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Criança, educação, escola e infância: Aproximações às contribuições de Janusz Korczak

Apresentação de TCC
by

Séphora Pinto Amaral

on 17 November 2014

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Transcript of Criança, educação, escola e infância: Aproximações às contribuições de Janusz Korczak

INTRODUÇÃO
Este trabalho tem como objetivos compreender os elementos constitutivos das relações existentes entre criança, educação, escola e infância presentes na experiência política e pedagógica do autor Janusz Korczak.
Assim, ao longo do trabalho, problematiza-se o fato de que os direitos das crianças não são efetivamente assegurados pelos adultos e, no âmbito escolar, pelos determinantes históricos e culturais, os professores muitas vezes reforçam e reproduzem preconceitos existentes na sociedade ao invés de cumprirem com a finalidade de criar as condições adequadas para que a criança possa apropriar-se do legado cultural humano e aprender e se desenvolver plenamente. Deste modo, os temas aqui abordados perpassam as discussões sobre o preconceito e o direito ao respeito.
Criança, educação, escola e infância:
Aproximação às contribuições de Janusz Korczak

2010.2 Ingressei no curso de Pedagogia;
2011.2 Fui selecionada como estudante bolsista PIBID e adentrei ao chão da sala de aula em uma escola pública municipal e, posteriormente, em uma escola pública estadual;
2011.2 Comecei a participar do GEPIEE.
Relações entre criança, educação, escola e infância:
educar para a humanização
É preciso uma nova escola para uma nova sociedade, não conservando e nem mantendo valores e práticas preconceituosas e desiguais. Além disso, quando a criança é responsabilizada pelo fracasso escolar, como se dependesse dela o fator social e econômico em que vive, nega-se de fato o que está posto.
Universidade Federal de Santa Catarina
Criança, educação, escola e infância:
Aproximações às contribuições de Janusz Korczak
Orientadora: Maria Isabel Batista Serrão
Coorientadora: Maria Eliza Pimentel
Contudo, muitas vezes a escola não está preparada para receber, acolher, cuidar e respeitar esses “seres humanos de pouca idade ”, pois tanto suas práticas como suas estruturas estão ultrapassadas e carecem de maior atenção por parte do poder público e seus gestores. Além disso, embora tenha presenciado relações respeitosas entre crianças e adultos, observei que as crianças nem sempre são consideradas por todos os adultos da escola, em especial, pelos professores, como “seres humanos de pouca idade” que merecem respeito.
Cabe destacar que a criança, estudante dos anos iniciais do Ensino Fundamental, é uma criança que tem direito à infância e a escola deve garantir o atendimento as suas necessidades e direitos básicos mais essenciais de “participar, brincar e aprender”(QUINTEIRO; CARVALHO, 2007).
De acordo com CARDOSO (2004, p.113), a escola é um “[...] (sistema escolar), cujo funcionamento enquanto instituição sempre teve como fundamento a reprodução social. A escola é um aparelho ou um dispositivo social que se estabelece no capitalismo como um dos pilares da reprodução social”.
A educação é sempre uma prática social determinada, definida social e historicamente no âmbito de uma forma particular e específica de organização da sociedade. Análises fecundas da educação reclamam sua inserção como parte que é de uma organização social determinada, e parte que é estratégica para a produção/reprodução desta organização social. (CARDOSO, 2004, p.109).
Infância é a condição social de ser criança que pode propiciar que esta estabeleça relações com os outros seres humanos, esteja em constante aprendizagem tanto com outros seres de pouca idade quanto com os adultos. Tendo como base o texto “O processo de socialização na escola: a evolução da condição social da criança” (Miranda, 1985), compreendemos que infância é um fato social e não natural, pois será o meio social em que criança está inserida que determinará sua infância. Infância lembra brincar, brinquedos, ter tempos e lugares específicos para aprender, conhecer diversos elementos sociais e históricos. (AMARAL; OLIVEIRA, 2014, p.6)
Criança, é um "ser humano de pouca idade".
O respeito aos direitos das crianças: uma promessa para o futuro
Neste capítulo, foram apresentados aspectos das leis que tratam dos direitos das crianças:
Declaração dos Direitos Humanos (1948), Declaração Universal dos Direitos das Crianças, Declaração do Ano Internacional da Criança (1979), Constituição (1988) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (1990 ).
Apesar de a forma de como a criança é tratada na sociedade e essa problemática esteja, cada vez mais, repercutindo e adquirido importância no cenário nacional, ao longo desses anos, os direitos das crianças ainda são “violados” cotidianamente.
O quarto capítulo, "
Será que é possível proporcionar uma educação baseada no respeito?
" foi desdobrado em dois itens:
Breve histórico sobre a vida e obra de Janusz Korczak
Henryk Goldszmit, nasceu em Varsóvia em 1878 na Polônia.
No ano de 1939, data em que iniciou a 2ª Guerra Mundial, Varsóvia foi invadida por alemães e Korczak teve que realocar as suas 200 crianças, filhos de operários, para o Gueto. Durante dois anos Korczak cuidou das crianças, mantendo seus recitais e apresentações teatrais, batendo de porta em porta pedindo dinheiro e mantimentos.
O direito ao respeito: contribuições de Janusz Korczak
Menosprezo e desconfiança, Má vontade, O direito ao respeito e O direito da criança de ser o que é.
Considerações finais
Trajetória pessoal;
Trajetória acadêmica;
Estudante bolsista PIBID.
Ao longo deste trabalho, busquei mostrar, com base nas contribuições de Korczak, como é possível produzir uma educação que tenha por base o respeito para e com as crianças, bem como ter essa relação na escola de modo a considerar a infância dos "pequenos". Ao relacionar os conceitos de: Criança, Educação, Escola e Infância, conclui-se que criança é um ser humano de pouca idade e que através de uma educação escolar sistematizada as crianças podem aprender mais e mais. E será na escola que essa educação da melhor qualidade deve acontecer, uma educação que, por respeitar as crianças, respeita a infância. Sendo assim, o saber sistematizado e proposto pelo professor pode ser apropriado e sua função de mediador de toda essa relação social se efetiva.
REFERÊNCIAS
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ALMEIDA, M.I. de. Ações organizacionais e pedagógicas dos sistemas de ensino: políticas de inclusão? In: ROSA, D.E.G. e SOUZA, V.C. de. (Org.) Políticas organizativas e curriculares, educação inclusiva e formação de professores. Rio de Janeiro: DP&A, 2002. p. 57-66.

AMARAL, Séphora Pinto; OLIVEIRA, Simone Fátima de. Aprendendo a ser professora. 2014. (Relatório de Estágio). Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.

AMORAS, Maria. A criança e o direito de aprender: uma breve reflexão sobre a experiência da infância nos espaços escolares. In: Encontro de Formação Continuada, 2008, Belém. Ensino Fundamental de 9 anos e o Direito de Aprender na Escola Pública, 2008. v. 01. p. 01-92.

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LEWOWICKI, Tadeusz; SINGER, Helena; MURAHOVSCHI, Jayme. Janusz Korczak: Perfil, Lições, “O Bom Doutor”. São
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MELLO, Suely A. Infância e humanização: algumas considerações na perspectiva histórico-cultural. Perspectiva: Revista do Centro de Ciências da Educação. Universidade Federal de Santa Catarina. Centro de Ciências da Educação. v. 25, n1, jan/jun 2007. Florianópolis: Editora da UFSC: NUP/CED, 2007. p. 83-104.

MENESES, Kelly; SAMPAIO, Livia; NETO, Thais. Janusz Korczak, O pioneiro em defender os direitos das crianças. 2012. Trabalho acadêmico (Curso de especialização de Educação Infantil) – Pontifícia Universidade Católica, Rio de Janeiro. Disponível em: <http://apostasemei.blogspot.com.br/2012/06/janusz-korczak.html>. Acesso em: 04 out. 2014. Site.

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PATTO, Maria Helena Souza. COLÓQUIO SOBRE PROGRAMAS DE CLASSES DE ACELERAÇÃO, 1998.

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TRAGTENBERG, Maurício. A escola como organização complexa. In: TRAGTENBERG, Maúricio. Sobre educação, política e sindicalismo. 3. ed. São Paulo: Editora Unesp, 2004.

Ao longo de três anos como estudante bolsista PIBID percebi que há professores que respeitam as crianças e ensinam que elas têm direito, que merecem respeito e acreditam que suas opiniões são importantes, considerando sempre o que as crianças dizem e querem aprender em sala de aula. Pois, como propõem Miranda (1985) o professor deve considerar os conhecimentos das crianças, apresentar novos conhecimentos e fazer um diálogo crítico entre ambos.
Muito obrigada pela atenção!
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