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Modos de produção agricola e agricultura sustentável

Modos de produção agrícola e agricultura sustentável
by

Aurélia Sena

on 19 July 2013

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Transcript of Modos de produção agricola e agricultura sustentável

CURSO DE CAPACITAÇÃO EM EMPRESÁRIO AGRÍCOLA
2012
MÓDULO I
Modos de Produção Agrícola e
Agricultura Sustentável
Formadora:
Aurélia Sena
Principais técnicas de produção agrícola:
- A Produção Convencional
- O Método de Proteção integrada
- O Modo de Produção Integrada
- O Modo de Produção Biológico
- O Modo de Produção em Hidroponia/fora do solo
A agricultura convencional
A agricultura convencional requer muitos imputs:

Recursos naturais (solo, água e combustíveis),

Recursos humanos,

Recursos financeiros,

Equipamentos,

Fertilizantes e

Fitofarmácos.
Água
Algumas das vezes a agricultura convencional é vista como opositora de outros modos de agricultura nomeadamente a biológica.

As operações culturais (preparação do solo, sementeiras, regas, sachas, mondas, adubações , tratamentos fitossanitários e as colheitas),

são feitas de forma linear,

descorando algumas vezes a protecção ambiental e

segurança alimentar.
Solo
Combustíveis fósseis
Vrs
Agricult. convc RAM
Agricult. convc. Alentejo
Caracterização do Modo de Produção em Hidroponia/fora do solo
Hidroponia - "Hidro" água, "ponia" trabalho
A hidroponia é um modo de produção agrícola considerado inovador pois:

As plantas desenvolvem-se sem solo,

As raízes recebem uma solução nutritiva a qual possui todos os nutrientes essenciais para o desenvolvimento da cultura e produção.
Na hidroponia as raízes podem estar suspensas em meio líquido ou apoiadas em substrato inerte.
Nota: Alguns autores mencionam que neste ultimo caso é uma produção sem solo mas não podemos referir como sendo hidroponia, (semi-hidroponia)
Exemplos de substratos:
Em hidroponia as plântulas (plantas jovens) são:
Retiradas das covetes,

Colocadas em tubos, nalguns casos em canais,

Onde circula uma solução nutritiva, composta por água e nutrientes que foram préviamente dissolvidos em quantidades individuais

De acordo com a necessidade de cada cultura instalada na estufa ou na exploração agrícola.
A hidroponia aqui na Madeira é utilizada nas seguintes culturas: alface, ervas aromáticas, tomate, pepino, feijão verde, nabo, morangos e plantas ornamentais.
Vantagens vs Desvantagens
Vantagens:
Não necessita grandes áreas de terreno
Não é necessário preocupação com as condições edafo-climáticas para a instalação da cultura.
Diminuição das operações culturais
Não é necessário preocupações com a rotatividade das culturas
Produtividade maior (20 dias forma-se uma alface)
Produção uniforme
Melhor previsão/planeamento da produção
Maior aproveitamento da água e dos nutrientes
Trabalho mais leve e mais limpo
Desvantagens:
Investimento inicial elevado

Conhecimentos técnicos adequados

Dependência da energia eléctrica

Exige um trabalho diário

Sistema vulnerável que não admite falhas

Exige que as plantas estejam isentas de qualquer problema fitossanitário.
Sistema DFT (“deep film technique”) ou “floating”
Sistema com substratos
Plântulas em covetes
Planta muito jovem
Segundo a história a agricultura teve a sua origem à cerca de doze mil anos nas civilizações que viviam nas margens dos rios Nilo e Tigre - Eufrates.
Os caçadores-coletores notaram que alguns grãos que eram colhidos da natureza para a sua alimentação poderiam ser semeados a fim de produzir novas plantas iguais às que as originaram.

Essa prática permitiu o aumento da oferta de alimento dessas pessoas.

Com o tempo, foram seleccionados entre os grãos selvagens aqueles que possuíam as características que mais interessavam:

Tais como tamanho,
Produtividade,
Sabor etc.
Passando pela Antiguidade Greco-Romana, depois pelos seus desdobramentos através da Idade Média, Renascimento, Expansão Marítima Europeia ... até chegarmos à actualidade.
A palavra "agricultura" vem do latim agricultūra, composta por ager (campo, território) e cultūra (cultivo).
A agricultura convencional/tradicional é assim denominada porque:

Utiliza técnicas tradicionais,

Cujo principal objectivo é a utilização de recursos de modo a obter o máximo rendimento,

Quer seja ao nível produtivo, quer seja ao nível financeiro.
Recursos humanos
Recursos finançeiros
Máquinas e equipamentos
Fitofármacos
Adubos
Esquema simples
Tanques de diluição dos nutrientes
Centro de regulação e controlo
Sistema NFT (“nutrient film technique”) ou técnica do fluxo laminar de nutrientes
Fibra de coco
Leca
Lã de rocha
Perlite
Sistema por aeroponia
Sistema de hidroponia por pavio
A Agricultura sustentável
Segundo um relatório da OCDE em 1995, define agricultura sustentável como sendo:

"A agricultura que permite a satisfação das necessidades das gerações actuais sem comprometer a capacidade das gerações futuras virem e satisfazerem as suas".
A agricultura sustentável aparece ligada a várias preocupações:
Eficiência de produção
Qualidade da produção
Conservação dos recursos
Protecção ambiental
Competitividade comercial
Segurança alimentar
Qualidade de vida do agricultor
Duas modalidades de agricultura sustentavél são:
Opinião
A produção integrada e a agricultura biológica tem preocupações similares em relação aos seguintes aspectos:

Biodiversidade
Fertilidade do solo
Estabilidade dos ecossistemas
O bem-estar dos animais
A poluição
A qualidade de vida e a formação do agricultor
Produção integrada
A agricultura biológica
A PRODUÇÃO INTEGRADA
A produção integrada "é um sistema agrícola de produção de alimentos de alta qualidade e de outros produtos utilizando recursos naturais e mecanismos de regulação natural em substituição de factores de produção prejudiciais ao ambiente e de modo a assegurar, a longo prazo uma agricultura viável"(OILB/SROP).
A produção integrada deve ser posta em prática no conjunto da exploração e não só numa cultura.
Orientações a adoptar em produção integrada:
I - Com o objectivo essencialmente de produção
II - Orientações visando a produção com carácter de medidas indirectas de luta na área da protecção integrada
III - Na protecção integrada através de meios directos de luta
O uso óptimo dos recursos naturais
(utilização de variedades resistentes doenças e pragas)
Práticas culturais sem impacto negativo nos ecossistemas agrários (enrelvamento dos pomares
A proteção e o aumento dos auxiliares (possuir plantas atractivas dos auxiliares)
Os meios de lutas directos só os devemos adoptar quando indespensável
As características da produção integrada e as suas estreitas afinidades com o conceito de agricultura sustentável são evidenciados pelo

conjunto de 11 princípios
, também aprovados pela OILB/SROP (2004):

1 - A produção integrada visa a regulação dos ecossistemas,
o bem-estar dos animais e a preservação dos recursos naturais;

2 - Minimização dos
efeitos secundários decorrentes das actividades agrícolas
, (como a contaminação azotada de águas subterrâneas e a erosão, devem ser minimizados);

3
- A exploração agrícola no seu conjunto
é a unidade de implementação da produção integrada;

4 - A
reciclagem
regular dos
conhecimentos do empresário agrícola
sobre produção integrada;

5 - A
estabilidade dos ecossistemas
deve ser assegurada, (evitando inconvenientes impactos ecológicos das actividades agrícolas que possam afectar os recursos naturais e os componentes da regulação natural);

6 -
O equilíbrio do ciclo dos elementos nutritivos
deve ser assegurado, reduzindo ao mínimo as perdas de nutrientes (compensando prudentemente a sua substituição através de fertilizações fundamentadas) e privilegiando a reciclagem da matéria orgânica produzida na exploração agrícola;

7 -
A preservação e a melhoria da fertilidade do solo
, (isto é, a capacidade do solo para assegurar a produção agrícola sem intervenções exteriores é função do equilíbrio das características físicas, químicas e biológicas do solo, bem evidenciado pela fauna do solo, de que as minhocas são um típico indicador);

8 - Na produção integrada, a
protecção integrada
é a orientação obrigatória adoptada na protecção das plantas;

9 -
A biodiversidade
, a nível genético, das espécies e do ecossistema é considerada a espinha dorsal da estabilidade do ecossistema, dos factores de regulação natural e da qualidade da paisagem;

10 -
A qualidade dos produtos obtidos
em produção integrada abrange não só factores externos e internos, mas também a natureza do sistema de exploração e do tipo de produção;

11 - As normas do
bem-estar dos animais mantidos
na exploração devem ser asseguradas.
Produção integrada
Os 11 príncipios
1-O bem-estar dos animais e a preservação dos recursos naturais;
2-
Minimização dos efeitos secundários decorrentes das actividades agrícolas
3- A exploração agrícola no seu conjunto
4- Reciclagem

regular dos

conhecimentos do empresário agrícola
5- A

estabilidade dos ecossistemas
6- O equilíbrio do ciclo dos elementos nutritivos
7- A preservação e a melhoria da fertilidade do solo

8- Protecção integrada
9- A biodiversidade
10- A qualidade dos produtos obtidos
11- Bem-estar dos animais
Os meios de luta directa:
Luta física (mecânica)
Luta cultural
Luta biológica
Luta biotécnica
Luta química
Medidas tipo I:

Fertilizações adequadas (análises)

Teor adequado de matéria organica

Regas de acordo com as
necessidades das plantas

Monda de frutos
PROTECÇÃO INTEGRADA
A protecção integrada é definida como:

"A aplicação racional de uma combinação de medidas biológicas, biotécnicas, químicas, físicas, culturais ou relativas à selecção dos vegetais, em que a utilização de produtos químicos fitofarmacêuticos é limitada ao estritamente necessário para manter a presença de organismos nocivos abaixo do nível a partir do qual surgem prejuízos ou perdas economicamente inaceitáveis" (Directiva nº 91/414/CEE)
A natureza do conceito de protecção integrada tem por base três ideias chaves
A estimativa de risco
O nivel económico de ataque
A escolha dos meios de protecção
É a avaliação quantitativa de inimigos das culturas e análise da influência de certos factores nos prejuízos que possam causar
É a intensidade de ataque de um inimigo da cultura a que se devem aplicar medidas limitativas ou de combate para impedir que a cultura corra o risco de prejuízos superiores ao custo das medidas de luta a adoptar, acrescidos dos efeitos indesejáveis que estas últimas possam provocar.
Método da combate contra os inimigos das culturas, abrangendo medidas directas ou indirectas de luta
Inimigos das culturas
Agentes bióticos
Doenças parasitárias
Pragas
Infestantes
Fungos
Bactérias
Vírus
Viróides
Nemátodes

Insectos
Ácaros
Roedores
Aves
Moluscos

Factores abióticos
Climáticos
Edáficos
Acidentes
Temperatura
Humidade relativa
Granizo
Vento/geada

Estrutura
Nutrientes
pH
Salinidade

Fitotoxicidade pestic
Poluição atmosférica
etc.

Objectivos da estimativa de risco:

Qual o inimigo

Quanto, a intensidade do ataque

Como, factores de nocividade
É necessária ter formação adequada
para a sua identificação
Técnicas de amostragem
Técnicas de amostragem directas
Técnicas de amostragem indirectas
Procede-se à observação de um certo número de orgãos vegetais (método de observação visual)
Os prejuízos que podem causar e depende da história do pomar, dos factores abióticos, factores bióticos ( a espécie, o estado de desenv.)
Saco de bater
Armadilha mosquiteira
Armadilha cromática
Cintas armadilhas
Estimativa de risco
Estimativa do custo do tratamento
Nível económico de ataque
A escolha dos meios de protecção:
Luta cultural (rotações, épocas de plantação, densidades da sementeira.
Luta física
Luta biotécnica (feromonas, reguladores de crescimento, luta autocida)
Luta biológica (insectos entomófagos (parasitoides e predadores)), microorganismos entomapatogénicos (luta microbiológica)
Luta genética (utilização de variedades resistentes)
Luta química
Armadilha sexual delta
Técnica das Pancadas
Nota: os níveis económicos de ataque e as listas dos produtos fitofarmacêuticos aconselhados para a protecção integrada é alvo de constantes alterações, assim sendo é aconselhável o agricultor estar em constante actualização de conhecimentos.
Pratique uma agricultura sustentável, proteja o Planeta!
Muito obrigada pela atenção!
AGRICULTURA BIOLÓGICA
A agricultura biológica é definida como:

Um modo de produção que respeita os mecanismos ambientais de controlo de pragas e doenças, na produção vegetal e na criação de animais, evitando o uso pesticidas sintéticos, herbicidas e fertilizantes químicos, hormonas de crescimento, antibióticos e manipulações genéticas; em vez destes, os agricultores utilizam, na produção biológica, diferentes técnicas que contribuem para o equilíbrio do ecossistema e para reduzir a poluição (DG Agriculture, 2005)
Evolução da agricultura biológica na RAM
Principais culturas na RAM
Foi a partir dos anos sessenta que a agricultura biológica começou o seu desenvolvimento, as razões que o influenciaram foram:

Razões sociais, perdas de postos de trabalho na agricultura
Razões ambientais, perda de espécies, poluição, desequilibrio ambiental
Razões de saúde devido aos resíduos de pesticidas nos alimentos

Actualmente, estas razões têm cada vez mais importância e a estas acrescentam-se:
Os excedentes agrícolas,
A falta de rentabilidade da agricultura convencional
A procura do consumidor, motivada pela falta de qualidade e segurança alimentar da produção convencional.
O que é necessário para converter uma exploração agrícola convencional para a agricultura biológica?

Na conversão basta uma simples substituição de factores de produção, por exemplo, dos adubos químicos por adubos orgânicos?
A totalidade da exploração agrícola é gerida em conformidade com os requisitos aplicáveis à produção biológica, assim como todas as fases posteriores à produção, como sejam o armazenamento, a preparação, o transporte e a distribuição.
As frequências dos controlos são determinadas pela entidade certificadora com base numa avaliação dos riscos de ocorrência de irregularidades e de infracções no que respeita ao cumprimento dos requisitos estabelecidos neste modo de produção.
Em qualquer caso, todos os operadores são sujeitos a uma verificação do cumprimento pelo menos uma vez por ano.
Por exemplo:
Se forem apresentadas às autoridades competentes provas suficientes que lhes permitam assegurar que determinada parcela não foi tratada com produtos não autorizados na produção biológica e que as condições foram satisfeitas por um período mínimo de três anos o periodo de conversão poderá ser reduzido.
É necessário por em prática técnicas adequadas ao modo de produção biológica

O Período de conversão é definido por legislação comunitária:
2 anos em culturas anuais
3 anos nas culturas perenes (pomares e vinhas)

Nota: O periodo de conversão pode ser variável de acordo com o parecer do organismo de controlo.
Na agricultura biológica é dada muita enfase ao Solo.

O solo é a base da produção e é considerado como um sistema vivo, com muitos organismos em interacção com as plantas e com as componentes físicas e químicas.

"Alimenta-se o solo que alimentará a cultura" (Ferreira, Jorge Conçeição e outros, 2002)
Na Agricultura biológica a fertilidade do solo deve ser mantida e/ou melhorada, através dos meios disponíveis na própria exploração, principalmente através de:
Rotações
Consociações
Compostagem com aproveitamento de resíduos vegetais e animais
Adubação verde
Cobertura do solo
Mobilizações mínimas
CERTIFICAR é o acto pelo qual uma terceira parte, independente (em relação aos interesses em jogo) afirma que determinado produto, processo ou serviço está em conformidade com determinada norma ou regulamento.

A certificação no modo de produção bilológica significa que:
Foram cumpridas as regras de produção
Foram feitos os controlos exigidos
ROTAÇÃO de culturas - sequência de culturas no mesmo terreno ao longo dos anos.

A rotação é importante principalmente por razões:
De fertilidade e
Sanidade das culturas (diminuição do risco de pragas, doenças e ervas infestantes).
CONSOCIAÇÃO - plantação de pelo menos duas espécies de plantas ao mesmo tempo no mesmo terreno. Essas espécies devem ter uma acção favorável em relação uma à outra.
Exemplo: milho com feijão; cenoura com alho

Melhor combate às pragas
Melhor utilização de nutrientes
Menos infestantes (devido ao sombreamento)
Nota: As leguminosas são plantas com capacidade de fixação de azoto atmosférico na raíz, pela acção da bactéria rizóbio e por isso têm um maior efeito fertilizante, poupando na adubação azotada que é a mais cara.
ADUBAÇÃO VERDE ou SIDERAÇÃO - plantas cultivadas, com o objectivo principal de adubar a cultura seguinte, incorporadas ao solo no estado de floração, pouco tempo antes da cultura a fertilizar.

As plantas mais utilizadas são as leguminosas (de vagem) como a fava, a ervilha e o tremoço.
COMPOSTAGEM - é um processo natural de degradação da matéria orgânica em presença de oxigénio, efectuado por microorganismos que transformam resíduos orgânicos em produtos estáveis que podem ser aplicados ao solo como fertilizantes ou correctivos.

Materiais que podem ser compostados:
Todos os resíduos orgânicos (sem poluentes ou sustâncias tóxicas), nomeadamente:
Lenha de podas, matos secos, serradura, palha de milho e outros materiais ricos em carbono
Folhas, estrumes, bagaço de uva e outros materiais ricos em azoto
restos de legumes e frutas
Factores que afectam a compostagem:

Arejamento - o processo baseia-se na degradação dos resíduos em presença de oxigénio, sem o qual surgem os maus odores (devido a reacções anaeróbias)

Humidade - deve estar entre os 40 a 65% para assegurar as necessidades de degradação (os excessos de agua conduzem a carências de oxigénio).

Porosidade e tamanho - os resíduos com particulas maiores que 7 cm devem ser fragmentados (quanto mais pequenos, mais rápida é a decomposição)

Temperatura - nos primeiros 2 a 3 meses a temperatura da "pilha ou do monte" varia entre 45ºC a 70ºC. Nos 2 meses seguintes, a temperatura vai descendo até valores próximos da temperatura ambiente, altura em que o composto se encontra pronto para aplicação.

pH - Para que a degradação decorra sem problemas, o pH inicial da mistura deve ser entre os 6,5 e os 8,0

A relação carbono/azoto - Se há carbono a mais (muitos materiais grosseiros como folhas ou aparas) a decomposição é mais lenta e o composto aquece pouco; é necessario acrescentar por exemplo mais estrume que é rico em azoto. A relação C/N deve ser proxima de 60/1
A recolha de resíduos que se pretender compostar, deve ser realizada de forma a evitar a contaminação com outros resíduos não orgânicos (plásticos, metais e vidro)

Deverá garantir-se uma mistura tão completa quanto possivel

Ao misturar os resíduos deve garantir-se também a rega da mistura a qual deverá ficar humedecida mas sem escorrências.

A frequência do revolvimento- pode ser variavél,no início o composto deve ser revolvido com maior frequência e depois vai diminuindo ao longo do tempo.
O processo deverá estar completo após 4 a 5 meses de compostagem. no entanto deverá assegurar-se que, ao revolver a pilha esta já não liberta vapor e que o composto:

Apresenta um aspecto homogeneo, não sendo possivel distinguir os resíduos
Cobertura do solo - é feita com materiais não vivos de origem vegetal (palha, ervas secas, bagaço de cana de açucar, engaço de uvas).
Protecção das plantas

O número de pragas e doenças nas culturas agrícolas tem vindo aumentar, as principais causas são:
Novas cultivares mais sensíveis a pragas e/ou doenças.
Simplificação das rotações
Resistência aos pesticidas
Destruição e afastamento dos auxiliares
Fertilização em excesso
Práticas culturais incorrectas (destruição de sebes, restos de podas).
Entrada no país ou na região de novos inimigos das culturas.
Na agricultura biológica os "auxiliares" são organismos que auxiliam o agricultor no combate às pragas e doenças das culturas.

Grupos de auxiliares:
Aves, mamíferos, répteis, batráquios, insectos, répteis, e microorganismos
Não devemos esqueçer que a fertilidade de um solo depende:

Boas propriedades físicas (arejamento, humidade)

Boas propriedades químicas (boa fixação dos elementos nutritivos, capacidade de troca entre o solo e a planta)

Boas propriedades biologicas (vida intensa participando activamente na nutrição das plantas)
Aves

O papel das aves depende do seu tipo de alimentação, as aves insectívoras irão limitar as pragas de insectos, mesmo as aves que sejam granívoras alimentam as suas crias com insectos e as aves de rapina controlam pragas como os ratos e os coelhos.
Mamíferos

Como exemplos temos os musaranhos, pequenos mamíferos que distinguem-se dos "ratos verdadeiros " pelo seu focinho pontiagudo e mais comprido, alimenta-se de insectos (baratas), moluscos terrestres (lesmas). As sebes e os muros a pedra servem de refugio e local de nidificação.
Os morcegos, voam ao crepúsculo e durante a noite e capturam os insectos em pleno voo, alguns insectos capturados são prejudiciais ao homem e as culturas agrícolas. A sua actividade complementa a das aves.
Insectos

Nos últimos anos, tem-se vindo a reconhecer a importância destes organismos, na limitação natural das pragas.
Carabídeo (Cychrus altenuatus) alimentando-se de um caracol
Larva da joaninha (Coccinella septempunctata)
alimentando-se de um piolho.
Joaninha (Coccinella septempunctata)
alimentando-se de um piolho.
Sirfídeo adulto alimentando-se de polen
Larva de sirfídeo que é o que tem o papel de predador alimenta-se de jovens lagartas psilas e piolhos.
Percebejo antocorídeo adultos e larvas são predadores eficazes contra ácaros a psilas
Larva da crisopa, alimenta-se principalmente de piolhos, ácaros, psilas, moscas branca, cochonilhas e jovens lagartas
O adulto geralmente não é predador alimenta-se de polen e néctar das flores.
As aranhas também são auxiliares pois consomem grande numero de pragas
Himenóptero parasitóide, as posturas são efectuadas dentro do hospedeiro, desenvolvem-se e vão alimentando-se até provocar a sua morte.
Os microorganismos auxiliares, temos como o exemplo mais conhecido a bactéria Bacillus thuringiensis contra as mais diversas lagartas.
As Sebes

As Sebes são corta-ventos feitos com plantas.

As sebes tem várias funções:

Protecção microclimática
Controlo de erosão
A manutenção do equilíbrio biológico, pelo aumento da diversidade da flora e da fauna, com vantagens para os auxiliares.
Produção de madeira, frutos e mel
Na agricultura biológica também podemos utilizar produtos fitofarmacêuticos com a condição que sejam autorizados/homolgados para a agricultura biológia.

A permissão para a utilização de determinado produto depende de vários factores entre os quais:
Se houver perigo imediato para a cultura, o que obriga o agricultor a fazer a estimativa de risco de ataque de pragas e doenças
Os produtos só podem ser utilizados se estiverem homologados em Portugal

Agricultura biológica, pela biodiversidade e pela vida!
Como agricultor, pratique uma agricultura sustentável!
Como consumidor, prefira produtos regionais!
Todas as técnicas de produção para terem sucesso dependem de vários factores:

Condições edafo-climáticas

Disponibilidade de água

Acessos

Condições de mercado

Disponibilidade de mão-de-obra

Energia

Infra-estruturas

Grau de experiência e formação do agricultor

Condições finançeiras
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