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VIVENDO E APRENDENDO”. OS SIGNIFICADOS DA CRONICIDADE DA LEU

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Transcript of VIVENDO E APRENDENDO”. OS SIGNIFICADOS DA CRONICIDADE DA LEU

Yeimi Alexandra Alzate López
Antropóloga, Phd em Saúde Pública

Profa. Dra. Leny Alves Bonfim Trad
Psicóloga, Phd em Antropologia.

VIVENDO E APRENDENDO”. OS SIGNIFICADOS DA CRONICIDADE DA LEUCEMIA MIELOIDE CRÔNICA NA EXPERIÊNCIA DE PACIENTES.
Objetivo da comunicação



Apresentar e discutir o processo de significação e de resignificação da cronicidade da Leucemia Mieloide Crônica (LMC) a partir das experiências de pacientes na cidade de Salvador-Bahia, Brasil.

Realidades e problemática da Leucemia Mielóide Crônica


A LMC, a mudança do seu “curso natural” e a reconstrução do discurso científico biomédico na última década.

O seu caráter incurável = transplante de medula

Principal objetivo terapêutico = Cronicidade

Etiologia desconhecida / Construção sócio-histórica do câncer / Experiência de enfermidade

Questões: Medicamentos de alto custo (±5.000 Reais/ mês) hospitalizações, controles mensais, exames de alta complexidade, acessibilidade aos centros de referência.

Sistemas de saúde – modelos de atenção

Literatura socioantropológica

Conceitos:
Experiência de enfermidade, significado, intersubjetividade, enfrentamento (coping) e normalização. (Bury, 1982, 1991; Kleinamn, 1988; Good, 1994, Gadamer, 2002, Alves, 1993, 2006; Alves e Rabelo, 1999; Mercado, 1998; Castro, 2000; Canesqui, 2007; Schutz, 2012).
Pesquisa qualitativa baseada na entrevista e análise de narrativa (Schütze, 1977)
Observação participante em instituições e acompanhamento dos pacientes.
Diário de campo
Coleta dos dados realizada entre os anos 2009 e 2012 [mestrado - doutorado]

Resultados e discussão

“Ai um susto, primeiro por que não sabia nada sobre a doença, na minha família era muito (...) era todo muito novo e quando a gente associa ao câncer, todo mundo ficou meio desesperado percebeu? Até porque o primeiro médico me falou, ele foi muito bom comigo, ele me explicou, mais o menos como seria o tratamento. Só que na época sempre se colocava: ah é quimioterapia, fica magra, vai perder cabelo, então todas essas coisas que a gente traz de histórico, do que a gente conhece, ai eu fiquei imaginando que era tudo isso né?” (Elena, 23 anos)

“Doutor: eu vou morrer é?”
A LMC como ameaça a vida.
“Doutor: eu vou morrer é?” A LMC como ameaça a vida.

A incerteza identificada através dos “medos” apontados nas perguntas: vou morrer? O que vai acontecer a partir de agora? Quais serão os efeitos dos medicamentos? Isso dura até quando?

Procura de informações frente a profissionais de saúde
Como significados em si mesmos que se constituem em incertezas sentidas. (Kleinman,1988)


“(...) foi uma virada na vida de ponta a cabeça, porque a sensação que você tem é que realmente você tá com os dias contados, né? e foi muito difícil, né? a fase de informar pras filhas, eu tenho três filhas e foi assim muito angustiante a sensação de não vê-las atingir a idade, assim a maturidade,(tosse) casamento, filho, se formar, essa coisa toda (tosse), foi realmente mais difícil né?”
(Clara, 58 anos)

Doutor: eu vou morrer é?
” A LMC como ameaça a vida.
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