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Apresentação TCC - Trajetórias de vida/formação e experiência da docência

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Renata Santos

on 19 September 2014

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Transcript of Apresentação TCC - Trajetórias de vida/formação e experiência da docência

Introdução
A REALIZAÇÃO DO SONHO NA EXPERIÊNCIA DO ESTÁGIO
Analisar nossa experiência de estágio supervisionado no ensino médio que teve como proposta de ensino os esportes adaptados.
TRAJETÓRIAS DE VIDA E FORMAÇÃO:
O ESPORTE ADAPTADO NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA

INCLUSÃO E EDUCAÇÃO FÍSICA: UM DIÁLOGO POSSÍVEL
- Desnaturalização/contextualização;

Segundo Sassaki (2006),
A sociedade, em todas as culturas, atravessou diversas fases no que se refere às práticas sociais. Ela começou praticando a
exclusão social
de pessoas que – por causa das condições atípicas – não lhe pareciam pertencer à maioria da população. Em seguida, desenvolveu o atendimento segregado dentro de instituições, passou para a prática da
integração social
e recentemente adotou a filosofia da
inclusão social
para modificar os sistemas gerais (p. 16, grifos do autor).
- A escola
- Os alunos
- O período na escola
- A proposta
Os desafios e as possibilidades da experiência
CONSIDERAÇÕES FINAIS
UNIVERSIDADE FEDERAL DO ESPÍRITO SANTO
CENTRO DE EDUCAÇÃO FÍSICA E DESPORTOS

Laís Albuquerque Rodrigues
Renata de Souza Santos
Adriana Estevão
José Francisco Chicon

Vitória, ES
2014

- Naturalização/banalização;

- Para Veiga-Neto (2011, p. 126), “a naturalização dos processos sociais funciona como uma espessa camada de concreto que sepulta, sob si, o caráter inventado de tais processos. Esquecendo-se de que foram inventados, de que dependeram de determinadas contingências históricas localizadas e datadas [...] e, assim, imunes à crítica”.

- In/exclusão.
A EDUCAÇÃO FÍSICA E OS ESPORTES ADAPTADOS
Relevância das narrativas e da experiência
As aulas
Gratidão!
Objetivo da pesquisa
Caracterização e percurso metodológico da pesquisa
Relevância do conteúdo “esportes adaptados”
- Necessidade de apresentar a possibilidade de ensino dos esportes adaptados nas aulas de educação física, como uma prática corporal que faz parte da produção de conhecimento e cultura humana;
- Esse conteúdo sugere a problematização do olhar que a sociedade lança sobre a deficiência e as relações que vêm sendo constituídas a partir dessa ótica.
Significados do estágio na formação
- Oportunidade de nos colocar o desafio de propor o esporte adaptado como conteúdo de ensino nas aulas de educação física;
- O estágio se configura para nós como sendo uma “[...] estratégia formativa que contribui para a compreensão das práticas pedagógicas e para a articulação entre o conhecimento específico de ensino e o conhecimento pedagógico na totalidade do conhecimento socialmente produzido” (AROEIRA; ALMEIDA, 2012, p. 6);
- Um lugar da “[...] pesquisa e da reflexão como dispositivos importantes na construção de saberes” (AROEIRA; ALMEIDA, 2012, p. 9).
- As narrativas nos ajudam a refletir sobre a construção de nossa identidade docente e suas relações com a proposta de ensino;
- A experiência acontece a partir do encontro do sujeito com a realidade e a reflexão sobre esse momento, observando e analisando o que foi produzido em nós, professoras/estagiárias, a partir do exercício docente. Desse modo, “o narrador retira o que ele conta da experiência: de sua própria experiência ou da relatada por outros” (BENJAMIN, 2012, p. 217).
- Este estudo se caracteriza como uma pesquisa qualitativa e descritiva;
- Utilizamos como fonte de dados o diário de campo em uma perspectiva próxima a sugerida por Barbier (2007) de “diário de itinerância”;

- Escritas dos alunos e narrativas do professor regente da turma e professora supervisora do estágio;

- Para análise dos dados utilizamos a Análise de conteúdo (BARDIN, 1977).

- O trabalho se configura como memorial, pois apresentamos nossas histórias de vida e formação
Conforme Passeggi (2008), “a finalidade de escrever sobre a própria aprendizagem é justamente a de poder (aprender a) situar-se, deliberadamente, do lado do processo e não do produto, da ação e não da produção, pois se volta para a relação da pessoa com o conhecimento” (p. 35).
REFERÊNCIAS
AROEIRA, Kalline Pereira; ALMEIDA, Maria Isabel de. Estágio supervisionado e possibilidades formativas na construção/reconstrução de saberes docentes. In: Encontro Nacional de Didática e Práticas de Ensine, 16., 2012, Campinas. Anais... Unicamp – Campinas: ENDIPE, 2012.

BARBIER, René. A pesquisa-ação. Tradução de Lucie Didio. – Brasília: Liber Livro Editora, Série Pesquisa, v. 3, 2007.

BARDIN, Laurence. Análise de conteúdos. Lisboa: Edições 70, 1977.

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. 8. ed. São Paulo: Brasiliense, 2012. (Obras Escolhidas).

PASSEGGI, Maria da Conceição. Memoriais auto-bio-gráficos: a arte profissional de tecer uma figura pública de si. In: PASSEGGI, Maria da Conceição; BARBOSA, Tatyana Mabel Nobre (Org.). Memórias, memoriais: pesquisa e formação docente. - Natal, RN: EDUFRN; São Paulo: Paulus, 2008.

SASSAKI, Romeu Kazumi. Inclusão: construindo uma sociedade para todos. Rio de Janeiro: WWA, 1997.

VEIGA-NETO, Alfredo; LOPES, Maura Corcini. Inclusão como dominação do outro pelo mesmo. In: Colóquio Internacional Michel Foucault, 7., 2011, São Paulo. Anais... PUC-SP: Outubro/2011. 12p.

______. Inclusão, exclusão, in/exclusão.Verve, 20: 121-135, 2011.

VENTORIM, Silvana et al. Estágio Supervisionado 1. – Vitória: UFES, Núcleo de Educação Aberta e a Distância, 2011. 67p.
O professor regente ficou muito impressionado com a adesão dos alunos e analisou conosco o que poderia ter contribuído para que a adesão fosse maior nessa turma que, segundo ele, nunca achou que poderia acontecer por ser uma turma mais resistente, com alunos mais velhos.
[Contribuições:] conteúdo diferente, maior abertura e menos ansiedade
por parte
dos estagiários,
menor pressão do professor regente
e capacidade argumentativa
por parte
dos estagiários.

(Diário de itinerância, fl. 29/verso e 30)
Primeira aula...

- (Re)conhecimento do espaço comum
- "João Bobo"
Aulas seguintes...

- Futebol de cinco (contextualização e o jogo)
- Documentário e avaliação escrita
E não poderia faltar...

- Reflexão com a turma a partir do que escreveram (terminologias e conceitos)
- Voleibol sentado
- Pique-bandeira
Para dar destaque às falas dos alunos
e embasar as nossas aulas...

- Bola de guizo = "bastão sagrado"
- Escritas e falas dos alunos durante as aulas
As escritas e as análises
- Educação física e a perspectiva da aptidão física;
- Os esportes adaptados como programa para atender pessoas com deficiência:

visão médica (reabilitação)
visão esportiva (inserção social)
A EDUCAÇÃO FÍSICA E
A PESSOA COM DEFICIÊNCIA
- O olhar para as potencialidades
A relação das trajetórias com a experiência
- Na retomada de nossas trajetórias que pudemos compreender como se iniciou a constituição de nossas identidades docentes e como ambas imbricam-se com a experiência do estágio;

- A busca pelo autoconhecimento e pelo sentido das coisas, destacada nas trajetórias, levou-nos ao encontro e ao reencontro;

- Teoria e prática
Visão assistencialista
Eu acredito que o peso que eles carregam é algo que eles não precisam carregar sozinhos, afinal eles têm a sociedade para

ajudá-los

a se incluir com os mesmos. (Aluno Posêidon)
Visão heroica
[...] nós vemos pessoas deficientes que são alegres, de bem com a vida, que tem uma linda lição de vida e com essas aulas eu tenho parado para refletir mais sobre isso e tenho parado para pensar sobre tudo o que essas pessoas com deficiência passam no seu dia-a-dia e
se eu fosse definir essas pessoas com palavras
,
com certeza as palavras que eu escolheria
seria superação, dedicação, lição de vida
e muitas outras palavras que traduzem o que essas pessoas realmente são (Aluna Gaia, grifos nossos).
Visão próxima ao discurso inclusivo
Depois dessa experiência, meu modo de pensar no assunto mudou, pois tenho conhecimento sobre como é a vida de um deficiente visual.
Agora tenho mais respeito sobre eles
(Aluna Íris).

Nossa sociedade deveria pensar mais nos deficientes, já que eles também são cidadãos. Muita coisa já foi feita como a adaptação do esporte, a linguagem de sinais, a linguagem em Braille, as rampas e outros exemplos. Mas
essa mudança deve começar primeiro em mim ou em nós
(Aluna Atena).
. Né [sic] porque eles são cegos, mudos, que eles vão ser diferentes.
Todos nós somos iguais.
Antes eu nem me importava com os deficientes, mas hoje vejo que eles precisam da minha ajuda. (Aluno Ares, grifos nossos)
Em todas as escritas, podemos perceber uma mistura de entendimentos, refletindo que ainda “[...] são evidentes os muitos casos onde a inclusão se articula sobre o sujeito por meio de uma trama discursiva que o posiciona ora como um anormal a ser contido, ora como um anormal a ser conduzido e ora como um anormal a ser tutelado. A dominação por tutela não reconhece desejo e, tampouco, capacidade de autonomia moral do outro” (VEIGA-NETO, 2011, p. 5).
Diferença como enriquecedora das relações (VEIGA-NETO, 2011)
"Não havíamos marcado hora, não havíamos marcado lugar. E, na infinita possibilidade de lugares, na infinita possibilidade de tempos, nossos tempos e nossos lugares coincidiram. E deu-se o encontro"
(Rubem Alves)
- Protagonismo do professor na formação
Desafios
- Conteúdo diferente;

- Pouca experência;

- Desmistificar a ideia de que incluir é tornar igual (VEIGA-NETO, 2011).

- Desarticulação entre os sujeitos escolares e os estagiários;

- Falta de materiais específicos;

- Falta de acessibilidade na escola.
Possibilidades
- Conteúdo e metodologia diferenciados;

- Problematização da temática inclusão;

- Enriquecimento da formação.
- Encontro criativo;

- Desafios e tensões;

- Escolhas no estágio foram marcadas pelo vivido nas trajetórias;

- Transformação no processo de construção do trabalho
olhar restrito à visão jurídica;
fórmula mágica;
reconhecimento da timidez do alcance da proposta.
- Visão predominantemente assistencialista;

- Estágio como oportunidade para o contato com os diferentes modos de agir com o meio;

- Experiência provocativa e enriquecedora
elaboração de estratégias e práticas pedagógicas relacionadas a um conteúdo pouco trabalhado no cotidiano escolar;
desenvolvimento de uma prática docente que extrapola fronteiras técnicas e procedimentais;
sensibilização (relação com o outro, cuidado com esse outro).
Há que se destacar que

a turma
em questão, antes do estágio de regência desse grupo,
não se envolvia intencionalmente
nas aulas que eu ministrava. Poderia apresentar os conteúdos pelas mais diversas possibilidades do currículo. Mas o que faltava a ser explorado nessa turma foi exatamente o que eu ainda não havia percebido: Uma abordagem sinestésica que estava internalizada na fala de todos os estagiários nos conteúdos apresentados pela Educação Física adaptada.
Durante as aulas dos estagiários, todos os alunos da turma, sem exceção, participavam intensamente das aulas debatendo sobre os temas apresentados, refletindo e assumindo o lugar das pessoas que precisam de atenção especial na escola e na sociedade.

Observou-se durante as aulas o quanto que os jovens e adolescentes precisam de carinho e atenção (Professor regente da turma, grifos nossos).
O estágio com práticas inclusivas na educação física retrata
uma dessas tentativas bem sucedidas de conciliar formação e qualidade de intervenção
. Apesar das resistências encontradas e nem sempre superadas, a experiência levou a turma (turma essa difícil de se trabalhar, segundo o próprio professor regente!) e os próprios estagiários a olhar para a educação física de uma forma diferenciada.
Foram materiais, conversas, atividades não muito convencionais e confesso que no início, pensava que a proposta não fosse se concretizar, porém,
o tempo na escola, a aproximação com a turma, as conversas constantes, os planejamentos reflexivos reforçaram e alimentaram a idealização do planejamento inicial de trabalhar, através dos esportes adaptados,
a sensibilidade dos alunos com o “outro” e o seu reconhecimento como um legítimo “outro”, por meio das suas próprias particularidades (Professora supervisora do estágio, grifos nossos).
Foram materiais, conversas, atividades não muito convencionais e
confesso que no início, pensava que a proposta não fosse se concretizar
(Professora supervisora do estágio, grifos nossos).
O que eu pensava sobre a pessoa com deficiência inserida na sociedade antes das aulas?
Como eu penso hoje e qual o meu papel na sociedade diante dessa temática?
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