unitário do item (C) vezes a sua demanda (D):

CD=C×D

Custos de Preparação
Custos do processo de reposição do item, como mão de obra, emissão de ordens e custos de setup. O seu valor será a o número de pedidos (N) multiplicado pelo custo unitário de preparação (A), e por sua vez, o valor de N será o valor da demanda (D) dividido pelo tamanho do lote (Q):

CP=N ×A
Onde N=D/Q
Logo, CP= (D/Q) ×A

Custos de Manutenção de Estoque
São custos de inventario, aluguel, movimentação e armazenagem. É dado pelo valor de estoque médio (Qm) vezes o custo individual do produto (C) vezes a taxa de encargos sobre estoques (I), fornecida pelo setor financeiro.

CM=C× Qm ×I


Custo Total
Portanto, os custos totais serão a soma destes custos:

CT=CD+CP+CM

Com base nestes dados é possível verificar qual será o valor do lote viável que minimizará os custos da reposição. Este valor é chamado de lote econômico (LEC)
Vendas girando em torno de um valor constante
Demanda crescendo ou caindo linearmente
Vendas crescem e decrescem em determinados períodos
Seguem uma tendência exponencial ou parabólica
Execução!
Capacidade Efetiva
Perdas
Inevitáveis
Setup
Manutenção
Trocas de turno
Evitáveis
Ociosidade
Retrabalhos
Falta de matéria prima
Falta de mão de obra
Também é importante conhecer algumas estratégias de otimização da capacidade, como a terceirização, o uso de horas extras e o aproveitamento de tempo ocioso da fábrica
Exemplo de ordem de produção:
Em geral as ordens apresentam a numeração do lote, a quantidade a serem produzidas, as especificações do produto e uma cópia procedimento operacional padrão operacional em anexo
Há uma série de relatórios que auxiliam no controle da operação, como:

Listagem de despacho: relata diariamente quais tarefas devem ser cumpridas naquele dia, prioridades e tempo de execução;

Relatórios de exceção: informa problemas e casos especiais;

Controle de entrada/ saída: monitora a relação entre carga de trabalho e capacidade, mostrando assim o balanceamento entre as estações de trabalho

Relatórios de status: incluem a porcentagem de tarefas concluídas, tarefas atrasadas, volume de produção, refugos e retrabalhos.

Outra ferramenta de aplicação simples e grande utilidade é o Gráfico de Gantt
Outra ferramenta de controle é o Ciclo PDCA. Suas fases são:

Planejamento das metas almejadas e o método (o que fazer) para se atingir a meta

Execução conforme o previsto e dentro do padrão estabelecido

Verificação se os dados da execução são compatíveis com as metas desejadas

E ações corretivas para que os desvios detectados sejam mitigados.
O Ciclo PDCA
As barras são as tarefas, e seu comprimento indica o seu tempo de execução
Guia de Planejamento, Programação e Controle da Produção - por Carlos Navarrete
Tabela do PMP
Exemplo de PMP
A capacidade da fábrica é de 300 unidades
A demanda é sazonal (maior consumo no Verão)
Há um estoque inicial de 200 unidades
O estoque final = (Produção + Estoque Inicial) - Demanda
O estoque final de um mês será o inicial do mês seguinte
A produção foi constante no ano --> valor encontrado dividindo a demanda anual (2200 unidades) pelo número de meses do ano
Resultado
A produção constante facilita o planejamento e a organização das operações, porém há a formação de grandes volumes de estoque durante o ano
A partir do PMP são calculados também a quantidade de componentes e de matéria prima necessária
Uso da capacidade
Como nem sempre a demanda é constante ao longo do tempo, é necessário considerar algum método para atender às suas flutuações
Capacidade Constante
Acompanhamento de demanda
Capacidade em Patamares
Será produzida a mesma quantidade de produtos independentemente das variações da demanda.

Mesmo número de pessoas operando os mesmos processos,
Alta utilização e produtividade com baixo custo unitário,
...porém haverá a formação de grandes níveis de estoques de produtos prontos
A taxa de produção será igual à demanda e não existirão estoques.

Grande ociosidade --> número diferente de recursos e equipamentos para cada período;
Podem ser aplicadas alternativas para seguir as variações de demanda como terceirização, o uso de mão de obra temporária, políticas de horas extras e contratação e demissões
Neste caso, a taxa de produção busca acompanhar a demanda por meio de uma variação apenas, a fim de diminuir os níveis de estoques.
Pode-se ainda usar a gestão de demanda para equilibrá-la com a capacidade desejada
Bibiografia utilizada:
CAMPOS, Vicente Falconi. TQC – Controle da Qualidade Total (no estilo japonês). Nova Lima: INDG Tecnologia, 2004.
TUBINO, Dalvio Ferrari. Manual do planejamento e controle de produção. São Paulo: Atlas 2000.
MARTINS, Petrônio Garcia & LAUGENI, Fernando Piero. Administração da Produção. São Paulo: Saraiva, 2005.
SLACK, Nigel; et al. Administração da Produção. São Paulo: Atlas, 2009.
MARTINS, Petrônio Garcia & CAMPOS, Paulo Renato. Administração de materiais e recursos patrimoniais. São Paulo: Saraiva, 2009.
SILVA, Edna Lúcia da; MENEZES, Estera Muszkat. Metodologia da Pesquisa e Elaboração de Dissertação. Florianópolis, 2005.
CORRÊA, Henrique L.; GIANESI, Irineu G. N.& CAON, Mauro. Planejamento, programação e controle da produção: MRPII/ERP: conceito, usos e aplicações. 4.ed. São Paulo: Atlas, 2001.
DAVIS, Mark M.; AQUILANO, Nicholas J. & CHASE, Richard B. Fundamentos da administração da produção. 3.ed. Porto Alegre: Bookman Editora, 2001.
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