Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

DO PROVÉRBIO À IRONIA – Polifonia, captação e subversão

No description
by

Babz Manaia

on 2 October 2013

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of DO PROVÉRBIO À IRONIA – Polifonia, captação e subversão

2- Slogan- Provérbios
e slogan
bibliografia:
https://www.facebook.com/FrasesIroniasIndiretas?fref=ts
http://kifrases.blogspot.com.br/2010/09/frases-legais-e-famosas.html
(http://www.fae.br/2009/PensamentoPlural/Vol_5_n_2_2011/Artigo%203.pdf)
http://www.celsul.org.br/Encontros/10/completos/xcelsul_artigo%20(158).pdf

O provérbio se submete a algumas coerções que lhe dão estabilidade e facilitam sua memorização;
O provérbio é curto e geralmente estruturado de forma binária
Um discurso pode, de fato, imitar
um outro, servindo-se de duas
estratégias: a captação e a subversão.
Captar um texto significa imitá-lo, tomando a mesma direção que ele.
 Na captação ou na subversão, a imitação pode operar em dois planos distintos: o do gênero de discurso e o do texto reconhecido.
Captação do gênero proverbial
a) “Beleza é fundamental”.
b) “Os cães ladram, os Lee Cooper passam”.
 A relevância da mensagem proverbial
quase sempre inclui algum tipo de
ensinamento ou apelo pragmático sobre
como deve ser o comportamento das
pessoas
Subversão do gênero de discurso


 O provérbio funciona como um tipo de enunciado que transmite ensinamentos e valores morais que ajudam a moldar as condutas humanas, ou seja, os provérbios constituem conjuntos de enunciados que carregam os vínculos sociais e ideológicos que os
prendem a determinadas formações sociais
 Os provérbios são reconhecidos como um tipo de texto breve que carrega consigo algum tipo de ensinamento ou valor moral que tomam a forma de conselhos e regras sociais.

 As formas comunicativas são criadas obedecendo a regras e necessidades da própria dinâmica social...indivíduo reconhece mais facilmente o propósito de um texto que lhe foi dado na rua, se este for capaz de compará-lo com outra situação
semelhante

Exemplos
4. Da subversão à ironia
Polifonia e ironia
 Na subversão, o enunciador “imita” um texto ou
um gênero para desqualificá-lo. Opondo-se ao que ele subverte, valoriza sua própria enunciação.
Captação e Subversão
 Este fenômeno assume uma dimensão
diferente: não se trata de copiar um fragmento
isolado, mas de imitar globalmente um texto ou
um gênero de discurso.
 Não se trata de uma relação imitação e imitado,
exclusivamente lúdica. Neste caso, o discurso de
imitação é construído com sua própria identidade.
Isso ocorre quando o slogan imita um provérbio.
 Todo slogan aspira a ter a autoridade de um
provérbio, a ser universalmente conhecido e
utilizado em qualquer circunstância.

YES!
YES!
YES!
NO!
NO!
NO!
Provérbio e Ironia – semelhanças e diferenças
 Ambos implicam um enunciador
 O provérbio pertence a um estoque estabelecido, a um patrimônio cultural;
o provérbio se apresenta pelo que ele é, sem equívocos;
 É próprio da natureza da ironia
ser muitas vezes insolúvel, impedindo que o co-enunciador determine se o enunciador está ou não sendo
irônico
No caso de uma enunciação irônica, deveríamos portanto distinguir três vozes:
a) A voz anônima representada pelo “nós” da sabedoria popular
b) A voz do personagem ridículo que diria seriamente o provérbio
c) A voz do enunciador que encena, em sua própria fala, a voz precedente, da qual se distancia
Ironia e aspas
 Em ambos os casos ocorre uma espécie
de divisão interna da instância da enunciação;
 No caso das aspas, o enunciador usa uma expressão e, de algum modo, aponta ela,
indicando, assim, que ele não a assume
realmente
 Na ironia, o enunciador produz um
enunciado que ele invalida ao mesmo tempo
em que fala;

3. Enunciados sobre outros enunciados
Exemplos
Exemplos
A Evolução do Slogan
 O slogan sofre a influência direta das transformações
da mídia
 O slogan é uma forma de comunicação mais presente nas propagandas e sua curta mensagem está repleta de sentidos

DO PROVÉRBIO À IRONIA – Polifonia, captação e subversão
• Em sua memória
 o provérbio pertence a um estoque de enunciados conhecidos como tal pelo conjunto de falantes de uma língua;
 supõe-se que os falantes conhecem os provérbios da mesma forma que conhecem o léxico da língua;
 os provérbios encontram-se nos dicionários

Exemplos:
a) “Desgraça quando vem, vem de montão.”
Diferenças entre Provérbio e Slogan
A enunciação proverbial é fundamentalmente polifônica; o enunciador apresenta sua enunciação como uma retomada de
numeráveis enunciações anteriores, as de todos os locutores que já proferiram aquele provérbio.
...
“A questão do provérbio é muito importante, pois se usa um provérbio para dar ao enunciador um suporte filosófico.
Maingueneau”.
...
O enunciador não explicita a fonte do enunciado: cabe ao co-enunciador identificar o provérbio como tal, apoiando-se, ao
mesmo tempo, nas propriedades linguísticas do enunciado em sua própria memória

• Em certas
propriedades
linguísticas
a) “Pai avaro/filho pródigo.”
b) “Sua alma/sua palma.”

Recorre frequentemente a rimas ou correlaciona partes com igual ou aproximado número de sílabas;
Estabelece simetrias sintáticas ou semânticas entre uma parte e outra.

Exemplos
a) “Vencer sem perigo/é
triunfar sem glória”
 Seja publicitário ou político tem uma certa semelhança com o provérbio;
 Possui uma fórmula curta, a ser repetida por inúmeros locutores, que joga também
com rimas, simetrias silábicas, sintáticas ou lexicais;
 O slogan constitui uma espécie de citação. Aquele que cita, não toma para si a responsabilidade por esses enunciados. O enunciador não explicita a fonte.

Exemplo:
"Coca cola é isso aí!"
Muitos slogans estão ancorados na situação de enunciação. Podem conter embreantes e nomes próprios que por razões diversas são inseparáveis de contextos particulares.
 O provérbio deve ser interpretável fora de qualquer contexto singular;
Exemplos:
a) “Sua aposentadoria pode contar conosco.” (Athéna Companhia de Seguros)
b) “Com Carrefour, eu sou otimista.”
c) “SFP, o primeiro fator de confiança

O valor pragmático do slogan é muito diferente do valor pragmático do provérbio
O provérbio é uma asserção sobre a maneira como funcionam as coisas, sobre como funcionam
o mundo, dizendo oque é verdadeiro
 O slogan sugere a ideia de fixar na memória dos consumidores potenciais a associação entre uma marca e um argumento persuasivo para a compra.
Emprega normalmente da construção ou palavras arcaicas ;
O provérbio é proferido com um ethos
específico, um tom “sentencioso” que
contrasta com o fluxo habitual da
interação oral;
 O enunciador do provérbio é co-responsável pela assertiva: na medida em que a “sabedoria popular” é, na realidade, a própria com unidade dos locutores de uma língua, cada locutor é indiretamente um dos membros dessa instância.
Alusão e outros enunciados
 Fenômenos de polifonias => combinação de diversas
fontes enunciativas;
 Prática comumente utilizada por jornais ou propagandas,
cujo objetivo é deixar entrever, por trás de um enunciado,
outros enunciados ou fragmentos de enunciados célebres;
 Recurso utilizado nos títulos de artigos de alguns jornais;
 A ideia é atrair a atenção do leitor, levando-o a identificar
dois enunciados em um só, enfatizando um ethos lúdico

Exemplos
a) ... “Orlandi (1980, p. 63) traz um exemplo bem interessante
que seriade uma possível frase escrita num muro: “Neocid
neles, parasitas”, e quantas interpretações esta frase
oferta. Ela pode significar desde um recado para maus
patrões, feito por trabalhadores insatisfeitos, até burgueses
insatisfeitos com o comportamento da juventude rebelde,
os hippies, darks etc. Nos dias atuais no Brasil poderia ser
um cidadão, no papel de pagador de impostos, criticando os
beneficiários dos diversos programas sociais
que poderiam estar trabalhando ao invés de sobreviverem
apenas de ajuda.”...(A construção de um discurso
empresarial: Entrevista com Oded Grajew. Adolfo Plínio
Pereira e Ana Cristina Salviato Silva)

b) Os cães ladram, os Lee Cooper passam” => “Os cães ladram,
a caravana passa”.

 É o caso do slogan que imita um provérbio: o primeiro esforça-se para, em benefício próprio, apropriar-se valor pragmático do segundo

 Há subversão quando o texto que imita visa desqualificar o texto imitado. Neste caso, a estratégia adotada é a paródia

a) 152 provérbios adaptados à época atual
(Paul Éluard e Benjamim Péret), cujo
propósito era se opor à prática do discurso publicitário.

 O uso de provérbios é uma prática bastante
comum ainda hoje, seja na fala corriqueira
das pessoas, na tribuna, no discurso dos
políticos, na mídia, imprensa ou no
sermão dos padres, os provérbios estão
ainda muito vivos.



algum tipo de ensinamento ou apelo pragmático sobre como deve ser o comportamento das pessoas.

 A relevância da mensagem
 A presença constante dos provérbios na argumentação denota que sua função é provocar o co-enunciador para que o mesmo seja capaz de descortinar o jogo de sentidos que a citação proverbial proporciona, pois, geralmente, aquele que cita o provérbio conta com a capacidade de inferências e de significados já reconhecidos pelo senso comum.
estratégias diversas para conseguir viabilizar os seus propósitos e o uso do texto proverbial é apenas uma delas... o texto argumentativo é o lugar ideal para o discurso proverbial, é o espaço do jogo do dizer que usa as palavras do outro, o dizer que não compromete a face do locutor
 A imprensa se utiliza de
 “Deus ajuda a quem cedo madruga” e “O tempo é o melhor juiz”. Em ambos os casos uma regra tácita se institui, pois seguir a voz dos mais experientes sempre se constitui como orientação para aqueles que desejam ter sucesso ao fazer as escolhas certas na vida. Dizer que a labuta diária pode garantir o futuro é sem dúvida fazer uma escolha de vida.
 Valores positivos da prudência, da moderação e
da perseverança como elementos exaltáveis nos provérbios
a) “Grão a grão enche a galinha o papo”.
b) “devagar se vai ao longe”.
c) “Quem te avisa teu amigo é”.
d) “Deus ajuda quem cedo madruga”.
e) “Não guardes para amanhã o que podes fazer hoje”.
f) “A cavalo dado não se olha o dente”.
g) “Não faças aos outros o que não queres que te façam a ti”.
h) “Quem tudo quer, tudo perde”. (ganância).
i) “Tão ladrão é o que vai à horta como o que fica à porta”.
(alerta-se para os efeitos maléficos de andar em más companhias)

proverbial nos textos da imprensa
jornalística escrita se constitui como
estratégia do enunciador que busca
persuadir o leitor usando a voz da
sabedoria popular através de regras
consensualmente aceites pela
comunidade a qual pertence.
 a presença do enunciado
Segundo Muecke (1995, p.15) explica que a ironia desempenha seu papel na vida cotidiana e, nesse caso, essa “ironia popular” não oferece a seu receptor desafios complicados de interpretação. Elucida tal tipo de ironia a frase “Sorria, você está sendo filmado”, encontrada há alguns anos em inúmeros centros comerciais espalhados por todo o Brasil. Na verdade, deparando com esse enunciado, somos convidados não a esboçar um sorriso, como se sugere literalmente, mas, sim, somos avisados de que estamos submetidos a uma câmera e, sendo assim, caso ajamos ilicitamente, seremos identificados. Esse é, pois, um caso em que a ironia se faz presente no cotidiano, sem oferecer dificuldades maiores de interpretação
texto: A ironia, seu efeito humorado, tanto
pode revelar-se via um chiste, uma anedota,
uma página literária, um desenho caricatural,
uma conversa descontraída ou uma discussão acirrada, espaços ‘institucionalizados’ para o aparecimento de discursos de humor, quanto em outros, como a primeira página de um jornal sério e que não tem por objetivo divertir seus leitores
(BRAIT, 1996, p. 14).”
A ironia se manifesta em qualquer tipo de
A ironia ocorre em todos os tipos de discurso,
e a sua atribuição ou não dependerá de sua interpretação. A esse respeito, Hutcheon
(2000, p. 22) diz que [...] “a ironia não é ironia até que seja interpretada como tal – pelo menos por quem teve a intenção de fazer ironia, se não pelo
destinatário em mira. Alguém atribui à ironia; alguém faz a ironia ‘acontecer’”.
Eco (1986, p.14) diz que o discurso interpretativo atua no discurso irônico, segundo uma estratégia que inclui previsões do movimento do outro. Contudo, Freud (1905) revela que a ironia é a figura da retórica que supõe certa
posição do sujeito diante da verdade e a ironia revela o
funcionamento do inconsciente como retórica
A ironia e o humor, independente de suas
acepções, são elementos imprescindíveis
no processo de comunicação e em todo humor
há processos não de compreensão, mas de
produção de sentidos. Pode-se dizer que a
ironia e o humor se completam, fazendo com
que se tornem importantes ferramentas para
a reflexão do ouvinte;
 Na ironia o enunciador subverte sua própria enunciação. Ocorre, pois, a subversão, sem que haja contestação de um gênero ou de um texto
  A enunciação irônica apresenta a particularidade de desqualificar a si mesma, de se subverter no instante mesmo em que é proferida. Classifica-se tal fenômeno como um caso de polifonia, uma vez que esse tipo de enunciação pode ser analisado como uma espécie de encenação em que o enunciador expressa com suas palavras a voz de uma personagem ridícula que falasse seriamente e do qual ele se distancia, pela entonação e
pela mímica
 Na enunciação oral, basta que seja
adotada uma entonação específica para
que o co-enunciador pressuponha que se trata de uma ironia; Na enunciação escrita, elementos como reticências, palavras enfáticas, etc. são suficientes para que o co-enunciador capte a enunciação irônica
Exexmplo:
a) “Que homem amável!...”
que deixa perceber na sua própria voz,
por meio de uma entonação característica,
a voz de um outro, ao qual se atribui a
responsabilidade pelo enunciado
 Com relação ao provérbio, “o outro” é
uma instância valorizada e reivindicada indiretamente pelo enunciador, enquanto
na ironia, o outro é desqualificado
 A ironia é por essência ambígua,
pois se mantém na fronteira entre o
que é assumido e o que é rejeitado
 Enquanto a paródia aniquila internamente
uma posição enunciativa visivelmente
estranha e caricaturizada, a ironia simula
imputar ao adversário a responsabilidade
pelo texto, de maneira que
ele se autodestrua.
 Existem aspas que demonstram

uma rejeição por parte do enunciador
da expressão proferida e, no polo oposto, aspas que se satisfazem comum pequeno distanciamento, difícil de interpretar.
 Da mesma forma, há casos de ironia extrema em que ocorre uma franca desqualificação da
personagem encenada e, no outro, extremo, enunciações que apenas se revestem de um
“colorido” irônico, quando o enunciador torna
alguma distância, sem deixar que o
co-enunciador perceba de maneira nítida
a ruptura entre os dois pontos
de vista
Full transcript