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CONSTRUINDO IGUALDADE, PREVENINDO A VIOLÊNCIA:

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by

Ana Rita Pacheco

on 14 November 2013

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Transcript of CONSTRUINDO IGUALDADE, PREVENINDO A VIOLÊNCIA:

CONSTRUINDO IGUALDADE, PREVENINDO A VIOLÊNCIA:
– O PAPEL DA COMUNIDADE EDUCATIVA NA TRANSFORMAÇÃO DAS MENTALIDADES E ATITUDES DAS CRIANÇAS

Causas da violência - Fatores de risco
Prevenção & Intervenção
A. Promover a igualdade para prevenir a violência

B. Desenvolver competências pessoais, sociais e académico-profissionais

C. Modificar crenças e atitudes estereotipadas
Ana Rita Pacheco
outubro de 2013
anaritaoppacheco@gmail.com

A violência na Escola
Entre pares
O bullying

A violência no namoro
Entre alunos/as e professores/as
"Utilização intencional de poder ou força física, na forma efetiva ou de ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou comunidade, da qual resulte ou possa resultar, com grande probabilidade, morte, dano físico e psicológico, perturbação do desenvolvimento ou privação" (OMS, 2002).
Objetivos da violência:
Integrar-se em grupos de referência;
Resolver conflitos de interesses;
Proporcionar experiências de poder e de protagonismo social.
Cognitiva
Componentes da violência
Comportamental
Afetiva
- Crenças e distorções sobre a realidade (ex. centração nas próprias necessidades);
- Estereótipos (etnias, culturas, NSE, género);
- Modos dicotómicos de ver a realidade social (bom/mau);
- Atribuição de intenções hostis aos/às outros/as;
- Dificuldade em perceber as causas dos problemas interpessoais.
- Identificação com valores ou pessoas violentos;
- Sentimento de injustiça;
- Dificuldade de controlo de impulsos e emoções negativas.
- Ausência de competências sociais e emocionais para resolver conflitos de forma não violenta (ex. negociação, argumentação, persuasão, mediação).
A indisciplina na sala de aula
Individuais
Tendência para a oposição, especialmente nos primeiros anos de vida
Frieza:
Falta de simpatia e prestabilidade,
Egoísmo,
Diminuição do sentimento de culpa,
Necessidade reduzida de aprovação social,
Prazer obtido através do domínio, intimidação e humilhação do/a outro/a
Dificuldade em empatizar
Consumo de substâncias, especialmente se precoce
Historial de agressão precoce
Desenvolvimento cognitivo (?)
Sociais (O grupo de pares)
A sigla "FRIEND" reúne as influências, positivas ou negativas, que os/as amigos/as exercem:

F - Friendship (amizade)
R - Resisting (resistir à pressão dos pares)
I - Interests (ter interesses alternativos)
E - Examples (modelos sociais)
N - Numbers (equilíbrio entre risco e apoio)
D - Deviant (associação com pares desviantes)

Outros fatores são:
Exclusão social ou pertença a um grupo sociocultural desfavorecido
Infraestruturas desadequadas ou inexistentes (ex. Casa da Juventude)
Familiares
Os pais e as mães de crianças com comportamentos antissociais tendem a:
Apresentar menos comportamentos positivos (ex. criminalidade);
Ser mais violentos/as e críticos/as em relação à disciplina;
Ser mais permissivos/as;
Reforçar comportamentos inadequados;
Ignorar ou punir comportamentos pró-sociais;
Proporcionar supervisão parental deficiente (quantidade e qualidade);
Adotar práticas disciplinares agressivas.
Escolares
Inexistência de supervisão adequada dos espaços escolares (especialmente, recreio, WC, balneários, corredores, etc.);
Desconhecimento e baixo nível de intervenção em caso de comportamentos de bullying;
Falta de clareza, consistência ou reforço das regras;
Disciplina inconsistente na sala de aula;
Fraca ligação entre os/as alunos/as e a Escola;
Desempenho académico insatisfatório
Fatores de proteção
Fatores biológicos e atitude intolerante face a comportamentos violentos;
Relação próxima e afetiva com a família;
Disponibilidade e proximidade de professores/as e restantes elementos da Comunidade Educativa;
Envolvimento e participação pró-social na Escola e na comunidade.
Bullying
Pode ser definido como "maus tratos entre pares", e apresenta as seguintes características:
1. Intencional - existe a intenção de causar dano;
2. Repetitivo e sistemático - não é um episódio esporádico;
3. O poder entre as vítimas e os/as agressores/as é desigual.
Tipos de bullying:
Físico (ex. bater, roubar)
Verbal (ex. insultar, gozar)
Relacional (ex. excluir)
Psicológico (ex. intimidação, humilhação)
Sexual (através de palavras, atos ou imagens)
Cyberbullying
Funções do bullying:
Instrumental (visa obter poder sobre os/as outros/as ou obter algo que lhes pertence)
Reativa (retaliação em relação a reais ou supostas ofensas ou provocações)
Há uma forte possibilidade de agravamento dos comportamentos agressivos, especialmente devido à dificuldade do/a jovem em gerir conflitos.
Gozar/
Provocação ofensiva
Linguagem corporal maliciosa
Maledicência (boatos, rumores)
Agressão física
Assédio sexual, racial ou religioso
Exclusão social
Mobbing, suborno, extorsão
Cybercrime, abuso por telefone
Danos à propriedade
Violência física, utilização de armas, homicídio
Traço comum: Adoção de uma postura geral de transgressão de regras
Consequências: Absentismo, abandono escolar, interferência nas amizades, trabalho, relações íntimas e saúde mental
Consequências ao nível da saúde do envolvimento em comportamentos de bullying:
Bem-estar psicológico (baixo)
Ajustamento social (fraco)
Stresse psicológico (elevado)
Bem-estar físico (baixo)

Para além disto, há também um aumento da probabilidade de adoção de comportamentos de risco (consumos; comportamentos delinquente).
Violência no namoro
É um ato de violência, pontual ou contínua, cometida por um/a dos/as parceiros/as (ou por ambos/as) numa relação de namoro, com o objetivo de controlar, dominar e ter mais poder do que a outra pessoa envolvida na relação.
Embora não existam distinções significativas, são as raparigas quem mais admite pequenas agressões.
Fatores de risco:
Presença de violência na família de origem;
Violência interparental;
Isolamento social;
Inexistência de experiência relacional;
Necessidade de emancipação/independência;
Existência de assimetrias de poder na relação;
Consumo de substâncias;
Depressão/Ansiedade - mulheres;
Externalização - homens;
Fraca supervisão parental.
Consequências:
Disfunções do comportamento alimentar;
Stresse pós-traumático;
Perturbações emocionais;
Comportamentos sexuais de risco.
As raparigas reportam um dano mais severo como resultado do abuso na intimidade, taxas mais elevadas de vitimação sexual e, ainda, um recurso superior a estratégias de autodefesa face à violência, quando comparadas com os rapazes.
Prevenção & Intervenção:
Informação
Desenvolvimento de competências pessoais e sociais
Atividades alternativas
Intervenção com pais/mães e professores/as
Indisciplina na sala de aula
Refere-se aos problemas de comportamento que prejudicam o processo de ensino-aprendizagem.

É a desordem da relação pedagógica, e surge como consequência da quebra das regras estabelecidas.
Níveis de indisciplina escolar
Desvios às regras
É o conjunto de comportamentos que perturbam o desenvolvimento da aula.
Conflitos interpares
Refere-se a comportamentos que comprometem o equilíbrio entre alunos/as, nomeadamente as condutas agressivas e violentas.
Conflitos da relação professor/a - aluno/a
Diz respeito aos comportamentos de indisciplina que põem em causa a autoridade e o estatuto do/a professor/a.
Exemplos:
insultos
desobediência
Mais do que o comportamento do/a aluno/a, a indisciplina refere-se a todo o contexto pedagógico envolvido.
Intervir...
Gestão do ambiente de ensino-aprendizagem
Estratégias do início do ano
Estratégias prévias às atividades
Estabelecimento de boas relações interpessoais
Gestão dos comportamentos
Estratégias de vigilância e controlo dos comportamentos
Gestão da instrução
Estratégias de motivação e de manutenção do interesse da turma
Manutenção do ritmo da aula
Âmbitos de intervenção
Escola
1. Reuniões com os pais e as mães para tratar o problema (e não casos específicos);
2. Constituição de grupos de professores/as e outros agentes educativos para tratar da melhoria do ambiente social da escola (ex. Brigada Anti-Bullying);
3. Realização de um diagnóstico da situação;
4. (In)Formação a toda a comunidade educativa.
Grupo/Turma
1. Implementação de estratégias de trabalho cooperativo;
2. Expressão dramática;
3. Elaboração, com os alunos, de regras escritas, bem como das sanções correspondentes a cada infração (previsibilidade).
Indivíduo
Alunos/as ALVO:
1. Treino de competências de assertividade, afirmação pessoal e regulação emocional;
2. Ensiná-los a evitar situações de risco e a pedir ajuda;
3. Resistência às manipulações e ameaças.

Alunos/as ORIGEM:
1. Fazer com que compreendam as consequências dos seus atos;
2. Desenvolvimento da capacidade de empatia.

Alunos/as NEUTROS/AS:
1. Mobilizá-los no sentido de não rirem, não encorajarem ou assistirem passivamente;
2. Criação de uma ligação entre estes/as alunos/as e professores/as.
Comunidade envolvente
1. Famílias;
2. Rentabilização das infraestruturas disponíveis;
3. Aproximação entre a comunidade e a Escola.
Promoção de comportamento positivo e de aproveitamento escolar satisfatório
A. Investir na tarefa
B. Investir na relação
Atividade 2 - Pensar nas consequências
1. Peguem numa folha branca, e segurem-na bem;
2. Agora, amarrotem-na e atirem para o chão. Pisem a folha com força. Devem estragá-la o mais possível, mas sem a rasgar;
2. De seguida, apanhem a folha do chão, e abram, com cuidado para não rasgar. Devem endireitar a folha o mais possível;
3. Observem a folha. Vejam como ficou suja e cheia de marcas;
Atividade 3 - Isso não é violência!
Em grande grupo, debatam as seguintes questões:
1. Ter ciúmes é violência?
2. Escolher os/as amigos/as do/a companheiro/a ou não deixar ter amigos/as, é aceitável?
3. É saudável querer saber sempre onde está o/a companheiro, com quem e a fazer o quê?
4. Fazer o/a outro/a sentir-se inseguro/a ou sem valor, é violência?
5. Puxar o cabelo, empurrar, bater é violência?
6. Bater nas paredes ou partir objetos quando se está zangado/a, é aceitável?
7. É saudável humilhar, gritar, gozar?
8. Obrigar a ter relações sexuais é amor?
Atividade 1 - Fatores de risco da violência
Em pares, preencham a ficha de atividade, tendo em conta os fatores que consideram estar na origem da violência em contexto escolar.
3. Uma vez iniciada a aula...
a. Pôr a turma rapidamente ativa
b. Manter a atenção dos/as alunos/as durante a aula
c. Estar alerta para o que está a acontecer na turma
d. Analisar o que está a suceder na turma
e. Fazer com que a lição decorra num bom ritmo
f. Assegurar efetivas oportunidades de atividade prática
g. Delegar responsabilidades nos/as alunos/as
h. Ser capaz de lidar ao mesmo tempo com mais do que uma tarefa
i. Usar a voz com eficácia
j. Não demorar na entrega das avaliações
k. Concluir adequadamente a aula
1. Ter a aula bem planeada e organizada
a. Definir os objetivos e competências que se pretende trabalhar e/ou atingir em cada unidade de trabalho.
b. Prever as atividades
c. Prever o recurso à avaliação formativa
d. Ter a sala de aula eficazmente arranjada
e. Reavaliar periodicamente as planificações
2. Ser pontual
Dar o exemplo é melhor do que qualquer "sermão".
1. Promover comportamentos positivos e bom aproveitamento
O comportamento positivo deriva de boas relações, de modelos positivos e de uma comunicação clara.
Como aprendem os alunos a comportar-se?
• Por imitação dos/as outros/as (adultos/as/pares)
• Por demonstração
• Por explicação
• Com prémios pelo bom comportamento (reforço)
• Por modelagem dos/as adultos/as e dos pares
• Praticando
• Sendo-lhes dito e lembrado
• A partir da sua experiência na família, nos grupos de pares, na escola, etc.
2. Reconhecer a importância e criando relações de alta qualidade
 As relações são importantes no encorajamento do bom comportamento e da aprendizagem. Ser positivo/a encoraja o bom comportamento.
Utilize as suas competências sociais
Sorria
Mantenha contacto visual
Use os nomes próprios dos/as alunos/as
Leia a linguagem corporal e a expressão facial
Pergunte e responda a questões
Use linguagem e tom de voz apropriados
Escute e responda adequadamente
Aceite pedidos de desculpa
Dê-se a conhecer, fale de si próprio/a
Mobilize atitudes
Gaste tempo com os/as alunos/as e colegas
Acredite que todas as pessoas são merecedoras de respeito
Acredite que toda a relação envolve dar e receber
Esteja preparado para falar aberta, mas apropriadamente, acerca de si próprio/a
Perceba a importância de obter e dar feedback
Seja capaz de pedir e de conseguir ajuda
Acredite que as pessoas têm uma mistura de qualidades, forças e fraquezas
Acredite que a maioria das pessoas responde positivamente quando é abordada positivamente
Reconheça que as outras pessoas nem sempre se comportam ou são como gostaríamos que fossem
Aceite que não somos obrigados/as a gostar de toda a gente
Adote uma atitude positiva
Comunique aos/às alunos/as que estão a portar-se bem e diga-lhes porque está satisfeito/a
Reconheça os/as alunos/as como indivíduos - use os nomes próprios, cumprimente-os
Seja caloroso/a e distribua sorrisos e exprima satisfação
Trate os/as seus/as alunos/as como gostaria de ter sido tratado quando foi aluno/a
Procure conhecer os/as seus/suas alunos/as
Dê tempo aos/às seus/suas alunos/as
Use elogios com eficácia
O elogio eficaz é:
Pessoal–- usa o nome da pessoa
Específico–- diz exatamente o que lhe está a agradar
Genuíno–- não é excessivo
3. Desenvolver competências para uma gestão eficaz dos comportamentos
As palavras que usamos e o modo como as usamos afetam muito o comportamento dos/as que nos rodeiam, podendo motivar e encorajar ou diminuir e magoar.
A linguagem positiva ajuda a perceber como pretendemos que os/as alunos/as se comportem e evita a confrontação e a discussão.
Linguagem positiva
Instruções eficazes
Atividade 4 - Linguagem positiva
Preencha a ficha de atividade, transformando a linguagem negativa em intervenções positivas.
Atividade 5 - Mensagem abstrata
Para esta atividade, é necessário um/a voluntário/a.
A tarefa do resto do grupo é a de desenhar a imagem que o/a voluntário/a vos irá descrever.
Regras:
1. Não podem fazer perguntas;
2. Não podem mostrar o vosso desenho a ninguém até ao fim da atividade.
4. Gerir adequadamente as situações difíceis
É preciso mais do que uma pessoa para que haja uma discussão. Não podemos gerir o comportamento dos/as outros/as, mas podemos gerir o nosso próprio comportamento e, por vezes, as situações.
Técnicas para permanecer calmo/a:

A. Deite água na fervura –- Concorde com qualquer verdade que surja (“Sim, é verdade. Ontem estava muito zangado/a”) e reconheça o ponto de vista ou os sentimentos do/a outro/a (“Vejo que estás zangado/a!”, “Talvez isto te pareça injusto”).
B. Exprima os seus sentimentos - Pode ser útil dizer o que está a sentir, sem fazer grande alarido (“Sinto-me incomodado/a sempre que chegas tarde à aula pois isso interrompe o que estamos a fazer”)
C. Procure uma solução - Encontre uma solução que permita a ambos/as sair com dignidade do problema. Pode ser útil propor uma escolha/opção (“Gostaria que tu… Contudo, vejo que isto é um problema para ti. Que tal se…?”).
D. Atrase a decisão - Por vezes pode ser útil “comprar tempo”, para que os ânimos possam acalmar (“Preciso de pensar no que disseste. Por isso, falamos amanhã, ok?”).
A violência é uma questão de género?
Atividade 0 - Apresentação
Atividade 6 - Mãos à obra!
Em pequenos grupos, planifiquem um projeto cujo objetivo geral seja a prevenção e/ou intervenção da violência na Escola.
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