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O Método Psicanalítico

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by

Fabrício Ribeiro

on 12 September 2016

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Transcript of O Método Psicanalítico

O Método Psicanalítico
Discurso do Método Psicanalítico
Miller inicia seu texto dizendo que
em análise
não existe um único ponto da
técnica
que não toque a
ética
visto que a mesma dirigi-se ao
sujeito
;
A
análise lacaniana
não adere a
padrões
mas orienta-se por
princípios
: sua transmissão toca a
análise
de cada um e a
supervisão
;
Apresenta que os
analistas
não devem ficar apenas com sua
práticas
, mas que possam
testemunhar o trabalho
de seus colegas;
O Ato analítico
O
paciente
que busca uma
análise
não apresenta-se ainda enquanto
sujeito
: construção
efeito
de uma análise;
Paciente
não como
designado
pela psiquiatria ou outras disciplinas que categorizam o dito sujeito: designação feita pelo
outro social
;
Desta forma a
primeira demanda
de uma análise aloja-se no pedido de ser
admitido como paciente
: ato que autoriza o
sujeito
;
O Ato analítico
Pode chegar a
demanda de análise
enquanto
tornar-se analista
, mas esta
deve ficar guardada
até que a análise permita tomar este rumo;
Na
prática lacaniana
de análise
todo paciente
pode ser
candidato
a tornar-se
analista
, se de fato será, somente o percurso poderá mostrar;
Desta forma as
entrevistas preliminares
ganham forma em acolher o sujeito sem deixar de fora o
ato analítico
e a
ética da psicanálise
;
O Ato analítico
O tempo de duração das entrevistas preliminares não esta previamente estabelecindo, mas Miller destaca três níveis;
Avaliação Clínica
As
entrevistas preliminares
devem permitir ao analista definir com clareza clínica a qual
estrutura pertence
aquele sujeito;
Localizar a
estrtura
permite ao
analista
posicionar-se e conduzir o tratamento a partir da
singularidade
de cada caso;
Posição que permite o analista
intervir pelas particularidades
do caso, sem tomar como guia a si próprio e seus
laços de transferência
com o paciente;
Avaliação Clínica
Avaliação Clínica
Fenômenos Elementares na Psicose
Avaliação Clínica
Fenômenos Elementares na Psicose
Avaliação Clínica
Fenômenos Elementares na Psicose
No
campo da histeria
: fenômenos de
corpo
ou certa
estranheza
de algumas
experiência
que tocam o corpo e o
feminino
;
No
campo da neurose obsessiva
: as
ruminações mentais
do obesessivo podem confundir-se com o
automatismo mental
;
No
campo da perversão
: algo que toque
certa estranheza
acerca da
vida sexual
, mas este ponto muitas vezes não se faz suficiente;
Diagnóstico e Localização Subjetiva
No
processo analítico
convoca o sujeito a
responsabilizar-se
pelos seus modos de gozo: por vezes permitir acerca de seu
direito negado de gozar
ou mesmo sonegado;
;
Diagnóstico e Localização Subjetiva
O
processo analítico
convoca o sujeito a
responsabilizar-se
pelos seus modos de gozo: por vezes permitir acerca de seu
direito negado de gozar
ou mesmo sonegado;
O sujeito sente-se
impedido de abandonar
o que o impede de gozar, pois inconscientemente não se sente no
direito
:
ficcção simbólica
construida a partir dos laços que o Outro;
O que estabelece o
fato e o direito
toca as
ficções simbolicas
construídas em sociedade: sendo o direito uma ficção que
estrutura o mundo
e
localiza o sujeito
diante do mesmo;
Diagnóstico e Localização Subjetiva
O
diferença biologia
dos sexos marca a distinção entre homem e mulher, mas na
dimensão simbólica
que realmente estabelece uma
diferença fundamental
;
Diagnóstico e Localização Subjetiva
Diagnóstico e Localização Subjetiva
Diagnóstico e Localização Subjetiva
Diagnóstico e Localização Subjetiva
Diagnóstico e Localização Subjetiva
Diagnóstico e Localização Subjetiva
O
conceito de sujeito
na clínica se estabelece
a partir do direito
: lugar que o mesmo se apresenta que
escapa a qualquer objetividade
, sendo impossível
mensurar o tratamento quantitativamente
;
Desta forma podemos pensar o
tratamento
apenas pela
singularidade
de cada caso e as
intervenção
realizadas no
aposteriori
, colhendo seus
efeitos
no passo seguinte ;
Um
tratamento bem
sucedido vai
vicular-se necessariamente ao analista
que deve acolher as
invenções de cada sujeito
: ponto possível para se pensar o
sucesso ou fracasso
do processo de análise;
Freud inicialmente preocupava-se em
verificar a veracidade
dos relatos, se os
fatos realmente haviam acontecido
, mas logo abandonou esta prática pois percebeu que
não se trata da verdade factual
;
Alguns analistas preocupam-se
demasiadamente com os aspectos objetivos
: como o paciente se veste, como se deita no divã, e que faz com o corpo:
estes pontos tem o seu lugar
;
Mas o que deve de fato orientar o analista
toca o que o sujeito poder dizer
sobre estes aspectos, fazendo desta forma uma
distinção fundamental
entre a dimensão do
fato
e a dimensão do
dito
;
Freud nos apresenta um exemplo interessante para nos mostrar como o
dito e o dizer
podem ser
entendidos
e como podemos
compreender
esta diferença;
O
paciente sonha
com uma mulher e conta para o analista e quando vai nomeá-la diz:
não é minha mãe
;
Na
interpretação deste ponto Freud
se posiciona categoricamente em afirmar que a
mulher do sonho
não pode ser outra que não
a mãe do paciente
:
negativa
enquanto
índice do inconsciente
;
E a
modalização
também toca o
analista
, visto que o mesmo precisa
posicionar-se diante do dito
que se apresenta, não para denunciar o falso ou verdadeiro, mas para o sujeito escutar o que diz;
Outro ponto a se considerar passa pela
modalização do dito
, ampliando ao infinito as possibilidade do sujeito apresentar-se a medida que fala:
modalizar o tom de voz
por exemplo;d
Não devemos preocupar em pontuar
se o sujeito diz a verdade ou não
, ou se o mesmo esta
enganando o analista
, o ponto que nos cabe toca o por quê do
sujeito enganar a si mesmo
;
Mas não basta realizar a
passagem do fato ao dito
, pois carecemos de um próximo passo: a localização do
sujeito com o seu dizer
- retomar a
enunciação do sujeito
;
O sujeito no processo de análise pode dizer algo que não acredita completamente, produzindo de certa distância entre o
dito e o dizer
,
verdadeiro ou falso
sempre articula-se a
posição do sujeito
;
As meninas
- Diego Velázquez (1656)
Diagnóstico e Localização Subjetiva
O dito nos apresenta uma dimensão que precisamos escutar,
os intervalos
, pois nestes pontos,
entre um significante e outro
, nos hiatos do discurso o
sujeito autor do dizer habita
;
E nesta construção encontramos pontos do
discurso
que sempre são remontados a partir do
significante seguinte
: a palavra que segue constitui
nova morada
para anterior;
Diagnóstico e Localização Subjetiva
Um paciente diz: "
sou um joão-ninguém
", dito que pode ser ressignificado quando o mesmo revela: "
é o que meu pai sempre dizia
" - a liguagem segue sempre em rotação;
Mas a frase carrega certa
ambiguidade
, pois podemos aferir que o pai maldizia a
si mesmo
ou o
filho
, e por que não pensar,
ambos
. Mas estes
sentidos
serão colhidos apenas
a posteriori
;
Este ponto nos convida a pensar até que ponto o sujeito
fala em nome próprio
: pois quando chega em análise fala em nome do casal, em nome da família, mas
quase nunca em seu nome
;
Diagnóstico e Localização Subjetiva
A
cadeia significante
se constroi de
modo polifônico
, em muitas vozes, pois o sujetio quando fala, não pode em momento algum,
destituir a dimensão do Outro
;
Esta
harmonia ruidosa
que acompanha o sujeito, revela que por vezes a voz esta
afinada ao tom que convem ao Outro
: cantamos melodias que nos acorrenta ou desafina nossa condição de sujeito;
E nesta medida o analista precisa pontuar, que mesmo
constituido pelas partituras do Outro
, o sujeito pode de
modo autoral
, apropriar-se dos compassos e constituir
apresentação singular
, genial;
Diagnóstico e Localização Subjetiva
Introdução ao Inconsciente
A Boca maldita
: um lugar para a palavra circular, onde o sujeito pode se ver livre para
dizer
sua verdade ou
mal-dizer a sua verdade
- como no consultoria de nossos analistas onde se pode
falar livremente
;
A Boca maldita foi criada por um prefeito em 1956, onde pode-se reunir para protestar, falar-se de política fazer circulos de idéias, onde os segredos circulam;
Introdução ao Inconsciente
Lacan localiza que a
ética
da Psicanálise consiste no
bem-dizer
, que não pode ser associado a uma
bem-dição
ou uma benção, uma palavra que
salve o sujeito
de seu sofrimento;
O processo de analise pretende que o sujeito
diga-bem aquilo que se fala
, aprende-se a bem-dizer, tecer
palavras sustentadas
por aquilo que toca o
sujeito
;
Introdução ao Inconsciente
A
ética da psicanálise
se sustenta neste pondo que pode apresentar a
diferênça ente o dito e o dizer
: mas que leve em conta a modificação da
posição subjetiva
a medida que o discurso se encadeia;
Por isso, afirma Miller, que podemos
revisitar os textos
de Lacan sem nunca
exauri-los
, pois a cada leitura uma
nova amarração se faz

possível
, pois o sujeito nunca lê do mesmo lugar;
Desta forma o
texto
que nos interessa se faz
vivo
, pois permite o sujeito
invetar sua leitura
, mudar de posição a medida que pode
dialogar com o texto
, assim como nossos pacientes em análise;
Introdução ao Inconsciente
Localizar o sujeito
frente seu dizer se faz mais que
avaliar sua posição
, constituti um
ato ético
: introduzindo o mal-entedido e permite o sujeito
encontrar com o inconsciente
;
As
entrevistas preliminares
podem permitir que o sujeito comece a
retificar sua posição
, modificando as relações do sujeito com a
realidade e os laços
estabelecidos por ele;
Neste primeiro momento podemos destacar que
o analista convida o sujeito
a entreguar-se ao
método psicanalítico
: deixar falar o sujeito enlaçado pela
associação livre
, abandonando a posição de mestre;
Introdução ao Inconsciente: retificação
Introdução ao Inconsciente
Outro ponto importante passa por fazer o sujeito encontrar
com seu desejo
, sabendo que no mesmo
habita a negação
de sua realização: o
desejo
comporta em si mesmo um momento de
não desejar
;
Deste modo podemos encontrar o
sujeito pedindo o que não deseja
: demanda vazia que busca perpetuar o
sujeito alienado frente a seu dito
: não me de o que te peço;
Podemos afirmar que o
sujeito não coincide com o cidadão
, está fora dos dados estatísticos, apresenta-se a partir da
descontinuidade
, fugidio ao campo do saber da consciência;
Introdução ao Inconsciente
O
sujeito
está inscrito na
ética
, sendo o mesmo
responsável
por eleger o que pode
recolher
ou
descartar
de sua história: na autoria de seu percurso
deparar-se
com seu
desalinho
;
Um
erro nas contas
, por este caminho podemos
encontrar o sujeito
, assim como uma mulher que conta os dias para não engravidar e acaba por
surpreender-se
pelo amor no dia fora das contas;
Deste modo o analisando, pelo testemunho de sua vida, localiza o
falta-a-ser
, por vezes buscando justificar sua própria existência: um
acerto de contas
que não acontece
sem um resto
;
Lacan chamou a passagem do fato de
queixar dos outros
para
queixar-se de si mesmo
de retificação subjetiva: uma torção se faz necessária para que o sujeito
responsabilize-se
pelo seu queixume;
O
sujeito do inconsciente
está profundamente articulado ao
sujeito da responsabilidade
: talvez seja esta a condição para o sujeito do inconsciente emerja;
O sujeito neurótico busca uma
causalidade para os acontecimentos
, constituindo bases para o seu sofrimento: mas o
sujeito apresenta-se fora
deste princípio,
escapa a qualquer causalidade
;
Introdução ao Inconsciente: retificação
Podemos dizer que está
experiência do falta-a-ser
do sujeito em nosso tempo pode ser
intensificado pelo discurso científico
: máquina de produção de sentido;
Atravessar a
falta-a-ser
implica em
encará-la
,
questionar
ou
perder
as razões de ser, e isso, via de regra, pode colocar o sujeito em
situação muito difícil
;
Deparar-se com certo
vazio de sentido
, permite o sujeito partir de um
ponto inédito
, mas este encontro não se faz de modo tranquilo, sem fazer
ruir
o que pareceu
sempre sólido
;
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