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ANÁLISE DO DISCURSO

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by

Cibele Vasconcelos

on 27 December 2016

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Transcript of ANÁLISE DO DISCURSO

Considerações finais
Vantagens e desvantagens do método
ANÁLISE DO DISCURSO
Spink e as Práticas Discursivas
Principais influências:

a) Movimento construcionista: explicação dos processos por meio dos quais as pessoas descrevem, explicam ou dão conta do mundo em que vivem;
b) Linguística Pragmática: há sempre um sentido que vai mais além do significado que acompanha as palavras;
c) Psicologia Discursiva: entende-se a linguagem como prática social, interessando-se em como as pessoas constroem a “realidade”;
d) Análise do Discurso Foulcaultiana: a produção dos discursos é regulada pelas relações de poder estabelecidas.
e) Perspectiva bakhtiniana de linguagem: os sentidos são construídos nas interações cotidianas.
Modos de subjetivação de mulheres negras: efeitos da discriminação racial.
Percebendo o método
Considerações Preliminares
Análise do Discurso não é um patrimônio exclusivo da linguística;

Contribuições diversas - Práticas variadas

Denominador comum: a consideração da análise do idioma em seu uso, seja esse falado ou escrito.
Principais orientações e influências para a origem do método
“Giro Linguístico”:
Razão de tipo teórico e epistemológico; Expressão usada final do séc. XX para se referir ao movimento das ciências sociais na busca de um papel mais relevante para a linguagem.

O movimento pós-moderno:
Discursos pós-modernos de (des)construção. Pode-se dizer que com o pós-modernismo caíram "os mitos da verdade e da uniformidade".
Tradições básicas na AD
Schiffrin afirma que existem várias tradições básicas na AD:

•Teoria dos atos da fala:
Desenvolvida por John Austin. Tal teoria vê na fala uma ação equivalente a qualquer outra, isto é, ela é como uma “manobra” capaz de “fazer coisas”.

A Linguística Pragmática: Fornece o arsenal teórico e metodológico para a análise da linguagem em seu uso.

Polissêmico
Pretensão de estabelecer noção precisa

A noção do discurso
Spink e as Práticas Discursivas
Foco de análise: produção e veiculação de sentidos no cotidiano;
Segundo Spink (2000), sentido é:
“uma construção social, um empreendimento coletivo, mais precisamente interativo, por meio do qual as pessoas constroem os termos a partir dos quais compreendem e lidam com situações e fenômenos a sua volta.”

As práticas discursivas são compostas por três elementos:
1) A dinâmica
2) As formas
3) Os conteúdos

Possibilidades de análise:
a) documentos de domínio público (textos, imagens, músicas, por exemplo);
b) entrevistas/conversas com os participantes da pesquisa (pessoas).
Spink e as Práticas Discursivas
Práticas discursivas, segundo Foucault (2000),
“é um conjunto de regras anônimas, históricas, sempre determinadas no tempo e no espaço, que definiram, em uma dada época e para uma determinada área social, econômica, geográfica ou linguística, as condições de exercício da função enunciativa.”

Premissas:
a) Caráter performativo da linguagem;
b) A linguagem não é algo que está entre as pessoas e o mundo; ela faz parte do mundo e das pessoas, que se constituem mutuamente.


Referências Bibliográficas
Equipe

Cibele Vasconcelos
Deborah Coelho
Lidyane Mercês
Suzianne Maranhão
Thamisa Mara

Spink e as Práticas Discursivas
Mapas de associação
Desenvolvido em uma pesquisa sobre Hipertensão
Captação dos repertórios
Natureza temática
Árvores de associação
Entrevista associativa
Singularidades da produção de sentido
Pergunta do entrevistador
Linhas Narrativas
Preso à narrativa
Imposição de linearidade
Caráter complementar

Métodos próprios de análise dos dados
Foco no sentindo
Recortes de trechos das interpretações
Psicologia Discursiva e Análise Crítica do Discurso
FOUCAULT, M.
A arqueologia do saber
. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2000.
IBÁÑEZ, T.
A análise do discurso nas ciências sociais: variedades, tradições e práticas
. Em: IÑIGUEZ, L. (org.), Manual da análise do discurso em Ciências Sociais. Petrópolis, Vozes, 2004.
MÉLLO, R. P.; SILVA, A. A.; LIMA, M. L. C.; DI PAOLO, A. F.
Construcionismo, Práticas Discursivas e possibilidades de pesquisa em psicologia social
. Em: Psicologia & Sociedade; 19 (3): 26-32, 2007.
Nogueira, C.
Análise(s) do Discurso: Diferentes Concepções na Prática de Pesquisa em Psicologia Social
. Psicologia: Teoria e Pesquisa, vol 24 n. 2 pp. 235-242, 2008.
SPINK, M. J. P.
Linguagem e produção de sentidos no cotidiano
. Porto Alegre: EDIPUCRS, 2004.
SPINK, M. J. P.
Práticas Discursivas e produção de sentidos no cotidiano
. São Paulo, SP: Cortez, 1999.
Pós-estruturalismo:
Vê a linguagem como um fenômeno social, rejeita a ideia de um self coerente e unificado. A linguagem como sendo o foco da mudança, quer social quer pessoal.

Teoria Crítica - A crítica ideológica:
A maioria dos estudiosos do discurso denominam-se claramente de “críticos” já que “estão interessados essencialmente na maneira como o poder, a dominação, a desigualdade social são estabelecidos, produzidos e combatidos através do discurso” (Van Dick, 2004, p. 12)
Foucault – A crítica Social:
Movimento que fortalece a força das críticas ideológicas de extrema relevância para a AD. Principais interesses desse autor: o discurso, o poder/saber e a produção da subjetividade.

O desenvolvimento dos meios de comunicação;
A sociolinguística Interacional:
Origina-se da antropologia, da sociologia e da linguística. Os pesquisadores estudam a variação da linguagem em uso. Representantes: Gumperz e Goffman.

A etnografia da comunicação:
Baseia-se na antropologia e na linguística. Compreender como o conhecimento social, psicológico, cultural e linguístico governa o uso apropriado da linguagem (Schiffrin, 1994).
A análise Conversacional:
Está nos enfoques da Sociologia da Situação (Díaz, 2001) e mais especificamente na etnometodologia (Garfinkel, 1967). Identificar, descrever e estudar a ordem que se produz nas conversações. Dá ênfase à indexação.

A análise da Variação:
Desenvolveu-se unicamente no interior da linguística. Tem como aspecto central a variação e a mudança linguística.
Psicologia discursiva:
Considerada um movimento interdisciplinar;
Contribuições da etnometodologia e da AC;
O foco principal é sobre o discurso cotidiano, sobretudo ideias do "senso comum" ou da "psicologia popular".

Análise Crítica do Discurso:
Ênfase no estudo das práticas das ações sociais que se põe em prática através do discurso, como o abuso de poder, o controle social, a dominação, as desigualdades sociais, etc.
A ACD é considerada uma "prática tridimensional" (Martín Rojo & Whittaker, 1998);
A teoria não pré-configura nem determina a maneira de enfocar as análises, nem delimita o campo de indagação e da exploração.

A tradição lingüística (Oxford)

A tradição de Foucault

A tradição pragmática francesa
Noções comumente utilizadas nas ciências sociais
O que há em comum?

O que o faz uma AD?
Tentativa de definição da análise do discurso
Tradições
Anglo-saxã
“Essas concepções pressupõem o fortalecimento de uma visão da linguagem e da prática lingüística como capacidade de fazer alguma coisa. Além disso, elas defendem a idéia de que o analista pode observar a interação e fazer interpretações justamente sobre aquilo que a linguagem está fazendo” (IÑIGUEZ, p. 126)
Francesa
Texto
Sujeito (enunciador)
Materialização do texto: o corpus
Como fazer uma análise do discurso?
Definição do processo que vai se analisar?
Seleção do material relevante para análise
Análise propriamente dita
Generalização empirica ampla
Representatividade
Status de uma análise
Reflexividade
Fidedignidade e validade das análises
1. Análise de casos desviantes
2. Os entendimentos dos participantes
3. Coerência
4. As avaliações dos leitores
Primeiro repertório interpretativo
Falas
Falas
Falas
Discriminação racial
Segundo repertório interpretativo
Falas
Falas
Falas
Lélia Gonzáles: Eu acho que isso a gente traz um pouco das próprias raízes que a gente tem, porque o negro, quando veio, batalhou muito pra sobreviver, apesar de todas as dificuldades que surgiram e de todo o desenvolvimento do negro desde a escravidão, eu acho que o negro conseguiu sobreviver de forma digna (...) A gente precisa desenvolver uma educação e colocar nas nossas cabeças que nós temos valor...
Efeitos do racismo
Terceiro rerpertório interpretativo
O pós grupo
Narrativas
Reflexões
Estratégias de enfrentamento
Mapas Dialógicos
Repertórios interpretativos
Sentido
Assujeitamento
Violência
Emoção
Tristeza
Vergonha
Culpa
Medo da repetição da agressão
Identificação do discurso que encobre o racismo
sua existência
Necessidade de justiça
Identidade
Rita Maria: E o pior, minha netinha tem três anos,
quando ela foi prá escola, ela dizia assim, ‘vó eu não sou preta’, eu falava ‘você é preta, nós somos pretos’ e ela ficava assim só falando que não era preta. Aí depois quando minha nora foi na escola, as colegas eram tudo clarinhas e ficavam chamando ela de preta. Agora ela tem cinco anos e a gente tá sempre falando com ela 'você é negra, você é linda, maravilhosa’.
Experiência de denúncia e enfrentamento à violência racial
Brincar
Jogos
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