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Estratégias e recursos de exploração vocacional

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by

Inês Nascimento

on 5 March 2014

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Transcript of Estratégias e recursos de exploração vocacional

Workshop 3.

O EIXO ESTRATÉGICO-PROCESSUAL DA CONSULTA PSICOLÓGICA VOCACIONAL

Inês Nascimento
ines@fpce.up.pt
1.ª Distinção fundamental
Para a organização da intervenção em CPOV:

Meio - Atividade-Estratégia- Problema/Necessidade
1.ª Clarificação relevante
Compromisso com uma proposta concreta de intervenção:

Modelo da exploração (re) construtiva do investimento vocacional (Campos & Coimbra, 1991)
Diferentes lógicas de organização da intervenção em CPOV
Programa
versus
Projeto
Foco no Meio
versus
Foco na Atividade
4.ª Clarificação relevante
Processos psicológicos na base do desenvolvimento vocacional

Exploração & investimento
Identidade & Desenvolvimento Vocacional
Dimensão Temporal
Dimensão Espacial
Dimensão Semântica
2.ª Clarificação relevante
Objeto da CPOV:

Direção e sentido da relação com o aprender e o trabalhar no contexto mais amplo da definição e gestão do
projeto pessoal de existência
3.ª Clarificação relevante
Objetivo da CPOV:

Promover a competência vocacional: (1) favorecer a re- -orientação pela via da exploração dos investimentos passados e atuais e, (2) capacitar para a auto-orientação em momentos de transição interna ou externamente determinadas através do desenvolvimento dos recursos psicológicos do sistema pessoal
CARACTERÍSTICAS DA MATRIZ CONCEPTUAL DE BASE
Subjetivista
Fenomenológica
Construtivista
Desenvolvimentista
Ecológica
Diferenciação dos percursos individuais
Projeto Individual de Vida
EXPLORAÇÃO
Processos que interagem dialeticamente
EXPLORAÇÃO
INVESTIMENTO
Modo de contacto/confronto e apropriação subjetiva do mundo interno e externo; forma de construção de novos conhecimentos e de testagem (revisão ou validação) de teorias pessoais e hipóteses sobre o self e o meio. Não se resume a manifestações comportamentais de busca de informação - é suposto ativar processos internos de questionamento e resignificação da relação anterior com o mundo. Representa a interação dinâmica entre ação e reflexão.
Natureza ou qualidade afetiva (positiva ou negativa) da relação com os objetos do mundo interno e externo explorados; modo como as experiências de exploração são representadas e integradas cognitiva e emocionalmente. Predispõe para uma relação mais positiva, mais intensa e de maior qualidade com certos aspetos da relaidade em detrimento de outros que são desinvestidos ou menos investidos. Impulsiona ou desencoraja a ação. É o alvo primário da exploração.
INVESTIMENTO
O que sabe ou não sabe...
O que existe ou não existe...
O que faz e/ou não faz...
O que gosta e não gosta...
A que atribui mais e menos valor...
Em que se sente "bom"e "menos bom"
Transforma o investimento
Influencia a exploração
Fontes ou objetos
Amplitude,
Intensidade e
Frequência
Objetivos
5.ª Clarificação relevante
Estimular ou induzir o comportamento exploratório na CPOV:

Quando a exploração espontânea se revela insuficiente ou de fraca qualidade, a intervenção em CPOV deverá criar,
INTENCIONALMENTE
, um conjunto de condições suscetivéis de (1) proporcionar ao cliente vocacional oportunidades de exploração de que não tenha usufruído nos seus contextos de vida e de (2) reforçar ou predispor o cliente a uma atitude ativa de contínua exploração de si e do meio
Propriedadades indispensáveis das experiências de exploração para a transformação dos investimentos
Grau razoável de Ação
Relevância
Equilíbrio Apoio/Desafio
Novidade
Compromisso
Oportunidade de Expressão
Oportunidade de integração
3.ª Distinção fundamental
Em torno do eixo estratégico da intervenção em CPOV:

Estratégias de exploração INDIRETA
Estratégias de exploração DIRETA
Estratégias de
exploração INDIRETA
Informação heteroproduzida
Relação superficial com a realidade
Informação neutra e despersonalizada
Possibilidade de exploração extensiva - maior eficiência
Disponibilidade de informação
Contacto mais amigável com a realidade- maior previsibilidade
e controlabilidade
Estratégias de
exploração DIRETA
Impossibilidade de explorar em extensão
Maior suscetibilidade à influência interpessoal
Exige a mobilização de mais recursos pessoais
Exploração mais em profundidade do que em extensão
Maior potencialidade na produção de questionamento
Maior proximidade ao funcionamento psicológico espontâneo
Menor probabilidade de contacto com informação obsoleta
EMOCIONAL E COMPORTAMENTAMENTALMENTE MAIS EXIGENTES
IMPACTO SUPERIOR NA MUDANÇA DA PERSPETIVA DO CLIENTE SOBRE SI PRÓPRIO E SOBRE A REALIDADE
CUIDADOS REDOBRADOS NA SUA ORGANIZAÇÃO!!!
2.º
Dedicar o tempo que for necessário à preparação da atividade de exploração.
1.º
Verificar se o cliente dispõe de condições pessoais para aceder, lidar e beneficiar da experiência.
3.º
Dedicar uma boa quantidade de tempo à integração dos resultados da experiência exploratória.
EXEMPLOS DE ESTRATÉGIAS DE EXPLORAÇÃO
EM FUNÇÃO DAS DIMENSÕES ESTRUTURANTES
DA CPOV
E TEMAS ASSOCIADOS

Promoção de condições para a exploração do investimento vocacional
Promoção da exploração reconstrutiva do investimento vocacional
Promoção da orientação
para a ação e preparação para a implementação do investimento vocacional

Metodologia de intervenção
privilegiada
Integração Global da Intervenção
Projeção no
Futuro
Representações Sociais e Pessoais sobre a Escolha Vocacional
Influências Ecológicas
Sistema Pessoal de Valores
Padrão de Interesses Pessoais
Perfil de Competências
Pessoais
Intervenção numa lógica de "projeto"
Intervenção como dispositivo de ativação dos processos de exploração e investimento
Abordagem qualitativa das dimensões, internas e externas, diacrónicas e sincrónicas, do processo de “orientar-se”
Forte componente
de experimentação, ação/interação e confronto, mediado e directo,
com a realidade sempre acompanhado de momentos de integração
Criação de condições específicas para a exploração dos investimentos, isto é, da relação atual (histórica e contextualmente condicionada) de cada indivíduo consigo próprio, com o aprender e com o trabalhar e com os demais domínios da existência.
Preocupação em proporcionar diferentes formas e níveis de aproximação à realidade através das quais o indivíduo possa encontrar modos de resolver as tarefas vocacionais com que se depara partindo da elaboração cognitiva e emocional dos resultados das experiências de exploração vividas e dos significados pessoais que lhes atribua .
Promoção do questionamento e (re)construção de significados para as experiências/influências (na base de preferências, rejeições, auto-percepções…) passadas, presentes e futuras – desenvolvimento da competência vocacional.
ProFacilitação do alcance de compromissos entre as aspirações individuais e as oportunidades sociais no sentido da estruturação de projectos vocacionais pessoalmente significativos/satisfatórios e realistas/viáveis.
Estatuto Atual face à Tarefa Vocacional
Atividade I: Fotolinguagem
Atividade II: Baralho
Atividade III: Afinidades
Atividade IV: Criação de um perfil numa rede social - e.g. Facebook
Atividade I: Reflexão/Discussão de letra de canções
Atividade II: Exploração de mensagens publicitárias
Atividade III: Identificação e desafio de Mitos
Atividade I: Visionamento de filmes
Atividade II: Reflexão/discussão de letras de canções
Trago a fisga no bolso de trás  
E na pasta o caderno dos deveres.
Mestre-escola eu sei lá se sou capaz,
De escolher o melhor dos dois saberes!

O meu pai diz que o sol é que nos faz.
Minha mãe manda-me ler a lição.
Mestre-escola eu sei lá se sou capaz,
Faz-me falta ouvir outra opinião.

Eu até nem sequer sou mau rapaz.
Com maneiras até sou bem mandado.
Mestre-escola diga lá se for capaz:
P’ra que lado é que me viro, p’ra que lado?

Trago a fisga no bolso de trás  
E na pasta o caderno dos deveres.
Mestre-escola eu sei lá se sou capaz,
De escolher o melhor dos dois saberes!
FISGA (Rio Grande)
Eu queria ser astronauta, o meu país não deixou.
Depois quis ir jogar à bola, a minha mãe não deixou.
Tive vontade de voltar à escola, mas o doutor não deixou.
Fechei os olhos e tentei dormir, aquela dor não deixou.
Ó meu anjo-da-guarda faz-me voltar a sonhar,
Faz-me ser astronauta e voar.
 
O meu quarto é o meu mundo, o écran é a janela.
Não choro em frente à minha mãe, eu que gosto tanto dela.
Mas esta dor não quer desaparecer, vai-me levar com ela.
Ó meu anjo-da-guarda faz-me voltar a sonhar,
Faz-me ser astronauta e voar.
 
Acordar, meter os pés no chão.
Levantar, pegar no que tens mais à mão.
Voltar a rir, voltar a andar... Voltar, voltar ...
Voltarei!... Voltarei!... Voltarei!... Voltarei!
Voltarei!... Voltarei!... Voltarei!... Voltarei!
 
Acordar, meter os pés no chão.
Levantar, pegar no que tens mais à mão.
Voltar a rir, voltar a andar...
Voltarei!
VOAR (Tim)
Componentes do
PROCESSO
de Exploração
Forma, Direção, Método
e Instrumentalidade
Fatores
facilitadores
ou inibidores
Reações
Resultados
2.ª Distinção fundamental
Comportamento exploratório espontâneo ou induzido:

Grau de curiosidade ou interesse intrínseco por si e/ou pelo ambiente que motiva a uma atitude de abertura à experiência e à aprendizagem
AMBIENTE COMO ESTÍMULO
Atividade I: Escaparate (ou Zapping)
Atividade II: Hotel Resort e...seis estrelas
Atividade III: Vouchers
Atividade IV: Presente-experiência
Atividade V: Making-of do meu dia
Atividade I: Discussão de dilemas
Atividade II: Escolha seletiva de cartões e sua classificação
com base em evidência vivencial
Atividade III: Identificação com figuras-modelo (vertente atitudinal)
Atividade IV: Relato de experiências-pico
Atividade V: Uso de tempo e dinheiro
Estrutura Social de Oportunidades
Finalização do processo de Intervenção
Avaliação da
Qualidade da
Intervenção
Hotel-Resort
* * * * * *
Direção Administrativa,
Financeira e Patrimonial
Direção de
Projetos
Direção de
Recursos Humanos
Direção Comercial
e de Marketing
Direção de
Informática
Direção
de Logística
Direção de Gestão da
Qualidade do Alojamento
Dept.º de Assessoria à Gestão
e de Apoio Jurídico
Dept.º de Construção e
Manutenção de Instalações
Dept.º de Instalação e
Manutenção de Equipamentos
Dept.º de Gestão de
Espaços Exteriores
Dept.º de Recrutamento,
Seleção e Gestão de Pessoal
Dept.º de Formação e
Desenvolvimento
Dept.º de Saúde, Higiene
e Ambiente
Dept.º de Segurança e
Vigilância
Central de Marcações
e Reservas
Dept.º de Limpeza e
Arrumação de Quartos
Lavandaria e Arranjo
de Roupas
Dept.º de Imagem
e Comunicação
Dept.º de Animação
e Recreação
Dept.º de Mecenato
e Beneficiência
Receção e
Portaria
Direção Comercial e de Marketing
Dep.to de Animação e Recreação
Direção de Projetos
Dep. to de Instalação e Manutenção de Equipamentos
Direção de Projetos
Dep.to de Gestão dos Espaços Exteriores
Coleção
A
Coleção
B
Direção Comercial e de Marketing
Dep.to de Imagem e Comunicação
PALETA DE CORES
 
Direção de Estruturas e Serviços ao Cliente
Bar, Restaurante e Discoteca
Direção de Projectos
Dep. to de Construção e Conservação de Instalações
Direção de Gestão da Qualidade do Alojamento
Lavandaria e Arranjo de Roupas
 
 
 
 
Direção de Estruturas e Serviços ao Cliente
Health Club e SPA
Direção de Gestão da
Qualidade do Alojamento
Dep.to de Limpeza e
Arrumação de Quartos
Direção de Estruturas e
Serviços ao Cliente
ATL e Baby Sitting
 

Direção de Recursos Humanos
Dep.to de Segurança e Vigilância
 
 
 
 
Direção de Informática
 
Direção de Estruturas e Serviços ao Cliente
Biblioteca e Sala de Jogos
Direção de Estruturas e Serviços ao Cliente
Hotel/Escola Canina

Direção de Recursos Humanos
Dep.to de Saúde, Higiene & Ambiente
Direção de Gestão da Qualidade do Alojamento
Receção/Portaria
Direção de Estruturas e Serviços ao Cliente
Aluguer e Reparação de Automóveis
 
Direção de Estruturas e Serviços ao Cliente
Galeria Comercial
 
Loja dos
Sonhos
Direção Administrativa, Financeira e Patrimonial
Dep. to de Assessoria à Gestão e Apoio Jurídico
Direção de Recursos Humanos
Dep.to de Formação e Desenvolvimento

Direção de Gestão da Qualidade do Alojamento
Central de Marcações e Reservas
 
 
 

Direção de Recursos Humanos
Dep.to de Recrutamento, Seleção e Gestão de Pessoal
 
 
Direção Comercial e de Marketing
Dep.to de Mecenato e Beneficência
Direção de Compras/Logística
Hotel-Resort
Seis estrelas
* * * * * *
SEJAM BENVINDOS!
Escolha seletiva
Escolha forçada
Escolha livre
Exploração
de Interesses
História Pessoal
de (Des)Investimentos
Atividade I: Reflexão/Discussão de Narrativas Autobiográficas
Atividade II: Redação da biografia pessoal
Atividade III: Exercícios estruturados de Retrospeção
O Rogério tem tido notas razoáveis na maioria das disciplinas , sem que para isso tenha ocupado muito do seu tempo a estudar. Não é que não goste de fazê-lo, mas tem preferido dedicar o seu tempo a outras atividades, tais como a locução da Rádio Sons Vitais (RSV) da sua escola.

A rádio sempre passou música apelidada por todos de “muito fixe” e é conhecida pelas suas conquistas junto do Conselho Diretivo, dado que agora a transmissão se alargou dos corredores para o recreio, pavilhão da escola e mesmo salas de estudo, onde corre em contínuo num volume agradável.

Sabendo da forte popularidade que a rádio tem junto dos alunos, os candidatos para o novo mandato da Associação de Estudantes querem divulgar as suas propostas por este meio. O Rogério está confuso quanto à permissão que deve ou não ser dada a este desejo. Por um lado, entendendo a RSV como uma rádio dos e para os alunos, ela deve deixar falar as suas vozes e os seus interesses. Por outro lado, se assim for, o Rogério teme que a forte valência e reconhecimento da rádio pela excelente seleção musical se perca e que o seu controlo sobre a mesma diminua, sendo passados conteúdos que não interessariam para o conceito da rádio que fundou e de cuja coordenação e direção lhe custa tanto abdicar.

Junto do Conselho Diretivo, o Rogério deve ou não defender a posição de apoio à dinamização da rádio pelos candidatos das listas no período de eleições?
Dilemas de um Estudante
A empresa da Sara foi galardoada com o prémio “melhor instituição para trabalhar”, dado o bom ambiente que a gestão parece proporcionar e que se reflete no bem-estar dos trabalhadores. A empresa tem tido êxito financeiro, pelo que a Sara julga estarem reunidas condições de internacionalização da mesma. Para isso, pretende contratar um excelente consultor em internacionalização de empresas, que não só a apoie na identificação de mercados externos, como trabalhe como mediador e relações públicas junto desses alvos.

Após as entrevistas de seleção para o cargo, encontra-se indecisa entre duas pessoas. Uma delas, a Maria Jerónimo, revela-se extremamente simpática, cooperativa, com fortes interesses de trabalhar e encontrar soluções em equipa, a par de um currículo consistente na área de consultoria internacional. O outro elemento, a Helga dos Santos Magalhães, tem ajudado a fundar conceituadas multinacionais, é uma pessoa muito orientada para o cumprir de objetivos, persistente, competitiva e ambiciosa.

Tendo em conta o objetivo atual da Sara, esta pessoa parece-lhe uma melhor hipótese, porém, numa perspetiva de continuidade na empresa, e considerando o estatuto de “boa empresa para trabalhar” que lhe foi atribuído, a Maria poderia ser um elementos mais interessante, capaz de partilhar conhecimentos com os outros e de gerar evoluções mais lentas, mas mais consolidadas entre todos.

A Sara não sabe como proceder…
Dilemas de uma Chefe
Dilemas de um Profissional
RECONHECIMENTO DE VALORES
Atividade I: Revisão de experiências pessoais de (in)sucesso
Atividade II: Escolha seletiva de cartões e sua classificação com base em evidência vivencial
Atividade III: Identificação com figuras-modelo (vertente do desempenho)
Atividade IV: Contacto com a perspetiva de figuras chave dos contextos
Atividade V: Exposição, real ou simulada, a situações de demonstração de competências
Atividade I: Análise de Classificados (imprensa escrita ou sitios on-line)
Atividade II: Pesquisa de material informativo diverso (impresso ou on-line) - e.g., CPP; Livretes IEFP...
Atividade III: Entrevista, individual ou coletiva, a profissionais
Atividade IV: Deslocação a contextos de trabalho ou visita a feiras de emprego ou mostras de oferta formativa e profissional
Atividade V: Experiências de workshadoing
Atividade VI: Manisfesto profissional
Atividade VII: Nobel das organizações
Galeria dos Famosos
O Nélson sempre confiou na inovação como motor de expansão de uma organização e sempre foi valorizado por adotar essa atitude. Nos últimos tempos, porém, o novo gestor da fábrica onde trabalha, tem sido intransigente quanto à necessidade de se produzir muito e dá pouco espaço para que se repensem os métodos de trabalho e se proponham novos produtos.

Recentemente, o Nélson teve um convite para se integrar numa outra fábrica que se encontra em início de atividade. O facto de terem valorizado o seu trabalho agradou-o muito, a par da confiança que depositariam nele para que fosse o criativo da instituição. Paralelamente, sabe que teria um desafio novo na sua vida, pois iria impulsionar a produção de um outro produto.

Acontece que essa fábrica se situa a mais de 150 Kms da sua área de residência, implicando que ele passasse alguns dias da semana longe da sua família, logo agora que acaba de ser pai de um 2.º filho, o André, com 5 meses. Acresce, ainda, a esta situação, o facto de ter de recuar no plano financeiro, pois, apesar de ter ajudas de custo para as deslocações e alojamento garantido na nova localidade, iria ter uma redução de 200 euros no seu salário.

O Nélson telefona a vários dos seus amigos para se aconselhar e ouvir várias perspetivas. A esposa insiste que essa decisão deverá ser tomada pelo Nélson, sem que ela emita qualquer opinião, pois não quer que ele se arrependa das suas decisões se baseadas por aquilo que poderia parecer o melhor para a família.

Ele está mesmo muito indeciso…
Valores em jogo
Levam a escolher...
Valores em jogo
Levam a escolher...
Conforto Financeiro
Estabilidade
Oportunidade de Aprender
Independência
Variedade
Reconhecimento
Solidariedade
Liderança
Liberdade de ação/decisão
Prestígio
Estímulo Inteletual
Expressão criativa
Competitividade
Conciliação de áreas de vida
Oportunidade de progressão
Cooperação
Estar em relação
Lidar com desafios
Outros...
Check-list de valores
1. Reflexão Global (valores de vida em geral)
2. Reflexão Contextual(identificação e graduação
dos valores em função de atividades profissionais específicas)
Estratégia:
Autonomia
Convicção e determinação
Capacidade de Organização (tempo e tarefas)
Competências de Comunicação/Expressão (oral/escrita)
Sentido de Compromisso
Sentido de Grupo/Equipa
Disponibilidade
Flexibilidade e Adaptabilidade
Competências de Relacionamento (com os pares, com os superiores, com o público)
Saber lidar com a exigência/pressão
Capacidade de aceitar críticas
Capacidade de refletir/avaliar a ação (própria e de terceiros)
Assertividade
Tolerância à frustração
Abertura a novas experiências/aprendizagens
Gerir contactos em rede
Exigência consigo próprio/a
Auto-motivação
Sentido ético
Orientação para objetivos
Proatividade
Capacidade de Liderar
Capacidade de inovar, gerar ideias/soluções
Competências de gestão/regulação emocional
Capacidade de negociação
Saber manter-se atualizado/a
Competência de auto-agenciamento
Sensibilidade e responsividade às flutuações do meio
Outras...
Check-list de competências
1. Reflexão Global (competências pessoais em geral - possuídas, requeridas e/ou a desenvolver)
2. Reflexão Contextual(identificação e graduação do nível de competência em função dos requisitos de atividades profissionais específicas)
Estratégia:
Atividade I: Simulação do preenchimento do boletim de matrícula ou da situação de entrevista de seleção (no papel de entrevistador ou entrevistado)
Atividade II: Redação de carta de candidatura a emprego, de anúncio de oferta de trabalho ou de curriculum vitae original - e.g., "Vizualize.me"
Atividade III: Criação de um perfil numa rede social - e.g. Google+
Atividade IV: Realização de exercícios estruturados de diferenciação de alternativas através da integração das dimensões críticas exploradas
Atividade V: Escalada ("Ladering"- Cochran, 1997, p.47)
Atividade VI: Reflexão/discussão de dilemas (reais ou hipotéticos)
Atividade VII: Sistematização (através da elaboração de relatório) e/ou apresentação pública dos compromissos vocacionais aos significativos
Perfil Google+
Estratégia:
1. Exploração indireta tout-court
2. Atividade preliminar à exploração direta
3. Ponto de partida para a exploração de implicações da atividade formativa/profissional nas outras áreas de vida
Exploração de formações/profissões
?
C
C
As profissões e Eu
1. Retirada à sorte de um cartão e produção de resposta relativa ao tema-estímulo
2. Registo em cada um dos cartões do baralho de uma resposta autoreferenciada de modo a produzir uma combinação que reflita a experiência do próprio. Formação aleatória de vários conjuntos de cartões e pronunciamento dos jovens, um de cada vez.
Estratégia:
Afinidades
1. Não quero para mim a vida que os meus pais levam. Só um curso superior me permitirá ter uma vida melhor do que eles

2. Tenho de conhecer tudo sobre as profissões antes de escolher uma para não correr o risco de fazer uma escolha errada

3. Os resultados dos testes psicológicos são a garantia de que a escolha que eu fizer será a melhor para mim

4. O trabalho é a coisa mais importante na vida por isso quero para mim uma profissão que me permita expressar tudo o que eu gosto e sei fazer, que satisfaça todas as minhas necessidades. Sem trabalho sentir-me-ia um inútil

5. Estou a demorar demasiado tempo a decidir-me e isso não é um bom sinal. Todos os meus amigos já sabem o que vão escolher e eu continuo com muitas dificuldades

6. O mundo é dos doutores e engenheiros. Só eles conseguem ter tudo o querem e ser alguém na vida

7. Desistir está fora de causa. Todos achariam que não sei o que quero, que sou um incapaz e que alguma coisa deve estar errada comigo

8. A escolha que eu fizer agora vai determinar o que virei a fazer o resto da vida por isso tenho de pensar muito bem no que vou escolher pois não quero arrepender-me no futuro

9. Sem esforço nada se consegue. Tenho de me empenhar o máximo possível para conseguir alcançar tudo o que quero.

10. Nem quero imaginar o que será de mim se não entrar na Faculdade. Quem não tira um curso superior não vai a lado nenhum.

Adaptado de Lewis e Guilhousen(1981) e Stead e Watson (1991)
1. Uso de escalas de concordância (tipo lickert) sob a forma de tabuletas de pontuação (jogo do polegar)
2. Barómetro Humano
3. Prós e Contras (com ou sem inversão de papéis)
4. Identificação de paradoxos
5. Associação de pequenas histórias aos estímulos
Estratégia:
Mensagens publicitárias
Atividade I: Linha da vida ou Arco Íris (utilização projetiva)
Atividade II: Elicitação de fantasias (e.g., imaginação guiada, texto, desenho, vídeo, fotomontagem,...)sobre rotinas, acontecimentos, cenários, experiências que povoem o futuro
Atividade III: Redação de um manifesto - e.g.- " Um dia..."
Atividade IV: Elaboração da agenda de uma semana a prazo
Atividade V: Antecipação de obstáculos e planeamento de estratégias de resolução de problemas
Modelo-Tipo do Manifesto "Um dia..."
Atividade I: Avaliação gráfica das sessões/atividades do processo nas dimensões "utilidade/importância" e "satisfação" (registo gráfico simples em papel ou com recurso a outros materiais)
Atividade II: Preenchimento de escalas multidimensionais de avaliação dos resultados
Atividade IV: Recapitulação do processo de intervenção apoiada numa sistematização do mesmo e com possibilidade de recurso simultâneo à exploração de metáforas- e.g. - mal-me-quer/bem-me-quer (muito, pouco, nada); símbolos metereológicos; sinalética de trânsito; atribuição de óscares; lugares no podium; ...
RITUAIS DE FINALIZAÇÃO
Atividade: A teia
ESCALADA
10 profissões (interessantes ou não)
Comparação das profissões três a três de modo a fazer emergir construtos de análise
Mantém-se a última profissão de cada tríade em cada nova comparação
Exploração de nove tríades no total
Instituto de Psicologia e Ciências da Educação

II CONGRESSO INTERNACIONAL DE INTERVENÇÃO PSICOLÓGICA
UMA QUESTÃO INICIAL...

Como se caracterizam as práticas mais correntes de Orientação Vocacional?
. Confrontar representações já existentes
. Construir novas representações
. O mundo interno
. O mundo externo
. Alargar ou aprofundar focos
. N.º de focos explorados
. Quantidade de dados obtidos
. Regular ou ocasional
. Intencional e consciente ou fortuita e não consciente
. Dimensões do self/meio alvo de exploração
. Natureza específica dos comportamentos exploratórios orientados
. Utilidade para a tarefa vocacional dos conteúdos e métodos de exploração
. Desenvolvimentais- e.g., autonomia, confiança básica
. Pessoais - e.g., extroversão, auto-eficácia
. Relacionais - e.g., competências interpessoais
. Académicos - e.g., relação com o conhecimento
. Contextuais - e.g., acesso ao(s) meio(s)
. Afetivas - e.g., (in)satisfação, ansiedade
. Cognitivas - e.g., confusão, clarividência
. Comportamentais - e.g., mais exploração, revelação pública dos resultados da exploração
. Progressos no auto-conhecimento
. Diferenciação de interesses
. Facilitação do compromisso com a escolha
. Empoderamento e adaptabilidade
. Desenvolvimento da identidade vocacional
. Etc.
. A realidade vem ao encontro do indivíduo
E.g., Material informativo e psicotécnico
. O indivíduo vai ao encontro da realidade
E.g., Visitas, entrevistas, estágios, ...
Mudam-se os tempos...
Vouchers de Experiências
Grata pela V. atenção e interesse!
ines@fpce.up.pt
Critérios a considerar na avaliação do nível de exploração e de investimento

(Waterman, A. S., 1993):

Grau de curiosidade
Grau de conhecimento
Grau de participação em atividades relacionadas
Grau de mobilização de recursos externos relacionados
Intensidade do sentido de urgência face à escolha
Grau de identificação com significativos
Tonalidade emocional dominante
Grau de projeção no futuro
Grau de resistência à influência
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