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AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA III - HTP APLICADO EM UMA CRIANÇA DO S

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royaru danilo

on 4 June 2015

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Transcript of AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA III - HTP APLICADO EM UMA CRIANÇA DO S

ACADÊMICOS
Danilo Braga dos Santos
Emanuele Nascimento
Fernanda Carvalho Costa

Prof. Dr. Leogildo Alves Freires

BREVE HISTÓRICO
J. o segundo filho de três, nasceu de uma gestação completa e planejada;

No parto, sua mãe teve algumas complicações que causaram uma demora no nascimento, gerando falta de ar no recém-nascido;

Não causou complicações mais graves;

A mãe de J. não produziu leite materno;

Os pais de J. mantém uma relação conjugal estável;
O pai possui uma postura rígida e tem dificuldade na demonstração de afeto e de participar efetivamente das atividades rotineiras dos filhos, mas apesar disso, considera J. o seu "xodó";

A mãe procura compensar a ausência
do pai com a sua integralidade no lar e na participação diária da vida dos filhos.
COMENTÁRIOS
-Durante o desenho da casa apenas solicita o uso
da borracha;
-No decorrer da explicação do desenho da árvore, J. já alega que não sabe desenhar árvores, mas mesmo assim não se desmotiva para completar a tarefa;
CAPACIDADE CRÍTICA
J. diz ter dificuldade com desenho de árvores e pensa um pouco antes de colocar o lápis no papel.;

A borracha foi utilizada diversas vezes no desenho da pessoa e da árvore, para melhor construção da cabeça e face e das copas, respectivamente;

Apesar da insistência em corrigir a cabeça no desenho da pessoa, a mesma permanece com uma lateral reta;

Ao finalizar o desenho da casa, esta se encontrava sem telhado, ao ser questionado se finalizou o desenho, ele faz uma pausa, analisando-a, até pegar a folha novamente para completando-a com o telhado;
TEMPO
Latência: 4 segundos
Pausas: 6 segundos
Total: 2 minutos e 34 segundos
INTERPRETAÇÃO DO TESTE PROJETIVO H-T-P APLICADO À CRIANÇA DO SEXO MASCULINO
ORIENTADOR
Latência: 1 milésimo de segundo
Total: 58 segundos
Pausas*: 41 segundos
Total*: 1 minuto e 39 segundos
Latência: 9 segundos
Total: 2 minutos e 34 segundos
Pausas*: 41 segundos
Total*: 3 minutos e 15 segundos
Total: 6 min. e 1 seg.
Total*: 7 min. e 56 seg.
-Ao ser solicitado o desenho da pessoa, ele questiona “posso desenhar ele “zoiudo”?”, após foi reorientado que poderia desenhar como desejasse, deu início à produção do desenho
J. permanece a maior parte da produção dos desenhos em silêncio;
APLICAÇÃO
Ocorreu no dia 29 de maio de 2015.
Horário
: 11h da manhã;
Local
: SAP da Universidade Federal de Roraima;
Sujeito
: Criança do sexo masculino, de 9 anos de idade, referido como
J
.

Para aplicação foi dada a orientação indicada no Guia de Interpretação de Técnica Projetiva de Desenho H-T-P, que foi seguida pela realização dos desenhos da casa, árvore e pessoa na respectiva ordem, e logo após foi aplicado o Inquérito Posterior. Devido a indisponibilidade da mãe de J. no dia da aplicação, a anamnese foi realizada em outro momento e durou cerca de 1h e 30 minutos.
MATERIAL UTILIZADO
Um lápis n.2
Três folhas A4 branca
Uma borracha
SUJEITO
AVALIADORES
Protocolo de Interpretação H-T-P
folhas para anotações
cronômetro
BREVE HISTÓRICO
CAPACIDADE CRÍTICA
Ao final dos três desenhos, ao ser questionado se gostaria de acrescentar algo, ele fez acréscimos nos dois primeiros, colocando flores que representavam membros da sua família nuclear.
Os três desenhos são apresentados com tamanho reduzido.
A casa e a árvore são desenhados bem rentes à margem inferior da página, o que fez com que a linha do solo quando solicitada fosse desenhada, no caso da casa, lateralmente a mesma;
Isso impediu que fossem desenhadas as raízes da árvore também;
O desenho da pessoa, é apresentado com dimensões diversas, a figura apresenta olhos, cabeça e pescoço de tamanhos exagerados em comparação ao corpo.
PROPORÇÃO
A casa se encontra no quadrante inferior esquerdo, com seu ponto médio afastado do ponto médio da folha em relação aos outros desenhos elaborados e assim como a árvore está desenhada rente à margem inferior da folha, embora a casa se encontre na borda da margem, a continuação do desenho não é comprometida.

O desenho da árvore e da pessoa estão mais centrais, próximos do quadrante inferior direito;
PERSPECTIVA
No que se refere a posição da árvore em relação ao observador, a mesma se encontra em um nível abaixo, visto que por trás dela foram desenhadas altas montanhas;

A casa e a pessoa são colocadas no mesmo nível que J.
O único desenho em que foi respeitada a posição da folha, foi o que representa a casa;

Ao desenhar o elemento sol na segunda figura, e no desenho da cabeça e face da pessoa, J. movimentou diversas vezes a folha, girando-a para completar os traços do desenho;
Quanto a consistência, os três desenhos realizados apresentam uma elevação uma maior riqueza de detalhes a medida que vão passando, visto que a casa (primeiro desenho) contém apenas elementos básicos, a árvore tem a adição de pássaros morando dentro dela, e a pessoa é carregada de traços caricatos.
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O ponto relacionado a acessibilidade se mostra no desenho das cortinas semi-abertas, o que indica uma interação de J. controlada com o ambiente de maneira consciente, além de refletir uma interação sensível e equilibrada com o ambiente, podendo também refletir alguns traços de ansiedade.
O traço do referido desenho é forte, transparecendo tensão, e o fato desses traços fortes serem representados na estrutura da casa (parede e telhado) indica um esforço consciente para se manter o controle.
O ponto médio do desenho se encontrar afastado à esquerda do ponto médio da folha, o que indica uma busca de satisfação emocional imediata direta de suas necessidades e impulsos por parte do sujeito.
Desenhos relativamente pequenos indicam inadequação, tendência a se afastar do ambiente e rejeição ao tema principal do desenho, mas mesmo assim, nas respostas do inquérito, J. se mostra completamente à vontade com a casa que desenhou.
Ela apresenta fortes traços da realidade cearense interiorana do pai (casa simples, pequena, e em ambiente natural), e esse pai, segundo a mãe em momento de anamnese, é alguém que elege J. como o filho que mais se identifica, sendo mais amoroso e apegado a ele. J. mostra desejo de morar na casa desenhada, que claramente apresenta contrariedade com a realidade em que vive: uma casa espaçosa e na cidade.
É preciso dizer também que a casa retratada é considerada feliz por J. justamente pela simplicidade da mesma e pela paisagem que a acompanha.

Foi colocado por J. que a casa necessitava de uma reforma, pintura, e a adição de mais quartos para abrigar sua família, visto que a casa original tem apenas um, o seu. Essa questão pode trazer novamente o que foi colocado pela mãe, o fato dele necessitar de atenção. Ele quer colocar todos os membros de sua família em uma casa pequena, menor que a em que vivem e ainda completa “pra quê ter uma casa grande se todos cabem numa pequena?”.
Em relação ao clima na paisagem do desenho, J. alega que está quente e é período de verão, por mais que prefira clima frio e com neve.
Sol representa um de seus irmãos.
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Encontramos o desenho mais próximo do centro, no canto inferior se utilizando das margens.

O desenho central representa rigidez, que é comum em crianças pequenas; já a parte inferior representa insegurança, depressão, concretismo e inadequação.
Já a utilização da margem inferior sugere necessidade de apoio, e o desenho não parece se estender para além dela.

A margem inferior implica em depressão e tendência de se comportar de uma maneira concreta e desprovida de imaginação, sendo o menos patológico dos quatro usos desviantes das margens. Durante o inquérito, J. não conseguia sugerir um local para a árvore, respondendo de forma genérica “lugar natural”, onde, ao ser questionado sobre os locais naturais que ele já havia visitado, foi evocado lembranças de ambientes com mais vegetação em que ele visitou, como Ceará, Rio Grande do Sul e EUA.
A folha foi entregue na vertical, porém, na hora de começar o desenho, J. a rotacionou para a horizontal. O manual indica que “indivíduos com tendências agressivas e/ou negativas podem mostrar rejeição à sugestão, recusando-se a aceitar a página na posição apresentada” (p.36), mas como orientação sugerida em sala de aula de aula, não insistimos na posição da folha, deixando de forma livre para que J. escolhesse como desenhar.
O inquérito parece fomentar sinais de insegurança, provavelmente da tentativa de se adaptar ao ambiente do teste.
O tronco não possui galhos e, como citado anteriormente, pelo uso da margem inferior, o desenho não possui chão.
A falta desses detalhes essenciais indica retraimento, que é comum em crianças pequenas.
A copa da árvore é em formato de nuvem, indicando fantasia. O tronco é unidimensional, indicando organicidade, e os animais (passarinhos) desenhados em uma abertura no centro da tronco indicam regressão, comum em crianças. Durante o inquérito, o que dá a impressão de que a árvore está viva para J., é a presença dos passarinhos e a da flor que não está murcha.
O detalhe da flor foi feito após a finalização do desenho da árvore. Já o desenho do vento foi feito durante o inquérito, na pergunta sobre a existência de ventos, indicando pressões ambientais. Embora o desenho não indique inclinação da árvore como sendo afetada por um vento, J. relata durante o inquérito, que a árvore é muito forte e que o vento não é capaz de derruba-la. Existe a omissão das raízes, indicando insegurança.
Assim como a figura da casa, o desenho da árvore possui um traçado forte das linhas, sugerindo tensão e, como elas se apresentam em todo o desenho, essas linhas podem indicar problemas orgânicos.

É valido ressaltar que as montanhas foram desenhadas quando J. foi requerido à desenhar o chão.
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O tamanho do desenho é pequeno, que indica insegurança, retraimento, descontentamento e regressão, mas de acordo com os dados coletados, foi observado o forte desejo que o avaliando tem de chamar atenção, sendo relatado pela mãe como uma criança que causa sempre algum conflito com alguém da família, buscando sempre o destaque para si.
O desenho foi elaborado tendendo ao lado direito da página, que significa preocupação com o ambiente, antecipação do futuro, estabilidade/controle, capacidade de adiar gratificação, porém, ele se encontra muito mais próximo do centro.
Em relação a posição da folha, houve rotação, que indica oposição, e segundo o inquérito, J. demonstra que o mesmo tem dificuldades em atender regras, agindo de forma ríspida quando tem que segui-las;
A mudança da posição da folha também foi realizada, que sugere indivíduos com tendências agressivas ou negativistas e ainda revela um potencial para psicopatologia. Conforme citado no tópico anterior, J. quando contrariado se coloca em posição de confronto até com a sua mãe, de acordo com as alegações da mesma.
A linha do solo foi colocada apenas quando solicitado.

Os detalhes essenciais foram todos colocados, exceto as orelhas, sua omissão indica alucinações auditivas, embora as orelhas sejam frequentemente omitidas por indivíduos retardados bem ajustados, o que de acordo com o caso em analise não corresponde as características do avaliando.
A cabeça foi elaborada no tamanho grande em relação ao corpo, o que representa regressão e grandiosidade, e conforme as analises, J. se apresenta com o desejo de se mostrar superior ao irmão mais novo, na tentativa de se sentir mais maduro, estando assim num grau mais elevado que o irmão. Os olhos também são grandes, que significa paranoia.
SÍNTESE AVALIATIVA
De forma geral, houveram poucas rasuras, sendo a insistência maior no desenho da figura humana, não sugerindo patologia nesse ponto, porém, em relação ao tamanho da figura em relação à página, todos os desenhos se mostram pequenos, constado no manual como insegurança, retraimento, descontentamento e regressão.
Um ponto comum em todos os desenhos ocorreu durante o desenho do sol, onde, ele sempre representava um dos irmãos. J. rotacionou a página diversas vezes no desenho da árvore e da pessoa.
É interessante que, além de ter colocado as folhas, que foram entregues em posição vertical, na posição horizontal antes de começar os desenhos, ele também as movimentou durante a elaboração do desenho. O manual indica uma grande angústia de queda sugerida porém, o inquérito demonstra muito mais.
Pode-se inferir através dessa análise que J. apresenta grande necessidade de atenção e.....
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