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Educar os três primeiros anos: a experiência de Lóczy (Judith Falk org.)

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Juliana Lessa

on 4 December 2014

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Transcript of Educar os três primeiros anos: a experiência de Lóczy (Judith Falk org.)

A experiência de Lóczy (Judith Falk org.)
Educar os três primeiros anos
Inicialmente: Instituto de acolhida de crianças órfãs de Budapeste
Hoje: concepção pedagógica, sua organizaçãoe funcionamento são frequentemente citados na literatura como o "modelo Lóczy".
Instituto Lóczy - 1946
Emmi Pikler
Modo de pensar e agir integrando indissociavelmente a noção de indivíduo com o seu meio.
A maneira de se dirigir à criança também diferenciava-se pela não imposição do adulto em respeito às suas manifestações (p. 10).
Os interessesde Pikler: a experiência na clínica Pirquet e o serviço de cirurgia de Salzer (p. 11)
Emmi Pikler - medicina (Viena 1920) Licenciada em pediatria.
Convencia-se de que o movimento com liberdade e a multiplicidade de experiências permitiam às crianças conhecer suas próprias capacidades e seus limites.
"a criança que pode mover-se com liberdade e sem restrições é mais prudente, já que aprendeu a melhor maneira de cair" (p. 12)
Estatística de acidentes no serviço de cirurgia
Pikler constatou que, com relação às
possibilidades de movimento
dos bebês, nos países os quais conhecia não havia grandes diferenças no tratamento dos bebês entre as diversas classes sociais (descreve o trat. p. 12).
A partir do seu interesse pela relativa liberdade de movimento dos filhos dos operários
Respeito ao ritmo individual
Papel do adulto: assegurar todas as possibilidades de iniciativas autônomas da crianca;
iniciativas de movimento livre e de jogo independente
Comprovação de seus princípios e métodos como uma concepção educativa/educacional com as crianças pequenas.
Organização das condições na instituição;
Formação aos profissionais que utilizariam seus princípios e método;
possibilidade de observações longitudinais em circunstâncias da vida cotidiana.
1946 - Organização e direção do Orfanato da rua Lóczy: possibilidades de comprovação de toda sua concepção educativa
"A criança, em qualquer idade, é sensível a tudo o que lhe acontece: sente, observa, grava e compreende as coisas ou as compreenderá com o tempo, sempre que lhe dermos a oportunidade"
Registros das dificuldades em romper nocões estabelecidas (notas de Emmi Pikler e Maria Reinitz, sua principal educadora) (p. 18).
2 princípios fundamentais base de todo seu sistema de educação:
Atenção às reações das crianças, às suas palavras e a seus gestos;
Possibilitar a participação delas nos momentos de atendimento;
Considerar seus gestos de colaboração ou de protesto.

valorização da forma e do conteúdo das relações individuais; relações pessoais estáveis e qualificadas
valorização da atividade autônoma da crianca;
Instituições marcadas por uma ordem impessoal;
cuidados realizados no tempo mais breve possível.
Rompimento radical com as tradições dos hospitais e dos centros tipo "asilo"
em determinadas condições pessoais e materiais de educação:
a criança se sente (e mostra que é) competente em suas relações e atividades progressivamente enriquecidas;
reconhece-se no mundo material, nas relações com as pessoas;
respeita a si mesma e aos outros;
receptiva à aceitação de novos conhecimentos
sendo capaz de estabelecer relações afetivas duráveis e profundas;
capaz de integrar-se ativamente na sociedade.
A experiência de Lóczy estabelece que:
É capaz de agir adequadamente e de aprender de maneira independente.
Para que desenvolva sua própria independência e autonomia, dois elementos são fundamentais / necessários: (p. 31).
O bebê, pelo que faz na direção de seus movimentos e na aquisição de experiências sobre ele mesmo e sobre seu entorno:
Emmi Pikler
Janeiro 9, 1902 Vienna
June 6, 1984 (aged 82) Budapest
"... a criança que consegue algo por sua própria iniciativa e por seus próprios meios adquire uma classe de conhecimentos superior àquela que recebe a solução pronta" (p. 22).
Para a criança, a liberdade de movimentos significa a possibilidade, nas condições materiais adequadas, de descobrir, de experimentar, de aperfeiçoar e de viver, a cada fase de seu desenvolvimento, suas posturas e movimentos. Por isso, tem necessidade de um espaço adaptado aos seus movimentos, de roupa que não atrapalhe, de um chão sólido e de brinquedos que a motivem (p. 41).
A observação do conteúdo da atividade da criança na vida diária, cujo motivador é movimento livre e cujo instrumento é a riqueza do espaço, permite apreciar o nível global de seu desenvolvimento de uma maneira completamente nova. Essa apreciação intervirá na qualidade do movimento e da brincadeira, no interesse que a criança tem por seu próprio jogo. Dessa forma, aquilo que ela ainda não faz perde importância perto daquilo que faz
Na complexidade de fenômenos que determinam o desejo que a criança tem de ser ativa, é importante destacar a atitude de respeito por parte do adulto por essa atividade.
IMPLICAÇÕES P/ A PRÁTICA PEDAGÓGICA COM BEBÊS
Quais?
... a criança da qual nos desinteressamos não pode ser, em absoluto, "autônoma" da maneira como foi descrita em toda a obra e concepção educativa de Pikler. Seu sentimento de segurança, sua comodidade motora e a riqueza adaptada de seu entorno exigem muito mais atenção individualizada e disponibilidade, por parte do adulto, que qualquer programa de atividade pré-estabelecido. É mais difícil de realizar, porém tráz satisfação mais profunda aos adultos que estão ao lado da criança (p. 45).
Ação autônoma pode ser aqui traduzida como aquela escolhida e realizada pela criança, enquanto capacidade de movimentar-se, disposição para iniciativas nas suas relações com outros, interesse pelo mundo e prazer lúdico de surpreender-se com a imprevisibilidade dos acontecimentos gerados pelo movimento, portanto, enquanto uma necessidade fundamental do humano desde seu nascimento (TARDOS; SZANTO, 2004 apud Richter, Murillo e Berle, 2012).
Elinor Goldshmidt
jogo heurístico e;
cesto dos tesouros

HEURÍSTICA – subst. fem. - arte de inventar, de fazer descobertas; ciência que tem por objeto a descoberta dos fatos (HOUAISS)
Goldshmidt e Jackson (2006) destacam que é pelo jogo heurístico que o bebê realiza que emerge o encantamento por este mundo.
Ao movimentar-se com autonomia apreende o mundo e o conquista com sua ação. Enquanto jogam, o mundo torna-se meio de aprender a narrá-lo. Mas para isso precisamos da ação do corpo no e com o mundo, aquela que nos faz
experimentar e investigar coisas para que possamos constituir narrativas. Então, não é suficiente que nos narrem um mundo, mas sim que a partir de nossas experiências e ações
nele possamos aprender a narrá-lo.
Confiar no mundo exige a experiência dele e nele.
É uma relação entre o mundo e com as coisas do mundo
A partir da oferta de um espaço e o respeito pelo seu tempo de exploração lúdica, a oportunidade de experimentar seu corpo em diferentes posições com seus pares, com objetos e com o espaço, pode exercer sua autonomia na busca pelo jogo heurístico.
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