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'O dos Castelos'

Análise do poema.
by

Sofia Cruz

on 12 January 2014

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Transcript of 'O dos Castelos'

A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente a Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando.

O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália onde é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto.

Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado.

O rosto com que fita é Portugal.
"O dos Castelos"
Fernando Pessoa -
A Mensagem

Análise Externa
Número de Versos:

O número de versos é 12, constituído por uma quadra, quintilha, distico e por fim, monóstico.
Metro:

Em relação ao metro, o poema apresenta uma métrica regular/imperfeita, uma vez que é constituido por um verso hexassilábico (v.4), hendecassilábico (v.10), embora exista uma grande predominância de decassilábicos.
Esquema rimático:

O esquema rimático, na 1ª estrofe é cruzado (
abab
) e nas restantes (2ª, 3ª e 4ª estrofe), a rima extrapola de uma para outra, segundo o esquema (
abaab cb c
).


"O dos Castelos"
Tema/Assunto
A estrutura do poema parte do geral para o particular, ou seja, o tema gerador é a Europa finalizando-se em Portugal.

Existe uma apresentação de uma Europa decadente ("A Europa jaz"), que vive das glórias do passado (origens gregas, a expasão romana e o império colonial inglês).
1ª Estrofe:
Personificação da Europa;
Perda da alegria de viver;
Recordação das civilizações gregas e romanas;
Relação da personificação com as bases da formação da Europa;
Repetição do verbo "jazer", "fitando" e "lembrando".
"A Europa jaz, posta nos cotovelos:
De Oriente para Ocidente jaz, fitando,
E toldam-lhe românticos cabelos
Olhos gregos, lembrando."
4ª Estrofe
O poema e a Esfinge
Existe uma antropomorfização perante a Europa, inclusive a Portugal.
O poeta fá-lo através de metáforas na 3ª pessoa.
Este poema é o primeiro da
Mensagem, estando por isso inserido na 1ªparte da obra intitulada "Brasão", e dentro desta, numa subparte designada "Os campos".

Analisar:
Origem;
Fundação;
Princípios de Portugal.
Análise Interna
2ª Estrofe
"O cotovelo esquerdo é recuado;
O direito é em ângulo disposto.
Aquele diz Itália ode é pousado;
Este diz Inglaterra onde, afastado,
A mão sustenta, em que se apoia o rosto."
Localização geográfica de Portugal;
Reflexão dos cotovelos;
Percepção da preciosidade de Portugal.
3ª Estrofe
Caracterização do rosto, mais precisamente do olhar;
Percepção de que o futuro é o passado;
Reflexão da viagem desde o Oriente até o Ocidente.
"Fita, com olhar esfíngico e fatal,
O Ocidente, futuro do passado."
Percepção da importância de Portugal;
Existência de um enorme relevo face a tudo o que a Europa representa;
Conclusão de que Portugal é um elemento de guia.
"O rosto com que fita é Portugal."
A Esfinge:
criatura mitológica;
poder na cabeça;
considerada guardiã;
2 padrões princiais - egípcio e grego.
O poema:
referência da Europa, Portugal e culturas românticas e gregas;
personifica o olhar de Portugal como esfíngico (olhar enigmático) que diz respeito à Esfinge em si.
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