Loading presentation...

Present Remotely

Send the link below via email or IM

Copy

Present to your audience

Start remote presentation

  • Invited audience members will follow you as you navigate and present
  • People invited to a presentation do not need a Prezi account
  • This link expires 10 minutes after you close the presentation
  • A maximum of 30 users can follow your presentation
  • Learn more about this feature in our knowledge base article

Do you really want to delete this prezi?

Neither you, nor the coeditors you shared it with will be able to recover it again.

DeleteCancel

Make your likes visible on Facebook?

Connect your Facebook account to Prezi and let your likes appear on your timeline.
You can change this under Settings & Account at any time.

No, thanks

Eurico, o Presbitero

Análise Crítico-Literária
by

Mauricio Magalhães

on 17 November 2015

Comments (0)

Please log in to add your comment.

Report abuse

Transcript of Eurico, o Presbitero

Eurico, o Presbítero
de Alexandre Herculano
Análise Crítico-Literária
Magalhães M.
Prescher A.
Tonoli F.
Vaine H.

Alexandre Herculano

historiador
liberalista – defendia as ideias de D. Pedro I
crítico da corrupção do clero/igreja
nacionalista / patriota
de Carvalho de Araújo (1810 – 1877)
influenciado pelos escritores
o autor:
Water Scott
responsável pelo resgate da história medieval inglesa
inglês
Victor Hugo
francês
preocupação
político-social
- LesMis
- Notre-Dame de Paris
estreitamente ligado aos círculos de poder
Membro de diversas Academias de História e de Ciências
Eventos na vida de Alexandre Herculano
1800
1810
1820
1830
1840
1850
1860
1870
1880
1808 – D. João VI e a corte portuguesa fogem para o Brasil temendo Napoleão
1810 - nasce em 28 de março em Lisboa
1815 - Napoleão derrotado
1826 - Morre D.João VI
1831
D.Pedro I, retorna à Europa
adverso ao absolutismo miguelista, Herculano é exilado na Inglaterra / França
1832 – 1834
Guerra Civil Portuguesa
Herculano integra a expedição militar comandada por D. Pedro
vitória do exército liberalista de D. Pedro
1834 – nomeado por D. Pedro IV como segundo bibliotecário (Biblioteca Pública do Porto)
1839 – Nomeado diretor das Bibliotecas Reais das Necessidades e da Ajuda
1844 – Publica Eurico, o Presbítero (O romance de retrata o início do século VIII ou momento da invasão da Península pelos árabes
1846 – Publica a História de Portugal
1852
encarregado de compilar documentos históricos de cartórios
1856
funda o Partido Progressista Histórico
PPH
1858 – preside o comício anticlerical
1865 – Código Civil Português
*Herculano introduz o casamento civil a par do religioso
1867 – casa-se (após 31 anos de “noivado”)
1877
morre aos 67 anos de pneumonia em 18 setembro em Santarém (80km Lisboa)
Contexto histórico da narrativa: um panorama geral
Publicado em 1844, Eurico, o presbítero é um romance histórico situado no século VIII. Dentro da obra, o tempo é cronológico e enfoca o fim do reino visigodo (hoje, Espanha e Portugal) com a invasão vitoriosa dos árabes-muçulmanos.
• Idade Média: séc V – XV

• ~476 – queda do Império Romano
---> Fé, descentralização, ruralização, interrupção da ciência/filosofia

• ~500 – Consolidação dos reinos Visigodo, Franco, Bizantino (Romano Oriental)
• ~632 – Morte de Maomé
• ~718 – Praticamente toda Península Ibérica já havia sido conquistada pelas forças muçulmanas.
--->“Presbítero. Antemanhã. Oito dos idos de abril da era de 749.” (p 28)
• ~730 – Pelágio – Personagem histórico presente na obra, proclamado Rei das Asturias após primeiras vitórias contra os muçulmanos, detendo o avanço sobre os ibero-cristãos.

• ~850 – Reinos cristão da Península Ibérica começam a avançar para o sul

• 1031 – colapso do império muçulmano hispânico
• 1230 – Independência de Portugal


NARRADOR
 
Predominância de narrador onisciente em 3ª pessoa...
“Mas, se os que o acatavam como um predestinado soubessem quão negra era a predestinação do poeta, porventura que essa espécie de culto de que o cercavam se converteria em compaixão ou antes em terror.” (p. 32)

... intercalado com alguns momentos em 1ª pessoa (recordações e reflexões de Eurico)
“Nessa noite fria e úmida, arrastado por agonia íntima, vagava eu às horas mortas pelos alcantis escalvados das ribas do mar...” (p. 38)
 
narrador é parcial, seu discurso carrega um posicionamento:
“Eurico era uma destas almas ricas de sublime poesia a que o mundo deu o nome de imaginações desregradas, porque não é para o mundo entendê-las.”
(p. 27)
“A podridão tinha chegado ao âmago da árvore, e ela deveria secar. O próprio clero de corrompeu por fim. O vício e a degeneração corriam soltamente, rota a última barreira.” (p. 23)
“Terá achado quem te chame sua, quem te aperte entre os braços, quem tivesse para dar a teu pai o preço do teu corpo e te comprasse como alfaia preciosa para serviço doméstico.” (p. 51)

DIVISÃO ESTRUTURAL DA OBRA
Prefácio
Prólogo do autor
18 capítulos nomeados (Os visigodos, O Presbítero, O Poeta, A Aurora da Redenção, entre outros)
Conclusão
 
CARACTERÍSTICAS
Linguagem culta
Mescla de discurso direto e indireto livre
Tempo cronológico com poucos flashbacks
Uso de figuras de linguagem (comparação, metáfora, eufemismo, hipérbole, entre outras)
Linguagem bastante descritiva

“... as suas janelas, por onde a claridade, passando para o interior, se transforma em tristonho crepúsculo, são como um tipo indeciso e rude das frestas que, depois, alumiaram os templos edificados no décimo quarto século, através das quais, coada por vidros de mil cores, a luz ia bater melancólica nos alvos panos dos muros gigantes e estampar neles as sombras das colunas e arcos enredados das naves.”
(p. 26)


Medievalismo


“Quando o céu é um deserto para a esperança, onde a acharei na terra?
Que pode hoje embriagar-me, senão uma festa de sangue?” (p. 70)

“Assim, os centros dos dois exércitos semelham o tigre e o leão no circo,
abraçados, despedaçando-se, estorcendo-se enovelados, sem que seja possível
prever o desfecho da luta, mas tão somente que,
ao adejar a vitória sobre um dos campos,
terão descido sobre o outro o silêncio e o repouso do aniquilamento.” (p. 82/83)



“Examina bem a consciência, e dize-me qual é para os corações puros e nobres o motivo imenso,
irresistível das ambições de poder, de opulência, de renome?
É um só – a mulher: é esse o termo final de todos os nossos sonhos,
de todas as nossas esperanças, de todos os nossos desejos.” (p. 68)

“Os godos, espantados, perguntavam uns aos outros quem seria aquele temeroso guerreiro;
mas entre eles ninguém havia que pudesse dizê-lo.” (p. 86)

“Um homem só combatia ainda daquele lado à beira do rio.
Era o cavaleiro negro.
Cercavam-no muitos sarracenos,
mas de longe, porque os que ousavam aproximar-se dele caíam
a seus peés moribundos.” (p. 96)


Exaltação da mulher, exaltação do herói

“Sou um homem que ainda não renegou nem da cruz nem da Espanha;
um homem que não aceitou o ouro dos bárbaros
para ser o assassino covarde de seus irmãos.” (p. 152)


“Não é a sua coroa que os filhos das Espanhas têm hoje de defender;
é a liberdade da pátria; é a nossa crença;
é o cemitério em que jazem os ossos dos nossos pais;
é o templo e a cruz, o lar doméstico, os filhos e as mulheres,
os campos que nos sustentam e as árvores que nós plantamos.
Para mim, de todos estes incentivos, apenas restam dois:
o amor da terra natal e a crença do Evangelho.” (p. 65)

“Império de Espanha, império de Espanha!
Por que foram os teus dias contados?” (p. 45)


Patriotismo, saudosismo

CARACTERÍSTICAS DA OBRA
1ª fase do Romantismo Português

Pessimismo, sentimentalismo exacerbado, amor impossível

“Rico, poderoso, gentil, o amor viera, apesar disso, quebrar a cadeia brilhante da sua felicidade.” (p. 27)

“As mãos imbeles de uma donzela e de um velho esmagaram e despedaçaram o coração de um homem, como os caçadores covardes assassinam no fojo o leão indomável e generoso.” (p. 49)

“Que me importa a vida ou a morte, se o padecer é eterno?” (p. 56)


"O
romantismo
foi um movimento artístico, político e filosófico que surgiu nas últimas décadas do século XVIII na Europa e que perdurou por grande parte do século XIX"
Temas
batalha
aliança,
traição
vingança
sentido existencial de cada ser humano
patriotismo
fidelidade
desejo de mudar a sociedade
O amor e o dever cívico
Eurico, o Presbítero
Alexandre Herculano

Pensando a obra

Critica fortemente "o celibato", mas o romance é todo centrado na ideia de Cristianismo, entendido como mensagem de liberdade, fraternidade e sacrifício (PEREIRA, 2009, p. 139)

Paradoxo: o Presbítero e o Cavaleiro Negro

Contudo, é um poeta, um homem apaixonado, um guerreiro, um herói para o Romantismo (PEREIRA, 2009, p. 143)

Na figura do Cavaleiro Negro, o romance também torna-se um ato político associado à ideia de liberdade humana

personagens com forças sobre-humanas, anjos, demônios, consagrados a uma obra de maldição ou de santificação
Filosofia

conceito de "bem" e "mau"

BEM - associado aos Católicos
MAU - associado aos Muçulmanos

BEM - associado a uma linhagem considerada divina, o bem nascido
MAU - associado a condição
de plebeu

(ALVES, 2010, p. 81)

FUGA

conflito pessoal de Eurico, dividido entre o celibato e o amor de Hermengarda
Revolução Burguesa

Subjetivismo/Individualismo

Evasão da realidade

Portugal

Primeira Fase
"Uma destas revoluções morais que as grandes crises produzem no espírito humano se operou então no moço Eurico..."
(HERCULANO, p. 27/28)
"a morte parecia, contudo,fugir a ele para que nem este último desejo se lhe cumprisse"
(HERCULANO, p. 187)
Eurico - a morte do presbítero; a morte do Cavaleiro Negro
Bibliografia

ALVES, Carla Carvalho. Figurações do Mouro na Literatura Portuguesa: O Lado Errado do Marenostro? Tese Doutorado. USP, São Paulo, SP, 2010

HERCULANO, Alexandre. Eurico, o Presbítero. Editora Martin Claret. 2 Ed., São Paulo, SP, 2014.

PEREIRA, Leonardo de Atayde. O Sentido de História para Alexandre Herculano: uma interpretação romântica (1830-1853). Dissertação de Mestrado. USP, São Paulo, SP, 2009
Full transcript