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A transvaloração dos valores de Nietzsche

3º Ano - 3º Bimestre - Aula 2
by

Jean Pierre

on 18 January 2016

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Transcript of A transvaloração dos valores de Nietzsche

A transvaloração dos valores de Nietzsche
Prof. Ms. Jean Pierre
O pensamento de Friedrich Nietzsche (1844-
-1900) orienta-se no sentido de recuperar as forças vitais, instintivas, subjugadas pela razão durante séculos. Para tanto, critica Sócrates por ter sido o primeiro a encaminhar a reflexão moral em direção ao controle racional das paixões. Segundo Nietzsche, a tendência de desconfiança nos instintos culmina com o cristianismo, que acelera a "domesticação" do ser humano. Em outras palavras, sob o domínio da moral, o ser humano se enfraquece, tornando-se doentio e culpado.
Introdução
A noção nietzschiana de valor opera uma subversão crítica: ela põe de imediato a questão do valor dos valores e esta, ao ser colocada, levanta a pergunta pela criação dos valores. Se até agora não se pôs em causa o valor dos valores "bem" e "mal ", é porque se supôs que existiram desde sempre; instituídos num além, encontravam legitimidade num mundo suprassensível. No entanto, uma vez questionados, revelam-se apenas "humanos, demasiado humanos"; em algum momento e em algum lugar, simplesmente foram criados. (Scarlett Marton)
A transvaloração dos valores
Genealogia da moral
Se os valores não existiram desde sempre, mas foram criados, Nietzsche propõe a genealogia como método de investigação sobre a origem deles. Pela genealogia Nietzsche descobre que os instintos vitais foram submetidos e degeneraram. Procura então ressaltar aqueles valores comprometidos com o "querer-viver". Distingue então a moral de escravos e a moral de senhores.
Moral dos escravos
A moral de escravos é herdeira do pensamento socrático-platônico - que provocou a ruptura entre o trágico e o racional- e da tradição judaico-cristã, da qual deriva a moral decadente, porque baseada na tentativa de subjugação dos instintos pela razão. A moral plebeia estabelece um sistema de juízos que considera o bem e o mal valores metafísicos transcendentes, isto é, independentes da situação
concreta vivida. A moral de escravos nega os valores vitais e resulta na passividade...
Moral dos senhores
A moral "de senhores" é a moral positiva que visa à conservação da vida e dos seus instintos fundamentais. É positiva porque baseada no sim à vida, e configura-se sob o signo da plenitude, do acréscimo.Funda-se na capacidade de criação, de invenção, cujo resultado é a alegria, consequência da afirmação da potência. O indivíduo que consegue se superar é o que atingiu o além-o-homem.
Ressentimento
O ressentimento nasce da fraqueza e é nocivo ao fraco. O indivíduo ressentido, incapaz de esquecer, é como o dispéptico: fica "envenenado'' pela sua inveja e impotência de vingança. A alegria é transformada em ódio
à vida, o ódio dos impotentes.
Culpa
O sentimento de culpa é o ressentimento voltado contra si mesmo, daí fazendo nascer a noção de pecado, que inibe a ação. O ideal ascético nega a alegria da
vida e coloca a mortificação como meio para alcançar a outra vida num mundo superior, do além.
O sujeito além-do-homem é aquele que consegue reavaliar os valores, desprezar os que o diminuem e criar outros que estejam comprometidos com a vida.
Sujeito além-do-homem
Vontade
de
potência
Contra o enfraquecimento do homem, contra a transformação de fortes em fracos é necessário assumir uma perspectiva além de bem e mal, isto é, "além da moral". A dimensão das forças, dos instintos, da vontade de potência permanece fundamental. "O que é bom? Tudo que intensifica no homem o sentimento de potência, a vontade de potência, a própria potência. O que é mau? Tudo que provém da fraqueza". (Roberto Machado)
Não se trata de poder que domina os outros, mas das forças vitais recuperadas pelo indivíduo dentro de si "num dionisíaco dizer-sim ao mundo'' e que se encontravam entorpecidas.
Conclusão
O poder é virtude no sentido de força, vigor, capacidade. Portanto, virtude é autorrealização. Se essa moral valoriza a individualidade, o faz tanto para si como para os outros, pois cada um pode ser ele mesmo.
http://www.jphylosophia.org
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