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César Lattes

Seminário PNFM - Cesar Lattes (Prof. Elisiane Albrecht - Alan Henrique)
by

elisiane Albrecht

on 29 October 2014

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Transcript of César Lattes

O físico brasileiro!
César Lattes
Cesare Mansueto Giulio Lattes
- Vida e carreira;
- A partícula 'méson pi'
- Contribuições para a Ciência;
- Relações com o acervo do PNFM.
Vida e Carreira
Parque da Ciência
GPC - Equipe de Exatas
Prof. Elisiane Albrecht
Alan Henrique Abreu Dias
Vida e Carreira
Nascimento: Curitiba, julho de1924;
Filho de imigrantes italianos: Giuseppe Lattes e D. Carolina M. Rosa Lattes;
Estudos: Iniciou os estudos em Curitiba na Escola Americana, terminou o 2º grau no Instituto Médio Dante Alighieri em São Paulo;
Bacharelou-se em Física em 1943 pela USP.
Em 1946 ingressou no grupo de pesquisa de Cecil Powell, em Bristol, na Inglaterra. Lá estavam Beppo Occhialini e H. Muirhead.
Este grupo analisava os efeitos do choque dos raios cósmicos na atmosfera utilizando chapas fotográficas.
A primeira contribuição de Lattes no grupo foi adicionar mais boro às chapas fotográficas, também chamadas emulsões nucleares. Ao passar pelas emulsões, prótons e outras partículas carregadas deixam rastros, pelos quais é possível determinar a sua energia e massa.
Vida e Carreira
A partícula méson pi
Em 1937-38 os norte-americanos Carl D. Anderson e Seth H. Neddermeyer encontraram, na radiação cósmica, partículas que tinham o comportamento previsto por Yukawa. Dez anos depois um grupo de cientistas italianos verificou que a interação dos mésons de Anderson e Neddermeyer com o núcleo atômico era muito fraca.
Em 1935, Hideki Yukawa sugeriu uma partícula com massa intermediária entre a dos prótons e nêutrons e a dos elétrons, que seria absorvida e emitida pelas partículas do núcleo e se desintegrando fora dele. Isso explicaria a estabilidade do núcleo.
A partícula méson pi
A partícula méson pi
Carl David Anderson
Seth Neddermeyer
Foi então, em 1947, que observando as chapas fotográficas expostas na montanha Pic du Midi, nos Pirineus, Lattes e Beppo verificaram dois traços especiais: do final do primeiro brotava um novo rastro.
Como explicar aquilo?
A partícula méson pi
Lattes foi para a Bolívia e colocou várias chapas fotográficas no Monte Chalcataya, onde observou cerca de 30 rastros duplos, analisando-os verificou que haviam duas partículas, com massas diferentes.
O primeiro, com massa cerca de 30 a 40% maior, se desintegrava e liberava o segundo, que foi identificado como o méson de Anderson e Neddermeyer foi denomidado de méson mu (μ). O outro, até então desconhecido, foi chamado de méson pi (π).
O grupo apresentou a descoberta em outubro de 1947.
A partícula méson pi
Em 1948, ano seguinte ao da descoberta, Cesar Lattes e Eugene Gardner detectaram o méson pi artificial, no maior acelerador de partículas da época, o sincrocíclotron da Universidade da Califórnia, na cidade de Berkley.
Sincrocíclotron da Universidade da Califórnia - Berkley - Ca
Contribuições para a Ciência
A descoberta do méson pi deu início a uma série de descobertas de outras partículas subatômicas, com a continuidade dos estudos dos raios cósmicos e o aumento do uso dos aceleradores de partículas.
Em 1949, criou as condições necessárias para o que viria a ser o Laboratório de Física Cósmica em La Paz, na Bolívia
Lattes (1947)
Cesar Lattes (19??)
Fotografia da chapa exposta nos Pirineus
Contribuições para a Ciência
No Brasil, ainda em 1949, foi cofundador do Centro Brasileira de Pesquisas Físicas (CBPF).
Também contribuiu para a criação do CNPq (Conselho Nacional de Pesquisas) em 1951 e do Instituto de Física da Unicamp, no qual foi responsável pela implantação do Departamento de Raios Cósmicos.
Em 1969, dirigindo uma equipe de físicos brasileiros e japoneses, determina a massa das bolas de fogo, fenômeno decorrente do choque de partículas subatômicas com energia muito alta.
Os "quase nóbels"
Do grupo de Bristol, apenas Powel ganhou Nobel no ano 1950 pela descoberta do méson pi, em 1949 o prêmio foi para H.Yukawa.
Há rumores de que o trabalho de Lattes com Eugene Gardner teria sido indicado ao Nobel.
- Doutor Honoris Causa da Universidade de São Paulo (1948);
- Honra ao Mérito da Rádio Nacional (1949);
- Prêmio Einsten (1950);
- Prêmio Ciência e Cultura do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura (1950);
- Prêmio Fonseca Costa do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (1958);
- Cidadão Honorário (1972);
- Medalha Carneiro Felipe da Comissão Nacional de Energia Nuclear (1973);
- Prêmio Moinho Santista da Fundação Moinho Santista (1976);
- Comenda Andres Bello(1977);
- Prêmio Bernardo Houssay (1978);
- Medalha Santos Dumont (1984);
- Doutor Honóris Causa da Universidade Estadual de Campinas (1986);
- Professor emérito da Universidade Estadual de Campinas (1986);
- Doutor honoris causa, Universidade Estadual de Campinas (1987);
- Prêmio Física, Academia de Ciências do Terceiro Mundo (1988);
- Grã-Cruz da Ordem Nacional do Mérito Científico do Presidente da República do Brasil (1994);
- Grau de Grande Oficial da Ordem de Rio Branco do Presidente da República do Brasil (2005) post-mortem;
Prêmios e títulos recebidos:
Relações com o acervo do PNFM
- Busto Cesar Lattes;

-Rifle de Gauss (acelerador de partícula);

- Painel "Luz para fazer ciência";

- Prisma " A Chave do Universo".
Referências
César Lattes - Arquivo Central /SIARQ - Unicamp.
Disponível em: <http://www.siarq.unicamp.br/lattes/index.html>

César Lattes: o perfil de um físico brasileiro - Sociedade Racionalista.
Disponível em: <http://sociedaderacionalista.org/2012/12/02/cesar-lattes-o-perfil-de-um-fisico-brasileiro/>

César Lattes e os 50 anos do méson pi - Grupo de História, Teoria e Ensino de Ciências do IFGW.
Disponível em: <http://www.ifi.unicamp.br/~ghtc/meson.htm>

Para saber mais: Entrevista com Alfredo Marques, ex-diretor do CBPF para a revista "Cosmos e contexto." N. 3, FEV. 2012
<http://www.cosmosecontexto.org.br/?p=1065>
O restante da carreira
Recusou vários convites para trabalhar no exterior, dedicando sua vida a uma carreira no seu país de origem. Trabalhou como professor e pesquisador. Morreu em março 2005, em decorrência de uma parada cardíaca, em Campinas.
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