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Alfabetização de Surdos

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by

Ana Paula Arja Ribeiro

on 23 July 2016

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Transcript of Alfabetização de Surdos

Recebi um aluno surdo e agora?
Os pais ouvintes
Ana Paula Arja - Profª de português como segunda Língua
MARTINS, Sandra Eli Sartoreto de Oliveira - Formação de Leitores Surdos e a Educação Inclusiva - São Paulo - 2011

SANTANA, Ana Paula - Surdez e Linguagem - São Paulo - 2007

Youtube - Conquistando o Impossível. Disponível em:
www.youtube.com/watch?v=cMekP6Jm_lY

http://www.bilibio.com.br/biografia-de/338908/Ana-Paula-Arja-Ribeiro.html

Referências
Desafios?
Programas de orientação aos familiares em relação à aquisição da L1 e da L2;
A viabilização de intérpretes em sala de aula comum quando forem importantes para surdos que se comunicam em L1;
Uso de metodologias instrumentais para o ensino da Língua Portuguesa escrita;
A contratação de educadores surdos e professores especializados em educação especial no sistema comum de ensino;
Formação continuada da equipe escolar para atender às necessidades educacionais dos alunos.

Há, pois, um embate entre a
área da saúde
(que busca "normalizar") e a
área pedagógica
(que procura diminuir os "estigmas").

Essa competição de soluções para o problema tem duas bases:
O
oralismo
, que busca a "normalidade" e a fala, procurando dispor de avanços tecnológicos para oferecer ao surdo a possibilidade de ouvir.

O
bilinguismo
, que defende a Língua de sinais como sendo a Língua dos surdos, e até mesmo a idéia de uma cultura surda específica.
Os
pais ouvintes
procuram inicialmente garantir que seu filho possa falar.
Implante coclear?
Libras?
Fono?
Se lhes dizem que os gestos prejudicam a aquisição da fala, eles procurarão impedir situações comunicativas em que a Libras seja usada.
Na maioria das vezes os alunos surdos ingressarão no aprendizado da leitura e da escrita na educação básica, usando um sistema linguístico convencional, quer seja ele oral ou gestual.

Devido a essa condição adversa, semelhante às condições educacionais dos alunos ouvintes, os surdos enfrentarão dificuldades em seu processo de letramento.
De acordo com Goodman (199 7), ao pensar que crianças pequenas aprenderiam coisas simples, muitos educadores, na ânsia de tornar a linguagem uma tarefa fácil, dividem-na em palavras, sílabas e sons isolados, acabando por transforma-la em uma atividade de difícil compreensão.

O emprego de práticas pedagógicas distantes dos usos sociais da linguagem, para Silva (2003a), restringe o desenvolvimento da língua materna ao ensino da gramática e do vocabulário. Consequentemente, o currículo escolar fica restrito ao planejamento das atividades da leitura desvinculada do interesse dos alunos. Nesse contexto, as situações de leituras podem se tornar enfadonhas e, na maioria das vezes, destituídas de sentido para os alunos.
A concepção de educação bilingue tem proporcionado o acesso da criança a duas línguas: a de sinais e a oficial do país. Nessa visão, ambas as línguas (língua oral e de sinais) não podem ser usadas simultaneamente por possuírem estruturas diferentes.

A Língua de sinais é concebida como a “língua natural” dos surdos conforme os autores: (Stokoe in Northern; Downs, 1989; Moura, 1993; Ferreira-Brito, 1993; Quadros, 1997; Skliar, 1999; 2000; Karnopp; Quadros, 2004; e outros).

Sendo assim, a educação bilíngue propõe que a criança possa ter um desen volvimento cognitivo linguístico equivalente ao verificado na criança ouvinte, e que possa desenvolver uma relação harmoniosa também com ouvintes, tendo acesso às duas línguas: a língua de sinais (L1) e a língua oral (L2).
Não existe silêncio que não possa ser quebrado com gestos de amor, carinho e afeto.
Ana Paula Arja
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