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Juana Santos

on 19 April 2013

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Sustentabilidade na Baía de Suape:
entre o Complexo Industrial Portuário de Suape
e a Festa da Ouriçada O sagrado


10/12: Dia da Bandeira de Santa Luzia;

11/12: Dia do Terço dos Homens;

12/12: Dia da Mãe Rainha; e

13/12: Dia de Santa Luzia Festa da Ouriçada UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
PRO-REITORIA DE PÓS-GRADUAÇÃO E PESQUISA
PROGRAMA REGIONAL DE PÓS-GRADUAÇÃO EM DESENVOLVIMENTO E MEIO AMBIENTE - PRODEMA Juana de Oliveira Santos | Mestranda
Ricardo de Souza Rosa | Orientador

João Pessoa
2013 Pesquisa Qualitativa (revisão bibliográfica e documental, observação participante, entrevistas semi-estruturadas) na perspectiva da Etnografia do conflito socioambiental ou de multiator (Little, 2006).

Ademais, foram realizadas 9 visitas de recolhimento de dados (observação participante, roda de conversas, 5 entrevistas formais, registradas em diário de campo e gravador, com a devida autorização e coleta de dados no recife de arenito). Foram realizados também registros fotográficos. Capítulo I / 1.2 – Aspectos metodológicos Objetivo Geral
Analisar a relação entre a temática ambiental e a Festa da Ouriçada, como manifestação cultural, sob o recorte intergeracional da comunidade local e considerando os reflexos da ampliação do Complexo Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, Pernambuco.
 
Objetivos Específicos
Identificar o papel da solidariedade e da transmissão de conhecimento intergeracional na Festa da Ouriçada sob a ótica da sustentabilidade ambiental e cultural.
Verificar a dimensão dos tabus e dos rituais da Festa da Ouriçada nos impactos ambientais da baía de Suape.
Relacionar a interferência da instalação do polo naval com o deslocamento da comunidade.
Mapear os impactos do deslocamento da comunidade da Ilha de Tatuoca na realização da Festa da Ouriçada. Capítulo I/ Objetivos Cabo de Santo Agostinho: 1º desembarque em território brasileiro, Vicente Yañes Pinzon, em 1500 (SILVA, 1993, apud RAMALHO, 2007). Sua denominação veio porque a frota portuguesa de reconhecimento, de Fernão de Magalhães, o dobrou no dia deste santo, em 28 de agosto de 1519 (MILIANO, 2010).

O município de Ipojuca – em tupi-guarani yapó-yuc, que significa água escura, estagnada, podre, banhado de águas pútridas, ou seja, significa pântano ou mangue

Ambos os municípios contavam um porto natural: A baía de Suape, cuja denominação veio quando esta região fora habitada exclusivamente por povos indígenas, o rio Massangana fora nomeado de Suape, que, por sua vez, em tupi significa caminho sinuoso, incerto, inspirado na própria trajetória incerta deste rio. Capítulo II – Breve histórico da área de estudo População indígena Caetés, cujo nome vem de CAAETÊ, que significa mata virgem (FELIPE, 1962, apud MILIANO, 2010). Com vestígios arqueológicos das disputas territoriais, que culminaram no seu extermínio ou banimento da região, em 1571 (MILIANO, 2010).

Distribuição de seismarias para o cultivo de cana-de-açúcar, de algodão e das salinas (COSTA, 1951, apud MILIANO, 2010); formação de engenhos e sua aristocracia rural local; e desaparecimento de significativos trechos de Mata Atlântica.

Vocação portuária: circulação de produtos (sobretudo açucareiros), forteleza durante a Insurreição Pernambucana (1645- 1654) e emergência de uma cultura pesqueira artesanal. Capítulo II – Breve histórico da área de estudo Capvt S. Avgustini de Frans Post, 1647.

Segundo Miliano (2010), Frans Post estaria na Ilha de Tatuoca para ilustrar este cenário da baía de Suape e do promontório
do Cabo de Santo Agostinho, evidenciando a
presença de pescadores na Ilha desde este
período, na legenda I – Brasilians Piscatores. 1954, Louis Joseph Lebret, o padre especialista em portos, idealizou a implantação do porto e da zona industrial em Suape (IHU, 2012).

1974, foi lançada sua pedra fundamental (SUAPE, 2012).

Lei no. 7.763/78, em 7 de novembro criou a empresa Suape Complexo Industrial Portuário (VAINSENCHER, 2009).

Decreto Estadual N.º 8.447/83 aprovou as normas de uso do solo, uso dos serviços e de preservação ecológica do CIPS (SUAPE, 2008a apud SILVA, 2009, p. 42-43).

1992, concluídas as obras de ampliação que aprofundaram, alargaram e alteraram o curso do rio Ipojuca, que não desagua mais na baía de Suape. (RAMALHO, 2007).

1999, concluída 1ª etapa do porto interno: profundidades de até 15,5m; 935m de novos cais; e abertura no cordão de recifes, com 300m de largura.

2001, iniciou-se a 2ª etapa, com a dragagem de mais de 1 milhão e 300 mil m³ de areia; ampliação do canal de navegação em mais de 450 metros, construído o cais 4, com 330m (SUAPE, 2012). Capítulo III – CIPS finalmente embarca! 2007-2009, obras do EAS, com “4 mil operários e 300 empresas – entre contratadas, subcontratadas e fornecedores” (EAS, 2012). Foto: Marco Bahé /2011 1º Estaleiro: 2005, foi Lançado formalmente pelos seus grupos de associados, as empreiteiras Camargo Corrêa e Queiroz Galvão em 2005, a empresa Estaleiro Atlântico Sul S.A. (EAS), localizado na Ilha de Tatuoca (SUAPE, 2008a apud SILVA, 2009). Estaleiro Atlântico Sul 2009-2010, previsão da construção do petroleiro Suezmax João Candido (de 145 mil toneladas de porte bruto), 1ª produção de uma grande embarcação no país após 13 anos (EAS, 2012).

Maio de 2012, entrega do navio com dois anos de atraso e aumento de custo de 56%; Retirada da Samsung (exceto dos 6 navios já comprometidos); suspensão da encomenda de 16 dos 22 navios da Transpetro.

João Cândido: dos 24.000m de solda, 18.000m (75%) precisaram ser corrigidos, inflando de 5 mil para 11 mil trabalhadores.

5 mil empregos diretos e 25 mil (Agosto, 2012). 3.1 O CIPS finalmente embarca! 15 de setembro de 2011, conflitos entre os grevistas do EAS e a polícia militar. O Sindmetal-PE , calcula que “cerca de 1.200 trabalhadores já foram demitidos, sendo cerca de 85% de pernambucanos” (Jornal do Commércio, 2012a).

2º Estaleiro: STX Promar: investidos R$ 250 milhões, incluindo o pagamento da cessão “de uso de 25ha, de um total de 80ha arrendados” na Ilha de Tatuoca (Portogente, 2012).

3º Estaleiro: CMO – Construção e Montagem Offshore S/A., que ocupará uma área de 40ha na ilha de Tatuoca (terreno fértil para o cluster naval). 3.1 O CIPS finalmente embarca! Fonte: http://pedesenvolvimento.com/os-municipios/ Localização do Território Estratégico de Suape (TES) 3.2 E seu povo fica a ver navios... Área de 2.665 km² (Cabo 60% área legal; Ipojuca 40%);

População total, em 2010, de 1.137. 381 hab;

Densidade demográfica média do TES, em 2007, era de 570 hab/km², oito vezes mais elevada do que a do Estado, 86,31 hab/km²;

Taxa de urbanização do TES de 90.66% (Cabo de 90,68% e Ipojuca de 74,06%.

Vocação industrial nascida das usinas de cana-de-açúcar, no Cabo. Hoje representam 60,6% da geração de riquezas.

60km de praia, com vocação turística. Ipojuca “possui 7.197 leitos, mais de 60% dos existentes na área de abragência direta” (BRAGA & LIMA, 2009). Território Estratégico de Suape Em 2010, uma das maiores economias de PE, PIB (R$ mil) de Ipojuca é de 7.082.403 (Turismo, Industrias e Agropecuária).

Empregos em Ipojuca: construção civil (19.263) e indústria de transformação (11.385)

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): Cabo de Santo Agostinho (0,707) e Ipojuca (0,658)

Mesmo diminuindo sua desigualdade, Ipojuca ainda se manteve o 2º pior IDH da RMR, similar à Mongólia.

O apagão de mão-de-obra qualificada: políticas públicas de educação e qualificação profissional; choque cultural; e migração de mão-de-obra. Indicadores Sócio-econômicos Dentre os municípios com mais de 100 mil habitantes de PE, o Cabo foi o 3º mais violento. Taxa de criminalidade violenta letal e intencional: Cabo 22,37; PE 10,36 (2º trimestre de 2012).

Fala-se dos filhos de Suape, como referência ao aumento de prostituição e gravidez na adolescência.

Déficit habitacional do TES de 40.000 moradias (2006)

Cabo de Santo Agostinho (5º do Brasil) em ocupações em aglomerados subnormais.

E como se não bastasse tudo o que fora supracitado, tem-se, com o superaquecimento econômico, um súbita alta no custo de vida. Indicadores Sócio-econômicos Tem sua origem por volta dos anos 1940, baseada na crença local – do catolicismo popular vinculada a Santa Luzia conhecida como protetora dos olhos – de que quem fosse pescar em seu dia, 13 de dezembro, também dia do marinheiro, estaria sujeito a sanções, podendo até mesmo ficar cego. A Festa da Ouriçada A coleta de ouriços A celebração na Ilha de Cocaia As atrações culturais na pracinha de Suape. Objetivo Geral

Analisar a relação entre a temática ambiental e a Festa da Ouriçada, enquanto manifestação cultural, considerando os reflexos da ampliação do Complexo Portuário de Suape, no Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca, Pernambuco.
 
Objetivos Específicos

Relacionar a interferência da instalação do polo naval no deslocamento da comunidade local e em suas manifestações culturais.
Identificar os impactos socioambientais do deslocamento da comunidade da Ilha de Tatuoca na realização da Festa da Ouriçada.
Verificar a dimensão dos tabus e dos rituais da Festa da Ouriçada nos impactos ambientais da baía de Suape.
Identificar o papel da solidariedade e da transmissão de conhecimento intergeracional na Festa da Ouriçada sob a ótica da sustentabilidade ambiental e cultural.
Estimar o impacto ambiental da Festa da Ouriçada sobre a população de ouriços. Amostrador retangular (0,81 x 0,71 m) usado para a contagem visual do número de indivíduos de ouriços. População indígena Caetés, cujo nome vem de CAAETÊ, que significa mata virgem (FELIPE, 1962, apud MILIANO, 2010). Com vestígios arqueológicos das disputas territoriais, que culminaram no seu extermínio ou banimento da região, em 1571 (MILIANO, 2010).

Distribuição de sesmarias para o cultivo de cana-de-açúcar, de algodão e das salinas (COSTA, 1951, apud MILIANO, 2010); formação de engenhos e sua aristocracia rural local; e desaparecimento de significativos trechos de Mata Atlântica.

Vocação portuária: circulação de produtos (sobretudo açucareiros), fortaleza durante a Insurreição Pernambucana (1645- 1654) e emergência de uma cultura pesqueira artesanal. Capvt S. Avgustini de Frans Post, 1647.

Segundo Miliano (2010), Frans Post estaria na Ilha de Tatuoca
para ilustrar este cenário da baía de Suape e do promontório do Cabo de Santo Agostinho,
evidenciando a presença de pescadores na Ilha desde este período,
na legenda I – Brasilians Piscatores. 2007-2009, obras do EAS, com “4 mil operários e 300 empresas – entre contratadas, subcontratadas e fornecedores” (EAS, 2012). 1º Estaleiro: 2005, foi Lançado formalmente pelos seus grupos de associados, as empreiteiras Camargo Corrêa e Queiroz Galvão em 2005, a empresa Estaleiro Atlântico Sul S.A. (EAS), localizado na Ilha de Tatuoca (SUAPE, 2008a apud SILVA, 2009). Estaleiro Atlântico Sul 2009-2010, previsão da construção do petroleiro Suezmax João Candido (de 145 mil toneladas de porte bruto), 1ª produção de uma grande embarcação no país após 13 anos (EAS, 2012).

Maio de 2012, entrega do navio com dois anos de atraso e aumento de custo de 56%; Retirada da Samsung (exceto dos 6 navios já comprometidos); suspensão da encomenda de 16 dos 22 navios da Transpetro.

João Cândido: dos 24.000m de solda, 18.000m (75%) precisaram ser corrigidos, inflando de 5 mil para 11 mil trabalhadores.

5 mil empregos diretos e 25 mil (Agosto, 2012). Localização do Território Estratégico de Suape (TES) E seu povo fica a ver navios... Área de 2.665 km² (Cabo 60% área legal; Ipojuca 40%);

População total, em 2010, de 1.137. 381 hab;

Densidade demográfica média do TES, em 2007, era de 570 hab/km², oito vezes mais elevada do que a do Estado, 86,31 hab/km²;

Taxa de urbanização do TES de 90.66% (Cabo de 90,68% e Ipojuca de 74,06%.

Vocação industrial nascida das usinas de cana-de-açúcar, no Cabo. Hoje representam 60,6% da geração de riquezas.

60km de praia, com vocação turística. Ipojuca “possui 7.197 leitos, mais de 60% dos existentes na área de abragência direta” (BRAGA & LIMA, 2009). Território Estratégico de Suape Em 2010, uma das maiores economias de PE, PIB (R$ mil) de Ipojuca é de 7.082.403 (Turismo, Industrias e Agropecuária).

Empregos em Ipojuca: construção civil (19.263) e indústria de transformação (11.385)

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH): Cabo de Santo Agostinho (0,707) e Ipojuca (0,658)

Mesmo diminuindo sua desigualdade, Ipojuca ainda se manteve o 2º pior IDH da RMR, similar à Mongólia.

O apagão de mão-de-obra qualificada: políticas públicas de educação e qualificação profissional; choque cultural; e migração de mão-de-obra. Indicadores Sócio-econômicos Dentre os municípios com mais de 100 mil habitantes de PE, o Cabo foi o 3º mais violento. Taxa de criminalidade violenta letal e intencional: Cabo 22,37; PE 10,36 (2º trimestre de 2012).

Fala-se dos filhos de Suape, como referência ao aumento de prostituição e gravidez na adolescência.

Déficit habitacional do TES de 40.000 moradias (2006)

Cabo de Santo Agostinho (5º do Brasil) em ocupações em aglomerados subnormais.

E como se não bastasse tudo o que fora supracitado, tem-se, com o superaquecimento econômico, um súbita alta no custo de vida. Indicadores Sócio-econômicos 9ª Visita: Recife de Arenito (observar a distribuição espacial da espécie de ouriço-do-mar e estimar sua densidade populacional na plataforma emersa):

5 transecções transversais à orientação longitudinal do recife, distando aproximadamente 30 m entre si, e com comprimento médio de 59 m e largura de 0,71 m, foram feitas na faixa emersa do recife.

As transecções foram divididas em:
(1) margem interna ou abrigada (parede recifal), (2) topo recifal, e (3) frente recifal, sujeito ao impacto das ondas.
Para este fim, as primeiras 20 amostras sucessivas contadas a partir da parede recifal e da frente recifal foram agrupadas e consideradas representativas dos respectivos setores; As amostras intermediárias restantes foram agrupadas e consideradas representativas do setor do topo recifal.

Uso de GPS Garmin 12 (datum Córrego Alegre) e Google Earth para as coordenadas geográficas Cabo de Santo Agostinho: 1º desembarque em território brasileiro, Vicente Yañes Pinzon (SILVA, 1993, apud RAMALHO, 2007). Sua denominação veio porque a frota portuguesa de reconhecimento, de Fernão de Magalhães, o dobrou no dia deste santo, em 28 de agosto de 1519 (MILIANO, 2010).

O município de Ipojuca (em tupi-guarani yapó-yuc) significa água escura, estagnada, podre, banhado de águas pútridas, ou seja, significa pântano ou mangue

Ambos os municípios contavam um porto natural: A baía de Suape, cuja denominação veio quando esta região fora habitada exclusivamente por povos indígenas, o rio Massangana fora nomeado de Suape, que, por sua vez, em tupi significa caminho sinuoso, incerto, inspirado na própria trajetória incerta deste rio. 1954, Louis Joseph Lebret, o padre especialista em portos, idealizou a implantação do porto e da zona industrial em Suape (IHU, 2012).

1974, foi lançada sua pedra fundamental (SUAPE, 2012).

Lei no. 7.763/78, em 7 de novembro criou a empresa Suape Complexo Industrial Portuário (VAINSENCHER, 2009).

Decreto Estadual N.º 8.447/83 aprovou as normas de uso do solo, uso dos serviços e de preservação ecológica do CIPS (SUAPE, 2008a apud SILVA, 2009, p. 42-43).

1992, concluídas as obras de ampliação que aprofundaram, alargaram e alteraram o curso do rio Ipojuca, que não desagua mais na baía de Suape. (RAMALHO, 2007).

1999, concluída 1ª etapa do porto interno: profundidades de até 15,5m; 935m de novos cais; e abertura no cordão de recifes, com 300m de largura.

2001, iniciou-se a 2ª etapa, com a dragagem de mais de 1 milhão e 300 mil m³ de areia; ampliação do canal de navegação em mais de 450 metros, construído o cais 4, com 330m (SUAPE, 2012). 15 de setembro de 2011, conflitos entre os grevistas do EAS e a polícia militar. O Sindmetal-PE , calcula que “cerca de 1.200 trabalhadores já foram demitidos, sendo cerca de 85% de pernambucanos” (Jornal do Commércio, 2012a).

2º Estaleiro: STX Promar: investidos R$ 250 milhões, incluindo o pagamento da cessão “de uso de 25ha, de um total de 80ha arrendados” na Ilha de Tatuoca (Portogente, 2012).

3º Estaleiro: CMO – Construção e Montagem Offshore S/A., que ocupará uma área de 40ha na ilha de Tatuoca (terreno fértil para o cluster naval). Porto de Suape Praia de Suape Rio Tatuoca Rio Massangana Recifes de arenito Ilha de
Cocaia Ilha de Tatuoca Promotório do Cabo
de Santo Agostinho Fonte: Google Earth Panorama da Baía de Suape
nos dias atuais Aumento da turbidez das águas devido às dragagens, prejudicando a fauna e flora e a população local.

O aterro do mangue impactou diretamente em espécies de valor comercial, como o caranguejo-úça, o siri-de-mangue e os aratus;

O desaparecimento do substrato, provocaria a extinsão da taioba e da unha-de-velho.

Diversas espécies de peixes, que durante a fase jovem habitariam a Baía de Suape, também se afastariam da mesma por não deter mais de condições favoráveis para o seu desenvolvimento (GOUVEIA, 2010). O PECCIPS e o Dep. de Oceanografia da UFPE identificaram: Foto: Juana Santos /2011 2010, Assembleia Legislativa de Pernambuco autorizou o desmatamento de 691 hectares de mata nativa para criar o polo naval, sendo 17 hectares de Mata Atlântica, 508 ha de manguezal e 166 ha de área de restinga. Impactou nos pescadores artesanais e, especialmente, o trabalho feminino que se voltava para os mangues com o trabalho de mariscagem (RAMALHO, 2007, p.24). Segundo Ramalho (2007), entre 1989 e 1992, a ampliação do CIPS muda o curso, apronfunda e alarga o rio Ipojuca, fazendo com que ele deixasse de desaguar no pontal da praia de Suape.

Provocaram o desmatamento de mais de 500 hectares de mangue (berçário, criadouro e habitat permanente de inúmeras espécies de pescados), inviabilizando, praticamente, a pesca praticada nos estuários e em todo mar-de-dentro na região suapense, com a captura de caranguejo, ostra, marisco, do peixe tainha, por exemplo (BRAGA< 1989). Impactos Ambientais Criminalização ambiental: populações tradicionais acusadas de ocupar áreas de preservação ambiental e histórica.

Ecobranqueamento/ greenwashing do CIPS: Prêmio Top Socioambiental 2012 da ADVB-PE; promessas de zerar seu passivo ambiental (replantio de 240ha de mata atlântica; restauração de 61ha de restinga e 9ha de mangue no Engelho Ilha); aumento de 48% para 59% da área de preservação ambiental.

PE encontra sua redenção ironicamente no mesmo território em que tudo começou. Uma nova empreitada de desenvolvimento econômico. Ou seria uma reinvenção do processo colonizador?

Muitos ficam com o olhar perdido na direção do crescimento econômico e perdem a prespectiva da totalidade da realidade. Criminalização ambiental X Ecobranqueamento Clima é tropical quente e úmido, temperatura média de 25,2ºC.

Cabo: rios Pirapama (57% da bacia), Gurjau, Jaboatão e Tatuoca.
Ipojuca: rios Ipojuca e Massangana; afluentes Bita e Utinga, Merepe e Maracaípe.

Remanescentes da Mata Atlântica: , que mantem os aqüíferos e a biodiversidade.

Cabo: 24 Km de litoral: praia do Paiva, Itapuama, Pedra do Xaréu, Enseada dos Corais (antiga praia do Boto), Gaibu, Calhetas, do Cabo de Santo Agostinho, Paraíso (antiga praia da Preguiça) e Suape.

Ipojuca: 32 km (mais extenso litoral de PE), com 11 praias todas próprias para banho e/ou para prática de esportes náuticos. O ambiente natural Aumento da turbidez das águas devido às dragagens, prejudicando a fauna e flora e a população local.

O aterro do mangue impactou diretamente em espécies de valor comercial, como o caranguejo-úça, o siri-de-mangue e os aratus;

O desaparecimento do substrato, provocaria a extinsão da taioba e da unha-de-velho.

Diversas espécies de peixes, que durante a fase jovem habitariam a Baía de Suape, também se afastariam da mesma por não deter mais de condições favoráveis para o seu desenvolvimento (GOUVEIA, 2010). O PECCIPS e o Dep. de Oceanografia da UFPE identificaram: Suape nos anos 70, antes do CIPS Segundo Ramalho (2007), entre 1989 e 1992, a ampliação do CIPS muda o curso, apronfunda e alarga o rio Ipojuca, fazendo com que ele deixasse de desaguar no pontal da praia de Suape.

Provocaram o desmatamento de mais de 500 hectares de mangue (berçário, criadouro e habitat permanente de inúmeras espécies de pescados), inviabilizando, praticamente, a pesca praticada nos estuários e em todo mar-de-dentro na região suapense, com a captura de caranguejo, ostra, marisco, do peixe tainha, por exemplo (BRAGA< 1989). Impactos Ambientais Foto: Juana Santos /2011 2010, Assembleia Legislativa de Pernambuco autorizou o desmatamento de 691 hectares de mata nativa para criar o polo naval, sendo 17 hectares de Mata Atlântica, 508 ha de manguezal e 166 ha de área de restinga. Impactou nos pescadores artesanais e, especialmente, o trabalho feminino que se voltava para os mangues com o trabalho de mariscagem (RAMALHO, 2007, p.24). Fonte: Google Earth Panorama da Baía
de Suape
nos dias atuais Tem sua origem por volta dos anos 1940, baseada na crença local – do catolicismo popular vinculada a Santa Luzia conhecida como protetora dos olhos – de que quem fosse pescar em seu dia, 13 de dezembro, também dia do marinheiro, estaria sujeito a sanções, podendo até mesmo ficar cego. A Festa da Ouriçada Pesquisa Qualitativa - baseada na Etnografia do conflito socioambiental ou de multiator (Little, 2006).

Revisão bibliográfica e documental;

9 visitas de recolhimento de dados:
Observação participante;
Roda de conversas e 5 entrevistas formais semi-estruturadas (registradas em diário de campo e gravador, com a devida autorização); e
Registros fotográficos. A celebração na Ilha de Cocaia
Ilha de Cocaia

É uma pequena ilha inabitada, entre o recife de arenito e a Ilha de Tatuoca, vizinha ao Porto de Suape, ao sul.

Possui um monte verde com coqueiros e exerce uma relevante função de apoio aos pescadores artesanais locais, que armam pequenas estruturas de madeira e lona para se abrigarem do forte sol.

Cocaia, em tupi, significa uma espécie de enfeite que as mulheres usavam, pois a região era habitada por índios Tapuias e Caetés, até a campanha contra estas etnias no processo de colonização. Ilha de Tatuoca,

“a Ilha tinha muito tatu”, a 52 Km do Recife, ilha fluvial na baía de Suape, foz dos rios Tatuoca e Massangana, fazendo parte da Zona Industrial Portuária (ZIP) do CIPS.

Tem uma área de 7,5 Km²,detém áreas de mata atlântica preservada – mas possui áreas com vegetação baixa resultantes de antigas extrações de madeira –, salinas e extensas áreas de mangue. Ela é banhada pelos rios Tatuoca e Massangana. (MILIANO, 2010).
Praia de Suape

– em tupi significa caminho sinuoso, caminho incerto - fica à 50km de Recife, se constitui enquanto uma praia de águas calmas, devido a proteção dos recifes de arenito e o encontro com o rio Massangana. Panorama da Baía de Suape
nos anos 70, antes da instalação do CIPS. Clima é tropical quente e úmido, temperatura média de 25,2ºC.

Cabo: rios Pirapama (57% da bacia), Gurjau, Jaboatão e Tatuoca.
Ipojuca: rios Ipojuca e Massangana; afluentes Bita e Utinga, Merepe e Maracaípe.

Remanescentes da Mata Atlântica: , que mantem os aqüíferos e a biodiversidade.

Cabo: 24 Km de litoral: praia do Paiva, Itapuama, Pedra do Xaréu, Enseada dos Corais (antiga praia do Boto), Gaibu, Calhetas, do Cabo de Santo Agostinho, Paraíso (antiga praia da Preguiça) e Suape.

Ipojuca: 32 km (mais extenso litoral de PE), com 11 praias todas próprias para banho e/ou para prática de esportes náuticos. No estado de Pernambuco, um estudo indicou que a desova ocorre no período seco (LIMA et al., 2009).

Para além de suas funções ecológicas, o ouriço pode apresentar valores socioculturais.

Evidências pré-históricas do uso de ouriços na alimentação humana foram descobertas em várias partes do mundo, incluindo ilhas do Oceano Pacífico (Ex. Nova Irlanda e Nova Zelândia) e o continente americano (Estados Unidos, Peru e Chile). No Japão, evidências históricas do consumo de ouriços datam do século XIX aC (LAWRENCE 2007).

Apesar de seu uso na alimentação humana não ser comumente observado no litoral brasileiro, a Festa da Ouriçada se constitui uma peculiar exceção e uma forte tradição suapense. Ouriço-do-mar

Animais invertebrados marinhos bentônicos, representantes da Classe Echinoidea (filo Echinodermata). Apresentam o corpo geralmente globoso, formado por uma teca calcárea, e orientados com a superfície oral para baixo (HYMAN, 1955).

A espécie em estudo, Echinometra lucunter (Linnaeus, 1758). Predominância das rodovias e ostracismo econômico.

Predominância dos engenhos e cultura pesqueira artesanal.

“Por ser o mar território [ainda] livre de posses privatistas e não exigir, para a construção de jangadas, grande aporte de recursos” (RAMALHO, 2007). As Comunidades da Praia de Suape e Ilha de Tatuoca Miscigenação entre tradições pesqueira e a religiosidade popular.

Projeto Costa Durada e Vila Galé Eco Resort do Cabo.

Ilha de Tatuoca/ Polo Naval e Ilha de Cocaia/ Containers de minério.

Pescadores física e culturalmente desenraizados. Transecção 1 2 3 4 5

Latitude S 08º22'27.0" 08º22'26.3" 08º22'24.7" 08º22'23.5" 08º22'22.3"

Longitude W 34º57'05.9" 34º57'05.8" 34º57'05.0" 34º57'04.6" 34º57'04.3"

L tot (m) 55,2 57,6 56,8 60,8 64,6

A tot (m x 10-1) 39,2 40,9 40.3 43,2 45,9

n tot 537 541 327 745 651

n méd 8,14 9,33 5,11 10,5 8,7

d.p. 12,32 13,59 9,57 13,53 11,42

d méd 13,7 13,2 8,1 17,2 14,2

d méd 1 3,1 9,0 3,6 11,4 17,0
(parede recifal)

d méd 2 9,2 1,8 2,2 4,9 4,6
(topo recifal)

d méd 3 32,5 36,3 22,3 45,6 31,6
(frente recifal) Resultados:

A densidade média de ouriços em cada transecção variou de 8,1 a 17,2 indivíduos x m-1 (média = 13,28).

- frente recifal (setor 3) com maiores densidades de ouriços (22,3 a 45,6 indivíduos x m-1; média = 33,7; d.p. = 8,4),

- parede recifal (setor 1) (8,1 a 17,2 indivíduos x m-1; média = 8,8; d.p. = 5,8)

- topo recifal (setor 2) (1,8 a 9,2 indivíduos x m-1; média = 4,5; d.p. = 2,9). Estimativa populacional

O comprimento total do recife de Suape corresponde a 3.441m.

A área total da superfície emersa do recife (plataforma recifal), calculada através das transecções (59 m), é de 203.019 m2.

A área do universo amostral, estimada a partir da largura média do recife e da distância entre as transecções 1 e 5 (136,7m) é igual à 8.065,3 m2.

Com base nestes dados e na densidade média obtida (13,28 indivíduos x m-1), a estimativa do tamanho populacional de ouriços na área utilizada pelos coletores (universo amostral) corresponde a 107.107 indivíduos.

Se considerarmos as condições ambientais homogêneas ao longo de todo o recife, embora as amostragens não tenham coberto toda a sua extensão, a estimativa populacional extrapolada para o recife como um todo corresponde a 2.696.092 indivíduos.
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