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Poda

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by

Isabel Santos

on 20 February 2016

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Transcript of Poda

Condução e poda de fruteiras
Introdução
Funcionamento das plantas
As células vegetais indiferenciadas, em geral, não se podem dividir ou produzir células de um tipo diferente. Por isso, é necessária a divisão celular no meristema para fornecer novas células para expansão e diferenciação de tecidos que originam novos orgãos, proporcionando a estrutura básica do corpo da planta.
Constituição da árvore
Constituição dos gomos
Os gomos são importantes para o crescimento vegetativo e para a reprodução das árvores.
A condução das árvores de fruto envolve:
o crescimento primário que consiste no aumento do comprimento dos ramos e das raízes e é responsável pelo aumento da copa em altura e largura;
e o crescimento secundário que consiste no aumento da espessura dos caules e das raízes.
Ambos requerem divisão celular seguida de aumento de tamanho e diferenciação.
Classificação dos ramos
Ramos de fruto:
Dardos
- pequeno ramo com entrenós muito curtos, atarracado e ponteagudo, de desenvolvimento lento, terminam num gomo foliar.
Esporão
- pequeno ramo, rugoso e com produção de frutos durante alguns anos, é originado pelo dardo.
Verdasca
- ramo fino e flexível, com um ou mais gomos florais.
Ramos de madeira:
possuem gomos foliares e asseguram a formação da estrutura da árvore.
Ramos mistos:
contribuem para o desenvolvimento vegetativo e simultaneamente originam frutos.
Hábitos de frutificação de fruteiras
POMÓIDEAS
Frutificão em esporões e verdascas, sobretudo em esporões com vários anos. Cada gomo floral pode dar origem a vários frutos.

PRUNÓIDEAS
Frutificão em esporões e ramos mistos, sobretudo em esporões. Os ramos mistos apresentam em cada nó 1, 2 ou 3 gomos, um deles é foliar sempre que apresenta mais que um.

FIGUEIRA
Frutifica em gomos mistos, prontos, na extremidade dos ramos do ano. Origina figos Vindimos.
Frutifica em gomos florais, hibernantes, formados no ano anterior. Origina figos Lampos.

OLIVEIRA
Frutifica apenas nos gomos axilares, hibernantes, existentes nos ramos com um ano.
Factores que afectam o sistema de condução e poda das fruteiras
Práticas culturais: modo de produção, mobilizações, rega, etc...
Condições edafo-climáticas.
Características do porta-enxerto.
Características da espécie/variedade cultivada.
Conhecimentos básicos
As plantas sintetizam o seu próprio alimento. A água e os sais minerais, seiva bruta, entram pelas raízes e circulam até às folhas. Nas folhas, a entrada de dióxido de carbono e a acção da energia solar dão origem à seiva elaborada, através do processo da fotossíntese.

Ao reduzirmos o número de folhas estamos a reduzir a capacidade fotossintética.

O fluxo de seiva é maior para a parte superior do ramo.

Necessidade de poda de diversas espécies
Muito importante Importante Pouco importante
Pessegueiro Macieira Citrinos
Figueira Oliveira Nogueira
Videira Pereira
Tipos de cortes realizados na poda
Desramações.
Estimulam a frutificação.
Estimulam crescimentos lenhosos regulares.
Não contraria a frutificação nas extremidades.

Atarraques.
Estimulam o crescimento vegetativo.
Permite encurtar os ramos em qualquer ponto.
Reduz a frutificação.
Corrige a tendência para a frutificação nas extremidades.
Induz as árvores novas a ramificarem onde pretendemos.

Atarraques sobre ramo lateral.
Menor tendência para estimular o crescimento vegetativo.
Comparando com os atarraques, estimula a frutificação.
Poda de formação
Bem-vindos!
Podar consiste numa prática importante num pomar, porque a poda pode influenciar a qualidade dos frutos e o equilíbrio entre o crescimento vegetativo e a frutificação.
Podadores de sucesso observam a forma como as plantas reagem aos vários tipos de manipulação, incluindo a poda.
E boas produções requerem o conhecimento da fisiologia da planta e como a poda altera essa fisiologia.
Nas árvores de fruto, a relação
RAMOS/RAÍZES
, em peso, permanece estável e geralmente a parte aérea corresponde ao dobro da raiz. Como tal, a alteração de uma das partes afetará a outra.
Desta forma, as plantas lenhosas devem ser podadas para manterem a dimensão e a forma desejada , assim como o crescimento pretendido.

A
poda anual
das fruteiras reduz a colheita, mas tem muitas vantagens:
melhora a qualidade dos frutos;
aumenta o calibre dos frutos devido à remoção dos gomos florais em excesso;
estimula o crescimento de novos rebentos com gomos florais de elevada qualidade;
e melhora a penetração da luz dentro da copa. Esta é necessária para o desenvolvimento dos gomos florais, vingamento, crescimento e boa coloração dos frutos.
Penetração da luz na copa.
Secção longitudinal de rebento com o meristema apical, primórdios foliares e primórdios de gomos axilares.
As plantas têm um sistema de distribuição interna de água e nutrientes (tecidos vasculares), um sistema de absorção da água do solo (raízes) e um sistema de revestimento para evitar a perda excessiva de água (epiderme suberizada).
A distribuição de água e nutrientes na planta é feita através do sistema vascular, que é constituído pelo xilema, responsável principalmente pela condução de água e sais minerais e pelo floema, responsável pela condução de material orgânico em solução.
O transporte dos açúcares, nutrientes e hormonas ocorre no floema e é realizado no sentido descendente, do topo da planta para a raiz.
As células do xilema são ocas de forma tubular, e morrem formando um sistema de tubos, através dos quais se move a água, as hormonas e os nutrientes minerais, desde a raiz até ao topo da planta.
Secção longitudinal de um tronco com o câmbio vascular e periderme.
Descrição de um gomo
Posição dos gomos
Os gomos podem ser:
terminais
, situados na extremidade dos ramos;
axilares
, situados nas axilas das folhas;
adventícios
, situados em qualquer sítio do caule;
basilares
, situados na base dos ramos.
Estrutura dos gomos
Gomos foliares, vegetativos
Gomos de frutificação, originam flores
Gomos mistos, originam lançamentos com flores e folhas
Época de desenvolvimento de gomos
Gomos
prontos
: surgem e originam flores ou ramos no mesmo ciclo vegetativo;
Gomos
hibernantes
: desenvolvem-se no ano seguinte ao da sua formação;
Gomos
dormentes
: podem desenvolver-se alguns anos após a sua formação.
Forma das fruteiras
Naturais.
Forma apresentada pela planta sem actuação do podador.
Artificiais.
Livre, desenvolvimento sem o apoio de tutores.
Sujeita, desenvolvimento com apoio de tutores, apresentando uma forma muito diferente da natural
Formas de condução
Objectivos da poda
Promover o equilíbrio entre crescimento e frutificação.
Obter frutos de melhor qualidade.
Reduzir a alternância da produção.
Facilitar as operações culturais.
A conjugação do nosso objectivo com uma correcta observação da árvore, permitirá a obtenção dos resultados ambicionados.
Obtém-se o equilíbrio entre os ramos de uma copa, podando-se os mais fortes e deixando-se intactos os débeis. Desta forma a seiva será redistribuída.
Técnicas de corte utilizadas na poda
A superfície do corte deve ficar lisa e inclinada, para dificultar infecções. E sempre que possível deveremos utilizar a tesoura.
As feridas deverão ser protegidas.
Qual é a forma da árvore que pretendemos obter?

Um tronco curto de 0,3 a 1 metro de altura com 3 pernadas principais grossas inseridas escalonadamente (separadas de 10 a 20 cm) e dispostas em seu redor.
Cada uma das pernadas terá 2 a 4 braços inseridos também escalonadamente (60 a 100 cm de separação), alternados.
Esta é a condução em taça, é uma forma bastante
geométrica e pouco complexa
.
Uma árvore conduzida em taça
recebe muito bem a luz
dentro da copa e estará equilibrada ocupando todo o espaço. Contudo, a sua formação dura entre
3 e 5 anos
, desde a sua plantação, logo tarda em entrar em produção e
ocupa muito espaço
.
Condução em taça elevada
Das formas mais comuns para conduzir fruteiras, a taça é a mais utilizada. Adequa-se praticamente a todas as espécies, é muito frequente em macieira, pessegueiro, oliveira, cerejeira, amendoeira, damasqueiro, pereira, cerejeira, etc..

Como se procede para obter uma taça?
Poda de frutificação
A abordagem depende do aspecto apresentado pela árvore.
Caso apresente predomínio de desenvolvimento vegetativo. Deveremos podar apenas o indispensável. Não fertilizar. Regar apenas no limite e semear culturas esgotantes.
Caso apresente equilíbrio entre a frutificação e o desenvolvimento. Deveremos proceder como no ano anterior.
Caso apresente predominância de órgãos de frutificação. Deveremos melhorar a fertilidade do solo e reduzir o excesso de frutificação através de poda adequada.
Taça irregular
Pode obter-se uma forma parecida com a taça francesa mas, muito mais simples de implementar.
O objectivo é simplificar a poda e obter produção mais cedo.
Um tronco de 0,3 a 1 m.
Pernadas entre 3 até 5 ou 7, inseridas no tronco de forma escalonada. Sobre estas dispõem-se os braços sem normas geométricas, sempre que ocupem espaços vazios. O seu número é variável, mais braços quando há poucas pernadas e menos se existirem muitas (5 ou 7).
Inconvenientes:
tendência para ramos emaranhados e caso não sejam efectuadas podas cuidadosas de manutenção a árvore envelhecerá rapidamente.
Poda em verde
A poda em verde realiza-se nos períodos de actividade vegetativa.
As operações mais comuns são as desramações e os atarraques.
A poda em verde, quando severa enfraquece a árvore e quanto mais cedo for realizada melhor será para se evitarem indesejáveis perdas de energia.

Poda de regeneração
As árvores abandonadas, com poucos e fracos lançamentos anuais, sobrecarregadas de frutificações de pequeno calibre, com ramos emaranhados, atacados por parasitas e muitos deles secos necessitam de
poda de regeneração
, para alterar o equilíbrio Vegetação/Frutificação, favorecerendo o crescimento vegetativo.
Antes devemos proceder ao incremento da fertilidade do solo.
Esta poda pode ser realizada de forma gradual, aplicando desramações, atarraques sobre ramo lateral e atarraques. Evitando-se cortar as ramificações principais até termos equilibrado a copa.
A frutificação será restabelecida naturalmente no espaço de 2-3 anos.
A poda de rejuvenescimento não é suportada da mesma forma por todas as árvores de fruto. As cerejeiras, pessegueiros e nogueiras toleram-na mal, as figueiras suportam-na e nas pereiras, macieiras, damasqueiros, amendoeiras e oliveiras podemos efectuá-la com sucesso.


Verão
Despontam-se os rebentos que se encontram no interior da taça, suprimem-se os ladrões e os frutos que vingaram.
Inverno
Comprova-se a viabilidade das 3 pernadas, e eliminam-se todas as restantes.
Agora é possível selecionar os braços, cujo ângulo de inserção será de 30º. Em cada uma das três pernadas estabelece-se a hierarquia e eliminam-se todos os rebentos desde o extremo até 20 cm e todos os que se desenvolveram no interior da taça.
Verão
Suprimem-se todos os frutos e favorece-se o fortalecimento da planta.
Inverno
Caso o crescimento seja débil deveremos reduzir o comprimento. Evitando que os ramos se partam devido ao peso dos frutos.
Se o crescimento for normal não se despontam.
Em cada pernada seleciona-se um 3º ou 4º braço (outro andar) procurando que forme ângulos mais abertos que os andares inferiores.
Este é o
último ano
em que se deve fazer poda de formação.
Inverno
As 3 pernadas serão despontadas, porque não interessa obter mais crescimento.
Neste ano deverá ser efectuada monda dos frutos nos ramos mais altos para favorecer o desenvolvimento vegetativo e completar a formação.
Plantação:
a plantação é efectuada no outono-inverno, com uma distância na linha de 4 a 6 metros. Após plantação deverão ser despontadas a uns 80-90 cm do solo.
Os possíveis rebentos antecipados que venham do viveiro eliminam-se todos deixando 2 gomos desde a sua inserção.
Evolução até final de Junho.
Em Junho chega o momento de selecionar 3 ramos que constituirão as pernadas. As 3 pernadas deverão ficar repartidas uniformemente em redor do tronco, formam ângulos de 120º entre si, a inserção escalonada é muito importante. Todos os restantes ramos deverão ser rebaixados a 4 ou 5 gomos desde a sua inserção.
No
Inverno
, todos os ramos que foram rebaixados no Verão deverão ser eliminados.
Se o crescimento foi satisfatório, em cada uma das pernadas existirão vários braços. Destes elege-se apenas 1, que esteja inserido formando um ângulo de 45º com a pernada. Os restantes, tanto os situados no interior da taça como os situados muito lateralmente, eliminam-se.
O desenvolvimento da copa e o desenvolvimento radicular estão relacionados.

A frutificação é uma consequência da acumulação de açúcares.

Os gomos foliares predominam nos ramos longos e vigorosos, os gomos florais nos ramos mais curtos e débeis.

A circulação lenta da seiva favorece a frutificação e a circulação rápida favorece o crescimento.

Num ramo de posição vertical, a velocidade de circulação da seiva é máxima e apresenta tendência para o desenvolvimento vegetativo.
As fruteiras apresentam tendência para abrolharem primeiro nos gomos terminais, dominância apical.

A seiva dirige-se com mais intensidade para as folhas mais expostas à luz.

As reservas nutritivas acumulam-se nas raízes, no caule e nas sementes.

As reservas acumuladas permitem o desenvolvimento dos gomos foliares e florais.
O vigor dos gomos depende da respectiva posição no ramo e do número total de gomos por árvore.

Numa árvore, o excesso de vigor origina uma reduzida produtividade.

Numa árvore, o excesso de frutos dá origem a calibres mais pequenos.

Ramos muito vigorosos apresentam folhas mais afastadas, desta forma produzem e acumulam poucas reservas.
Podas severas promovem o crescimento e retardam a frutificação.
Podar após a floração provoca uma redução da actividade vegetativa e pode favorecer o vingamento dos frutos.
As cicatrizes provocadas pela poda prejudicam a sanidade da planta.
As árvores podadas têm menor longevidade.
Nas fruteiras não podadas observa-se um maior desenvolvimento vegetativo, as operações culturais são dificultadas, os frutos são de calibre mais pequeno e a alternância da produção é maior.
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